tribuna socialista

sábado, novembro 06, 2004

Golpe de Estado ideológico na Europa


No LE MONDE DIPLOMATIQUE, de Novembro, aconselhamos vivamente a leitura do artigo inserido na página 22 (edição portuguesa) sobre TRATADO CONSTITUCIONAL: GOLPE DE ESTADO IDEOLÓGICO NA EUROPA, assinado por Anne-Cécile Robert. Na introdução ao artigo escreve-se: "A 14 de Outubro de 2004, a Assembleia Nacional francesa discutiu, sem votar, a adesão da Turquia à União Europeia. Este debate supermediatizado ofusca - temporáriamente? - as questões relacionadas com o «Tratado que estabelece uma Constituição para a Europa». E, no entanto, este tratado erige o liberalismo económico como objectivo supremo da União. Ignorando a questão social, curto-circuita o sufrágio universal e visa impor uma ideologia oficial».

Fica, como sempre relativamente à questão Europa, a posição de DEMOCRACIA & SOCIALISMO: é urgente a organização de um debate nacional no P.S. aberto todos os militantes ! A direcção nacional do Partido Socialista não pode decidir UNILATERALMENTE a posição de todo o Partido para o referendo nacional sobre o Tratado Constitucional Europeu sem ouvir préviamente os militantes! Posted by Hello

quinta-feira, novembro 04, 2004

Yasser Arafat é um Nobel da Paz!


Mário Soares exprimiu palavras de solidariedade com o Amigo, com o combatente, com um Homem que tem sido e é uma referência para a Palestina. Mas se visitarmos os blogues, os sites, as opiniões dos que mais falam "contra o terrorismo", encontramos autêntico terrorismo verbal, aplauso ao terrorismo do Estado de Israel, aversão ao direito dos palestinianos terem um Estado mesmo que mascarem essa aversão com retórica.

Yasser Arafat é um Nobel da Paz, por mais que este facto irrite a direita pró-Bush. Mas é um facto que, de certeza, merece o respeito por parte de todos os cidadãos de Israel que recordam Rabin, assassinado pelo grupo de fanáticos que ocupa, neste momento, o governo de Israel! Posted by Hello

quarta-feira, novembro 03, 2004

NOS EUA GANHOU O MEDO!


VAMOS TER DE ATURAR BUSH, NOVAMENTE! ... Será que o Bush das guerras unilaterais, o Bush das invasões, o Bush do ataque aos direitos e liberdades democráticas nos EUA, o Bush pró-Sharon, o Bush armado em gendarme do Planeta ... será que este Bush dura mais quatro anos? Repetimos esta ideia: será que só os norte-americanos é que têm o direito de escolha relativamente a um cargo que sistemáticamente mexe e colide com a vontade dos povos deste Planeta? Bin Laden deve ter esfregado as mãos de contentamento... Posted by Hello

José Lello faz parte do novo Secretariado Nacional do PS. É também militante de uma secção do Porto. Em declarações ao Jornal de Notícias (JN) de hoje, 03 de Novembro, dá um péssimo sinal para uma mais que necessária clarificação política na Federação Distrital do Porto do PS. É um dirigente da nova direcção do PS a considerar que a democracia e o livre confronto de ideias e de opiniões são meros "adornos" para serem usados em algumas situações. Para o distrito do Porto, adopta a política da avestruz: enfia a cabeça na areia, como se nada estivesse a acontecer ou tivesse acontecido, e apela ao consenso (fictício, nada mais!) entre quem não se entende! Será que os militantes socialistas do distrito do Porto não saberiam, em Congresso Distrital, dar uma solução democrática e políticamente mais eficaz para o pantâno que tem vigorado? A "estabilidade" de que fala José Lello é sinónimo de pantâno, de não clarificação. É também um murro na democracia que deveria vigorar a todos os níveis do Partido Socialista! Posted by Hello

terça-feira, novembro 02, 2004


John Kerry vs Bush ... as diferenças não são muitas entre os dois. Mas, neste momento, as diferenças já são dadas por aquilo que o Mundo quer! Um é a guerra e tudo o que ela significa. O outro já é a derrota da guerra que o Mundo não quer mais! O clima de guerra provocada, o clima de mentira tornada verdade oficial, o clima do medo institucionalizado, atingiu tal calibre com George W.Bush, que é INEVITÁVEL que uma vitória de Kerry impulsione, não só nos EUA, mas em todo o Mundo, uma nova confiança, um outra esperança! Repetimos: mesmo que as diferenças tenham sido poucas entre Kerry e Bush. Como entre Democratas e Republicanos, nas duas faces da mesma moeda norte-americana! As dinâmicas que os povos imprimem, são, muitas vezes decisivas para a criação de novos sentidos que, às vezes, acabam por ultrapassar os limites inicialmente criados. Com John Kerry aconteceu isso: todo o Mundo quer a sua vitória em nome da Paz no Mundo! Nós, também! Mesmo sabendo que com Kerry muito, mesmo muito, ficará por fazer ...  Posted by Hello

A Educação é um direito, não é um privilégio!

Democracia & Socialismo faz seu o apelo dos estudantes do Superior que nos chegou:

ESTUDANTES DO SUPERIOR SAEM À RUA, CONTRA AS PROPINAS.

LISBOA 4 DE NOVEMBRO CONTRA AS PROPINAS REVOGAÇÃO JÁ!

MANIFESTAÇÃO NACIONAL - LISBOA 4 DE NOVEMBRO.

A EDUCAÇÃO É UM DIREITO NÃO É UM PRIVILÉGIO!CONTRA AS PROPINAS LUTAR, LUTAR!

segunda-feira, novembro 01, 2004


NUCLEAR, NÃO! Paulatinamente o fortíssimo lobbie pró-nuclear parece retomar iniciativa. Monteiro de Barros, apareceu no Expresso, a "requisitar" , nada mais, que três centrais nucleares para Portugal. O petróleo parece que já foi "chão que deu uvas" e agora empresários como Monteiro de Barros, ávidos de mais e mais ganhos, viram-se para o nuclear. Preocupações com o ambiente, com este nosso Planeta tão molestado pela civilização do petróleo, serão, como sempre foram, apresentadas como "coisas" de "esquerdistas" ou outro termo que entretanto arranjem! Pelo caminho ficam por fazer apostas no que este País naturalmente tem: o vento e o sol, por exemplo! Posted by Hello

José Sócrates, o secretário-geral de todos os socialistas, iniciou, segundo o PÚBLICO de hoje (01 de Novembro), a campanha pelo "sim" à Constituição Europeia. Na nossa opinião, a campanha de iniciada por Sócrates é uma campanha pela imposição de um facto que se quer apresentar como "consumado" e "sem alternativa"! É, no entanto, visível o embaraço demonstrado pelo facto de Sócrates, com este seu gesto, colar o PS à coligação de direita PSD/CDS que fará também campanha pelo "sim". Sócrates limita-se a falar de "mesquinhez e mediocridade" da coligação de direita. Mas o certo é que acaba por se juntar a essa mesquinhez e a essa mediocridade. É LEGITIMO QUE QUALQUER SOCIALISTA PERGUNTE: a Europa por que lutamos é a mesma Europa por que luta Santana Lopes e Paulo Portas? José Sócrates deveria explicar aos socialistas e ao povo português quais as diferenças entre a Europa que defende e a Europa que defende a direita. Essa explicação poderia ser dada num DEBATE NACIONAL DENTRO DO P.S. ABERTO A TODOS OS SOCIALISTAS! Posted by Hello

domingo, outubro 31, 2004


DEMOCRACIA 6 SOCIALISMO também em BOLETIM! Mais um número brevemente disponível. Exibimos a 1ª pagina. Os pedidos podem ser dirigidos para jpmfreire@sapo.pt. D & S é também um boletim editado por militantes do Partido Socialista aberto a todos os socialistas! Posted by Hello

sábado, outubro 30, 2004


Em www.democratie-socialisme.org, DEMOCRATIE & SOCIALISME, socialistas do PSF explicam porque razão Europa Social e o actual Tratado Constitucional Europeu são INCOMPATÍVEIS! Um debate que acontece no PSF e que também deveria acontecer no PS em Portugal! Os textos no site Democratie & Socialisme são em francês e valem a pena a consulta. Posted by Hello

NÃO À CONSTITUIÇÃO EUROPEIA! Posted by Hello

EM PORTUGAL E NA EUROPA: OPOSIÇÃO À DIREITA E AO LIBERALISMO! POR UMA EUROPA SOCIAL!

Os ataques da direita no poder já não se resumem a tudo o que é público e social. Agora a direita resolveu também usar os tentáculos do poder e dos lobbies económico-financeiros para atacar as liberdades democráticas.

De uma forma explícita, começou pelo ataque à liberdade de expressão na imprensa. O caso Marcelo Rebelo de Sousa é um exemplo. Não se sabe e não é importante nem relevante saber, se o ataque partiu do governo ou do grupo económico que controla a TVI ou dos dois de uma forma coordenada. Afinal, governo e grupos económicos bebem a mesma inspiração para este tipo de coisas como para muitos outros!... O que é importante constatar são as consequências nefastas da direita dos interesses e dos lobbies para a democracia e para a garantia das liberdades democráticas.

O governo de Santana & Portas é um governo não eleito, sem a legitimidade do voto, e, é o primeiro a contemporizar com ataques explícitos às liberdades.

É um governo para ser demitido! O que é que faltará mais para o Presidente Sampaio dar esse passo? O Partido Socialista deveria pedir eleições gerais. Exigi-las para que a palavra passe para o Povo!

A direita liberal e pró-Bush é caceteira, securitária é um permanente atentado à democracia e às liberdades.

Seja em Portugal, seja na Europa, esta direita tem de ser combatida com políticas alternativas, de esquerda e claramente socialistas. Na Europa, a direita e os liberais de todas as matizes, têm imposto um modelo que afasta os cidadãos, que inibe a sua participação democrática e que colocaa vertente social como uma miragem.

Persistir neste modelo só contribui para a destruição de um projecto de Europa unida, democrática e social.

O chamado "Tratado Constitucional Europeu" (TCE) subscrito pelos governos europeus é um exemplo de algo que foi produzido à margem da vontade cidadã europeia. Também aqui, numa matéria tão importante e decisiva, como é a Constituição para a Europa, a direita e os liberais mostraram do que não são capazes: de contribuirem para o aprofundamento da democracia, das liberdades e da participação cidadã!

Somos por uma Europa Democrática e Social e, como tal, estamos contra o actual TCE. Uma Constituição para a Europa deve resultar do trabalho de uma Assembleia Constituinte Europeia democráticamente eleita!

Apelamos à direcção do PS, ao secretário-geral eleito num processo aberto, democrático e com a participação directa dos militantes socialistas, para que lance um debate nacional aberto a todos os militantes, que defina a posição de todos os socialistas para o próximo referendo sobre o TCE.

DEMOCRACIA & SOCIALISMO explicará nesse debate porque defende o voto NÃO em nome de uma Europa Democrática e Social!

Estamos, desde já, disponíveis para debater com os militantes nas Secções e Núcleos que aceitem a nossa sugestão de DEBATE SOBRE A EUROPA!

João Pedro Freire
Militante PS nr.3760

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Este texto faz parte do boletim DEMOCRACIA & SOCIALISMO a ser editado brevemente.

quarta-feira, outubro 27, 2004

EUROPA SOCIAL, SIM! EUROPA LIBERAL, NÃO!

Na véspera da assinatura do chamado Tratado Constitucional Europeu pelos governos europeus, convém lembrar a realidade política da Europa que temos:

  • Um projecto de Constituição Europeia que foi redigido por uma comissão não eleita presidida por um liberal chamado Giscard D'Estaing. Uma Constituição que, ao contrário do que aconteceu em Portugal, não resultará do trabalho de uma Assembleia Constituiente eleita democráticamente;
  • Uma Comissão Europeia presidida pelo antigo primeiro-ministro português, Durão Barroso, conhecido pelo seu posicionamento à direita e pró-liberal. Uma Comissão Europeia que, por sinal, deveria ter sido votada hoje pelo Parlamento Europeu, mas que não o foi para não ser derrotada pelos votos dos deputados que, justamente, rejeitavam um dos Vice-Presidentes e responsável pelo pelouro da Justiça, Liberdade e Segurança, Rocco Buttiglionne, amigo e discipulo de Berlusconni e conhecido pelas suas opiniões abjectamente reacionárias.
  • Um Parlamento Europeu que não representará mais do que 50% das cidadãs e dos cidadãos europeus com direito de voto.

Esta Europa e esta "construção europeia" não são, de certeza, aquela que os socialistas pretendem.

Como será então possível que José Sócrates e a direcção do Partido Socialista afirmem, sem pestanejar, que votarão "sim" no referendo sobre a "Constituição Europeia" marcado para o ínicio do próximo ano?

A luta contra a actual coligação de direita que se identifica com a actual construção europeia, é também a luta por uma Europa Democrática e Social. Os socialistas não se podem confundir no próximo referendo com a acção que a direita - PSD e CDS - desenvolverão pelo "sim" a um tratado constitucional que tem sómente a ver com as suas políticas e nunca com a vontade de construção de uma Europa Social.

Como militantes socialistas apelamos a um debate no PS que envolva todos os militantes e não só os que fazem parte dos orgãos dirigentes, um debate sobre a posição a tomar no próximo referendo. Uma posição no sentido da clara afirmação de uma construção europeia onde as vertentes democrática e social, motivem a participação cidadã a todos os níveis.

João Pedro Freire

terça-feira, outubro 26, 2004


À saída de reunião com Santana Lopes, o secretário-geral do PS, José Sócrates voltou a afirmar que o PS se empenhará no "sim" ao projecto de tratado constitucional europeu no referendo cuja data parece ter acordado com o primeiro-ministro. VOLTAMOS A PERGUNTAR: quando, como e onde é que os militantes do PS discutiram e tomaram uma decisão sobre a orientação do voto no próximo referendo? A questão da chamada "construção europeia" deve ser discutida por TODOS OS MILITANTES e não sómente decidida pela direcção do PS. Como militantes do PS que somos APELAMOS AO VOTO "NÃO" NO REFERENDO E GOSTARIAMOS DE TER A POSSIBILIDADE DE EXPLICAR AOS MILITANTES O NOSSO PONTO DE VISTA! Posted by Hello

PS PORTO: PREOCUPANTE!

Menos de um mês depois da escolha do novo secretário-geral do Partido Socialista por voto directo e secreto dos militantes, o secretário-coordenador da Federação Distrital do Porto do PS - a maior federação socialista do País! - prepara-se para conservar o pantano que vinha caracterizando a vida dos diversos orgãos federativos.

Francisco Assis, na sequência dos incidentes na Lota de Matosinhos durante a campanha eleitoral das europeias, demitiu-se do seu cargo federativo e afirmou que pediria aos orgãos nacionais a convocação de eleições distritais que contribuissem para uma clarificação política no PS Porto. Utilizou a palavra pantano para caracterizar aquilo com que não podia conviver ...

Menos de um mês depois do XIV Congresso Nacional do PS, parece que Francisco Assis se esqueceu de tudo o que tinha dita. Parece que ouviu os presidentes das concelhias do distrito e agora prepara-se para remodelar (mais uma vez!) o secretariado da Federação, mantendo-se tudo o resto inalterado.

Para ajudar à manutenção do pantano, parece que vai convidar para o secretariado militantes que apoiaram as candidaturas de Manuel Alegre e de João Soares. Esta mania que tem prevalecido no PS, de criar administrativamente unidades fictícias, nunca serviu para grande coisa. As clarificações políticas fazem-se através do confronto livre e democrático envolvendo-se os próprios militantes - como aconteceu na eleição para secretário-geral! -, e não enfiando tudo no mesmo saco, no culminar de um processo onde os militantes foram, mais uma vez, postos à margem!

É legitimo questionar, neste momento, a representatividade dos orgãos da Federação do Porto. Remodelações e mais remodelações sem o envolvimento directo e democrático dos militantes, sómente criam burocracias que se representam a si mesmas!

Com a solução que terá sido adoptada por Francisco Assis, a clarificação pretendida foi adiada e os problemas que criam o pantano não foram resolvidos. Pensávamos que todos tinham aprendido com o que se passou na concelhia de Matosinhos. As faltas de coragem política para a resolução de problemas políticos e organizativos têm sempre consequências muito negativas a prazo ... e nessa altura, para todos!

João Pedro Freire



segunda-feira, outubro 25, 2004

100 DIAS DE GOVERNO ou A 2ª PARTE DE UMA MESMA GOVERNAÇÃO DE DIREITA?

A imprensa tem feito eco dos 100 dias de Governo de direita liderado por Santana Lopes e Paulo Portas. Do PSD e do CDS. Com o apoio, mais ou menos explicito, dos principais grupos económico-financeiros e das centrais patronais.

Pretende-se fazer crer que o governo de Santana & Portas é "novo" e "nada" terá a ver com o anterior de Durão Barroso & Portas. Ambos do PSD e do CDS.

O Governo PSD/CDS de Santana Lopes & Paulo Portas é a continuação do governo Durão & Portas. Com uma diferença que exibe a concepção de democracia da direita liberal da era da globalização: a participação democrática é algo que é considerado secundário e, daí, o actual 1ºMinistro ter sido nomeado pelo Presidente da Republica, apoiado pela nomenclatura do PSD e do CDS (cada vez mais as diferenças são ténues...) e sustentado pela maioria parlamentar de direita. Tudo isto, depois do resultado das últimas eleições europeias que apontou para uma estrondosa derrota da coligação de direita, para uma vitória histórica do PS e para o retorno de uma maioria clara de votos à esquerda.

O governo de direita, não está a comemorar os primeiros 100 dias de actividade, mas mais 100 dias de uma mesma governação que continua a ser caracterizada pelos ataques aos direitos e conquistas sociais da maioria da população.

A governação de Santana & Portas, para além dos habituais ataques da direita a tudo o cheire a público e social, ficará também associada a tentativas explicítas de controlo da informação. Um ataque claro à liberdade de expressão e à liberdade de imprensa. O caso Marcelo Rebelo de Sousa e o seu afastamento da TVI, é o exemplo mais visível no momento. Não esquecendo o que Alberto João Jardim também fez relativamente a uma jornalista do DN da Madeira no seguimento das últimas eleições regionais na Madeira. A direita prova que a defesa das liberdades democráticas é um assunto que coloca num plano muito secundário e até prescindivel.

Mas a questão da liberdade de imprensa é um assunto muito mais profundo e complexo, que merece ser devidamente analisado. Em Portugal (tal como nos principais países europeus, onde também o poder económico-financeiro influencia decisivamente o poder político) os grandes grupos económicos têm vindo paulatinamente a controlar os principais meios de comunicação social. A televisão, os principais jornais, revistas e rádios nacionais são hoje pertença de grandes grupos económicos. E é aqui que se abre caminho para os atropelos à liberdade de expressão e à liberdade de imprensa. O governo não precisa de exercer qualquer controlo explicito sobre este ou aquele orgão de comunicação social. As ligações existem, há muito, entre quem nos governa e quem detém o poder económico e financeiro. Esta promiscuidade dá para entender porque razão a seguir ao 25 de Abril de 1974 foi necessário "partir a espinha" ao capitalismo português para se poder desenvolver e aprofundar a democracia política e as liberdades democráticas!

A questão da liberdade de imprensa, é também um momento para alguns dirigentes do PS reflectirem muito sériamente sobre as profissões de fé que continuam a fazer sobre a defesa da chamada "economia social de mercado", algo que é tudo menos social, algo que só é uma forma caricatural de falar em capitalismo. E o capitalismo não é regulável, nem socialmente reformável! É possível um outro tipo de organização económica baseada na participação democrática dos cidadãos e na planificação democrática. O que todos os dias a realidade nos diz é que dentro do capitalismo ou "economia de mercado" não é possível realizar, com êxito, qualquer reforma profunda e duradoura em assegurar eficazmente as liberdades democráticas.

A diferenciação política da esquerda perante a direita faz-se também pela capacidade de definir uma alternativa económica, questão essencial e decisiva para se conseguir assegurar e aprofundar as liberdades democráticas.

Os últimos 100 dias de governo de direita, são um exemplo da urgência da definição de uma alternativa de esquerda. Em cada ataque ao Serviço Nacional de Saúde, em cada consequência da aplicação do Código Laboral de Bagão Felix, em cada novo trabalhador desempregado devido à retoma apregoada pelo governo, somam-se exigências para que este governo não chegue ao fim da legislatura. O Presidente Sampaio não se pode ficar pelas suas habituais emoções nem pelos cálculos constitucionais quando à medida da legitimidade deste governo. Precisa de agir!

Como precisa de agir a nova direcção do Partido Socialista, sendo mais clara e políticamente actuante na oposição ao actual governo. A oposição não deve ficar pelo Parlamento ou pelos timings de realização do Fórum Novas Fronteiras. Através das secções e dos núcleos, na intervenção junto das diversas lutas laborais e sociais que se vão sucedendo, na capacidade de abrir o diálogo à esquerda com todas as esquerdas, a direcção do Partido Socialista deve ser mais clara e incisiva na oposição a Santana & Portas. É, em primeiro lugar, para o Partido Socialista que olham as portuguesas e os portugueses que estão fartos dos últimos 100 dias de governo de direita e que, de certeza, não estão dispostos a suportarem mais 100 dias da mesma política!

João Pedro Freire
(Editor de DEMOCRACIA & SOCIALISMO)
Militante PS nr.3760


domingo, outubro 24, 2004


"Os filosofos limitaram-se a interpretar o Mundo, o que importa é TRANSFORMÁ-LO!" É para políticas que TRANSFORMEM, que MUDEM, que o Partido Socialista e os seus militantes NOS deveriamos mobilizar!! Posted by Hello

Trotsky e a tradição libertária do socialismo: "O socialismo precisa de democracia como o corpo humano precisa de oxigénio" Posted by Hello

Rosa Luxemburgo e a tradição libertária do socialismo: "A liberdade é sempre e exclusivamente liberdade para o que pensa de modo diferente" (in A Revolução Russa) Posted by Hello

Antero de Quental e a tradição libertária do socialismo: "Não pretendemos impôr as nossas opiniões, mas simplesmente expô-las; não pedimos a adesão das pessoas que nos escutam, pedimos só a discussão: essa discussão, longe de nos assustar, é o que mais desejamos" (in, As Causas da Decadência dos Povos Peninsulares) Posted by Hello

BUTTIGLIONE, ANTÓNIO VITORINO E O DEBATE NECESSÁRIO SOBRE A EUROPA!

" O futuro presidente afirmou por outro lado que atribuiu a pasta da Justiça a Buttiglione por sugestão do actual titular, o ainda comissário português António Vitorino. "Foi ele que que me aconselhou o senhor Buttiglione como comissário para a Justiça", afirmou Barroso, sublinhando, para provar que convicções não determinam políticas, que se trata de um socialista laico, ou seja, com ideias nos antípodas das do comissário italiano" (in Público, Sexta-Feira, 22.10.04)

Tudo o que já tem sido dito e escrito à volta da indigitação de Rocco Buttiglione para a pasta da Justiça da Comissão Europeia presidida por Durão Barroso, revela que a discussão sobre a construção europeia deve ser retomada, relançada ou reiniciada com a participação o mais alargada e democrática de todos os cidadãos europeus.

A escolha de Buttiglione, um italiano da direita mais reacionária, por Durão Barroso, não é surpresa. Corresponde e confirma o que já sabiamos de Durão Barroso enquanto primeiro-ministro português e líder da coligação de direita no governo em Portugal: a construção europeia que pretende nada tem a ver com uma perspectiva de Europa Democrática e Social!

Mas o texto do Público que inicia esta peça e o que ouvimos na TSF na boca do próprio António Vitorino, é inquietante para qualquer socialista. Porque continuamos sem aceitar que um socialista possa ter a mesma visão de construção europeia que tem um político de direita. E também, pior ainda, não podemos aceitar que os socialistas possam ser confundidos com uma Europa que se tem esquecido da participação democrática e cidadã e da prioritária vertente social para as reformas e políticas que preconiza.

A actual "construção europeia" foi severamente punida com os níveis de abstenção verificados nas últimas eleições europeias de Junho passado. As cidadãs e os cidadãos europeus, pura e simplesmente, desinteressaram-se de uma Europa, construída como os liberais e a direita gostam, que também não revela interesse pela participação cidadã. O "espectáculo" mediático em torno da escolha da próxima Comissão Europeia só contribui, ainda mais, para o afastamento dos cidadãos da construção europeia e coloca, ainda mais longe, a vertente social.

Esta "construção europeia" não é nem pode ser apresentada como a "única possível" ou como aquela que "inevitávelmente" os socialistas apoiam. Os socialistas devem discutir clara e abertamente como deve ser a Europa Democrática e Social que pretendem. Por exemplo, dois factos merecem discussão no seio do PS:
  • A abstenção preconizada por António Costa, da nova direcção do PS e eurodeputado, face à escolha de Durão Barroso para Presidente da União Europeia, só porque "é português". Será que o que é mau cá dentro, passa a bom lá fora? Será que o "ser português" é sinónimo de execução de políticas que os socialistas devam apoiar?
  • Porque razão António Vitorino, socialista e actual responsável pelo pelouro da Justiça na Comissão Europeia, sugere para seu sucessor um individuo conotado com o que de mais reacionário existe? Porque razão, não aproveitou a oportunidade para manifestar a sua oposição à futura Comissão Europeia de Durão Barroso, vincadamente liberal e de direita? Porque razão não foi solidário com as críticas à escolha de Buttiglione que surgiram do lado dos eurodeputados socialistas?

São dois factos que exemplificam a necessidade de um debate sobre a construção europeia e a Europa no seio do PS. Porque também quanto a esta questão, as sucessivas direcções socialistas e, particularmente, a actual de José Socrates, se têm encarregado de tornar o PS cada vez mais igual com o PSD. E fazem-no, evitando o debate com os militantes. O que é inaceitável, já que estamos perante um tema de evidente importância nacional.

Num momento em que se começa a falar de marcação de um referendum nacional sobre o chamado Tratado Constitucional Europeu (redigido por uma comissão não eleita e presidida pelo liberal Giscard D'Estaing), é lamentável que os novos dirigentes do PS, continuem a evitar o debate ao mesmo tempo que lançam, como verdades, ideias sobre a Europa que em nada se diferenciam das da direita e do seu governo.

Deixamos um APELO: repitam sobre a Europa, o debate que se conseguiu para a eleição do secretário-geral!

João Pedro Freire

(Editor de DEMOCRACIA & SOCIALISMO)

Militante PS nr.3760

quarta-feira, outubro 20, 2004


O QUE PODEM FAZER OS POVOS DESTE PLANETA PARA DERROTAR QUEM PASSA A VIDA A INTERFERIR NA VIDA DESSES POVOS? ... BUSH, NÃO! G.W.Bush resolveu intervir no Iraque, apesar do Iraque não ser uma província dos EUA!! Bush já tinha também decidido intervir no Afeganistão, apesar de não ser também uma província norte-americana. Os EUA já tinham antes golpeado o Chile de Allende. Os EUA parece que olham para o nosso Planeta, como se fosse sua propriedade ... Não será legitimo perguntar: O QUE PODEMOS FAZER, NÓS, POVOS DE TODO O MUNDO, PARA AJUDAR A DERROTAR BUSH NAS PRÓXIMAS ELEIÇÕES DE NOVEMBRO NOS EUA??? Posted by Hello

sábado, outubro 09, 2004


O P.S. EM MATOSINHOS: NÃO ESQUECER OS MILITANTES! Narciso Miranda e Manuel Seabra não fazem parte da nova Comissão Nacional do P.S. saída do XIV Congresso Nacional. Foi uma decisão politicamente sensata tomada por José Socrates, apoiado por aqueles dois socialistas matosinhenses. As guerras fulanizadas no PS de Matosinhos, constituem hoje um facto local com amplitude e repercussões políticas nacionais. O que se fizer em Matosinhos, bem feito ou mal feito, politicamente falando, afectará sempre o P.S. no seu todo. Mas há aqui um facto que não pode ser ignorado pela nova direcção nacional do Partido Socialista: os militantes de Matosinhos não são responsáveis pelo estado a que chegaram as coisas na Concelhia de Matosinhos. Ou seja, a opinião e a vontade democráticamente expressa pelos militantes de Matosinhos não pode ser ignorada ou substituida por qualquer decisão administrativa tomada no Largo do Rato. Um Partido que sabe e consegue eleger o seu secretário-geral por voto universal, directo e secreto tem de saber também resolver, em democracia, o que se passa em Matosinhos. Defendemos e continuaremos a defender que seria muito importante que fosse organizada uma CONFERÊNCIA DOS MILITANTES DO P.S. DE MATOSINHOS, na qual todos os militantes mostrassem aos matosinhenses que querem, sabem e conseguem discutir serenamente os problemas concretos do Concelho e avançar com propostas que correspondam a uma perspectiva de renovação da Câmara de Matosinhos, mantendo-se todo o contributo já dado pelos socialistas nos últimos anos. A Conferência de Militantes que propomos deveria naturalmente ser organizada pela Comissão Política Concelhia em união de esforços com a Federação Distrital do Porto e com o pelouro nacional respectivo do Secretariado Nacional do PS. Para essa Conferência concelhia deveriam ter acesso todos os militantes, incluindo o Presidente da Concelhia e o Presidente da Câmara. Todos os militantes, mas tendo sempre presente a seguinte regra: é uma Conferência para se discutir propostas concretas para o Concelho, não é a criação de uma "arena" para guerras entre "exércitos" privados e/ou para o lavar de roupa suja! Defendemos também que seria uma prova de grande maturidade civica e democrática que Narciso Miranda e Manuel Seabra aceitassem discutir em cada secção e núcleo do concelho de Matosinhos, as suas visões sobre o que o PS deveria fazer no futuro na Câmara de Matosinhos. Que lição de democracia estaria a dar o PS a todos em Matosinhos!! A par destas acções que têm repercussão exterior ao PS, mas que se destinam a esclarecer e a auscultar a vontade dos militantes, somos de opinião que a Comissão Política Concelhia deveria iniciar um processo de auscultação das forças sociais e populares do Concelho e das organizações políticas à esquerda (presentes ou não na actual Assembleia Municipal). Estariamos a dizer aos matosinhenses que o PS tem capacidade para definir e apresentar as suas próprias propostas e programa, mas sabe também recolher todos os contributos para uma renovação com um sentido claramente democrático, social e de esquerda! Posted by Hello

quinta-feira, outubro 07, 2004


Europa Democrática e Social versus Europa Liberal ... duas perspectivas de construção europeia. Porque não há só uma perspectiva de construção europeia. E a que tem prevalecido é uma perspectiva liberal e de direita, onde a vontade e a participação democrática das cidadãs e dos cidadãos é atirada para segundo plano. Onde, também, as reformas sociais são esquecidas. Este é um debate que também interessa aos militantes socialistas. Até porque a posição oficial do Partido Socialista num foi sujeita a um debate nacional, sério, democrático e devidamente organizado. A eleição democrática do novo secretário-geral, José Socrates, não pode representar mais um adiamento deste necessário debate. E também de outros debates. A eleição democrática do secretário-geral deveria ser um estímulo para o aprofundamento de debates necessários. Como é o caso da Europa. Até porque se começa a falar (mas sempre sem debate!) do referendum sobre o chamado tratado constitucional europeu, redigido por uma comissão não eleita presidida pelo liberal Giscard D'Estaing. Em Portugal, para se redigir uma Constituição democrática, foi eleita democráticamente uma Assembleia Consituinte. Porque razão o que exigimos a nível nacional também não é exigido para o plano europeu? Em Portugal, o 25 de Abril de 1974 trouxe a exigência social da criação de uma Salário Mínimo Nacional. Porque razão, na Europa, não se exige a criação de uma Salário Mínimo Europeu que constribua para a eliminação progressiva das assimetrias existentes? Durão Barroso foi justamente considerado como um mau primeiro-ministro em Portugal. Porque razão, António Costa não apelou ao voto contra desse mau ex-primeiro-minsitro português para Presidente da Comissão Europeia? Será que o ser português é, por si, sinónimo de protagonista do programa e das políticas que os socialistas defendem para a Europa? INTERROGAÇÕES QUE DEIXAMOS COM UM APELO: LANCE-SE UM DEBATE ABERTO SOBRE A EUROPA NO P.S.! Posted by Hello

sexta-feira, outubro 01, 2004


O XIV Congresso Nacional do Partido Socialista ficará como um marco histórico na vida partidária e na democracia portuguesa: é o Congresso da consagração de um Secretário-Geral eleito directamente por mais de 36.000 militantes socialistas. José Socrates, o eleito secretário-geral, adquire, como lider eleito, uma legitimidade democrática que falta ao primeiro-ministro e actual líder do PSD, Santana Lopes. Mas este Congresso tem de representar também um momento de afirmação de uma alternativa de programa e de políticas à direita liderada por um partido que se saberá unir em liberdade e em democracia. Na unidade, o debate e o livre confronto entre opiniões diferentes deverá continuar como um dos motores para um PS cada vez mais forte e alternativo à direita, aos seus interesses e às suas políticas. DEMOCRACIA & SOCIALISMO apoiará a nova liderança de José Socrates na luta diária contra a direita e por uma alternativa de governo de esquerda com programa e políticas de esquerda. Em todos os espaços do PS afirmar-nos-emos como corrente socialista libertária!  Posted by Hello

quarta-feira, setembro 29, 2004


Para além de blog, DEMOCRACIA & SOCIALISMO é um boletim em papel. Editam-no militantes do Partido Socialista, sempre identificados, que lutam democráticamente para que o PS seja, sem equívocos, um partido de esquerda comprometido com a transformação democrática e socialista da sociedade. Num momento em que mais de 30.000 militantes elegeram democrática e directamente um novo secretário-geral, vem a propósito referir que saudamos o novo secretário-geral, saudamos os militantes e respeitamos a sua decisão, mas afirmamos também que continuaremos a lutar em todos os espaços do Partido e fora pelo fortalecimento do PS como partido de esquerda e à esquerda! A eleição de José Socrates não deve ser visto como um fim de percurso, depois do qual, tudo voltará ao cinzentismo anterior em nome de uma abstracta "unidade". Não façamos no PS o que criticamos noutros partidos! Há tendências no PS! Não existem só "sensibilidades". Não façamos como a avestruz! Tiremos a importante lição do debate nacional que envolveu três candidaturas a secretário-geral: o debate entre perspectivas e projectos diferentes renova, mobiliza e fortalece! E é isto que o PS precisa. Sabemos que somos minoria. Mas como minoria continuaremos a lutar, no respeito pela maioria, pelas nossas propostas. Nomeadamente esta: somos pelo direito de tendência organizada! E esta: uma alternativa de esquerda ao actual governo de direita precisa de um PS forte mas também dialogante À ESQUERDA. Precisa também de um programa e de políticas claramente democráticas e de esquerda! As nossas ideias e propostas, a nossa acção no PS, estará sempre neste espaço que é um blog e também um boletim : DEMOCRACIA & SOCIALISMO. Posted by Hello

domingo, setembro 26, 2004


José Sócrates é o novo secretário-geral do Partido Socialista. Por vontade expresa democráticamente dos militantes do PS. A unidade dos socialistas é importante para se derrotar a coligação de direita e a direita dos interesses e dos lobbies. Mas a unidade para o ser mais forte e actuante, não pode esquecer a democracia interna, o respeito pelas diferenças. O PS fortaleceu-se com o debate entre três candidaturas para secretário-geral. O resultado foi a participação - pela primeira vez! - de mais de 30.000 militantes nas eleições nacionais. Não se esqueça este facto histórico e importante no futuro e no imediato: o debate mobiliza e renova! Continuaremos também, como militantes socialistas, a defender o P.S. como partido de esquerda e à esquerda! Em unidade contra a direita! Posted by Hello

sexta-feira, setembro 24, 2004


HOJE E AMANHÃ, 24 e 25 de Setembro, APELAMOS AO VOTO NAS LISTAS A de candidatos a delegados! Pelo reforço da candidatura MAIS IGUALDADE; MELHOR DEMOCRACIA! Posted by Hello

domingo, setembro 19, 2004

PONTOS DE AFIRMAÇÃO DE UMA CORRENTE SOCIALISTA LIBERTÁRIA NO P.S.NO DEBATE PARA O CONGRESSO NACIONAL!

DEMOCRACIA & SOCIALISMO afirma-se como o ponto de partida para uma CORRENTE SOCIALISTA LIBERTÁRIA no Partido Socialista.

Durante o debate e a preparação do Congresso Nacional que se realizará no primeiro fim-de-semana de Outubro em Guimarães, apoiámos a candidatura "Mais Igualdade; Melhor Democracia" encabeçada por Manuel Alegre. É uma candidatura que afirmou-se para uma clarificação à esquerda do P.S. e tornou-se progressivamente num importante movimento militante e nacional.

Seja qual for o resultado do Congresso Nacional, o movimento criado à volta de Manuel Alegre, deve continuar depois do Congresso, afirmando-se pela continuação do debate e pela capacidade de formulação e apresentação de propostas que afirmem o Partido Socialista como partido de esquerda, socialista sem complexos e com clara e corajosa intervenção social.

A necessária unidade do P.S. com vista aos próximos combates eleitorais, não pode ser motivo para se abafar novamente o debate e a livre expressão de ideias dos militantes, individual ou colectivamente considerados. A unidade deve-se afirmar pela capacidade de congregar diferenças e a pluralidade de opiniões!

DEMOCRACIA & SOCIALISMO quer, por seu lado, afirmar-se como uma corrente de militantes do Partido Socialista que querem defender o P.S. como partido de esquerda e à esquerda. Mas também capaz de afirmar o socialismo como a alternativa global ao liberalismo e ao capitalismo. Sem ceder a ambiguidades ou jogos de palavras que só servem para adiar ou esquecer o socialismo. Como é o caso da defesa, por muitos dirigentes socialistas, da chamada "economia de mercado" ou das propostas de regulação da globalização capitalista com o auxílio das próprias entidades - a OMC, o FMI, o Banco Mundial - que se têm encarregado da actual globalização desregulada. Um Partido Socialista tem de ser claro em relação ao que quer! Precisamente para que não se vá confundindo, cada vez mais, com aquilo a que se tem chamado o "bloco central dos interesses"!

Somos de opinião que as reformas profundas que são urgentes não podem ter êxito no quadro de uma economia onde os interesses privados e dos grandes grupos económico-financeiros têm um peso decisivo ao ponto de controlarem o próprio poder político. Reformas profundas exigem inevitávelmente coragem política para a realização de rupturas democráticas que motivem o apoio da maioria social que tem interesse no êxito dessas reformas. Falamos de rupturas com condições democráticas para serem implementadas!

Neste ponto, consideramos que o debate para o Congresso Nacional passou claramente ao lado. Ainda no sábado passado no Porto, ouvimos João Soares repetir uma confissão de respeito pela chamada "economia de mercado", não obstante, formalmente, acentuar um discurso claramente de esquerda... São ambiguidades graves que transpostas depois para políticas governamentais, tendem a repetir erros passados ... desastres passados e pesados para os trabalhadores e para o próprio Partido Socialista!

Não é possível defender a revogação do chamado "Código Laboral", defender um Serviço Nacional de Saúde universal e gratuito, defender uma Segurança Social pública e universal, e, continuar a pensar que para isso é possível conseguir o consenso dos patrões e das organizações patronais. Não temos nada contra a tentativa de consenso, mas recusamos hipotecar uma defesa activa dessas conquistas sociais e laborais a consensos onde os trabalhadores e as suas organizações continuarão a ver os seus direitos diminuidos ou mesmo anulados. Repetimos: há rupturas que são necessárias se quisermos ter êxito na implementação de novas políticas!

A nossa acção militante no P.S. visará sempre a afirmação do Socialismo como a alternativa ao liberalismo e ao capitalismo. Para os socialistas, o liberalismo, i.e. a chamada economia de mercado, não é uma inevitabilidade nem uma espécie de "final de percurso" para além da qual não haverá mais nada ... Os socialistas pretendem uma outra sociedade onde a economia assenta numa lógica completamente diferente daquela que é baseada na propriedade privada generalizada, na não participação dos cidadãos e dos produtores, na inexistência de planeamento democrático.

O Socialismo que defendemos, devido às caricaturas que a História regista, afirma-se como libertário e democrático. Contra todas as espécies de autoritarismos e totalitarismos afirmamos o carácter libertário e democrático do Socialismo. Mas também vincamos o Socialismo como uma afirmação de alternativa internacional e nacional ao liberalismo e ao capitalismo.

O Partido Socialista é um instrumento de luta pela transformação democrática e socialista da sociedade. Um instrumento baseado na organização livre e plural de todos os cidadãos e correntes de opinião que se identificam com o Socialismo democrático enquanto alternativa ao capitalismo local e global.

Por isso e para isso, lutamos pelo direito de tendência organizada no seio do PS. Na nossa opinião, este é um caminho para abrir o PS e para tornar possível a abertura do PS à pluralidade das correntes socialistas e também a todos os cidadãos, militantes ou não, que aceitem o Partido Socialista como espaço plural para a formulação de programas e políticas alternativas à direita e ao seu modelo de sociedade. Pensamos que nos dias da globalização capitalista e dos grandes movimentos internacionais de cidadãos, é mais eficaz - para a formulação de alternativas - a afirmação de um partido - movimento em vez de um partido que acaba por descambar em esquemas organizativos muito próximos do centralismo burocrático e dirigista.

É curioso verificar que aqueles que tanto criticam o modelo burocrático-estalinista de organização, são sempre os primeiros a defender uma espécie de "partido-empresa" onde o debate é uma formalidade pré-Congressos e as direcções nacionais máximas assumem-se como o "Conselho de Administração" dessa empresa.

Como socialistas libertários somos de opinião que a unidade é tanto mais forte e actuante, quanto mais espaço exista para o debate e para a afirmação permanente da pluralidade. O Partido Socialista reforçou-se com a existência de três candidatos a secretário-geral!

A eleição por sufrágio secreto e universal no principio de "um militante-um voto", é também um exemplo de democracia interna que deve ser continuado e extendido à eleição ou designação dos candidatos a deputados e aos orgãos autárquicos. É preciso respeitar a opinião e a vontade dos militantes!

O Partido Socialista não é um partido que esgota a sua acção na Assembleia da Republica. A intervenção social - nos movimentos cidadãos, no movimento sindical, no movimento dos trabalhadores, entre os jovens, nos movimentos de consumidores, nos movimentos de intervenção ecológica, nos movimentos pelos direitos das minorias sexuais, ... - deve ocupar um lugar estratégico e decisivo nas necessidades de organização para a acção dos militantes socialistas. Trata-se de uma intervenção sem intuitos dirigistas ou de controlo, mas de uma intervenção baseada no permanente contributo afirmativo de propostas construtivas sempre numa perspectiva de trasnformação democrática e socialista da sociedade.

O P.S. deveria voltar a impulsionar a constituição de núcleos de empresas e de secções de intervenção em sectores especificos, da mesma forma que deveria abrir a sua organização interna à intervenção de grupos de cidadãos, trabalhadores e jovens, que queiram participar sem se quererem formalmente filiar.

O Partido Socialista, enquanto partido de esquerda, não pode ficar indiferente aos debates que acontecem à esquerda, nem pode assumir um posicionamento de não relacionamento formal com os partidos e grupos da esquerda portuguesa. Porque tem propostas próprias e porque essas propostas são também úteis e enriquecedoras para o debate à esquerda. Depois porque é importante que parte do P.S. um exemplo de proposta e de capacidade de diálogo permanente para a definição de uma alternativa de esquerda com programa e políticas de esquerda.

Defendemos que, mesmo com maioria absoluta (porque lutamos, sem qualquer reserva ou dúvida!), o voto no Partido Socialista, é também a concentração do voto útil das esquerdas para a derrota da direita. E, como tal, a necessidade de diálogo à esquerda para a tradução política dessa concentração de votos úteis, deve manter-se e assumir-se plenamente.

O programa da candidatura de Manuel Alegre foi muito claro e mobilizador em pontos que também assumimos como nossos:

  • Mais e melhor democracia; defesa das liberdades democráticas: articulação da democracia directa e da democracia representativa. Defesa e prática de uma cidadania activa!
  • Participação dos trabalhadores na gestão das empresas e na qualificação dos serviços públicos!
  • Defesa do Serviço Nacional de Saúde e de um Sistema de Segurança Social público ao alcance de todos!
  • Revogação do chamado Código Laboral lançado pelo Governo Barroso/Portas!
  • Chega de privatizações!
  • Pela cidadania social e pela defesa dos direitos sociais inseparáveis dos direitos políticos!

Hoje em dia é quase impossível separar o que se faz em Portugal do resto da União Europeia. Pensamos que a União Europeia é uma conquista importante para a unidade e a paz entre todos os povos europeus. Só que não existe um único caminho para a construção da União Europeia. E o caminho não tem de ser, de certeza, aquele que tem existido e que tem colocado num plano secundário a participação cidadã a todos os níveis e as exigências de políticas sociais para uma Europa Social.

Defendemos posições diferentes dos três candidatos a secretário-geral do P.S.. Todos parece que reconhecem que há deficit democrático na construção europeia, mas no momento em que falam de propostas concretas para combater esse déficit, parece que reproduzem todas as receitas caducas que têm servido de base à actual visão neo-liberal que tem dominado a actual construção europeia.

No plano europeu, os socialistas precisam de uma estrutura de dimensão europeia actuante no plano da organização da intervenção cidadã para a construção de uma Europa democrática e social. Uma estrutura que não se fique pela intervenção no plano parlamentar. Mas que intervenha nos próprios movimentos sociais de dimensão europeia e permita a intervenção destes no seu seio.

Uma medida que defendemos e defenderemos numa perspectiva de reforço da intervenção cidadã na construção de uma Europa democrática e social, é o apelo a uma Constituinte eleita universal e democráticamente que elabore depois uma Constituição democrática e federadora dos povos europeus. Sendo assim, estamos radicalmente contra o actual projecto de "Constituição" europeia que resultou de uma comissão não eleita nem controlada democráticamente, presidida por uma figura do liberalismo e da direita, Giscard D'Estaing.

Num referendo sobre esta questão votaremos e apelaremos ao VOTO CONTRA esss projecto de "Constituição".

A nossa acção militante organizada numa Corrente Socialista Libertária procurará estar presente em todo e para todo o Partido Socialista.

Queremos defender o P.S. como partido de esquerda e à esquerda. Queremos fazê-lo pondo as nossas propostas à discussão e à consideração de todos os militantes.






João Pedro Freire Posted by Hello

domingo, setembro 12, 2004


MEMÓRIAS... (in D & S nr.3, em papel) Posted by Hello

Mais Igualdade; Melhor Democracia! Posted by Hello

quarta-feira, setembro 08, 2004

CLARIFICAÇÕES: AINDA MATOSINHOS...

Em declarações ao semanário local "Matosinhos Hoje", Manuel Seabra, Presidente eleito da Comissão Política Concelhia (CPC) de Matosinhos, declara o seu apoio a José Socrates. Afirma mesmo que estará na primeira fila do Congresso empenhado na eleição de Sócrates. Será que vai ter ao seu lado Narciso Miranda, também apoiante de Sócrates?

Em Matosinhos, se há coisa que não acontece é, de certeza, clarificação política!

Começa a tornar-se uma evidência que as diferenças entre Narciso Miranda e Manuel Seabra nada têm a ver com salutares diferenças políticas. Vem ao de cima, graças ao debate para o Congresso Nacional, o mais tosco fulanismo que se tem encarregado de destroçar o Partido Socialista em Matosinhos.

Relembro que apoiei Manuel Seabra na sua eleição para Presidente da Concelhia. Prometia renovação ... mas o que tenho vindo a descobrir é vazio de ideias políticas e incapacidade política da CPC para relançar o Partido Socialista em Matosinhos.

Manuel Seabra e Narciso Miranda acabam por ser as duas faces de uma mesma moeda que tem de ser rápidamente trocada pela vontade e pela acção dos militantes de Matosinhos. Neste aspecto, até concordo com as últimas declarações de João Soares sobre o PS em Matosinhos.

Mantém-se actual a minha proposta de organização de uma Conferência dos Militantes do PS de Matosinhos para se discutirem programas, políticas e medidas concretas que contribuam para uma profunda renovação local do PS e que recoloquem o PS como a primeira força política do Concelho com maioria absoluta na Câmara.

João Pedro Freire
Militante nr.3760
Secção da Senhora da Hora

domingo, agosto 22, 2004

PALAVRAS OCAS ...

Mesmo em férias, é impossível ficar insensível ao debate que percorre (ainda bem!...) o Partido Socialista, a propósito do seu Congresso Nacional.

Neste debate, algumas intervenções de mediáticos apoiantes de José Socrates resumem-se a autenticos ... jogos de palavras. Palavras que, tornadas ocas, podem ser utilizadas para as mais variadas finalidades!

Sempre foi assim e assim sempre o será: aqueles que há muito abandonaram o socialismo como programa e como referencial para a luta diária e para as políticas que se propõem, gostam de promover autenticos branqueamentos da História e de factos que, com o tempo, pensam que podem voltar a ser usados de uma forma que contradiz o momento em que aconteceram!

Alberto Arons de Carvalho veio ao Público elogiar os governos de António Guterres como os governos "mais à esquerda" que o PS alguma vez conseguiu. É claro que Guterres é muito diferente de Durão Barroso ou de Santana Lopes. Mas, convém não esquecer, que as políticas dos governos Guterres não são alternativa às políticas de Durão ou Santana. Até porque foram as políticas de Guterres que abriram o caminho aos governos da coligação de direita. Quanto às políticas desses governos, convém também lembrar que:
  • políticas sociais, como o Rendimento Mínimo Garantido, foram bem depressa atacadas pela direita e esvaziadas/destruídas pelo governo da coligação de direita;
  • políticas económico-financeiras, do tipo "queijo limiano", de cedência aos lobbies da banca e de muito pouca firmeza para uma reforma fiscal radical, foram, em quase tudo, adoptadas pela direita...

Os governos Guterres não foram os governos "mais à esquerda" que o PS teve ... é verdade, que também é muito dificil encontrar outros governo PS à esquerda ... Acabou-se sempre, por este motivo ou pelo outro, por se avançar com políticas que a direita não teria coragem de realizar ... Coragem ? Patriotismo ? Não e não! Tão-só, incapacidade política para se mostrar como é que um partido de esquerda, como o PS, resolveria situações de crise económica ou outras!

O processo que levou à eleição de Guterres como primeiro-ministro, com os Estados Gerais, é uma experiência que merece ser aperfeiçoada para ser repetida. A experiência dos governos Guterres, quanto às suas políticas (ressalvando as àreas sociais), não deve ser repetida, deve ser evitada!

José Socrates, por seu lado, recuperando o lado mau das políticas dos Governos Guterres, resolve fazer oposição a Santana, usando uma linguagem abstracta que prenuncia uma perspectiva de governação igualmente abstracta, ou seja, distante do que deve ser uma governação de esquerda com políticas comprometidas com uma perspectiva de transformação democrática e socialista da sociedade. Segundo o Público, Socrates considera que Santana é "mau" porque "não governa bem"!... Elucidativo!!

Extraodinário e hilariante, na minha opinião, continua a ser o uso e abuso do termo "moderna/moderno" sempre que se usam os termos "esquerda" e "socialismo" ... Quando explicam essa "modernidade" fica sempre a dúvida: será que moderno é aquilo que se baseia na manutenção da economia de mercado, como se nada pudesse existir para além dessa matriz?

Economia de mercado, i.e. capitalismo, i.e. liberalismo, i.e. realidade contra a qual se ergueu o Socialismo como a alternativa sinónimo de melhor democracia, mais participação, mais igualdade!

Lembro-me, dos meus tempos de militante da Juventude Socialista (no tempo de Arons de Carvalho e também do Paulo Pedroso, do António José Seguro, do José Apolinário e da Margarida Marques) , quando definiamos e precisávamos o que era o Socialismo rejeitando-se as caricaturas estalinista e social-democrata. Uma totalitária e a outra sem capacidade para cortar com o liberalismo. Na minha opinião, trata-se de uma noção de Socialismo actualissima. Mais, que elege o Socialismo como o mais jovem, inovador e mobilizador desafio!

João Pedro Freire

Militante nr.3760

sexta-feira, agosto 13, 2004

DIÁLOGO PERMANENTE COM OS SINDICATOS: Excelente iniciativa de Manuel Alegre!!

Diálogo com a base social que pode propiciar alterações com qualidade política de esquerda. Diálogo ... não no abstracto, mas no concreto das mulheres, homens, jovens ou não, que têm uma palavra a dizer sobre uma alteração radical às políticas neo-liberais e de direita.

Uma das espressões dessa base social das esquerdas, são os sindicatos: CGTP e UGT. Duas realidades INCONTORNÁVEIS!

Manuel Alegre esteve, mais uma vez, BEM ao receber os sindicalistas socialistas que agem na CGTP e na UGT.

Manuel Alegre afirmou uma vertente das políticas de esquerda quando salientou que o grande problema do país é o da competitividade e que a sua resolução passa pela concertação social, pela qualificação e pela promoção de uma "cultura de inovação" nas empresas, que deverão assumir a sua responsabilidade social. (in Público de 13.08.2004)

Ideia importante e estratégica, numa perspectiva social que deverá reger as políticas de esquerda de uma alternativa de esquerda de governo, é a "discriminação positiva" das empresas que cumpram a contratação colectiva, através de benefícios sociais. (in Público de 13.08.2004).

Segundo Público de hoje, o candidato à liderança do PS defendeu uma maior ligação do partido aos sindicatos, lembrando que na sua origem, no século XIX, o movimento socialista esteve ligado ao movimento sindicalista.

Sem dúvida, uma perspectiva que contribui, também aqui, para o debate clarificador no seio do Partido Socialista. O que pensam José Sócrates e João Soares?

João Pedro Freire
Militante nr.3760
Secção Senhora da Hora (Matosinhos)

DEMOCRACIA & SOCIALISMO: Já disponível o NÚMERO 3 em papel!!

DEMOCRACIA & SOCIALISMO é este espaço bloguista e também um boletim em papel. Em ambos os casos, os militantes do PS que os alimentam com opiniões e vontades, têm a mesma determinação para defender o P.S. como partido de esquerda e à esquerda!

No número 3, é tomada posição a favor da candidatura de Manuel Alegre a secretário-geral do PS. A candidatura MAIS IGUALDADE, MELHOR DEMOCRACIA é, para nós, um motivo de esperança e um motivo de alento para se continuar a militar no sentido do fortalecimento do PS como Partido que é Socialista e que tem de ser de Esquerda, sem ambiguidades!

DEMOCRACIA & SOCIALISMO (D&S)assume-se como a voz de uma CORRENTE SOCIALISTA LIBERTÁRIA que queremos construir com os militantes do PS que com ela se identifiquem. Que queremos construir também com novos militantes que queiram fortalecer e renovar o PS! Queremos uma corrente dentro do PS, com os militantes do PS e a trabalhar para o PS!

Na primeira página do número 3 do D&S damos a conhecer o que pretendemos sempre e sempre, mas muito particularmente nestes tempos de debate para o próximo Congresso Nacional:

AFIRMAR
O SOCIALISMO
COMO
A ALTERNATIVA
AO LIBERALISMO E AO CAPITALISMO!
E apontamos alguns pontos da acção que propomos:
* Mais e melhor democracia; defesa das liberdades democráticas: articulação da democracia directa e dea democracia representativa. Defesa e prática de uma cidadania activa!
* Participação dos trabalhadores na gestão das empresas e na qualificação dos serviços públicos!
* Defesa do Serviço Nacional de Saúde e de um Sistema de Segurança Social ao alcance de todos!
* Chega de privatizações!
* Pela cidadania social e pela defesa dos direitos sociais como inseparáveis dos direitos políticos!
* Um PS militante e activo para a constituição de uma alternativa de esquerda com programa e políticas de esquerda para um Portugal democrático e social numa Europa democrática e social!
Explicamos também o que entendemos por "alternativa de esquerda" e relembramos MEMÓRIAS do PS. Consideramos que "A memória também serve para isto: para denunciar aqueles que não a têm porque nunca estiveram! , isto é, na luta das ruas, das escolas, das fábricas, clamando por mais e melhor democracia, denunciando os abusos inerentes ao sistema capitalista, afirmando o socialismo democrático como a alternativa!"
Os pedidos GRATUITOS para envio GRATUITO podem ser feitos para
O tempo é de férias, mas estaremos atentos ao que se passa, até porque com o Governo que temos, todas as atenções e cuidados são poucos...
João Pedro Freire (Editor)
Militante nr.3760

quarta-feira, agosto 11, 2004

A ALTERNATIVA DE ESQUERDA: O QUE É ... NA NOSSA OPINIÃO!

José Socrates considerou que as propostas de Manuel Alegre sobre hipotéticas alianças à esquerda (PCP e BE) eram "erros políticos". Segundo Sócrates, tais alianças só deveriam ser ponderadas após as eleições e desde que o PS não obtivesse maioria absoluta.

DEMOCRACIA & SOCIALISMO (D&S) não está de acordo e explicamos porquê.

José Socrates tem da democracia uma visão aritmética e exclusivamente parlamentar. A democracia, na nossa opinião, é muito mais do que isso. O acto de votar exprime a opinião e a vontade de cada cidadão num dado contexto e o somatório de votos significa uma vontade colectiva, uma base social, com sinal político que deve ser correctamente interpretado.

A esquerda não é o PS só por si. Como também não é o PCP e o BE, cada um por si.

A esquerda são as esquerdas parlamentares e as esquerdas (nomeadamente as sociais e as sindicais) que não estão representadas no Parlamento e/ou em partidos.

Uma alternativa de esquerda não é representada só por um partido, mesmo que esse partido reuna uma maioria absoluta. A maioria absoluta no PS, por exemplo, no actual contexto de maioria de direita, representa a concentração de votos diversos das esquerdas no partido de esquerda com mais probabilidades de vencer, só por si, a coligação de direita.

Ou seja, há eleitores do PCP, do Bloco de Esquerda e de outras esquerdas que votam no PS numa perspectiva de concentração de votos contra a direita.

O mesmo já conteceu em todas as eleições presidenciais, nas quais a direita nunca conseguiu eleger o seu candidato. Precisamente devido à tal concentração de votos diversos das esquerdas.

A grande questão que se coloca é: como traduzir essa concentração de votos das esquerdas num novo governo alternativo à direita?

Nunca no nosso país, houve a preocupação política de traduzir na formação de um governo de esquerda a maioria social de esquerda que anseia por politicas de esquerda, de mudança social e claramente alternativas às que a direita produz.

Um governo PS sózinho não traduz a vontade dessa maioria social. Embora, na nossa opinião, seja importante que sózinho o PS consiga maioria absoluta.

Com maioria absoluta ou sem ela, o PS deveria convidar os partidos de esquerda representados na A.R. para uma discussão com vista a uma alternativa de governo. O objectivo seria a tradução na constituição do governo da maioria social de esquerda saída de eleições. Mesmo sem o objectivo da formação de um governo, esse convite às esquerdas deveria estar permanentemente organizado num Fórum das Esquerdas, onde participariam todos os partidos, movimentos e grupos sociais e políticos que quisessem, em condições de igualdade, transparencia, respeito mútuo e democraticidade.

Um governo das esquerdas estaria em condições de assegurar estabilidade política e estabilidade social para a implementação de profundas reformas sociais, políticas, económicas e culturais na perspectiva do interesse da maioria deste País.

E aqui, é preciso abordar um outro aspecto essencial desse governo: que programa e que políticas?

Somos de opinião que um governo de esquerda deve assumir um claro compromisso de respeito pela vontade e os interesses da sua base social e, como tal, deve produzir um conjunto de políticas que possibilitem reformas num sentido contrário a uma perspectiva liberal/capitalista, assegurando um respeito rigoroso pelo pluralismo, pelas liberdades democráticas e pelas diversas formas de democracia e de participação cidadã.

A questão das políticas é uma questão vital para o êxito de um governo de esquerda, já que tem sido por essa via que os governos PS sózinhos têm falhado de uma forma objectiva.

Nesta perspectiva de governo e de políticas, somos de opinião que o Partido Socialista deveria manter sempre um distanciamento crítico relativamente ao governo. Apoiando o governo, mas mantendo sempre uma ligação clara ao sentir da base social. Sendo assim, consideramos que as figuras de "primeiro-ministro" e de "secretário-geral" do PS, devem ser ocupadas por duas pessoas distintas, mantendo-se entre elas um diálogo permanente.

Esta é, sintéticamente, a nossa visão de uma alternativa de esquerda com um programa e políticas de esquerda, na qual o Partido Socialista deveria asumir uma iniciativa liderante. Lutamos por uma alternativa e não por uma alternancia entre parecidos ...

João Pedro Freire
Militante nr.3760





sábado, agosto 07, 2004

A CLARIFICAÇÃO COM JOSÉ SOCRATES!!...

Para além das palavras e do discurso composto por jogos de palavras, é sempre interessante analisar a realidade.

Vejamos então, com um exemplo concreto no concelho de Matosinhos, a clarificação que a candidatura de José Socrates começa a provocar no interior do Partido Socialista: Narciso Miranda e Manuel Seabra, quem apoia quem?

Como é sabido, as posições entre o Presidente da Câmara de Matosinhos e o Presidente da Concelhia do PS de Matosinhos estão há muito em ruptura. Mas parece que as diferenças são mais no plano pessoal do que no plano político. É que ambos apoiam ... José Socrates!!

Em algumas secções PS do concelho de Matosinhos, essas diferenças pessoais vão ao ponto de candidatos a delegados ao Congresso Nacional apresentarem listas diferentes ... consoante apoiem, em Matosinhos, Seabra ou Narciso.

DEMOCRACIA & SOCIALISMO está particularmente à vontade para abordar esta situação, até porque temos mantido sempre a nossa posição:
  • é preciso respeitar a vontade democráticamente expressa dos militantes de Matosinhos quando votaram em Manuel Seabra para Presidente da Concelhia, sendo, por isso, insustentáveis as tentativas (que continuam de uma forma crescente!) de Narciso (derrotado para a Concelhia!) para descredibilizar a Concelhia e o seu Presidente eleito, tentando fazer o cargo camarário com um cargo partidário.
  • continuamos a defender que seria um erro tremendo, qualquer decisão administrativa tomada pela Comissão de Inquérito aos acontecimentos na Lota de Matosinhos, que ignorasse a opinião e a vontade dos militantes quanto ao candidato a indicar pelo PS às próximas eleições camarárias. Os militantes de Matosinhos não são os culpados nem podem ser culpabilizados, mesmo que indirectamente, pelo que aconteceu.
  • a nossa posição em relação a Manuel Seabra é a posição de respeito por um militante eleito democráticamente. Já o dissemos e continuamos a dizer que o PS em Matosinhos precisa de urgente renovação política e quanto a isso, Manuel Seabra e Narciso Miranda comportam-se como iguais. Já propusemos e continuamos a propor a urgente convocação de um Encontro de Militantes do PS de Matosinhos para se debater temas concretos com os militantes!

Qual será a posição de José Socrates sobre o que se passa em Matosinhos e qual a sua proposta de solução? Para já, a candidatura de Socrates faz lembrar um "guarda-sol" onde qualquer um se abriga ...

João Pedro Freire

Militante nr.3760 (Senhora da Hora)

terça-feira, agosto 03, 2004

Uma corrente socialista libertária no P.S.

A preparação de um Congresso Nacional no Partido Socialista é um momento escelente para se relançar o debate politico e ideológico que tanto escasseia no dia-a-adia.

DEMOCRACIA & SOCIALISMO tem uma posição muito clara de apoio à candidatura do camarada Manuel Alegre. Pelo que ela significa de clarificação à esquerda e de afirmação do PS como socialista e núcleo fundamental de uma alternativa de esquerda ao actual governo da direita neo-liberal .

A intervenção de Manuel Alegre na apresentação da sua candidatura fica como um autêntico manifesto, como um apelo à convergência das vontades militantes socialistas e de esquerda.
DEMOCRACIA & SOCIALISMO assume, no entanto, uma posição de apelo a uma CORRENTE SOCIALISTA LIBERTÁRIA no seio do PS. Consideramos que as diversas experiências governativas do PS, com inúmeras cedências à direita (chegou mesmo a dizer-se que o PS fazia, no governo, as políticas que a direita não tinha coragem de fazer…), afastou o Partido da realidade social e dos grandes debates nacionais e internacionais das esquerdas. O PS não se renovou, o PS acabou por se burocratizar!

Uma corrente socialista libertária no PS, não fala só para dentro do PS, fala também permanentemente para a base social das esquerdas.Com propostas próprias propõe a intervenção no movimento sindical, nos diversos forums sociais e cidadãos, em todos os movi-mentos sociais que surgem.

Estamos convictos que a tão falada renovação do PS, só pode acontecer se conseguirmos fazer do Partido Socialista um partido de militantes activos onde quer que estejam. A propósito, somos de opinião que os núcleos laborais de empresas e sectoriais, os núcleos de intervenção ecológica, os núcleos de interveñção nos problemas dos consumidores, ou seja, núcleos de intervenção directa nos problemas quotidianos deveriam ser incentivados e devidamente apoiados.

Uma corrente socialista libertária não é mais uma “sensibilidade” para concorrer a orgãos dirigentes e a lugares de deputado. Existimos para, em contacto permanente com os militantes, propor uma postura anti-capitalista para as propostas do Partido Socialista. Acreditamos que as reformas sociais e políticas que o País precisa não podem ter êxito no quadro de uma economia capitalista ou liberal, mesmo que se pinte com floreados verbais do tipo “economia social de mercado”. Afinal uma experiência que a prática demonstra que é sempre mais de mercado e cada vez menos social. Preferimos relembrar uma postura que já foi do PS, a planificação democrática da economia. Ou seja, as mudanças económicas precisam da participação decisiva dos trabalhadores e dos cidadãos consumidores e contribuintes.

Essa participação tem de se fazer através de formas de organização directa, aperfeiçoando-se, por exemplo, as experiências das comissões de trabalhadores.

Uma corrente socialista libertária propõe a permanente articulação das formas de democracia directa e de democracia representativa . Só uma, como sucede actualmente com o excesso de parlamentarismo, cria formas distorcidas e deficitárias de democracia. Consideramos também que só a democracia directa, criaria uma distorção populista da democracia com o possível aparecimento de “caudilhos”.

Pugamos por um socialismo que rejeite as caricaturas estalinista, liberal/social-democrata e esquerdista. Para nós, o socialismo continua a ser a ideia mais moderna e mais democrática, e, a única alternativa ao capitalismo na sua fase globalizada. O socialismo não se faz por decreto e muito menos através de concessões a lobbies financeiros e/ou à direita. O socialismo precisa da intervenção generalizada dos trabalhadores e dos cidadãos que são espezinhados pelas políticas neo-liberais.

A corrente socialista libertária do PS apela a todos os militantes e às mulheres e homens de esquerda que se juntem para darem força a uma alternativa que torne o PS um partido à esquerda, de esquerda e comprometido com a vontade dos trabalhadores!

João Pedro Freire
Militante nr.3760
(a incluir no nr.3 do boletim DEMOCRACIA & SOCIALISMO)

domingo, agosto 01, 2004

NOVAMENTE MATOSINHOS: E A VONTADE DOS MILITANTES?

Aos poucos as notícias vão (re)aparecendo...

Os dirigentes mais mediáticos na coisa autárquica do PS (e não só!) recomeçam a fazer campanha para que, à revelia da vontade dos militantes socialistas do concelho de Matosinhos, Narciso Miranda volte a ser o candidato à Câmara Municipal de Matosinhos.

O objectivo é claro: pressionar a Comissão de Inquérito aos acontecimentos na Lota de Matosinhos, ignorando-se o que pensam os militantes!

Num momento em que se inicia um debate nacional para a escolha de um novo Secretário-Geral e de uma nova direcção socialista, há em Matosinhos uma oportunidade para se verificar qual a importância que cada candidatura dá à vontade democrática dos militantes em cada espaço do Partido Socialista!

DEMOCRACIA & SOCIALISMO, um blog e também um boletim editado por militantes socialistas, mantém a mesma posição de sempre: é preciso respeitar a vontade democráticamente expressa dos militantes do PS de Matosinhos quanto às próximas autarquicas. Mais, essa vontade não pode nem deve ser substituida por qualquer decisão administrativa. E isto porque, os militantes socialistas de Matosinhos não são os responsáveis pelo que se passou na Lota de Matosinhos.

O debate político sobre projectos e programas tem também que passar pelo PS de Matosinhos. A solução socialista para a necessária renovação da gestão camarária não pode ser encontrada na base de uma guerra fulanizada. O contributo de cada militante é vital, tal como é vital a reafirmação de um projecto claramente de esquerda, popular e socialista!

João Pedro Freire
Militante nr.3760

sexta-feira, julho 23, 2004

MANUEL ALEGRE: UMA CANDIDATURA DE ESPERANÇA!

A candidatura de Manuel Alegre é, sem dúvida, um momento importante para o Partido Socialista: é a convergência de vontades militantes que querem que o PS se afirme como partido de esquerda, sem ambiguidades.

É também uma candidatura de clarificação para o debate no PS: há uma esquerda porque existe uma candidatura - particularmente a do camarada Sócrates - que se assumirá como uma espécie de "guarda-chuva" para todos aqueles que estão ávidos de poder pelo poder ... para estes o debate político é sempre substituido por essa coisa cinzenta que dá pelo nome de "pragmatismo" e que já tem "justificado" algumas das mais incríveis alianças ...

Como muito bem salientou Manuel Alegre, é preciso apelar à "alma popular e à alma de esquerda" do PS. É aí que reside a força da renovação que o PS necessita! Uma renovação que surja de mais intervenção social e que recoloque, sem complexos nem ambiguidades, o PS como parte activa e interveniente  nos grandes debates das esquerdas afirmando-se também como partido de esquerda, democrático e socialista.

Este espaço DEMOCRACIA & SOCIALISMO tudo fará para reforçar a candidatura de Manuel Alegre, como alternativa renovadora de esquerda para uma direcção do PS que saiba assumir os desafios da luta contra a coligação de direita e por uma alternativa de governo de esquerda com programa e políticas de esquerda!

terça-feira, julho 20, 2004

AS RESPONSABILIDADES DA ESQUERDA DO P.S. ...

Há uma esquerda no Partido Socialista. O debate no PS não é “geracional” como alguns pretendem. É um debate político e até ideológico. Um debate entre aqueles que identificam a luta de um Partido Socialista com a luta pela transformação democrática e socialista da sociedade e aqueles que querem enfiar o PS em lutas aritméticas pelo poder, atado a programas e políticas onde o branqueamento das ideias é moeda de troca para as mais incríveis alianças ou compromissos.
 
Há este debate no Partido Socialista. É um debate fundamental, vital, para a continuação da afirmação do PS como partido de militantes, como partido com intervenção social. E neste debate é importante que haja uma corrente de esquerda que se afirme como alternativa às correntes liberais que também existem.
 
A afirmação de uma corrente de esquerda é também importante para a renovação do Partido Socialista. Não uma renovação com abstractas “elites”, mas uma renovação que decorre de mais intervenção social, de mais intervenção no concreto das coisas do dia-a-dia.  Uma renovação que passa pela afirmação de modernidade de um Partido Socialista no século da globalização capitalista: a coragem de ser socialista e de afirmar o socialismo como a alternativa aquela globalização!
Ser moderno não é persistir em modelos políticos e económicos que já provaram a sua bancarrota. Ser moderno é também ter coragem de propor a mudança e conseguir mobilização social de apoio a essa mudança.
 
Mas para a afirmação socialista do PS é preciso que a esquerda socialista se afirme enquanto tal, sem hesitações e com capacidade para abraçar os desafios que aí estão! 
  

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Este texto está incluído na edição em papel deste blog DEMOCRACIA & SOCIALISMO.
 
Trata-se do número 2 e estará aberto a todos os militantes socialistas que querem colocar o P.S. à esquerda e comprometido com a transformação socialista, única alternativa à direita e ao liberal-capitalismo.
 
Os pedidos podem ser feitos para
 
militantesocialista@clix.pt
 

  
  
  
  
  
 

domingo, julho 11, 2004

LOURDES PINTASILGO: OS COMBATES QUE TRAVOU DEVERIAM SER CONTINUADOS!

Como primeiro-ministro, como candidata à Presidência da Republica, como eurodeputada, como militante católica, Lourdes Pintasilgo foi diferente e foi inspiração. Os seus combates ficarão como referência para toda a esquerda portuguesa, principalmente para todos aqueles que rejeitam o dogmatismo, o carreirismo e o livre pensar e agir. Lourdes Pintasilgo deixou esta vida, num momento de grande revolta para todos os que sentem que a democracia foi apunhalada!

A melhor homenagem que se poderia prestar a Lourdes Pintasilgo seria continuar os combates que travou. Com o mesmo sentido de esperança, como o mesmo espírito de liberdade!

sábado, julho 10, 2004

" PRESIDENTE DA REPÚBLICA VERGA-SE FACE A PRESSÃO DA DIREITA NEOLIBERAL EM NOME DA ESTABILIDADE FICCIONADA . "


Na sua comunicação ao país,Jorge Sampaio,dá mais uma oportunidade à direita para manter as políticas de usurpação dos direitos dos trabalhadores, da
manutenção do desemprego,do colapso do sistema de saúde e continuação do favorecimento dos grandes grupos económicos capitalistas,não reconhecendo a manifestação de vontade expressa pelo povo nas europeias de 13 de Junho
passado!

Face a esta opção constitucionalmente consagrada e adoptada pelo P.R.,toda a esquerda pode afirmar seguramente, que o regime democrático entrou em colapso!
Não é só o sistema judicial que está em descrédito,o ensino,a segurança,mas é objectivamente,o próprio sistema democrático e as suas instituições!
Razão tem o camarada Ferro Rodrigues em bater com a porta e dizer basta,porque afinal o P.R.que devería ser o garante da estabilidade requerida,favorece de
forma inaudita a direita populista de "Santana &Portas",ganhando novo fôlego, e depenando o líder da oposição.

Vamos continuar a assistir à delapidação sistemática e reiterada do património público,e, porque não,o surgimento duma nova fase de política trauliteira à boa maneira santanista !
Será que parques Mayer,tuneis longínquos e infindáveis.....serão o garante
destabilidade para o Sr.P.R.?


Mais uma vez é necessário mobilizar todos os partidos de esquerda e a esquerda em torno de ideais transparentes que se afirmem como contra ponto a esta ofensiva cada vez mais triturante das políticas da coligação da direita.


Rui Mota
Militante 73461

sexta-feira, julho 09, 2004

JORGE SAMPAIO DECIDIU CONTRA A VONTADE POPULAR!

A decisão de Jorge Sampaio de não convocar eleições gerais não tem nada a ver com uma decisão democrática. É também uma decisão que esquece o sentidodo voto que o elegeu por duas vezes. Jorge Sampaio esqueceu também a tradição republicana e tornou-se numa espécie de monarca da maioria parlamentar!

O próximo governo de Santana Lopes & Paulo Portas será um governo populista da direita e da extrema-direita sem legitimidade popular e democrática. O Partido Socialista deve seguir o caminho de uma oposição clara e sistemática, não só parlamentar mas sobretudo social!

Voltaram os tempos da exigência É PRECISO RESPEITAR A VONTADE POPULAR!

É preciso continuar a exigir ELEIÇÕES, JÁ! e aproveitar todos os próximos actos eleitorais para mostrar que o futuro governo PSD/CDS é um governo fantoche e sem apoio democrático.

O Partido Socialista, como principal partido das esquerdas, não deve ter receio de apelar à convergência das esquerdas contra as políticas anti-sociais do governo da direita. E não deve também ter qualquer receio de procurar nessa convergência, as bases para uma ALTERNATIVA DE ESQUERDA com políticas que motivem esperança e mobilização por parte dos trabalhadores e de todos os cidadãos que são massacrados pelas políticas neo-liberais.


É TEMPO TAMBÉM DE SE DEFENDER O PS COMO PARTIDO DE ESQUERDA E SOCIALISTA...

A demissão de Ferro Rodrigues representa um MURRO na mesa! Um murro na mesa contra a descaracterização da democracia e contra o desrespeito pela vontade popular. Mas também um murro na mesa contra a decisão de Jorge Sampaio que esqueceu quem o elegeu por duas vezes!

A decisão de Ferro Rodrigues representa, no entanto, um momento de preocupação quanto à evolução política do PS. Nomeadamente quanto à eleição do próximo secretário-geral do Partido Socialista. João Soares, José Lamego e António Vitorino não dão garantias de defenderem o PS como partido de esquerda, como partido socialista. São entidades que têm, nos últimos anos, representado muito mais jogos de interesses em vez de militantes empenhados em lutas políticas ou sociais!

É preciso que os militantes afirmem o PS como Partido de esquerda, como partido voltado para a intervenção social, como partido comprometido com a transformação democrática e socialista da sociedade!

Os próximos tempos serão de luta!