tribuna socialista

quarta-feira, setembro 29, 2004


Para além de blog, DEMOCRACIA & SOCIALISMO é um boletim em papel. Editam-no militantes do Partido Socialista, sempre identificados, que lutam democráticamente para que o PS seja, sem equívocos, um partido de esquerda comprometido com a transformação democrática e socialista da sociedade. Num momento em que mais de 30.000 militantes elegeram democrática e directamente um novo secretário-geral, vem a propósito referir que saudamos o novo secretário-geral, saudamos os militantes e respeitamos a sua decisão, mas afirmamos também que continuaremos a lutar em todos os espaços do Partido e fora pelo fortalecimento do PS como partido de esquerda e à esquerda! A eleição de José Socrates não deve ser visto como um fim de percurso, depois do qual, tudo voltará ao cinzentismo anterior em nome de uma abstracta "unidade". Não façamos no PS o que criticamos noutros partidos! Há tendências no PS! Não existem só "sensibilidades". Não façamos como a avestruz! Tiremos a importante lição do debate nacional que envolveu três candidaturas a secretário-geral: o debate entre perspectivas e projectos diferentes renova, mobiliza e fortalece! E é isto que o PS precisa. Sabemos que somos minoria. Mas como minoria continuaremos a lutar, no respeito pela maioria, pelas nossas propostas. Nomeadamente esta: somos pelo direito de tendência organizada! E esta: uma alternativa de esquerda ao actual governo de direita precisa de um PS forte mas também dialogante À ESQUERDA. Precisa também de um programa e de políticas claramente democráticas e de esquerda! As nossas ideias e propostas, a nossa acção no PS, estará sempre neste espaço que é um blog e também um boletim : DEMOCRACIA & SOCIALISMO. Posted by Hello

domingo, setembro 26, 2004


José Sócrates é o novo secretário-geral do Partido Socialista. Por vontade expresa democráticamente dos militantes do PS. A unidade dos socialistas é importante para se derrotar a coligação de direita e a direita dos interesses e dos lobbies. Mas a unidade para o ser mais forte e actuante, não pode esquecer a democracia interna, o respeito pelas diferenças. O PS fortaleceu-se com o debate entre três candidaturas para secretário-geral. O resultado foi a participação - pela primeira vez! - de mais de 30.000 militantes nas eleições nacionais. Não se esqueça este facto histórico e importante no futuro e no imediato: o debate mobiliza e renova! Continuaremos também, como militantes socialistas, a defender o P.S. como partido de esquerda e à esquerda! Em unidade contra a direita! Posted by Hello

sexta-feira, setembro 24, 2004


HOJE E AMANHÃ, 24 e 25 de Setembro, APELAMOS AO VOTO NAS LISTAS A de candidatos a delegados! Pelo reforço da candidatura MAIS IGUALDADE; MELHOR DEMOCRACIA! Posted by Hello

domingo, setembro 19, 2004

PONTOS DE AFIRMAÇÃO DE UMA CORRENTE SOCIALISTA LIBERTÁRIA NO P.S.NO DEBATE PARA O CONGRESSO NACIONAL!

DEMOCRACIA & SOCIALISMO afirma-se como o ponto de partida para uma CORRENTE SOCIALISTA LIBERTÁRIA no Partido Socialista.

Durante o debate e a preparação do Congresso Nacional que se realizará no primeiro fim-de-semana de Outubro em Guimarães, apoiámos a candidatura "Mais Igualdade; Melhor Democracia" encabeçada por Manuel Alegre. É uma candidatura que afirmou-se para uma clarificação à esquerda do P.S. e tornou-se progressivamente num importante movimento militante e nacional.

Seja qual for o resultado do Congresso Nacional, o movimento criado à volta de Manuel Alegre, deve continuar depois do Congresso, afirmando-se pela continuação do debate e pela capacidade de formulação e apresentação de propostas que afirmem o Partido Socialista como partido de esquerda, socialista sem complexos e com clara e corajosa intervenção social.

A necessária unidade do P.S. com vista aos próximos combates eleitorais, não pode ser motivo para se abafar novamente o debate e a livre expressão de ideias dos militantes, individual ou colectivamente considerados. A unidade deve-se afirmar pela capacidade de congregar diferenças e a pluralidade de opiniões!

DEMOCRACIA & SOCIALISMO quer, por seu lado, afirmar-se como uma corrente de militantes do Partido Socialista que querem defender o P.S. como partido de esquerda e à esquerda. Mas também capaz de afirmar o socialismo como a alternativa global ao liberalismo e ao capitalismo. Sem ceder a ambiguidades ou jogos de palavras que só servem para adiar ou esquecer o socialismo. Como é o caso da defesa, por muitos dirigentes socialistas, da chamada "economia de mercado" ou das propostas de regulação da globalização capitalista com o auxílio das próprias entidades - a OMC, o FMI, o Banco Mundial - que se têm encarregado da actual globalização desregulada. Um Partido Socialista tem de ser claro em relação ao que quer! Precisamente para que não se vá confundindo, cada vez mais, com aquilo a que se tem chamado o "bloco central dos interesses"!

Somos de opinião que as reformas profundas que são urgentes não podem ter êxito no quadro de uma economia onde os interesses privados e dos grandes grupos económico-financeiros têm um peso decisivo ao ponto de controlarem o próprio poder político. Reformas profundas exigem inevitávelmente coragem política para a realização de rupturas democráticas que motivem o apoio da maioria social que tem interesse no êxito dessas reformas. Falamos de rupturas com condições democráticas para serem implementadas!

Neste ponto, consideramos que o debate para o Congresso Nacional passou claramente ao lado. Ainda no sábado passado no Porto, ouvimos João Soares repetir uma confissão de respeito pela chamada "economia de mercado", não obstante, formalmente, acentuar um discurso claramente de esquerda... São ambiguidades graves que transpostas depois para políticas governamentais, tendem a repetir erros passados ... desastres passados e pesados para os trabalhadores e para o próprio Partido Socialista!

Não é possível defender a revogação do chamado "Código Laboral", defender um Serviço Nacional de Saúde universal e gratuito, defender uma Segurança Social pública e universal, e, continuar a pensar que para isso é possível conseguir o consenso dos patrões e das organizações patronais. Não temos nada contra a tentativa de consenso, mas recusamos hipotecar uma defesa activa dessas conquistas sociais e laborais a consensos onde os trabalhadores e as suas organizações continuarão a ver os seus direitos diminuidos ou mesmo anulados. Repetimos: há rupturas que são necessárias se quisermos ter êxito na implementação de novas políticas!

A nossa acção militante no P.S. visará sempre a afirmação do Socialismo como a alternativa ao liberalismo e ao capitalismo. Para os socialistas, o liberalismo, i.e. a chamada economia de mercado, não é uma inevitabilidade nem uma espécie de "final de percurso" para além da qual não haverá mais nada ... Os socialistas pretendem uma outra sociedade onde a economia assenta numa lógica completamente diferente daquela que é baseada na propriedade privada generalizada, na não participação dos cidadãos e dos produtores, na inexistência de planeamento democrático.

O Socialismo que defendemos, devido às caricaturas que a História regista, afirma-se como libertário e democrático. Contra todas as espécies de autoritarismos e totalitarismos afirmamos o carácter libertário e democrático do Socialismo. Mas também vincamos o Socialismo como uma afirmação de alternativa internacional e nacional ao liberalismo e ao capitalismo.

O Partido Socialista é um instrumento de luta pela transformação democrática e socialista da sociedade. Um instrumento baseado na organização livre e plural de todos os cidadãos e correntes de opinião que se identificam com o Socialismo democrático enquanto alternativa ao capitalismo local e global.

Por isso e para isso, lutamos pelo direito de tendência organizada no seio do PS. Na nossa opinião, este é um caminho para abrir o PS e para tornar possível a abertura do PS à pluralidade das correntes socialistas e também a todos os cidadãos, militantes ou não, que aceitem o Partido Socialista como espaço plural para a formulação de programas e políticas alternativas à direita e ao seu modelo de sociedade. Pensamos que nos dias da globalização capitalista e dos grandes movimentos internacionais de cidadãos, é mais eficaz - para a formulação de alternativas - a afirmação de um partido - movimento em vez de um partido que acaba por descambar em esquemas organizativos muito próximos do centralismo burocrático e dirigista.

É curioso verificar que aqueles que tanto criticam o modelo burocrático-estalinista de organização, são sempre os primeiros a defender uma espécie de "partido-empresa" onde o debate é uma formalidade pré-Congressos e as direcções nacionais máximas assumem-se como o "Conselho de Administração" dessa empresa.

Como socialistas libertários somos de opinião que a unidade é tanto mais forte e actuante, quanto mais espaço exista para o debate e para a afirmação permanente da pluralidade. O Partido Socialista reforçou-se com a existência de três candidatos a secretário-geral!

A eleição por sufrágio secreto e universal no principio de "um militante-um voto", é também um exemplo de democracia interna que deve ser continuado e extendido à eleição ou designação dos candidatos a deputados e aos orgãos autárquicos. É preciso respeitar a opinião e a vontade dos militantes!

O Partido Socialista não é um partido que esgota a sua acção na Assembleia da Republica. A intervenção social - nos movimentos cidadãos, no movimento sindical, no movimento dos trabalhadores, entre os jovens, nos movimentos de consumidores, nos movimentos de intervenção ecológica, nos movimentos pelos direitos das minorias sexuais, ... - deve ocupar um lugar estratégico e decisivo nas necessidades de organização para a acção dos militantes socialistas. Trata-se de uma intervenção sem intuitos dirigistas ou de controlo, mas de uma intervenção baseada no permanente contributo afirmativo de propostas construtivas sempre numa perspectiva de trasnformação democrática e socialista da sociedade.

O P.S. deveria voltar a impulsionar a constituição de núcleos de empresas e de secções de intervenção em sectores especificos, da mesma forma que deveria abrir a sua organização interna à intervenção de grupos de cidadãos, trabalhadores e jovens, que queiram participar sem se quererem formalmente filiar.

O Partido Socialista, enquanto partido de esquerda, não pode ficar indiferente aos debates que acontecem à esquerda, nem pode assumir um posicionamento de não relacionamento formal com os partidos e grupos da esquerda portuguesa. Porque tem propostas próprias e porque essas propostas são também úteis e enriquecedoras para o debate à esquerda. Depois porque é importante que parte do P.S. um exemplo de proposta e de capacidade de diálogo permanente para a definição de uma alternativa de esquerda com programa e políticas de esquerda.

Defendemos que, mesmo com maioria absoluta (porque lutamos, sem qualquer reserva ou dúvida!), o voto no Partido Socialista, é também a concentração do voto útil das esquerdas para a derrota da direita. E, como tal, a necessidade de diálogo à esquerda para a tradução política dessa concentração de votos úteis, deve manter-se e assumir-se plenamente.

O programa da candidatura de Manuel Alegre foi muito claro e mobilizador em pontos que também assumimos como nossos:

  • Mais e melhor democracia; defesa das liberdades democráticas: articulação da democracia directa e da democracia representativa. Defesa e prática de uma cidadania activa!
  • Participação dos trabalhadores na gestão das empresas e na qualificação dos serviços públicos!
  • Defesa do Serviço Nacional de Saúde e de um Sistema de Segurança Social público ao alcance de todos!
  • Revogação do chamado Código Laboral lançado pelo Governo Barroso/Portas!
  • Chega de privatizações!
  • Pela cidadania social e pela defesa dos direitos sociais inseparáveis dos direitos políticos!

Hoje em dia é quase impossível separar o que se faz em Portugal do resto da União Europeia. Pensamos que a União Europeia é uma conquista importante para a unidade e a paz entre todos os povos europeus. Só que não existe um único caminho para a construção da União Europeia. E o caminho não tem de ser, de certeza, aquele que tem existido e que tem colocado num plano secundário a participação cidadã a todos os níveis e as exigências de políticas sociais para uma Europa Social.

Defendemos posições diferentes dos três candidatos a secretário-geral do P.S.. Todos parece que reconhecem que há deficit democrático na construção europeia, mas no momento em que falam de propostas concretas para combater esse déficit, parece que reproduzem todas as receitas caducas que têm servido de base à actual visão neo-liberal que tem dominado a actual construção europeia.

No plano europeu, os socialistas precisam de uma estrutura de dimensão europeia actuante no plano da organização da intervenção cidadã para a construção de uma Europa democrática e social. Uma estrutura que não se fique pela intervenção no plano parlamentar. Mas que intervenha nos próprios movimentos sociais de dimensão europeia e permita a intervenção destes no seu seio.

Uma medida que defendemos e defenderemos numa perspectiva de reforço da intervenção cidadã na construção de uma Europa democrática e social, é o apelo a uma Constituinte eleita universal e democráticamente que elabore depois uma Constituição democrática e federadora dos povos europeus. Sendo assim, estamos radicalmente contra o actual projecto de "Constituição" europeia que resultou de uma comissão não eleita nem controlada democráticamente, presidida por uma figura do liberalismo e da direita, Giscard D'Estaing.

Num referendo sobre esta questão votaremos e apelaremos ao VOTO CONTRA esss projecto de "Constituição".

A nossa acção militante organizada numa Corrente Socialista Libertária procurará estar presente em todo e para todo o Partido Socialista.

Queremos defender o P.S. como partido de esquerda e à esquerda. Queremos fazê-lo pondo as nossas propostas à discussão e à consideração de todos os militantes.






João Pedro Freire Posted by Hello

domingo, setembro 12, 2004


MEMÓRIAS... (in D & S nr.3, em papel) Posted by Hello

Mais Igualdade; Melhor Democracia! Posted by Hello

quarta-feira, setembro 08, 2004

CLARIFICAÇÕES: AINDA MATOSINHOS...

Em declarações ao semanário local "Matosinhos Hoje", Manuel Seabra, Presidente eleito da Comissão Política Concelhia (CPC) de Matosinhos, declara o seu apoio a José Socrates. Afirma mesmo que estará na primeira fila do Congresso empenhado na eleição de Sócrates. Será que vai ter ao seu lado Narciso Miranda, também apoiante de Sócrates?

Em Matosinhos, se há coisa que não acontece é, de certeza, clarificação política!

Começa a tornar-se uma evidência que as diferenças entre Narciso Miranda e Manuel Seabra nada têm a ver com salutares diferenças políticas. Vem ao de cima, graças ao debate para o Congresso Nacional, o mais tosco fulanismo que se tem encarregado de destroçar o Partido Socialista em Matosinhos.

Relembro que apoiei Manuel Seabra na sua eleição para Presidente da Concelhia. Prometia renovação ... mas o que tenho vindo a descobrir é vazio de ideias políticas e incapacidade política da CPC para relançar o Partido Socialista em Matosinhos.

Manuel Seabra e Narciso Miranda acabam por ser as duas faces de uma mesma moeda que tem de ser rápidamente trocada pela vontade e pela acção dos militantes de Matosinhos. Neste aspecto, até concordo com as últimas declarações de João Soares sobre o PS em Matosinhos.

Mantém-se actual a minha proposta de organização de uma Conferência dos Militantes do PS de Matosinhos para se discutirem programas, políticas e medidas concretas que contribuam para uma profunda renovação local do PS e que recoloquem o PS como a primeira força política do Concelho com maioria absoluta na Câmara.

João Pedro Freire
Militante nr.3760
Secção da Senhora da Hora

domingo, agosto 22, 2004

PALAVRAS OCAS ...

Mesmo em férias, é impossível ficar insensível ao debate que percorre (ainda bem!...) o Partido Socialista, a propósito do seu Congresso Nacional.

Neste debate, algumas intervenções de mediáticos apoiantes de José Socrates resumem-se a autenticos ... jogos de palavras. Palavras que, tornadas ocas, podem ser utilizadas para as mais variadas finalidades!

Sempre foi assim e assim sempre o será: aqueles que há muito abandonaram o socialismo como programa e como referencial para a luta diária e para as políticas que se propõem, gostam de promover autenticos branqueamentos da História e de factos que, com o tempo, pensam que podem voltar a ser usados de uma forma que contradiz o momento em que aconteceram!

Alberto Arons de Carvalho veio ao Público elogiar os governos de António Guterres como os governos "mais à esquerda" que o PS alguma vez conseguiu. É claro que Guterres é muito diferente de Durão Barroso ou de Santana Lopes. Mas, convém não esquecer, que as políticas dos governos Guterres não são alternativa às políticas de Durão ou Santana. Até porque foram as políticas de Guterres que abriram o caminho aos governos da coligação de direita. Quanto às políticas desses governos, convém também lembrar que:
  • políticas sociais, como o Rendimento Mínimo Garantido, foram bem depressa atacadas pela direita e esvaziadas/destruídas pelo governo da coligação de direita;
  • políticas económico-financeiras, do tipo "queijo limiano", de cedência aos lobbies da banca e de muito pouca firmeza para uma reforma fiscal radical, foram, em quase tudo, adoptadas pela direita...

Os governos Guterres não foram os governos "mais à esquerda" que o PS teve ... é verdade, que também é muito dificil encontrar outros governo PS à esquerda ... Acabou-se sempre, por este motivo ou pelo outro, por se avançar com políticas que a direita não teria coragem de realizar ... Coragem ? Patriotismo ? Não e não! Tão-só, incapacidade política para se mostrar como é que um partido de esquerda, como o PS, resolveria situações de crise económica ou outras!

O processo que levou à eleição de Guterres como primeiro-ministro, com os Estados Gerais, é uma experiência que merece ser aperfeiçoada para ser repetida. A experiência dos governos Guterres, quanto às suas políticas (ressalvando as àreas sociais), não deve ser repetida, deve ser evitada!

José Socrates, por seu lado, recuperando o lado mau das políticas dos Governos Guterres, resolve fazer oposição a Santana, usando uma linguagem abstracta que prenuncia uma perspectiva de governação igualmente abstracta, ou seja, distante do que deve ser uma governação de esquerda com políticas comprometidas com uma perspectiva de transformação democrática e socialista da sociedade. Segundo o Público, Socrates considera que Santana é "mau" porque "não governa bem"!... Elucidativo!!

Extraodinário e hilariante, na minha opinião, continua a ser o uso e abuso do termo "moderna/moderno" sempre que se usam os termos "esquerda" e "socialismo" ... Quando explicam essa "modernidade" fica sempre a dúvida: será que moderno é aquilo que se baseia na manutenção da economia de mercado, como se nada pudesse existir para além dessa matriz?

Economia de mercado, i.e. capitalismo, i.e. liberalismo, i.e. realidade contra a qual se ergueu o Socialismo como a alternativa sinónimo de melhor democracia, mais participação, mais igualdade!

Lembro-me, dos meus tempos de militante da Juventude Socialista (no tempo de Arons de Carvalho e também do Paulo Pedroso, do António José Seguro, do José Apolinário e da Margarida Marques) , quando definiamos e precisávamos o que era o Socialismo rejeitando-se as caricaturas estalinista e social-democrata. Uma totalitária e a outra sem capacidade para cortar com o liberalismo. Na minha opinião, trata-se de uma noção de Socialismo actualissima. Mais, que elege o Socialismo como o mais jovem, inovador e mobilizador desafio!

João Pedro Freire

Militante nr.3760

sexta-feira, agosto 13, 2004

DIÁLOGO PERMANENTE COM OS SINDICATOS: Excelente iniciativa de Manuel Alegre!!

Diálogo com a base social que pode propiciar alterações com qualidade política de esquerda. Diálogo ... não no abstracto, mas no concreto das mulheres, homens, jovens ou não, que têm uma palavra a dizer sobre uma alteração radical às políticas neo-liberais e de direita.

Uma das espressões dessa base social das esquerdas, são os sindicatos: CGTP e UGT. Duas realidades INCONTORNÁVEIS!

Manuel Alegre esteve, mais uma vez, BEM ao receber os sindicalistas socialistas que agem na CGTP e na UGT.

Manuel Alegre afirmou uma vertente das políticas de esquerda quando salientou que o grande problema do país é o da competitividade e que a sua resolução passa pela concertação social, pela qualificação e pela promoção de uma "cultura de inovação" nas empresas, que deverão assumir a sua responsabilidade social. (in Público de 13.08.2004)

Ideia importante e estratégica, numa perspectiva social que deverá reger as políticas de esquerda de uma alternativa de esquerda de governo, é a "discriminação positiva" das empresas que cumpram a contratação colectiva, através de benefícios sociais. (in Público de 13.08.2004).

Segundo Público de hoje, o candidato à liderança do PS defendeu uma maior ligação do partido aos sindicatos, lembrando que na sua origem, no século XIX, o movimento socialista esteve ligado ao movimento sindicalista.

Sem dúvida, uma perspectiva que contribui, também aqui, para o debate clarificador no seio do Partido Socialista. O que pensam José Sócrates e João Soares?

João Pedro Freire
Militante nr.3760
Secção Senhora da Hora (Matosinhos)

DEMOCRACIA & SOCIALISMO: Já disponível o NÚMERO 3 em papel!!

DEMOCRACIA & SOCIALISMO é este espaço bloguista e também um boletim em papel. Em ambos os casos, os militantes do PS que os alimentam com opiniões e vontades, têm a mesma determinação para defender o P.S. como partido de esquerda e à esquerda!

No número 3, é tomada posição a favor da candidatura de Manuel Alegre a secretário-geral do PS. A candidatura MAIS IGUALDADE, MELHOR DEMOCRACIA é, para nós, um motivo de esperança e um motivo de alento para se continuar a militar no sentido do fortalecimento do PS como Partido que é Socialista e que tem de ser de Esquerda, sem ambiguidades!

DEMOCRACIA & SOCIALISMO (D&S)assume-se como a voz de uma CORRENTE SOCIALISTA LIBERTÁRIA que queremos construir com os militantes do PS que com ela se identifiquem. Que queremos construir também com novos militantes que queiram fortalecer e renovar o PS! Queremos uma corrente dentro do PS, com os militantes do PS e a trabalhar para o PS!

Na primeira página do número 3 do D&S damos a conhecer o que pretendemos sempre e sempre, mas muito particularmente nestes tempos de debate para o próximo Congresso Nacional:

AFIRMAR
O SOCIALISMO
COMO
A ALTERNATIVA
AO LIBERALISMO E AO CAPITALISMO!
E apontamos alguns pontos da acção que propomos:
* Mais e melhor democracia; defesa das liberdades democráticas: articulação da democracia directa e dea democracia representativa. Defesa e prática de uma cidadania activa!
* Participação dos trabalhadores na gestão das empresas e na qualificação dos serviços públicos!
* Defesa do Serviço Nacional de Saúde e de um Sistema de Segurança Social ao alcance de todos!
* Chega de privatizações!
* Pela cidadania social e pela defesa dos direitos sociais como inseparáveis dos direitos políticos!
* Um PS militante e activo para a constituição de uma alternativa de esquerda com programa e políticas de esquerda para um Portugal democrático e social numa Europa democrática e social!
Explicamos também o que entendemos por "alternativa de esquerda" e relembramos MEMÓRIAS do PS. Consideramos que "A memória também serve para isto: para denunciar aqueles que não a têm porque nunca estiveram! , isto é, na luta das ruas, das escolas, das fábricas, clamando por mais e melhor democracia, denunciando os abusos inerentes ao sistema capitalista, afirmando o socialismo democrático como a alternativa!"
Os pedidos GRATUITOS para envio GRATUITO podem ser feitos para
O tempo é de férias, mas estaremos atentos ao que se passa, até porque com o Governo que temos, todas as atenções e cuidados são poucos...
João Pedro Freire (Editor)
Militante nr.3760

quarta-feira, agosto 11, 2004

A ALTERNATIVA DE ESQUERDA: O QUE É ... NA NOSSA OPINIÃO!

José Socrates considerou que as propostas de Manuel Alegre sobre hipotéticas alianças à esquerda (PCP e BE) eram "erros políticos". Segundo Sócrates, tais alianças só deveriam ser ponderadas após as eleições e desde que o PS não obtivesse maioria absoluta.

DEMOCRACIA & SOCIALISMO (D&S) não está de acordo e explicamos porquê.

José Socrates tem da democracia uma visão aritmética e exclusivamente parlamentar. A democracia, na nossa opinião, é muito mais do que isso. O acto de votar exprime a opinião e a vontade de cada cidadão num dado contexto e o somatório de votos significa uma vontade colectiva, uma base social, com sinal político que deve ser correctamente interpretado.

A esquerda não é o PS só por si. Como também não é o PCP e o BE, cada um por si.

A esquerda são as esquerdas parlamentares e as esquerdas (nomeadamente as sociais e as sindicais) que não estão representadas no Parlamento e/ou em partidos.

Uma alternativa de esquerda não é representada só por um partido, mesmo que esse partido reuna uma maioria absoluta. A maioria absoluta no PS, por exemplo, no actual contexto de maioria de direita, representa a concentração de votos diversos das esquerdas no partido de esquerda com mais probabilidades de vencer, só por si, a coligação de direita.

Ou seja, há eleitores do PCP, do Bloco de Esquerda e de outras esquerdas que votam no PS numa perspectiva de concentração de votos contra a direita.

O mesmo já conteceu em todas as eleições presidenciais, nas quais a direita nunca conseguiu eleger o seu candidato. Precisamente devido à tal concentração de votos diversos das esquerdas.

A grande questão que se coloca é: como traduzir essa concentração de votos das esquerdas num novo governo alternativo à direita?

Nunca no nosso país, houve a preocupação política de traduzir na formação de um governo de esquerda a maioria social de esquerda que anseia por politicas de esquerda, de mudança social e claramente alternativas às que a direita produz.

Um governo PS sózinho não traduz a vontade dessa maioria social. Embora, na nossa opinião, seja importante que sózinho o PS consiga maioria absoluta.

Com maioria absoluta ou sem ela, o PS deveria convidar os partidos de esquerda representados na A.R. para uma discussão com vista a uma alternativa de governo. O objectivo seria a tradução na constituição do governo da maioria social de esquerda saída de eleições. Mesmo sem o objectivo da formação de um governo, esse convite às esquerdas deveria estar permanentemente organizado num Fórum das Esquerdas, onde participariam todos os partidos, movimentos e grupos sociais e políticos que quisessem, em condições de igualdade, transparencia, respeito mútuo e democraticidade.

Um governo das esquerdas estaria em condições de assegurar estabilidade política e estabilidade social para a implementação de profundas reformas sociais, políticas, económicas e culturais na perspectiva do interesse da maioria deste País.

E aqui, é preciso abordar um outro aspecto essencial desse governo: que programa e que políticas?

Somos de opinião que um governo de esquerda deve assumir um claro compromisso de respeito pela vontade e os interesses da sua base social e, como tal, deve produzir um conjunto de políticas que possibilitem reformas num sentido contrário a uma perspectiva liberal/capitalista, assegurando um respeito rigoroso pelo pluralismo, pelas liberdades democráticas e pelas diversas formas de democracia e de participação cidadã.

A questão das políticas é uma questão vital para o êxito de um governo de esquerda, já que tem sido por essa via que os governos PS sózinhos têm falhado de uma forma objectiva.

Nesta perspectiva de governo e de políticas, somos de opinião que o Partido Socialista deveria manter sempre um distanciamento crítico relativamente ao governo. Apoiando o governo, mas mantendo sempre uma ligação clara ao sentir da base social. Sendo assim, consideramos que as figuras de "primeiro-ministro" e de "secretário-geral" do PS, devem ser ocupadas por duas pessoas distintas, mantendo-se entre elas um diálogo permanente.

Esta é, sintéticamente, a nossa visão de uma alternativa de esquerda com um programa e políticas de esquerda, na qual o Partido Socialista deveria asumir uma iniciativa liderante. Lutamos por uma alternativa e não por uma alternancia entre parecidos ...

João Pedro Freire
Militante nr.3760





sábado, agosto 07, 2004

A CLARIFICAÇÃO COM JOSÉ SOCRATES!!...

Para além das palavras e do discurso composto por jogos de palavras, é sempre interessante analisar a realidade.

Vejamos então, com um exemplo concreto no concelho de Matosinhos, a clarificação que a candidatura de José Socrates começa a provocar no interior do Partido Socialista: Narciso Miranda e Manuel Seabra, quem apoia quem?

Como é sabido, as posições entre o Presidente da Câmara de Matosinhos e o Presidente da Concelhia do PS de Matosinhos estão há muito em ruptura. Mas parece que as diferenças são mais no plano pessoal do que no plano político. É que ambos apoiam ... José Socrates!!

Em algumas secções PS do concelho de Matosinhos, essas diferenças pessoais vão ao ponto de candidatos a delegados ao Congresso Nacional apresentarem listas diferentes ... consoante apoiem, em Matosinhos, Seabra ou Narciso.

DEMOCRACIA & SOCIALISMO está particularmente à vontade para abordar esta situação, até porque temos mantido sempre a nossa posição:
  • é preciso respeitar a vontade democráticamente expressa dos militantes de Matosinhos quando votaram em Manuel Seabra para Presidente da Concelhia, sendo, por isso, insustentáveis as tentativas (que continuam de uma forma crescente!) de Narciso (derrotado para a Concelhia!) para descredibilizar a Concelhia e o seu Presidente eleito, tentando fazer o cargo camarário com um cargo partidário.
  • continuamos a defender que seria um erro tremendo, qualquer decisão administrativa tomada pela Comissão de Inquérito aos acontecimentos na Lota de Matosinhos, que ignorasse a opinião e a vontade dos militantes quanto ao candidato a indicar pelo PS às próximas eleições camarárias. Os militantes de Matosinhos não são os culpados nem podem ser culpabilizados, mesmo que indirectamente, pelo que aconteceu.
  • a nossa posição em relação a Manuel Seabra é a posição de respeito por um militante eleito democráticamente. Já o dissemos e continuamos a dizer que o PS em Matosinhos precisa de urgente renovação política e quanto a isso, Manuel Seabra e Narciso Miranda comportam-se como iguais. Já propusemos e continuamos a propor a urgente convocação de um Encontro de Militantes do PS de Matosinhos para se debater temas concretos com os militantes!

Qual será a posição de José Socrates sobre o que se passa em Matosinhos e qual a sua proposta de solução? Para já, a candidatura de Socrates faz lembrar um "guarda-sol" onde qualquer um se abriga ...

João Pedro Freire

Militante nr.3760 (Senhora da Hora)

terça-feira, agosto 03, 2004

Uma corrente socialista libertária no P.S.

A preparação de um Congresso Nacional no Partido Socialista é um momento escelente para se relançar o debate politico e ideológico que tanto escasseia no dia-a-adia.

DEMOCRACIA & SOCIALISMO tem uma posição muito clara de apoio à candidatura do camarada Manuel Alegre. Pelo que ela significa de clarificação à esquerda e de afirmação do PS como socialista e núcleo fundamental de uma alternativa de esquerda ao actual governo da direita neo-liberal .

A intervenção de Manuel Alegre na apresentação da sua candidatura fica como um autêntico manifesto, como um apelo à convergência das vontades militantes socialistas e de esquerda.
DEMOCRACIA & SOCIALISMO assume, no entanto, uma posição de apelo a uma CORRENTE SOCIALISTA LIBERTÁRIA no seio do PS. Consideramos que as diversas experiências governativas do PS, com inúmeras cedências à direita (chegou mesmo a dizer-se que o PS fazia, no governo, as políticas que a direita não tinha coragem de fazer…), afastou o Partido da realidade social e dos grandes debates nacionais e internacionais das esquerdas. O PS não se renovou, o PS acabou por se burocratizar!

Uma corrente socialista libertária no PS, não fala só para dentro do PS, fala também permanentemente para a base social das esquerdas.Com propostas próprias propõe a intervenção no movimento sindical, nos diversos forums sociais e cidadãos, em todos os movi-mentos sociais que surgem.

Estamos convictos que a tão falada renovação do PS, só pode acontecer se conseguirmos fazer do Partido Socialista um partido de militantes activos onde quer que estejam. A propósito, somos de opinião que os núcleos laborais de empresas e sectoriais, os núcleos de intervenção ecológica, os núcleos de interveñção nos problemas dos consumidores, ou seja, núcleos de intervenção directa nos problemas quotidianos deveriam ser incentivados e devidamente apoiados.

Uma corrente socialista libertária não é mais uma “sensibilidade” para concorrer a orgãos dirigentes e a lugares de deputado. Existimos para, em contacto permanente com os militantes, propor uma postura anti-capitalista para as propostas do Partido Socialista. Acreditamos que as reformas sociais e políticas que o País precisa não podem ter êxito no quadro de uma economia capitalista ou liberal, mesmo que se pinte com floreados verbais do tipo “economia social de mercado”. Afinal uma experiência que a prática demonstra que é sempre mais de mercado e cada vez menos social. Preferimos relembrar uma postura que já foi do PS, a planificação democrática da economia. Ou seja, as mudanças económicas precisam da participação decisiva dos trabalhadores e dos cidadãos consumidores e contribuintes.

Essa participação tem de se fazer através de formas de organização directa, aperfeiçoando-se, por exemplo, as experiências das comissões de trabalhadores.

Uma corrente socialista libertária propõe a permanente articulação das formas de democracia directa e de democracia representativa . Só uma, como sucede actualmente com o excesso de parlamentarismo, cria formas distorcidas e deficitárias de democracia. Consideramos também que só a democracia directa, criaria uma distorção populista da democracia com o possível aparecimento de “caudilhos”.

Pugamos por um socialismo que rejeite as caricaturas estalinista, liberal/social-democrata e esquerdista. Para nós, o socialismo continua a ser a ideia mais moderna e mais democrática, e, a única alternativa ao capitalismo na sua fase globalizada. O socialismo não se faz por decreto e muito menos através de concessões a lobbies financeiros e/ou à direita. O socialismo precisa da intervenção generalizada dos trabalhadores e dos cidadãos que são espezinhados pelas políticas neo-liberais.

A corrente socialista libertária do PS apela a todos os militantes e às mulheres e homens de esquerda que se juntem para darem força a uma alternativa que torne o PS um partido à esquerda, de esquerda e comprometido com a vontade dos trabalhadores!

João Pedro Freire
Militante nr.3760
(a incluir no nr.3 do boletim DEMOCRACIA & SOCIALISMO)

domingo, agosto 01, 2004

NOVAMENTE MATOSINHOS: E A VONTADE DOS MILITANTES?

Aos poucos as notícias vão (re)aparecendo...

Os dirigentes mais mediáticos na coisa autárquica do PS (e não só!) recomeçam a fazer campanha para que, à revelia da vontade dos militantes socialistas do concelho de Matosinhos, Narciso Miranda volte a ser o candidato à Câmara Municipal de Matosinhos.

O objectivo é claro: pressionar a Comissão de Inquérito aos acontecimentos na Lota de Matosinhos, ignorando-se o que pensam os militantes!

Num momento em que se inicia um debate nacional para a escolha de um novo Secretário-Geral e de uma nova direcção socialista, há em Matosinhos uma oportunidade para se verificar qual a importância que cada candidatura dá à vontade democrática dos militantes em cada espaço do Partido Socialista!

DEMOCRACIA & SOCIALISMO, um blog e também um boletim editado por militantes socialistas, mantém a mesma posição de sempre: é preciso respeitar a vontade democráticamente expressa dos militantes do PS de Matosinhos quanto às próximas autarquicas. Mais, essa vontade não pode nem deve ser substituida por qualquer decisão administrativa. E isto porque, os militantes socialistas de Matosinhos não são os responsáveis pelo que se passou na Lota de Matosinhos.

O debate político sobre projectos e programas tem também que passar pelo PS de Matosinhos. A solução socialista para a necessária renovação da gestão camarária não pode ser encontrada na base de uma guerra fulanizada. O contributo de cada militante é vital, tal como é vital a reafirmação de um projecto claramente de esquerda, popular e socialista!

João Pedro Freire
Militante nr.3760

sexta-feira, julho 23, 2004

MANUEL ALEGRE: UMA CANDIDATURA DE ESPERANÇA!

A candidatura de Manuel Alegre é, sem dúvida, um momento importante para o Partido Socialista: é a convergência de vontades militantes que querem que o PS se afirme como partido de esquerda, sem ambiguidades.

É também uma candidatura de clarificação para o debate no PS: há uma esquerda porque existe uma candidatura - particularmente a do camarada Sócrates - que se assumirá como uma espécie de "guarda-chuva" para todos aqueles que estão ávidos de poder pelo poder ... para estes o debate político é sempre substituido por essa coisa cinzenta que dá pelo nome de "pragmatismo" e que já tem "justificado" algumas das mais incríveis alianças ...

Como muito bem salientou Manuel Alegre, é preciso apelar à "alma popular e à alma de esquerda" do PS. É aí que reside a força da renovação que o PS necessita! Uma renovação que surja de mais intervenção social e que recoloque, sem complexos nem ambiguidades, o PS como parte activa e interveniente  nos grandes debates das esquerdas afirmando-se também como partido de esquerda, democrático e socialista.

Este espaço DEMOCRACIA & SOCIALISMO tudo fará para reforçar a candidatura de Manuel Alegre, como alternativa renovadora de esquerda para uma direcção do PS que saiba assumir os desafios da luta contra a coligação de direita e por uma alternativa de governo de esquerda com programa e políticas de esquerda!

terça-feira, julho 20, 2004

AS RESPONSABILIDADES DA ESQUERDA DO P.S. ...

Há uma esquerda no Partido Socialista. O debate no PS não é “geracional” como alguns pretendem. É um debate político e até ideológico. Um debate entre aqueles que identificam a luta de um Partido Socialista com a luta pela transformação democrática e socialista da sociedade e aqueles que querem enfiar o PS em lutas aritméticas pelo poder, atado a programas e políticas onde o branqueamento das ideias é moeda de troca para as mais incríveis alianças ou compromissos.
 
Há este debate no Partido Socialista. É um debate fundamental, vital, para a continuação da afirmação do PS como partido de militantes, como partido com intervenção social. E neste debate é importante que haja uma corrente de esquerda que se afirme como alternativa às correntes liberais que também existem.
 
A afirmação de uma corrente de esquerda é também importante para a renovação do Partido Socialista. Não uma renovação com abstractas “elites”, mas uma renovação que decorre de mais intervenção social, de mais intervenção no concreto das coisas do dia-a-dia.  Uma renovação que passa pela afirmação de modernidade de um Partido Socialista no século da globalização capitalista: a coragem de ser socialista e de afirmar o socialismo como a alternativa aquela globalização!
Ser moderno não é persistir em modelos políticos e económicos que já provaram a sua bancarrota. Ser moderno é também ter coragem de propor a mudança e conseguir mobilização social de apoio a essa mudança.
 
Mas para a afirmação socialista do PS é preciso que a esquerda socialista se afirme enquanto tal, sem hesitações e com capacidade para abraçar os desafios que aí estão! 
  

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Este texto está incluído na edição em papel deste blog DEMOCRACIA & SOCIALISMO.
 
Trata-se do número 2 e estará aberto a todos os militantes socialistas que querem colocar o P.S. à esquerda e comprometido com a transformação socialista, única alternativa à direita e ao liberal-capitalismo.
 
Os pedidos podem ser feitos para
 
militantesocialista@clix.pt
 

  
  
  
  
  
 

domingo, julho 11, 2004

LOURDES PINTASILGO: OS COMBATES QUE TRAVOU DEVERIAM SER CONTINUADOS!

Como primeiro-ministro, como candidata à Presidência da Republica, como eurodeputada, como militante católica, Lourdes Pintasilgo foi diferente e foi inspiração. Os seus combates ficarão como referência para toda a esquerda portuguesa, principalmente para todos aqueles que rejeitam o dogmatismo, o carreirismo e o livre pensar e agir. Lourdes Pintasilgo deixou esta vida, num momento de grande revolta para todos os que sentem que a democracia foi apunhalada!

A melhor homenagem que se poderia prestar a Lourdes Pintasilgo seria continuar os combates que travou. Com o mesmo sentido de esperança, como o mesmo espírito de liberdade!

sábado, julho 10, 2004

" PRESIDENTE DA REPÚBLICA VERGA-SE FACE A PRESSÃO DA DIREITA NEOLIBERAL EM NOME DA ESTABILIDADE FICCIONADA . "


Na sua comunicação ao país,Jorge Sampaio,dá mais uma oportunidade à direita para manter as políticas de usurpação dos direitos dos trabalhadores, da
manutenção do desemprego,do colapso do sistema de saúde e continuação do favorecimento dos grandes grupos económicos capitalistas,não reconhecendo a manifestação de vontade expressa pelo povo nas europeias de 13 de Junho
passado!

Face a esta opção constitucionalmente consagrada e adoptada pelo P.R.,toda a esquerda pode afirmar seguramente, que o regime democrático entrou em colapso!
Não é só o sistema judicial que está em descrédito,o ensino,a segurança,mas é objectivamente,o próprio sistema democrático e as suas instituições!
Razão tem o camarada Ferro Rodrigues em bater com a porta e dizer basta,porque afinal o P.R.que devería ser o garante da estabilidade requerida,favorece de
forma inaudita a direita populista de "Santana &Portas",ganhando novo fôlego, e depenando o líder da oposição.

Vamos continuar a assistir à delapidação sistemática e reiterada do património público,e, porque não,o surgimento duma nova fase de política trauliteira à boa maneira santanista !
Será que parques Mayer,tuneis longínquos e infindáveis.....serão o garante
destabilidade para o Sr.P.R.?


Mais uma vez é necessário mobilizar todos os partidos de esquerda e a esquerda em torno de ideais transparentes que se afirmem como contra ponto a esta ofensiva cada vez mais triturante das políticas da coligação da direita.


Rui Mota
Militante 73461

sexta-feira, julho 09, 2004

JORGE SAMPAIO DECIDIU CONTRA A VONTADE POPULAR!

A decisão de Jorge Sampaio de não convocar eleições gerais não tem nada a ver com uma decisão democrática. É também uma decisão que esquece o sentidodo voto que o elegeu por duas vezes. Jorge Sampaio esqueceu também a tradição republicana e tornou-se numa espécie de monarca da maioria parlamentar!

O próximo governo de Santana Lopes & Paulo Portas será um governo populista da direita e da extrema-direita sem legitimidade popular e democrática. O Partido Socialista deve seguir o caminho de uma oposição clara e sistemática, não só parlamentar mas sobretudo social!

Voltaram os tempos da exigência É PRECISO RESPEITAR A VONTADE POPULAR!

É preciso continuar a exigir ELEIÇÕES, JÁ! e aproveitar todos os próximos actos eleitorais para mostrar que o futuro governo PSD/CDS é um governo fantoche e sem apoio democrático.

O Partido Socialista, como principal partido das esquerdas, não deve ter receio de apelar à convergência das esquerdas contra as políticas anti-sociais do governo da direita. E não deve também ter qualquer receio de procurar nessa convergência, as bases para uma ALTERNATIVA DE ESQUERDA com políticas que motivem esperança e mobilização por parte dos trabalhadores e de todos os cidadãos que são massacrados pelas políticas neo-liberais.


É TEMPO TAMBÉM DE SE DEFENDER O PS COMO PARTIDO DE ESQUERDA E SOCIALISTA...

A demissão de Ferro Rodrigues representa um MURRO na mesa! Um murro na mesa contra a descaracterização da democracia e contra o desrespeito pela vontade popular. Mas também um murro na mesa contra a decisão de Jorge Sampaio que esqueceu quem o elegeu por duas vezes!

A decisão de Ferro Rodrigues representa, no entanto, um momento de preocupação quanto à evolução política do PS. Nomeadamente quanto à eleição do próximo secretário-geral do Partido Socialista. João Soares, José Lamego e António Vitorino não dão garantias de defenderem o PS como partido de esquerda, como partido socialista. São entidades que têm, nos últimos anos, representado muito mais jogos de interesses em vez de militantes empenhados em lutas políticas ou sociais!

É preciso que os militantes afirmem o PS como Partido de esquerda, como partido voltado para a intervenção social, como partido comprometido com a transformação democrática e socialista da sociedade!

Os próximos tempos serão de luta!

segunda-feira, junho 28, 2004

MATOSINHOS: É UM TESTE BEM VISÍVEL AO PARTIDO SOCIALISTA!

Narciso Miranda tem todo o direito de exprimir a sua opinião como militante do PS. Tem também todo o direito de organizar os seus apoiantes.

Mas o que não se vê nem se sente é que dessas movimentações resultem mais debate democrático, resulte o confronto entre propostas concretas para o PS. As movimentações de Narciso fazem lembrar as movimentações militares, nas quais os comandantes têm o direito de se exprimir mas os soldados têm o direito de obedecer e estar calados.

Esta imagem de quem se agarra ao poder, de quem despreza a democracia interna (a não ser a que reinvidica para si mesmo!), de quem tem da vida do Partido os eternos jogos de bastidores e de influência junto dos dirigentes nacionais, é uma imagem que enfraquece o Partido Socialista no seu todo. E este é o verdadeiro drama: esta imagem negativa já não é sómente local, é nacional e o som que debita atinge negativamente não só Narciso Miranda e/ou Manuel Seabra mas todo o PS enquanto Partido de esquerda, democrático e alternativo à direita!

Pela minha parte, enquanto militante no Concelho de Matosinhos, manifesto a minha total disponibilidade para debater com todos os militantes propostas concretas para o comcelho. Propostas que dinamizem o PS, que faça de cada militante um sujeito activo com opinião e vontade, propostas que renovem também as ideias que os socialistas devem ter para a Camara de Matosinhos.

Estou disponível para debater com todos os militantes em qualquer secção. Estou disponível para debater com Narciso e com Manuel Seabra, um enquanto militante e Presidente da Camara e o outro como militante Presidente da Concelhia do PS de Matosinhos.

A minha dispobilidade é total até porque o debate aberto, sereno e fraterno é a melhor forma de se encontrarem soluções.

João Pedro Freire
Militante nr.3760

O PARTIDO SOCIALISTA DEVE EXIGIR ELEIÇOES

O P.S. deve exigir do Presidente Jorge Sampaio convocação de novas eleiçoes!

Após os resultados das eleições europeias de 13 de Junho, em que o povo português mostrou claramente que não está disposto a ser constantemente enganado pelo executivo de Durão e de Portas, o Partido Socialista deve exigir eleições antecipadas,não pactuando com manobras de direita que a coligação PSD/PP quer impôr ao país!

A esquerda ,deve mobilizar-se para que a manifestação de vontade do povo português expressa em 13 de Junho, seja ,agora,mais uma vez clara e transparente!
O Povo não quer este governo neoliberal, populista e desprovido de princípios humanistas!

O Partido Socialista não pode, a bem da Democracia,pactuar com manobras que visam contribuir para o reforço da direita europeia;o Sr.Durão Barroso é de
direita, mais os populistas Santana e Portas,que nos querem impingir
.

Face a este cenário político,devemos exigir novas eleições para que o povo mostre o definitivo cartão vermelho à coligação da direita populista e oportunista.

Rui Mota
Militante 73461


segunda-feira, junho 14, 2004

MANIFESTO AOS SOCIALISTAS DO DISTRITO DO PORTO

COLOCAR O PS À ESQUERDA,
COLOCAR O PS NOS MOVIMENTOS SOCIAIS, DAR A PALAVRA AOS MILITANTES,
ACABAR COM OS FULANISMOS E COM OS CACIQUES!



O que se tem passado no Partido Socialista do Distrito do Porto é o resultado de anos e anos em que a estrutura partidária foi dominada por dirigentes que se tornaram autênticos caciques ignorando a realidade social e a palavra e a vontade dos militantes.

O debate sobre o que deveria interessar à intervenção social e política do PS foi substituído por discussões que se tornaram gritos e ruídos entre dirigentes para quem o mediatismo sempre foi o grande objectivo pessoal. Os militantes foram reduzidos a entidades que deveriam optar entre autênticos exércitos dirigidos por burocratas!

O Partido Socialista é um partido de alternativa, é um partido com responsabilidades de transformação social e política e, como tal, não pode ser reduzido a uma arena de confronto entre fulanos à espreita de promoção pessoal.

A vitória nas eleições europeias de 13 de Junho último, espelha claramente o que as mulheres e os homens que sofrem directamente as consequências de políticas neo-liberais do governo de direita, querem do PS: querem que o Partido Socialista se assuma como alternativa de governo e de políticas!

Por respeito à vontade dessas mulheres e homens, é urgente que, no distrito do Porto, o PS se coloque à esquerda, se coloque do lado dos movimentos sociais e, sobretudo, dê de si mesmo uma imagem que corresponda a uma prática democrática onde a vontade dos militantes é sempre mais forte que o arrivismo, o fulanismo e o burocratismo.

Francisco Assis ao convocar novas eleições para os órgãos directivos da Federação Distrital do Porto, esteve bem e revelou coragem e objectividade no seu propósito de acabar com aquilo a que chamou e bem de “pantano” que tem dominado o PS do Porto. De igual modo, em Matosinhos, Manuel Seabra tomou uma posição correcta ao demitir-se dos cargos autárquicos que ocupava. Ambos revelaram que não é possível falar-se em renovação e contemporizar-se com o caciquismo interno do PS.

O passo seguinte tem de ser a retirada da confiança política do PS ao ainda Presidente da Câmara de Matosinhos, Narciso Miranda, que se tem revelado como um dos principais aliados daqueles que querem ver o Partido Socialista derrotado em Matosinhos nas próximas eleições autárquicas. Narciso Miranda e os seus aliados no executivo camarário de Matosinhos deixaram à muito de representar quem os elegeu. Passaram, isso sim, a representar-se a si mesmos e a utilizar a Câmara de Matosinhos como bunker para uma guerra contra a Concelhia de Matosinhos democraticamente eleita pelos militantes matosinhenses e contra a própria Federação Distrital do Porto na pessoa do seu Presidente Francisco Assis.

Narciso Miranda foi um bom militante do PS. Mas hoje comporta-se como alguém para quem a democracia e o respeito da vontade democrática é uma grande massada!

O Partido Socialista tem de voltar a uma militância junto do que é concreto, junto dos trabalhadores e dos jovens. Tem de sair das secções e dos núcleos. Tem de intervir junto dos movimentos sociais. Tem de se afirmar claramente como partido comprometido com a transformação democrática e socialista de uma sociedade na qual mulheres e homens não podem ter perspectiva futura dentro do actual liberalismo e com as actuais políticas neo-liberais.

Intervindo, fazendo dos seus militantes actores activos e não passivos, redescobrindo as vantagens da democracia interna partidária, o Partido Socialista estará a dar passos importantes para acabar com o burocratismo, o clientelismo e o fulanismo e tornar-se, ainda mais, no Partido chave para uma alternativa de esquerda à direcção camarária de Rui Rio e ao governo de coligação da direita com a extrema-direita!

João Pedro Freire
Militante nr.3760

sexta-feira, junho 11, 2004

MATOSINHOS:OS MILITANTES DEVEM TER A PALAVRA!

MATOSINHOS:
OS MILITANTES DEVEM TER A PALAVRA!
AS DIRECÇÕES DISTRITAL E NACIONAL NÃO PODEM OPTAR POR SOLUÇÕES ADMINISTRATIVAS E BONAPARTISTAS!



É legitimo que as direcções nacional e distrital do PS queiram analisar e tomar decisões sobre o que se passou na lota de Matosinhos em 9 deste mês.

Mas aquelas direcções também não podem fingir que não sabiam o que se passa, há muito, no PS do concelho de Matosinhos. Sabiam e nunca actuaram! Mais, sempre procuram encontrar “soluções” que ignoravam o necessário apelo à participação dos militantes, que ignoravam a vontade democrática dos militantes.

O recurso a uma solução administrativa ou a uma solução tipo bonapartista, seria um imenso erro.

Sou de opinião que se deve quebrar com a o ciclo “Narciso Miranda ou Manuel Seabra”. Mas o sujeito que deve protagonizar uma nova alternativa deve residir na vontade democrática dos militantes de Matosinhos. Uma “solução” decretada em nome da “alínea x dos Estatutos” ou imposta pela Direcção da FDP ou Nacional, seriam não soluções, seriam mais achas para uma fogueira que tem vindo a consumir o PS em Matosinhos.

Porque não a convocação pela Federação Distrital do Porto do PS de uma Conferência de Militantes do PS de Matosinhos onde seja assegurada a participação e o debate livres e democráticos de todos?

A convocação de uma Conferência de Militantes seria um apelo aos militantes, como únicos sujeitos capazes de apontarem novos e renovados caminhos para o PS em Matosinhos.

A Conferência de Militantes deve propor o nome do candidato socialista à Câmara de Matosinhos. Candidato que deveria representar renovação e afirmação de um programa claramente de esquerda e socialista para que se retome a esperança para todos os matosinhenses.

A mobilização para essa renovação tem de começar já e agora. Não se pode condicionar essa renovação a calculismos eleitorais!

João Pedro Freire
Militante nr.3760


quinta-feira, junho 10, 2004

MATOSINHOS: O PS NÃO É SÓ NARCISO MIRANDA E MANUEL SEABRA ... TAMBÉM HÁ MILITANTES!

Os acontecimentos na lota de Matosinhos no passado dia 09, mostram o estado a que chegou o Partido Socialista em Matosinhos: o nível zero no debate político, a passagem para o campo do caceteirismo, do populismo, da antítese de tudo o que deveria ser o respeito pela tradição democrática de um Partido Socialista!

Há, no PS de Matosinhos, dois responsáveis por esta situação: de um lado, Narciso Miranda que nunca soube aceitar os resultados eleitorais que ditaram a sua derrota para Presidente da Concelhia de Matosinhos; do outro lado, Manuel Seabra, Presidente eleito da Concelhia, que não tem sabido exercer o cargo para que foi eleito com a devida autoridade que lhe advém da legitimidade democrática.

O autor deste texto, já propôs inúmeras vezes caminhos possíveis para o rápido saneamento do clima de “guerra civil” que se vive no PS de Matosinhos: ouvir a opinião dos militantes, convocar uma Conferência de Militantes do PS de Matosinhos para se debater tudo o que se passa no concelho.

Os militantes socialistas de Matosinhos não têm sido chamados a intervir, a dar a sua opinião. Têm, isso sim, sido aproveitados para alimentar cada um dos “exércitos” das facções agrupados atrás dos nomes desavindos. Os militantes do PS de Matosinhos, merecem muito mais, porque são eles, afinal, a voz e a vontade soberanas. Ou deveriam ser!

Os acontecimentos de 9 de Junho na lota de Matosinhos demonstram que o Partido Socialista tem de saber encontrar para as próximas eleições camarárias, uma alternativa que não se fique pela dicotomia gasta “Manuel Seabra ou Narciso Miranda”. Os militantes, de certeza, que saberão encontrar essa alternativa!

O Partido Socialista não pode ficar refém de uma guerra entre dois nomes que já nada tem a ver com diferenças políticas, mas unicamente com ambições pessoais. E o Partido Socialista em Matosinhos deve retomar activamente, com os seus militantes e o povo trabalhador, o papel de principal força transformadora e modernizadora do Concelho!

Por último, a minha homenagem ao Prof.Sousa Franco. A campanha eleitoral demonstrou, de facto, a envergadura de um homem com profundas convicções livres e democráticas. Exemplo para muitos socialistas que cá ficam ...

João Pedro Freire
Militante nr.3760

quarta-feira, junho 09, 2004

MATOSINHOS ... NO DIA EM QUE SOUSA FRANCO ESTEVE NA LOTA!

Não vou falar hoje do que se passou na lota de Matosinhos. Por respeito a Sousa Franco! Por respeito também aos pescadores e matosinhenses que mereciam melhor!

Prometo que vou voltar ao assunto ... porque em Matosinhos não há só Narciso Miranda e Manuel Seabra! Nem o PS é o pantano em que essa luta de galos ...

Os militantes socialistas de Matosinhos merecem muito mais!

Basta!

SOUSA FRANCO: A MINHA HOMENAGEM!

Critiquei-o e elogiei-o neste blog. Neste momento, fica a minha sincera homenagem a um homem que foi um democrata e que vinha dando o seu melhor como cabeça-de-lista do PS.



segunda-feira, junho 07, 2004

EM 13 DE JUNHO VOTO PS: PORQUE LUTA POR UMA EUROPA SOCIAL!

Critiquei a escolha de Sousa Franco para cabeça de lista do PS ao Parlamento Europeu. Porque foi uma escolha que obedeceu muito mais à lógica dos equilibrismos da direcção do PS e muito menos a uma opção por um socialista para uma acção claramente socialista.

Mas apesar disto, VOU VOTAR NO PARTIDO SOCIALISTA!

É um voto em nome dos milhares de trabalhadores, jovens, reformados, mulheres e homens, que continuam a identificar o Partido Socialista como a primeira e principal barreira contra a direita e o seu governo.

O meu voto no PS não é um voto contra as esquerdas. É, isso sim, um voto totalmente contra as direitas, contra o seu governo, contra a corrente liberal que tem tentado destruir a vontade por uma Europa Social e tudo o que tem sido conseguido desde a 2ª Guerra Mundial em matéria de direitos democráticos e sociais.

O meu voto no PS é também um voto que promete luta para que o Partido Socialista não fuja às suas responsabilidades de partido de esquerda, de partido que deve estar comprometido com uma Europa profundamente democrática, participada e social.

O meu voto no PS é um voto também contra as influências neo-liberais que invadem o PS e os PSs por essa Europa! Influências neo-liberais como aquelas que fazem de Tony Blair um autentico coveiro do seu próprio partido e um autentico lacaio de Bush! Se fosse inglês lutaria para que o Partido Trabalhista derrubasse Tony Blair e voltasse às suas tradições democráticas e socialistas...

O meu voto no PS não é um voto em nome de patriotismos que se tornam em nacionalismos e que impedem uma Europa Unida, Democrática e Social. Uma Europa Social não se constrói com a unidade (abstracta!) dos deputados portugueses. Da união de deputados socialistas com deputados de direita em nome de Portugal, só pode resultar a mesma salgalhada que tem adiado, ao longo dos últimos anos, uma União Europeia mais social e mais participada!

Voto no Partido Socialista e apelo ao voto no PS, mas reconheço a importância da pluralidade da esquerda para se combater o abstencionismo e assim se conseguir obter uma clara maioria das esquerdas no Parlamento Europeu! Essa maioria é uma das condições para se barrar o caminho ao neo-liberalismo que tem dominado a construção europeia e afastado os cidadãos dessa construção.

O meu voto no Partido Socialista é também um voto contra a guerra. Contra a participação de uma Europa Unida nas aventuras imperalistas e belicistas da Administração norte-americana. A Europa precisa de Paz, de contribuir para a Paz no Mundo.

O meu voto no Partido Socialista é também um voto contra os nacionalismos, contra as políticas xenófobas, contra a perseguição e marginalização dos emigrantes.

O meu voto no PS é um voto por um Parlamento Europeu que se preocupe com políticas e medidas sociais. Que combata as assimetrias no espaço europeu. E uma dessas medidas poderia ser a implementação de um SALÁRIO MÍNIMO EUROPEU!

O meu voto no Partido Socialista é um voto contra uma Constituição europeia anti-democrática. É um voto por uma processo democrático e constituinte para a elaboração e definição de uma Constituição democrática para uma Europa Unida, Democrática e Social.

O meu voto no Partido Socialista é um voto activo, um voto de luta, um voto que precisa de mais votos que tornem este espaço que é o PS cada vez mais comprometido com a transformação democrática e socialista e afastado dos jogos de lobbies e de influências neo-liberais!

João Pedro Freire
Militante nr.3760



quinta-feira, junho 03, 2004

Europeias: Um aplauso para Sousa Franco!

Critiquei a escolha de Sousa Franco para cabeça de lista do Partido Socialista. Pelas razões que podem ser descobertas em postas anteriores deste blog. Razões formuladas numa perspectiva de esquerda e socialista e, como tal, mantenho-as.

No entanto, devo confessar que algumas posições tomadas últimamente por Sousa Franco, merecem o meu inteiro aplauso e podem contribuir para que mais vontades de esquerda se juntem ao Partido Socialista. A História tem guardado muitos exemplos de entidades que, em contacto com a realidade social e popular, começaram a assumir posições políticas mais claras e mais radicais!

1ºAPLAUSO: Sousa Franco terá declarado que a direcção do PS deveria fazer menos acordos de regime com o governo e mais acções de oposição. Nem mais! É preciso acabar com essas abstracções que sómente servem o governo e que são os chamados "acordos de regime" ou os consensos sobre a Europa. O PS tem o dever de se afirmar como esquerda e como socialista e não como muleta do governo mais reacionário desde 1974.

2º APLAUSO: Sousa Franco apelidou o CDS/PP de xenófobo, racista e de extrema-direita. António Costa corroborou e afirmou que não se tratou de insultos pessoais mas de criticas políticas. 100% de acordo! E sublinho: o CDS é, de facto, um partido de extrema-direita, xenófobo e racista. Mas se o PSD se apressa a defender a sua dama de coligação, então que se cuidem os chamados verdadeiros social-democratas do PSD pois, qualquer dia, também vão na enchorrada!!

Boas notícias: parece que as sondagens indiciam que estas eleições podem ser o principio do fim do governo Barroso/Portas. Boas notícias também porque as esquerdas surgem em clara maioria! Bom seria que essa maioria, pela primeira vez, se traduzisse numa alternativa política de governo! Será que os desempregados, as vitimas da deslocalização das empresas, os emigrantes, os jovens, os trabalhadores, os reformados, ... não aplaudiriam?

Uma má notícia: a abstenção parece que vai aumentar. Mas será que se pode pedir participação eleitoral a quem - o povo português - nunca foi tido nem ouvido em todos os passos da integração de Portugal na actual União Europeia? O combate à abstenção exige que se apele e concretize mais, mais, muito mais participação dos cidadãos no chamado processo de contrução europeia!

quinta-feira, maio 27, 2004

O DEBATE SOBRE A EUROPA TEM DE SER UM DEBATE POPULAR E NÃO RESTRITO!

É falso que exista um consenso sobre a Europa que se quer. Sobre a Europa tudo tem de estar em discussão. Até porque a Europa que se tem vindo a construir tem muito mais a ver com uma visão neo-liberal e capitalista do que com uma visão democrática, social, participada, de justiça social, ou seja, socialista!

A Europa neo-liberal tem-se afirmado sempre, à margem dos cidadãos europeus. E é preciso reconhecê-lo que o papel dos dirigentes socialistas do Partido Socialista Europeu tem sido muito pouco diferente do papel dos conservadores e direitistas.

Uma Europa democrática e social precisa da participação do movimento social, precisa de reconhecer como vital a participação do movimento social. Do movimento social formado pela participação dos cidadãos enquanto, dos trabalhadores e das suas diversas organizações, dos jovens e das suas iniciativas e organizações, dos reformados, dos agricultores, dos consumidores e, sobretudo, precisa de reconhecer todas as formas de auto-organização que visão propiciar uma intervenção mais activa de todos na política e no social.

A política não deve ser exclusiva dos políticos e/ou de especialistas. É uma visão da política que afasta, marginaliza, torna desinteressante aos olhos dos cidadãos a sua própria e vital intervenção.

O apelo à intervenção dos cidadãos deve ser feita na base de propostas políticas e sociais mobilizadoras e não na base da abstracção ou de propostas que têm a sua origem em foruns onde o cidadão não é nunca chamado a intervir.

Fixemos duas questões importantes:

* A Europa precisa de uma Constituição? Se precisa, precisará então de mobilizar os cidadãos para uma Assembleia Constituinte democrática e universalmente mandatada por sufrágio directo. O que tem vindo a aocntecer com o projecto Giscard D'Estaing é tudo menos democrático e mobilizador...

* A Europa precisa de um Salário Mínimo Europeu como forma de se eliminarem as graves diferenças existentes. É uma proposta avançada pelos socialistas franceses da tendência "Democratie & Socialisme" que subscrevo inteiramente e que merecia um debate sério.


São duas questões concretos que deveriam merecer a atenção do fórum "Europa é connosco", o qual deveria chamar para o debate não só políticos, especialistas e empresários, mas sobretudo, organizações sindicais, organizações de consumidores, organizações populares ... em suma, os representantes dos cidadãos que, no dia-a-dia, apanham com as consequências da Europa liberal e das suas políticas!

Ficam estas ideias...

sábado, maio 22, 2004

PORTUGAL É UMA REPUBLICA: AINDA BEM!

Num momento em que a monarquia espanhola é alimentada com mais um balão de oxigénio dado pelo casamento do principe Filipe, é oportuno lembrar que Portugal é uma República.

Uma República com todos os seus defeitos é sempre muito melhor que uma Monarquia por melhor que esta seja.

E a nossa República surgida, em 1910, de um levantamento popular, renascida em 25 de Abril de 1974 com um impulso revolucionário democrático e com vontade de transformação socialista, é muitissimo melhor que a monarquia espanhola, a qual, ainda por cima, trás consigo o rasto do franquismo e de uma afirmação que não teve nada de nada democrático!

A ostentação do casamento do principe espanhol é, em si mesmo, mais um exemplo da incapacidade democrática e social da monarquia por mais caridade que distribua!

Ontem algumas centenas de jovens e cidadãos do Estado Espanhol lembraram que a República Espanhola foi espezinhada por um golpe facista, o de Franco, o qual "evoluiu" depois, precisamente para a actual monarquia!

Viva a República!

sábado, maio 15, 2004

ELEIÇÕES EUROPEIAS: O PS PRECISA DE DEBATE DEMOCRÁTICO, NÃO PRECISA DE UNIDADES FICTÍCIAS!

Parece que alguns dirigentes do Partido Socialista teimam em fazer crer que a "unidade" é mais importante que o debate democrático ou que o debate pode comprometer a unidade dos socialistas e a vitória nas eleições europeias.

Por este andar, só se voltará a discutir problemas concretos, lá para 2006...

O Partido Socialista para demonstrar que tem capacidade para vencer eleições e é a base vital de uma alternativa de esquerda à direita, tem de demonstrar que sabe e pode intervir nos mais variados problemas independentemente da conjuntura, da origem e das consequências que esses problemas levantam.

O Partido Socialista não pode passar ao lado, como se nada estivesse a acontecer, das suspeitas de irregularidades/corrupção ao nível autarquico. E tem de assumir claramente uma posição independentemente de existirem entre os visados, militantes e dirigentes seus. E os primeiros a terem o direito de saber qual a posição do PS, são, uma vez mais, os militantes socialistas.

As eleições europeias não podem ser assumidas como uma espécie de guerra na qual o PS é uma espécie de exército sujeito a uma disciplina militar que identifica o debate como um sinónimo de enfraquecimento perante o inimigo...

O que tem vindo a acontecer de suspeitas sobre irregularidades graves ao nível da gestão camarária, merece que se organize um debate no seio do PS sobre o modelo de poder local democrático que os socialistas querem e, nesse modelo, qual a independencia que se deve manter face a qualquer lobby ao mesmo tempo que se promove uma activa participação cidadã, nomeadamente com o reconhecimento de novas formas de auto-organização democrática.

Os dirigentes do Partido Socialista não podem fazer como a avestruz, ignorando problemas que existem, que acontecem, que merecem comentários de tudo e de todos, como que pedindo que só se intervenha sobre eles depois das eleições europeias e na medida em que qualquer intervenção não venha a prejudicar, depois, a intervenção nas eleições autarquicas...

Dois exemplos: em Gondomar, a direcção distrital do PS, ao contrário do que pensa a concelhia, não toma posição clara sobre a Camara gerida pelo PSD de Valentim Loureiro; em Matosinhos, continua, à revelia da maioria dos militantes socialistas do concelho, uma acção do Presidente socialista da Câmara que só tem um objectivo que é sobrepor-se à concelhia democráticamente eleita para depois assegurar junto da direcção nacional uma posição de força de garanta a re-candidatura à Câmara...

São exemplos que demonstram que, apesar de todos os apelos a unidades algo administrativas e fictícias, fica por fazer uma intervenção clara sobre problemas concretos, incentivando-se a acção dos próprios militantes. É assim que se constroem autenticas unidades para a acção!

quarta-feira, maio 05, 2004

05 DE MAIO: MARX AINDA É ACTUAL!

Provavelmente já muito poucos socialistas se lembram dos tempos em que o PS descia às ruas e gritava "PARTIDO SOCIALISTA, PARTIDO MARXISTA"!

Também muito poucos (será mesmo assim?) dentro do PS se afirmarão como marxistas. O discurso oficial remete Marx para uma referência remota, distante.

Hoje, 05 de Maio, quando passa mais um aniversário do nascimento de Karl Marx, é um momento para poder reafirmar Marx como uma referência incontornável do socialismo.

Marx não é mais um filósofo, nem é tem nada de nada a ver com a aberração totalitária estalinista.

Marx é co-responsável por essa obra da acção socialista que foi/é o MANIFESTO COMUNISTA com uma consigna actual e verdadeiramente revolucionária nestes dias da globalização liberal: PROLETÁRIOS DE TODO O MUNDO:UNI-VOS

Como expressão dessa consigna, a criação da 1ª Internacional, foi a expressão da necessidade da organização internacional dos trabalhadores como forma de se poderem opor eficaz e alternativamente ao capitalismo.

Tudo muito actual, por mais exercícios de aprendizes de avestruz que alguns neo-socialistas tipo 3ª Via pretendam efectuar...

Redescobrir Marx em vez de o ignorar ou apelidar sem o conhecer, deveria ser um desafio para qualquer militante socialista. Seria também uma forma de afirmação socialista contra os ventos liberais que também atingem o interior do PS!

segunda-feira, maio 03, 2004

DEMOCRACIA & SOCIALISMO: Uma mudança de nome num blog com vontade de esquerda!

Este blog é um espaço da iniciativa de um militante socialista do Partido Socialista.

Mas com a intervenção na chamada blogosfera, tenho (re)descoberto que existe no Partido Socialista espaço humano e militante onde o querer socialista, o querer de esquerda, continua a ser um querer que não quer que o PS se desfigure e se normalize por entre os vícios crescentes de uma democracia cada vez mais distante de um Abril com 30 anos que foi Revolução. Revolução onde os militantes socialistas tiveram um papel activo na consolidação das conquistas revolucionárias e na prevenção contra desvios totalitários e esquerdistas. Os socialistas sempre souberam afirmar que a liberdade sem socialismo é uma formalidade e o socialismo sem liberdade uma caricatura e uma degeneração.

Este blog agora rebatizado como DEMOCRACIA & SOCIALISMO quer passar da iniciativa pessoal a um espaço colectivo de militantes do Partido Socialista que querem que o seu Partido se coloque à esquerda, se coloque no espaço dos movimentos sociais, participe nos debates das esquerdas, reafirme o socialismo - despido das suas caricaturas social-democratas e estalinistas - como a única alternativa global ao liberal-capitalismo globalizado.

Estas ideias e esta determinação política de esquerda, só por si, são já alavancas para lançar um debate entre socialistas e também um debate entre as esquerdas. Entre socialistas, na medida em que o PS está invadido por alguma gente que tem muito mais facilidade em falar de liberalismo e de social-democracia do que socialismo ou esquerda. Entre as esquerdas, porque há um projecto democrático e socialista que bebe a sua inspiração no património histórico das correntes marxistas, libertárias e socialistas anti-totalitárias que precisa, não de nichos separados das massas, não de pedestais intelectualmente "à parte", mas tem absoluta necessidade de estar onde os trabalhadores, os jovens, as pessoas estão!

Este blog é também um espaço que se abre ao debate de dentro para dentro e para fora do PS. Não é como alguns chamados "Clubes" de mediáticos socialistas que surgem de fora do PS para depois nada fazerem a não ser alguns fretes aos seus criadores ávidos de mais mediatismo e ... só isso!

Fixem este nome DEMOCRACIA & SOCIALISMO! E participem!

DEMOCRACIA & SOCIALISMO

DEMOCRACIA & SOCIALISMO: Uma mudança de nome num blog com vontade de esquerda!

Este blog é um espaço da iniciativa de um militante socialista do Partido Socialista.

Mas com a intervenção na chamada blogosfera, tenho (re)descoberto que existe no Partido Socialista espaço humano e militante onde o querer socialista, o querer de esquerda, continua a ser um querer que não quer que o PS se desfigure e se normalize por entre os vícios crescentes de uma democracia cada vez mais distante de um Abril com 30 anos que foi Revolução. Revolução onde os militantes socialistas tiveram um papel activo na consolidação das conquistas revolucionárias e na prevenção contra desvios totalitários e esquerdistas. Os socialistas sempre souberam afirmar que a liberdade sem socialismo é uma formalidade e o socialismo sem liberdade uma caricatura e uma degeneração.

Este blog agora rebatizado como DEMOCRACIA & SOCIALISMO quer passar da iniciativa pessoal a um espaço colectivo de militantes do Partido Socialista que querem que o seu Partido se coloque à esquerda, se coloque no espaço dos movimentos sociais, participe nos debates das esquerdas, reafirme o socialismo - despido das suas caricaturas social-democratas e estalinistas - como a única alternativa global ao liberal-capitalismo globalizado.

Estas ideias e esta determinação política de esquerda, só por si, são já alavancas para lançar um debate entre socialistas e também um debate entre as esquerdas. Entre socialistas, na medida em que o PS está invadido por alguma gente que tem muito mais facilidade em falar de liberalismo e de social-democracia do que socialismo ou esquerda. Entre as esquerdas, porque há um projecto democrático e socialista q

quarta-feira, abril 21, 2004

PS: ESTE PARTIDO NASCEU NA VÉSPERA E CRESCEU COM ABRIL!

O Partido Socialista é um partido que nasceu na véspera do 25 de Abril e cresceu e multiplicou-se com e na Revolução de Abril.

Multiplicou núcleos e secções de base nas lutas das ruas, das fábricas, das escolas, dos campos. Ergueu a bandeira do "NEM SOCIALISMO SEM LIBERDADE; NEM LIBERDADE SEM SOCIALISMO" e cresceu em ambiente de luta.

Afirmou-se como principal força política nas primeiras eleições livres e, desde sempre, como o principal partido das esquerdas portuguesas.

Afirmou-se sempre à esquerda, mesmo quando teve de lutar contra desvios totalitários ou contra esquerdismos que não levavam (como não levaram, a avaliar aquilo que são hoje, alguns dos seus protagonistas) a nada.

Nas manifestações, nas intervenções sociais, por todo o lado em que intervinham, os militantes do Partido Socialista falavam em DEMOCRACIA SOCIALISTA, falavam em PODER DEMOCRÁTICO DOS TRABALHADORES, falavam até em PARTIDO SOCIALISTA, PARTIDO MARXISTA!

Ser claramente de esquerda nunca foi obstáculo à afirmação social, política e eleitoral do Partido Socialista!

Comemorar os 30 anos de Abril é também redescobrir a memória e a intervenção de todos os militantes do Partido Socialista que o construiram como partido de esquerda, à esquerda e na esquerda para todos os cidadãos com vontade de mudança!

Em 2004, 30 anos depois de Abril, o Partido Socialista é ainda o principal partido entre as diversas esquerdas portuguesas. Mas, é preciso reconhecer, mesmo contra falsos e idiotas pragmatismos, que faz falta, é preciso, recuperar muito do ânimo, da militância e das convicções que fizeram do PS o partido referência dos cidadãos com vontade de mudança!

Nas batalhas eleitorais que se iniciarão este ano com as Europeias, na participação nos movimentos populares contra a guerra e pela Paz, na intervenção social, o Partido Socialista tem de voltar a ser MUITO MAIS que um partido enfiado nas quatro paredes do Parlamento.

Para cumprir e reafirmar Abril!

domingo, abril 18, 2004

FERRO RODRIGUES SEJA CLARO COMO É ZAPATERO!

Zapatero, o novo primeiro-ministro socialista de Espanha, não espera por 30 de Junho para retirar as tropas espanholas do Iraque. Será que é desta que o nosso Partido Socialista toma FINALMENTE uma posição inequívoca sobre a retirada da GNR do Iraque? Ou será que Ferro Rodrigues vai ter que reunir primeiro com Durão Barroso para tomar uma decisão depois?

O caos em que caiu o Iraque é da inteira responsabilidade de Bush e de quem o apoiou. De mais ninguém. Agora falam em ONU, mas quando tiveram que desencadear a guerra ignoram-na completamente!

Bush lançou o caos no Iraque e continua a dar apoio a Sharon, em Israel, para assassinar e impedir que judeus e palestinianos possam contruir um futuro de Paz.

O Partido Socialista e Ferro Rodrigues devem, de uma vez por todas, tomar uma posição clara a FAVOR DA RETIRADA DA GNR DO IRAQUE!


sábado, abril 17, 2004

DE ACORDO COM MANUEL ALEGRE: PARA TRAVAR A CONTRA-REFORMA DA DIREITA!

"Se as forças da direita se coligam, por que é que as forças de esquerda não podem fazer acordos políticos depois das eleições para havar uma maioria parlamentar? É proibido?"

É MANUEL ALEGRE que questiona. E concordo plenamente com esta questão que trás subjacente a constatação de que a UNIDADE DA ESQUERDA (na sua plural diversidade!) é fundamental, vital , para se travar, interromper, barrar a contra-reforma que a direita vem lançando contra tudo o que signifique Revolução de Abril. Isso, REVOLUÇÃO não evolução que a direita e a burguesia nacional nunca tiveram capacidade para fazer!

É importante que 30 anos depois do 25 de Abril de 1974, as principais correntes e partidos da esquerda portuguesa saibam ultrapassar divergências infantis e de vício parlamentarista para lançarem as bases de uma alternativa política que restitua a esperança e a iniciativa aos milhares e milhares de portugueses que são alvos das políticas ultra-liberais e reacionárias do governo de Durão e Portas.

É legitimo que o PS apele ao voto no PS, que o PCP apele ao voto no PCP e que o BE apele ao voto no BE. Mas é fundamental que qualquer partido de esquerda saiba, descubra, tenha a humildade de constatar que, cada um, só por si, não são a esquerda. E toda a esquerda - partidos, militantes e correntes dispersas - é necessária para que as políticas de uma alternativa de esquerda representem, trinta anos depois, a redescoberta da Revolução de Abril!



Não, não é proibido, Manuel Alegre! É fundamental, é vital que a esquerda, toda a esquerda, saiba unir-se! Como os cidadãos de esquerda têm sabido unir-se, por exemplo, em todas as eleições presidenciais. Que as direcções das esquerdas saibam aprender com os cidadãos de esquerda. Saibam também aprender com os exemplos que chegam de Espanha e de França!

terça-feira, abril 13, 2004

UNIDADE + DEBATE: SERÁ QUE NÃO É POSSÍVEL??

Vêm aí as eleições europeias! Todos sabemos que o momento é para cerrar fileiras pela vitória do PS e pela derrota da direita. Mas, ao mesmo tempo que tal cerrar de fileiras é apregoado, surgem apelos estranhos a uma unidade partidária onde a diferença de opinião, a salutar divergência e o debate democrático são insinuados como sinónimos de divisão e de não unidade...

Não é assim, não pode ser assim!

Até porque o debate sobre a Europa não se esgotou na Convenção sobre esta matéria. O debate tem de continuar. Ou mellhor, o debate envolvendo os militantes nunca começou verdadeiramente.

Debate é condição para existir uma autentica unidade. Sem debate a unidade é algo artificial!

Será que todos sabem o que é "ser por uma Europa Social" ou "por uma Europa federal" ou contra ou favor de uma Constituição Europeia ou por uma Constituinte Europeia ... este debate, de facto, nunca existiu e vai continuar sem existir porque os nossos dirigentes preferem que tudo fique assim!

A POSTA ANTERIOR FOI incompletamente PUBLICADA NO ACÇÃO SOCIALISTA...

Mandei a posta "O debate interno no PS..." para o Acção Socialista e a direcção do orgão central do PS reservou-se o direito de ajustar o seu espaço. Publicou-o reduzido e amputado de algumas partes relevantes nomeadamente a menção a este blogue e a outra em que manifesto o meu posicionamento critico em relação à direcção do PS e ao seu sentido político.
É claro que a direcção do Acção Socialista tem todo o direito de ajustar a dimensão dos textos enviados ... não pode é retirar-lhes sentido político e despi-los da sua origem.
Já foi bom ter sido publicado, mesmo que uma parte? Penso que não! Porque para ser publicado assim ... qual é o objectivo?

quinta-feira, abril 01, 2004

O debate interno no PS: um espelho chamado Acção Socialista!

João Soares parece que descobriu agora que não há debate político no seio do Partido Socialista. Mas essa triste realidade existe desde há muito. Também já o repeti neste espaço. Não há debate e a vida interna no PS, nas suas secções e núcleos, acaba por se tornar enfadonha e desinteressante. Consequentemente não há lugar a qualquer renovação militante. A "renovação" que vai existindo (!) é baseada na troca dos mesmos, uma troca repetida até à exaustão!

O mais caricato é que essa falsa renovação faz-se a todos os níveis do PS. Nas secções, nas concelhias, nas federações e nos orgãos nacionais. Basta que cada um tente descobrir novos dirigentes que já não tenham sido dirigentes antigos ...

A renovação também não existe porque parece que o Partido se demite, sistemáticamente, de participar e de intervir activamente nos movimentos sociais, nas lutas laborais, na vida sindical ... A participação dos socialistas, com as suas próprias posições e identidade políticas, nos grandes debates e nos movimentos sociais só poderia trazer bons resultados quanto à renovação do PS e quanto a um maior protagonismo social e político. Mas não, parece que a actividade política se reduz ao Parlamento, a alguns debates para os mesmos, a uns quantos "Clubes" e a iniciativas sómente de impacto mediático para consumo eleitoral...

Tudo isto é reflectido, como um espelho, no Acção Socialista, o orgão oficial do Partido Socialista.

Distribuido sómente para militantes, o Acção Socialista é mesmo a imagem oficial do PS: os mesmos, debate zero, pouca ou nenhuma intervenção dos militantes, nenhumas notícias sobre a intervenção social dos socialistas ... enfim, uma pobreza política para quem se deveria assumir como alternativa à direita e não só como alternância, como parece revelar a realidade!

Por exemplo, enquanto os blogues oficiais, para-oficiais ou afectos a entidades próximas da linha oficial são divulgados, este, PS= S de Socialista, feito por um militante com posições diferentes das da linha oficial, não tem direito a qualquer referência, apesar do Acção Socialista nunca ser esquecido nos mails de divulgação deste blogue!

Um exemplo que, na minha opinião, acaba por ser um espelho de uma realidade que domina o PS e que é muito diferente dos debates que ocupam os militantes do PS Francês ou do PSOE ou do SPD (alemão).

A democracia interna deveria também ser visível nas páginas no orgão oficial. Isso também serviria para distinguir o PS doutros partidos à direita e à esquerda.

Parece é que os partidos excessivamente enredados num parlamentarismo cada vez menos representativo dos eleitores e dos cidadãos, tendem a tornar as suas realidades internas crescentemente burocratizadas, muito pouco democráticas e muito pouco transparentes.

A alternativa à direita que todos dizem querer, deveria também por actos que significassem mudança, renovação e maior democratização do Partido com mais responsabilidades na definição dessa alternativa de mais referenciado pelos cidadãos como o que mais responsabilidades terá numa futura governação com novas políticas de esquerda, democráticas e socialistas.

O debate interno no PS: um espelho chamado Acção Socialista!

João Soares parece que descobriu agora que não há debate político no seio do Partido Socialista. Mas essa triste realidade existe desde há muito. Também já o repeti neste espaço. Não há debate e a vida interna no PS, nas suas secções e núcleos, acaba por se tornar enfadonha e desinteressante. Consequentemente não há lugar a qualquer renovação militante. A "renovação" que vai existindo (!) é baseada na troca dos mesmos, uma troca repetida até à exaustão!

O mais caricato é que essa falsa renovação faz-se a todos os níveis do PS. Nas secções, nas concelhias, nas federações e nos orgãos nacionais. Basta que cada um tente descobrir novos dirigentes que já não tenham sido dirigentes antigos ...

A renovação também não existe porque parece que o Partido se demite, sistemáticamente, de participar e de intervir activamente nos movimentos sociais, nas lutas laborais, na vida sindical ... A participação dos socialistas, com as suas próprias posições e identidade políticas, nos grandes debates e nos movimentos sociais só poderia trazer bons resultados quanto à renovação do PS e quanto a um maior protagonismo social e político. Mas não, parece que a actividade política se reduz ao Parlamento, a alguns debates para os mesmos, a uns quantos "Clubes" e a iniciativas sómente de impacto mediático para consumo eleitoral...

Tudo isto é reflectido, como um espelho, no Acção Socialista, o orgão oficial do Partido Socialista.

Distribuido sómente para militantes, o Acção Socialista é mesmo a imagem oficial do PS: os mesmos, debate zero, pouca ou nenhuma intervenção dos militantes, nenhumas notícias sobre a intervenção social dos socialistas ... enfim, uma pobreza política para quem se deveria assumir como alternativa à direita e não só como alternância, como parece revelar a realidade!

Por exemplo, enquanto os blogues oficiais, para-oficiais ou afectos a entidades próximas da linha oficial são divulgados, este, PS= S de Socialista, feito por um militante com posições diferentes das da linha oficial, não tem direito a qualquer referência, apesar do Acção Socialista nunca ser esquecido nos mails de divulgação deste blogue!

Um exemplo que, na minha opinião, acaba por ser um espelho de uma realidade que domina o PS e que é muito diferente dos debates que ocupam os militantes do PS Francês ou do PSOE ou do SPD (alemão).

Parece q