tribuna socialista

domingo, agosto 22, 2004

PALAVRAS OCAS ...

Mesmo em férias, é impossível ficar insensível ao debate que percorre (ainda bem!...) o Partido Socialista, a propósito do seu Congresso Nacional.

Neste debate, algumas intervenções de mediáticos apoiantes de José Socrates resumem-se a autenticos ... jogos de palavras. Palavras que, tornadas ocas, podem ser utilizadas para as mais variadas finalidades!

Sempre foi assim e assim sempre o será: aqueles que há muito abandonaram o socialismo como programa e como referencial para a luta diária e para as políticas que se propõem, gostam de promover autenticos branqueamentos da História e de factos que, com o tempo, pensam que podem voltar a ser usados de uma forma que contradiz o momento em que aconteceram!

Alberto Arons de Carvalho veio ao Público elogiar os governos de António Guterres como os governos "mais à esquerda" que o PS alguma vez conseguiu. É claro que Guterres é muito diferente de Durão Barroso ou de Santana Lopes. Mas, convém não esquecer, que as políticas dos governos Guterres não são alternativa às políticas de Durão ou Santana. Até porque foram as políticas de Guterres que abriram o caminho aos governos da coligação de direita. Quanto às políticas desses governos, convém também lembrar que:
  • políticas sociais, como o Rendimento Mínimo Garantido, foram bem depressa atacadas pela direita e esvaziadas/destruídas pelo governo da coligação de direita;
  • políticas económico-financeiras, do tipo "queijo limiano", de cedência aos lobbies da banca e de muito pouca firmeza para uma reforma fiscal radical, foram, em quase tudo, adoptadas pela direita...

Os governos Guterres não foram os governos "mais à esquerda" que o PS teve ... é verdade, que também é muito dificil encontrar outros governo PS à esquerda ... Acabou-se sempre, por este motivo ou pelo outro, por se avançar com políticas que a direita não teria coragem de realizar ... Coragem ? Patriotismo ? Não e não! Tão-só, incapacidade política para se mostrar como é que um partido de esquerda, como o PS, resolveria situações de crise económica ou outras!

O processo que levou à eleição de Guterres como primeiro-ministro, com os Estados Gerais, é uma experiência que merece ser aperfeiçoada para ser repetida. A experiência dos governos Guterres, quanto às suas políticas (ressalvando as àreas sociais), não deve ser repetida, deve ser evitada!

José Socrates, por seu lado, recuperando o lado mau das políticas dos Governos Guterres, resolve fazer oposição a Santana, usando uma linguagem abstracta que prenuncia uma perspectiva de governação igualmente abstracta, ou seja, distante do que deve ser uma governação de esquerda com políticas comprometidas com uma perspectiva de transformação democrática e socialista da sociedade. Segundo o Público, Socrates considera que Santana é "mau" porque "não governa bem"!... Elucidativo!!

Extraodinário e hilariante, na minha opinião, continua a ser o uso e abuso do termo "moderna/moderno" sempre que se usam os termos "esquerda" e "socialismo" ... Quando explicam essa "modernidade" fica sempre a dúvida: será que moderno é aquilo que se baseia na manutenção da economia de mercado, como se nada pudesse existir para além dessa matriz?

Economia de mercado, i.e. capitalismo, i.e. liberalismo, i.e. realidade contra a qual se ergueu o Socialismo como a alternativa sinónimo de melhor democracia, mais participação, mais igualdade!

Lembro-me, dos meus tempos de militante da Juventude Socialista (no tempo de Arons de Carvalho e também do Paulo Pedroso, do António José Seguro, do José Apolinário e da Margarida Marques) , quando definiamos e precisávamos o que era o Socialismo rejeitando-se as caricaturas estalinista e social-democrata. Uma totalitária e a outra sem capacidade para cortar com o liberalismo. Na minha opinião, trata-se de uma noção de Socialismo actualissima. Mais, que elege o Socialismo como o mais jovem, inovador e mobilizador desafio!

João Pedro Freire

Militante nr.3760

sexta-feira, agosto 13, 2004

DIÁLOGO PERMANENTE COM OS SINDICATOS: Excelente iniciativa de Manuel Alegre!!

Diálogo com a base social que pode propiciar alterações com qualidade política de esquerda. Diálogo ... não no abstracto, mas no concreto das mulheres, homens, jovens ou não, que têm uma palavra a dizer sobre uma alteração radical às políticas neo-liberais e de direita.

Uma das espressões dessa base social das esquerdas, são os sindicatos: CGTP e UGT. Duas realidades INCONTORNÁVEIS!

Manuel Alegre esteve, mais uma vez, BEM ao receber os sindicalistas socialistas que agem na CGTP e na UGT.

Manuel Alegre afirmou uma vertente das políticas de esquerda quando salientou que o grande problema do país é o da competitividade e que a sua resolução passa pela concertação social, pela qualificação e pela promoção de uma "cultura de inovação" nas empresas, que deverão assumir a sua responsabilidade social. (in Público de 13.08.2004)

Ideia importante e estratégica, numa perspectiva social que deverá reger as políticas de esquerda de uma alternativa de esquerda de governo, é a "discriminação positiva" das empresas que cumpram a contratação colectiva, através de benefícios sociais. (in Público de 13.08.2004).

Segundo Público de hoje, o candidato à liderança do PS defendeu uma maior ligação do partido aos sindicatos, lembrando que na sua origem, no século XIX, o movimento socialista esteve ligado ao movimento sindicalista.

Sem dúvida, uma perspectiva que contribui, também aqui, para o debate clarificador no seio do Partido Socialista. O que pensam José Sócrates e João Soares?

João Pedro Freire
Militante nr.3760
Secção Senhora da Hora (Matosinhos)

DEMOCRACIA & SOCIALISMO: Já disponível o NÚMERO 3 em papel!!

DEMOCRACIA & SOCIALISMO é este espaço bloguista e também um boletim em papel. Em ambos os casos, os militantes do PS que os alimentam com opiniões e vontades, têm a mesma determinação para defender o P.S. como partido de esquerda e à esquerda!

No número 3, é tomada posição a favor da candidatura de Manuel Alegre a secretário-geral do PS. A candidatura MAIS IGUALDADE, MELHOR DEMOCRACIA é, para nós, um motivo de esperança e um motivo de alento para se continuar a militar no sentido do fortalecimento do PS como Partido que é Socialista e que tem de ser de Esquerda, sem ambiguidades!

DEMOCRACIA & SOCIALISMO (D&S)assume-se como a voz de uma CORRENTE SOCIALISTA LIBERTÁRIA que queremos construir com os militantes do PS que com ela se identifiquem. Que queremos construir também com novos militantes que queiram fortalecer e renovar o PS! Queremos uma corrente dentro do PS, com os militantes do PS e a trabalhar para o PS!

Na primeira página do número 3 do D&S damos a conhecer o que pretendemos sempre e sempre, mas muito particularmente nestes tempos de debate para o próximo Congresso Nacional:

AFIRMAR
O SOCIALISMO
COMO
A ALTERNATIVA
AO LIBERALISMO E AO CAPITALISMO!
E apontamos alguns pontos da acção que propomos:
* Mais e melhor democracia; defesa das liberdades democráticas: articulação da democracia directa e dea democracia representativa. Defesa e prática de uma cidadania activa!
* Participação dos trabalhadores na gestão das empresas e na qualificação dos serviços públicos!
* Defesa do Serviço Nacional de Saúde e de um Sistema de Segurança Social ao alcance de todos!
* Chega de privatizações!
* Pela cidadania social e pela defesa dos direitos sociais como inseparáveis dos direitos políticos!
* Um PS militante e activo para a constituição de uma alternativa de esquerda com programa e políticas de esquerda para um Portugal democrático e social numa Europa democrática e social!
Explicamos também o que entendemos por "alternativa de esquerda" e relembramos MEMÓRIAS do PS. Consideramos que "A memória também serve para isto: para denunciar aqueles que não a têm porque nunca estiveram! , isto é, na luta das ruas, das escolas, das fábricas, clamando por mais e melhor democracia, denunciando os abusos inerentes ao sistema capitalista, afirmando o socialismo democrático como a alternativa!"
Os pedidos GRATUITOS para envio GRATUITO podem ser feitos para
O tempo é de férias, mas estaremos atentos ao que se passa, até porque com o Governo que temos, todas as atenções e cuidados são poucos...
João Pedro Freire (Editor)
Militante nr.3760

quarta-feira, agosto 11, 2004

A ALTERNATIVA DE ESQUERDA: O QUE É ... NA NOSSA OPINIÃO!

José Socrates considerou que as propostas de Manuel Alegre sobre hipotéticas alianças à esquerda (PCP e BE) eram "erros políticos". Segundo Sócrates, tais alianças só deveriam ser ponderadas após as eleições e desde que o PS não obtivesse maioria absoluta.

DEMOCRACIA & SOCIALISMO (D&S) não está de acordo e explicamos porquê.

José Socrates tem da democracia uma visão aritmética e exclusivamente parlamentar. A democracia, na nossa opinião, é muito mais do que isso. O acto de votar exprime a opinião e a vontade de cada cidadão num dado contexto e o somatório de votos significa uma vontade colectiva, uma base social, com sinal político que deve ser correctamente interpretado.

A esquerda não é o PS só por si. Como também não é o PCP e o BE, cada um por si.

A esquerda são as esquerdas parlamentares e as esquerdas (nomeadamente as sociais e as sindicais) que não estão representadas no Parlamento e/ou em partidos.

Uma alternativa de esquerda não é representada só por um partido, mesmo que esse partido reuna uma maioria absoluta. A maioria absoluta no PS, por exemplo, no actual contexto de maioria de direita, representa a concentração de votos diversos das esquerdas no partido de esquerda com mais probabilidades de vencer, só por si, a coligação de direita.

Ou seja, há eleitores do PCP, do Bloco de Esquerda e de outras esquerdas que votam no PS numa perspectiva de concentração de votos contra a direita.

O mesmo já conteceu em todas as eleições presidenciais, nas quais a direita nunca conseguiu eleger o seu candidato. Precisamente devido à tal concentração de votos diversos das esquerdas.

A grande questão que se coloca é: como traduzir essa concentração de votos das esquerdas num novo governo alternativo à direita?

Nunca no nosso país, houve a preocupação política de traduzir na formação de um governo de esquerda a maioria social de esquerda que anseia por politicas de esquerda, de mudança social e claramente alternativas às que a direita produz.

Um governo PS sózinho não traduz a vontade dessa maioria social. Embora, na nossa opinião, seja importante que sózinho o PS consiga maioria absoluta.

Com maioria absoluta ou sem ela, o PS deveria convidar os partidos de esquerda representados na A.R. para uma discussão com vista a uma alternativa de governo. O objectivo seria a tradução na constituição do governo da maioria social de esquerda saída de eleições. Mesmo sem o objectivo da formação de um governo, esse convite às esquerdas deveria estar permanentemente organizado num Fórum das Esquerdas, onde participariam todos os partidos, movimentos e grupos sociais e políticos que quisessem, em condições de igualdade, transparencia, respeito mútuo e democraticidade.

Um governo das esquerdas estaria em condições de assegurar estabilidade política e estabilidade social para a implementação de profundas reformas sociais, políticas, económicas e culturais na perspectiva do interesse da maioria deste País.

E aqui, é preciso abordar um outro aspecto essencial desse governo: que programa e que políticas?

Somos de opinião que um governo de esquerda deve assumir um claro compromisso de respeito pela vontade e os interesses da sua base social e, como tal, deve produzir um conjunto de políticas que possibilitem reformas num sentido contrário a uma perspectiva liberal/capitalista, assegurando um respeito rigoroso pelo pluralismo, pelas liberdades democráticas e pelas diversas formas de democracia e de participação cidadã.

A questão das políticas é uma questão vital para o êxito de um governo de esquerda, já que tem sido por essa via que os governos PS sózinhos têm falhado de uma forma objectiva.

Nesta perspectiva de governo e de políticas, somos de opinião que o Partido Socialista deveria manter sempre um distanciamento crítico relativamente ao governo. Apoiando o governo, mas mantendo sempre uma ligação clara ao sentir da base social. Sendo assim, consideramos que as figuras de "primeiro-ministro" e de "secretário-geral" do PS, devem ser ocupadas por duas pessoas distintas, mantendo-se entre elas um diálogo permanente.

Esta é, sintéticamente, a nossa visão de uma alternativa de esquerda com um programa e políticas de esquerda, na qual o Partido Socialista deveria asumir uma iniciativa liderante. Lutamos por uma alternativa e não por uma alternancia entre parecidos ...

João Pedro Freire
Militante nr.3760





sábado, agosto 07, 2004

A CLARIFICAÇÃO COM JOSÉ SOCRATES!!...

Para além das palavras e do discurso composto por jogos de palavras, é sempre interessante analisar a realidade.

Vejamos então, com um exemplo concreto no concelho de Matosinhos, a clarificação que a candidatura de José Socrates começa a provocar no interior do Partido Socialista: Narciso Miranda e Manuel Seabra, quem apoia quem?

Como é sabido, as posições entre o Presidente da Câmara de Matosinhos e o Presidente da Concelhia do PS de Matosinhos estão há muito em ruptura. Mas parece que as diferenças são mais no plano pessoal do que no plano político. É que ambos apoiam ... José Socrates!!

Em algumas secções PS do concelho de Matosinhos, essas diferenças pessoais vão ao ponto de candidatos a delegados ao Congresso Nacional apresentarem listas diferentes ... consoante apoiem, em Matosinhos, Seabra ou Narciso.

DEMOCRACIA & SOCIALISMO está particularmente à vontade para abordar esta situação, até porque temos mantido sempre a nossa posição:
  • é preciso respeitar a vontade democráticamente expressa dos militantes de Matosinhos quando votaram em Manuel Seabra para Presidente da Concelhia, sendo, por isso, insustentáveis as tentativas (que continuam de uma forma crescente!) de Narciso (derrotado para a Concelhia!) para descredibilizar a Concelhia e o seu Presidente eleito, tentando fazer o cargo camarário com um cargo partidário.
  • continuamos a defender que seria um erro tremendo, qualquer decisão administrativa tomada pela Comissão de Inquérito aos acontecimentos na Lota de Matosinhos, que ignorasse a opinião e a vontade dos militantes quanto ao candidato a indicar pelo PS às próximas eleições camarárias. Os militantes de Matosinhos não são os culpados nem podem ser culpabilizados, mesmo que indirectamente, pelo que aconteceu.
  • a nossa posição em relação a Manuel Seabra é a posição de respeito por um militante eleito democráticamente. Já o dissemos e continuamos a dizer que o PS em Matosinhos precisa de urgente renovação política e quanto a isso, Manuel Seabra e Narciso Miranda comportam-se como iguais. Já propusemos e continuamos a propor a urgente convocação de um Encontro de Militantes do PS de Matosinhos para se debater temas concretos com os militantes!

Qual será a posição de José Socrates sobre o que se passa em Matosinhos e qual a sua proposta de solução? Para já, a candidatura de Socrates faz lembrar um "guarda-sol" onde qualquer um se abriga ...

João Pedro Freire

Militante nr.3760 (Senhora da Hora)

terça-feira, agosto 03, 2004

Uma corrente socialista libertária no P.S.

A preparação de um Congresso Nacional no Partido Socialista é um momento escelente para se relançar o debate politico e ideológico que tanto escasseia no dia-a-adia.

DEMOCRACIA & SOCIALISMO tem uma posição muito clara de apoio à candidatura do camarada Manuel Alegre. Pelo que ela significa de clarificação à esquerda e de afirmação do PS como socialista e núcleo fundamental de uma alternativa de esquerda ao actual governo da direita neo-liberal .

A intervenção de Manuel Alegre na apresentação da sua candidatura fica como um autêntico manifesto, como um apelo à convergência das vontades militantes socialistas e de esquerda.
DEMOCRACIA & SOCIALISMO assume, no entanto, uma posição de apelo a uma CORRENTE SOCIALISTA LIBERTÁRIA no seio do PS. Consideramos que as diversas experiências governativas do PS, com inúmeras cedências à direita (chegou mesmo a dizer-se que o PS fazia, no governo, as políticas que a direita não tinha coragem de fazer…), afastou o Partido da realidade social e dos grandes debates nacionais e internacionais das esquerdas. O PS não se renovou, o PS acabou por se burocratizar!

Uma corrente socialista libertária no PS, não fala só para dentro do PS, fala também permanentemente para a base social das esquerdas.Com propostas próprias propõe a intervenção no movimento sindical, nos diversos forums sociais e cidadãos, em todos os movi-mentos sociais que surgem.

Estamos convictos que a tão falada renovação do PS, só pode acontecer se conseguirmos fazer do Partido Socialista um partido de militantes activos onde quer que estejam. A propósito, somos de opinião que os núcleos laborais de empresas e sectoriais, os núcleos de intervenção ecológica, os núcleos de interveñção nos problemas dos consumidores, ou seja, núcleos de intervenção directa nos problemas quotidianos deveriam ser incentivados e devidamente apoiados.

Uma corrente socialista libertária não é mais uma “sensibilidade” para concorrer a orgãos dirigentes e a lugares de deputado. Existimos para, em contacto permanente com os militantes, propor uma postura anti-capitalista para as propostas do Partido Socialista. Acreditamos que as reformas sociais e políticas que o País precisa não podem ter êxito no quadro de uma economia capitalista ou liberal, mesmo que se pinte com floreados verbais do tipo “economia social de mercado”. Afinal uma experiência que a prática demonstra que é sempre mais de mercado e cada vez menos social. Preferimos relembrar uma postura que já foi do PS, a planificação democrática da economia. Ou seja, as mudanças económicas precisam da participação decisiva dos trabalhadores e dos cidadãos consumidores e contribuintes.

Essa participação tem de se fazer através de formas de organização directa, aperfeiçoando-se, por exemplo, as experiências das comissões de trabalhadores.

Uma corrente socialista libertária propõe a permanente articulação das formas de democracia directa e de democracia representativa . Só uma, como sucede actualmente com o excesso de parlamentarismo, cria formas distorcidas e deficitárias de democracia. Consideramos também que só a democracia directa, criaria uma distorção populista da democracia com o possível aparecimento de “caudilhos”.

Pugamos por um socialismo que rejeite as caricaturas estalinista, liberal/social-democrata e esquerdista. Para nós, o socialismo continua a ser a ideia mais moderna e mais democrática, e, a única alternativa ao capitalismo na sua fase globalizada. O socialismo não se faz por decreto e muito menos através de concessões a lobbies financeiros e/ou à direita. O socialismo precisa da intervenção generalizada dos trabalhadores e dos cidadãos que são espezinhados pelas políticas neo-liberais.

A corrente socialista libertária do PS apela a todos os militantes e às mulheres e homens de esquerda que se juntem para darem força a uma alternativa que torne o PS um partido à esquerda, de esquerda e comprometido com a vontade dos trabalhadores!

João Pedro Freire
Militante nr.3760
(a incluir no nr.3 do boletim DEMOCRACIA & SOCIALISMO)

domingo, agosto 01, 2004

NOVAMENTE MATOSINHOS: E A VONTADE DOS MILITANTES?

Aos poucos as notícias vão (re)aparecendo...

Os dirigentes mais mediáticos na coisa autárquica do PS (e não só!) recomeçam a fazer campanha para que, à revelia da vontade dos militantes socialistas do concelho de Matosinhos, Narciso Miranda volte a ser o candidato à Câmara Municipal de Matosinhos.

O objectivo é claro: pressionar a Comissão de Inquérito aos acontecimentos na Lota de Matosinhos, ignorando-se o que pensam os militantes!

Num momento em que se inicia um debate nacional para a escolha de um novo Secretário-Geral e de uma nova direcção socialista, há em Matosinhos uma oportunidade para se verificar qual a importância que cada candidatura dá à vontade democrática dos militantes em cada espaço do Partido Socialista!

DEMOCRACIA & SOCIALISMO, um blog e também um boletim editado por militantes socialistas, mantém a mesma posição de sempre: é preciso respeitar a vontade democráticamente expressa dos militantes do PS de Matosinhos quanto às próximas autarquicas. Mais, essa vontade não pode nem deve ser substituida por qualquer decisão administrativa. E isto porque, os militantes socialistas de Matosinhos não são os responsáveis pelo que se passou na Lota de Matosinhos.

O debate político sobre projectos e programas tem também que passar pelo PS de Matosinhos. A solução socialista para a necessária renovação da gestão camarária não pode ser encontrada na base de uma guerra fulanizada. O contributo de cada militante é vital, tal como é vital a reafirmação de um projecto claramente de esquerda, popular e socialista!

João Pedro Freire
Militante nr.3760

sexta-feira, julho 23, 2004

MANUEL ALEGRE: UMA CANDIDATURA DE ESPERANÇA!

A candidatura de Manuel Alegre é, sem dúvida, um momento importante para o Partido Socialista: é a convergência de vontades militantes que querem que o PS se afirme como partido de esquerda, sem ambiguidades.

É também uma candidatura de clarificação para o debate no PS: há uma esquerda porque existe uma candidatura - particularmente a do camarada Sócrates - que se assumirá como uma espécie de "guarda-chuva" para todos aqueles que estão ávidos de poder pelo poder ... para estes o debate político é sempre substituido por essa coisa cinzenta que dá pelo nome de "pragmatismo" e que já tem "justificado" algumas das mais incríveis alianças ...

Como muito bem salientou Manuel Alegre, é preciso apelar à "alma popular e à alma de esquerda" do PS. É aí que reside a força da renovação que o PS necessita! Uma renovação que surja de mais intervenção social e que recoloque, sem complexos nem ambiguidades, o PS como parte activa e interveniente  nos grandes debates das esquerdas afirmando-se também como partido de esquerda, democrático e socialista.

Este espaço DEMOCRACIA & SOCIALISMO tudo fará para reforçar a candidatura de Manuel Alegre, como alternativa renovadora de esquerda para uma direcção do PS que saiba assumir os desafios da luta contra a coligação de direita e por uma alternativa de governo de esquerda com programa e políticas de esquerda!

terça-feira, julho 20, 2004

AS RESPONSABILIDADES DA ESQUERDA DO P.S. ...

Há uma esquerda no Partido Socialista. O debate no PS não é “geracional” como alguns pretendem. É um debate político e até ideológico. Um debate entre aqueles que identificam a luta de um Partido Socialista com a luta pela transformação democrática e socialista da sociedade e aqueles que querem enfiar o PS em lutas aritméticas pelo poder, atado a programas e políticas onde o branqueamento das ideias é moeda de troca para as mais incríveis alianças ou compromissos.
 
Há este debate no Partido Socialista. É um debate fundamental, vital, para a continuação da afirmação do PS como partido de militantes, como partido com intervenção social. E neste debate é importante que haja uma corrente de esquerda que se afirme como alternativa às correntes liberais que também existem.
 
A afirmação de uma corrente de esquerda é também importante para a renovação do Partido Socialista. Não uma renovação com abstractas “elites”, mas uma renovação que decorre de mais intervenção social, de mais intervenção no concreto das coisas do dia-a-dia.  Uma renovação que passa pela afirmação de modernidade de um Partido Socialista no século da globalização capitalista: a coragem de ser socialista e de afirmar o socialismo como a alternativa aquela globalização!
Ser moderno não é persistir em modelos políticos e económicos que já provaram a sua bancarrota. Ser moderno é também ter coragem de propor a mudança e conseguir mobilização social de apoio a essa mudança.
 
Mas para a afirmação socialista do PS é preciso que a esquerda socialista se afirme enquanto tal, sem hesitações e com capacidade para abraçar os desafios que aí estão! 
  

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Este texto está incluído na edição em papel deste blog DEMOCRACIA & SOCIALISMO.
 
Trata-se do número 2 e estará aberto a todos os militantes socialistas que querem colocar o P.S. à esquerda e comprometido com a transformação socialista, única alternativa à direita e ao liberal-capitalismo.
 
Os pedidos podem ser feitos para
 
militantesocialista@clix.pt
 

  
  
  
  
  
 

domingo, julho 11, 2004

LOURDES PINTASILGO: OS COMBATES QUE TRAVOU DEVERIAM SER CONTINUADOS!

Como primeiro-ministro, como candidata à Presidência da Republica, como eurodeputada, como militante católica, Lourdes Pintasilgo foi diferente e foi inspiração. Os seus combates ficarão como referência para toda a esquerda portuguesa, principalmente para todos aqueles que rejeitam o dogmatismo, o carreirismo e o livre pensar e agir. Lourdes Pintasilgo deixou esta vida, num momento de grande revolta para todos os que sentem que a democracia foi apunhalada!

A melhor homenagem que se poderia prestar a Lourdes Pintasilgo seria continuar os combates que travou. Com o mesmo sentido de esperança, como o mesmo espírito de liberdade!

sábado, julho 10, 2004

" PRESIDENTE DA REPÚBLICA VERGA-SE FACE A PRESSÃO DA DIREITA NEOLIBERAL EM NOME DA ESTABILIDADE FICCIONADA . "


Na sua comunicação ao país,Jorge Sampaio,dá mais uma oportunidade à direita para manter as políticas de usurpação dos direitos dos trabalhadores, da
manutenção do desemprego,do colapso do sistema de saúde e continuação do favorecimento dos grandes grupos económicos capitalistas,não reconhecendo a manifestação de vontade expressa pelo povo nas europeias de 13 de Junho
passado!

Face a esta opção constitucionalmente consagrada e adoptada pelo P.R.,toda a esquerda pode afirmar seguramente, que o regime democrático entrou em colapso!
Não é só o sistema judicial que está em descrédito,o ensino,a segurança,mas é objectivamente,o próprio sistema democrático e as suas instituições!
Razão tem o camarada Ferro Rodrigues em bater com a porta e dizer basta,porque afinal o P.R.que devería ser o garante da estabilidade requerida,favorece de
forma inaudita a direita populista de "Santana &Portas",ganhando novo fôlego, e depenando o líder da oposição.

Vamos continuar a assistir à delapidação sistemática e reiterada do património público,e, porque não,o surgimento duma nova fase de política trauliteira à boa maneira santanista !
Será que parques Mayer,tuneis longínquos e infindáveis.....serão o garante
destabilidade para o Sr.P.R.?


Mais uma vez é necessário mobilizar todos os partidos de esquerda e a esquerda em torno de ideais transparentes que se afirmem como contra ponto a esta ofensiva cada vez mais triturante das políticas da coligação da direita.


Rui Mota
Militante 73461

sexta-feira, julho 09, 2004

JORGE SAMPAIO DECIDIU CONTRA A VONTADE POPULAR!

A decisão de Jorge Sampaio de não convocar eleições gerais não tem nada a ver com uma decisão democrática. É também uma decisão que esquece o sentidodo voto que o elegeu por duas vezes. Jorge Sampaio esqueceu também a tradição republicana e tornou-se numa espécie de monarca da maioria parlamentar!

O próximo governo de Santana Lopes & Paulo Portas será um governo populista da direita e da extrema-direita sem legitimidade popular e democrática. O Partido Socialista deve seguir o caminho de uma oposição clara e sistemática, não só parlamentar mas sobretudo social!

Voltaram os tempos da exigência É PRECISO RESPEITAR A VONTADE POPULAR!

É preciso continuar a exigir ELEIÇÕES, JÁ! e aproveitar todos os próximos actos eleitorais para mostrar que o futuro governo PSD/CDS é um governo fantoche e sem apoio democrático.

O Partido Socialista, como principal partido das esquerdas, não deve ter receio de apelar à convergência das esquerdas contra as políticas anti-sociais do governo da direita. E não deve também ter qualquer receio de procurar nessa convergência, as bases para uma ALTERNATIVA DE ESQUERDA com políticas que motivem esperança e mobilização por parte dos trabalhadores e de todos os cidadãos que são massacrados pelas políticas neo-liberais.


É TEMPO TAMBÉM DE SE DEFENDER O PS COMO PARTIDO DE ESQUERDA E SOCIALISTA...

A demissão de Ferro Rodrigues representa um MURRO na mesa! Um murro na mesa contra a descaracterização da democracia e contra o desrespeito pela vontade popular. Mas também um murro na mesa contra a decisão de Jorge Sampaio que esqueceu quem o elegeu por duas vezes!

A decisão de Ferro Rodrigues representa, no entanto, um momento de preocupação quanto à evolução política do PS. Nomeadamente quanto à eleição do próximo secretário-geral do Partido Socialista. João Soares, José Lamego e António Vitorino não dão garantias de defenderem o PS como partido de esquerda, como partido socialista. São entidades que têm, nos últimos anos, representado muito mais jogos de interesses em vez de militantes empenhados em lutas políticas ou sociais!

É preciso que os militantes afirmem o PS como Partido de esquerda, como partido voltado para a intervenção social, como partido comprometido com a transformação democrática e socialista da sociedade!

Os próximos tempos serão de luta!

segunda-feira, junho 28, 2004

MATOSINHOS: É UM TESTE BEM VISÍVEL AO PARTIDO SOCIALISTA!

Narciso Miranda tem todo o direito de exprimir a sua opinião como militante do PS. Tem também todo o direito de organizar os seus apoiantes.

Mas o que não se vê nem se sente é que dessas movimentações resultem mais debate democrático, resulte o confronto entre propostas concretas para o PS. As movimentações de Narciso fazem lembrar as movimentações militares, nas quais os comandantes têm o direito de se exprimir mas os soldados têm o direito de obedecer e estar calados.

Esta imagem de quem se agarra ao poder, de quem despreza a democracia interna (a não ser a que reinvidica para si mesmo!), de quem tem da vida do Partido os eternos jogos de bastidores e de influência junto dos dirigentes nacionais, é uma imagem que enfraquece o Partido Socialista no seu todo. E este é o verdadeiro drama: esta imagem negativa já não é sómente local, é nacional e o som que debita atinge negativamente não só Narciso Miranda e/ou Manuel Seabra mas todo o PS enquanto Partido de esquerda, democrático e alternativo à direita!

Pela minha parte, enquanto militante no Concelho de Matosinhos, manifesto a minha total disponibilidade para debater com todos os militantes propostas concretas para o comcelho. Propostas que dinamizem o PS, que faça de cada militante um sujeito activo com opinião e vontade, propostas que renovem também as ideias que os socialistas devem ter para a Camara de Matosinhos.

Estou disponível para debater com todos os militantes em qualquer secção. Estou disponível para debater com Narciso e com Manuel Seabra, um enquanto militante e Presidente da Camara e o outro como militante Presidente da Concelhia do PS de Matosinhos.

A minha dispobilidade é total até porque o debate aberto, sereno e fraterno é a melhor forma de se encontrarem soluções.

João Pedro Freire
Militante nr.3760

O PARTIDO SOCIALISTA DEVE EXIGIR ELEIÇOES

O P.S. deve exigir do Presidente Jorge Sampaio convocação de novas eleiçoes!

Após os resultados das eleições europeias de 13 de Junho, em que o povo português mostrou claramente que não está disposto a ser constantemente enganado pelo executivo de Durão e de Portas, o Partido Socialista deve exigir eleições antecipadas,não pactuando com manobras de direita que a coligação PSD/PP quer impôr ao país!

A esquerda ,deve mobilizar-se para que a manifestação de vontade do povo português expressa em 13 de Junho, seja ,agora,mais uma vez clara e transparente!
O Povo não quer este governo neoliberal, populista e desprovido de princípios humanistas!

O Partido Socialista não pode, a bem da Democracia,pactuar com manobras que visam contribuir para o reforço da direita europeia;o Sr.Durão Barroso é de
direita, mais os populistas Santana e Portas,que nos querem impingir
.

Face a este cenário político,devemos exigir novas eleições para que o povo mostre o definitivo cartão vermelho à coligação da direita populista e oportunista.

Rui Mota
Militante 73461


segunda-feira, junho 14, 2004

MANIFESTO AOS SOCIALISTAS DO DISTRITO DO PORTO

COLOCAR O PS À ESQUERDA,
COLOCAR O PS NOS MOVIMENTOS SOCIAIS, DAR A PALAVRA AOS MILITANTES,
ACABAR COM OS FULANISMOS E COM OS CACIQUES!



O que se tem passado no Partido Socialista do Distrito do Porto é o resultado de anos e anos em que a estrutura partidária foi dominada por dirigentes que se tornaram autênticos caciques ignorando a realidade social e a palavra e a vontade dos militantes.

O debate sobre o que deveria interessar à intervenção social e política do PS foi substituído por discussões que se tornaram gritos e ruídos entre dirigentes para quem o mediatismo sempre foi o grande objectivo pessoal. Os militantes foram reduzidos a entidades que deveriam optar entre autênticos exércitos dirigidos por burocratas!

O Partido Socialista é um partido de alternativa, é um partido com responsabilidades de transformação social e política e, como tal, não pode ser reduzido a uma arena de confronto entre fulanos à espreita de promoção pessoal.

A vitória nas eleições europeias de 13 de Junho último, espelha claramente o que as mulheres e os homens que sofrem directamente as consequências de políticas neo-liberais do governo de direita, querem do PS: querem que o Partido Socialista se assuma como alternativa de governo e de políticas!

Por respeito à vontade dessas mulheres e homens, é urgente que, no distrito do Porto, o PS se coloque à esquerda, se coloque do lado dos movimentos sociais e, sobretudo, dê de si mesmo uma imagem que corresponda a uma prática democrática onde a vontade dos militantes é sempre mais forte que o arrivismo, o fulanismo e o burocratismo.

Francisco Assis ao convocar novas eleições para os órgãos directivos da Federação Distrital do Porto, esteve bem e revelou coragem e objectividade no seu propósito de acabar com aquilo a que chamou e bem de “pantano” que tem dominado o PS do Porto. De igual modo, em Matosinhos, Manuel Seabra tomou uma posição correcta ao demitir-se dos cargos autárquicos que ocupava. Ambos revelaram que não é possível falar-se em renovação e contemporizar-se com o caciquismo interno do PS.

O passo seguinte tem de ser a retirada da confiança política do PS ao ainda Presidente da Câmara de Matosinhos, Narciso Miranda, que se tem revelado como um dos principais aliados daqueles que querem ver o Partido Socialista derrotado em Matosinhos nas próximas eleições autárquicas. Narciso Miranda e os seus aliados no executivo camarário de Matosinhos deixaram à muito de representar quem os elegeu. Passaram, isso sim, a representar-se a si mesmos e a utilizar a Câmara de Matosinhos como bunker para uma guerra contra a Concelhia de Matosinhos democraticamente eleita pelos militantes matosinhenses e contra a própria Federação Distrital do Porto na pessoa do seu Presidente Francisco Assis.

Narciso Miranda foi um bom militante do PS. Mas hoje comporta-se como alguém para quem a democracia e o respeito da vontade democrática é uma grande massada!

O Partido Socialista tem de voltar a uma militância junto do que é concreto, junto dos trabalhadores e dos jovens. Tem de sair das secções e dos núcleos. Tem de intervir junto dos movimentos sociais. Tem de se afirmar claramente como partido comprometido com a transformação democrática e socialista de uma sociedade na qual mulheres e homens não podem ter perspectiva futura dentro do actual liberalismo e com as actuais políticas neo-liberais.

Intervindo, fazendo dos seus militantes actores activos e não passivos, redescobrindo as vantagens da democracia interna partidária, o Partido Socialista estará a dar passos importantes para acabar com o burocratismo, o clientelismo e o fulanismo e tornar-se, ainda mais, no Partido chave para uma alternativa de esquerda à direcção camarária de Rui Rio e ao governo de coligação da direita com a extrema-direita!

João Pedro Freire
Militante nr.3760

sexta-feira, junho 11, 2004

MATOSINHOS:OS MILITANTES DEVEM TER A PALAVRA!

MATOSINHOS:
OS MILITANTES DEVEM TER A PALAVRA!
AS DIRECÇÕES DISTRITAL E NACIONAL NÃO PODEM OPTAR POR SOLUÇÕES ADMINISTRATIVAS E BONAPARTISTAS!



É legitimo que as direcções nacional e distrital do PS queiram analisar e tomar decisões sobre o que se passou na lota de Matosinhos em 9 deste mês.

Mas aquelas direcções também não podem fingir que não sabiam o que se passa, há muito, no PS do concelho de Matosinhos. Sabiam e nunca actuaram! Mais, sempre procuram encontrar “soluções” que ignoravam o necessário apelo à participação dos militantes, que ignoravam a vontade democrática dos militantes.

O recurso a uma solução administrativa ou a uma solução tipo bonapartista, seria um imenso erro.

Sou de opinião que se deve quebrar com a o ciclo “Narciso Miranda ou Manuel Seabra”. Mas o sujeito que deve protagonizar uma nova alternativa deve residir na vontade democrática dos militantes de Matosinhos. Uma “solução” decretada em nome da “alínea x dos Estatutos” ou imposta pela Direcção da FDP ou Nacional, seriam não soluções, seriam mais achas para uma fogueira que tem vindo a consumir o PS em Matosinhos.

Porque não a convocação pela Federação Distrital do Porto do PS de uma Conferência de Militantes do PS de Matosinhos onde seja assegurada a participação e o debate livres e democráticos de todos?

A convocação de uma Conferência de Militantes seria um apelo aos militantes, como únicos sujeitos capazes de apontarem novos e renovados caminhos para o PS em Matosinhos.

A Conferência de Militantes deve propor o nome do candidato socialista à Câmara de Matosinhos. Candidato que deveria representar renovação e afirmação de um programa claramente de esquerda e socialista para que se retome a esperança para todos os matosinhenses.

A mobilização para essa renovação tem de começar já e agora. Não se pode condicionar essa renovação a calculismos eleitorais!

João Pedro Freire
Militante nr.3760


quinta-feira, junho 10, 2004

MATOSINHOS: O PS NÃO É SÓ NARCISO MIRANDA E MANUEL SEABRA ... TAMBÉM HÁ MILITANTES!

Os acontecimentos na lota de Matosinhos no passado dia 09, mostram o estado a que chegou o Partido Socialista em Matosinhos: o nível zero no debate político, a passagem para o campo do caceteirismo, do populismo, da antítese de tudo o que deveria ser o respeito pela tradição democrática de um Partido Socialista!

Há, no PS de Matosinhos, dois responsáveis por esta situação: de um lado, Narciso Miranda que nunca soube aceitar os resultados eleitorais que ditaram a sua derrota para Presidente da Concelhia de Matosinhos; do outro lado, Manuel Seabra, Presidente eleito da Concelhia, que não tem sabido exercer o cargo para que foi eleito com a devida autoridade que lhe advém da legitimidade democrática.

O autor deste texto, já propôs inúmeras vezes caminhos possíveis para o rápido saneamento do clima de “guerra civil” que se vive no PS de Matosinhos: ouvir a opinião dos militantes, convocar uma Conferência de Militantes do PS de Matosinhos para se debater tudo o que se passa no concelho.

Os militantes socialistas de Matosinhos não têm sido chamados a intervir, a dar a sua opinião. Têm, isso sim, sido aproveitados para alimentar cada um dos “exércitos” das facções agrupados atrás dos nomes desavindos. Os militantes do PS de Matosinhos, merecem muito mais, porque são eles, afinal, a voz e a vontade soberanas. Ou deveriam ser!

Os acontecimentos de 9 de Junho na lota de Matosinhos demonstram que o Partido Socialista tem de saber encontrar para as próximas eleições camarárias, uma alternativa que não se fique pela dicotomia gasta “Manuel Seabra ou Narciso Miranda”. Os militantes, de certeza, que saberão encontrar essa alternativa!

O Partido Socialista não pode ficar refém de uma guerra entre dois nomes que já nada tem a ver com diferenças políticas, mas unicamente com ambições pessoais. E o Partido Socialista em Matosinhos deve retomar activamente, com os seus militantes e o povo trabalhador, o papel de principal força transformadora e modernizadora do Concelho!

Por último, a minha homenagem ao Prof.Sousa Franco. A campanha eleitoral demonstrou, de facto, a envergadura de um homem com profundas convicções livres e democráticas. Exemplo para muitos socialistas que cá ficam ...

João Pedro Freire
Militante nr.3760

quarta-feira, junho 09, 2004

MATOSINHOS ... NO DIA EM QUE SOUSA FRANCO ESTEVE NA LOTA!

Não vou falar hoje do que se passou na lota de Matosinhos. Por respeito a Sousa Franco! Por respeito também aos pescadores e matosinhenses que mereciam melhor!

Prometo que vou voltar ao assunto ... porque em Matosinhos não há só Narciso Miranda e Manuel Seabra! Nem o PS é o pantano em que essa luta de galos ...

Os militantes socialistas de Matosinhos merecem muito mais!

Basta!

SOUSA FRANCO: A MINHA HOMENAGEM!

Critiquei-o e elogiei-o neste blog. Neste momento, fica a minha sincera homenagem a um homem que foi um democrata e que vinha dando o seu melhor como cabeça-de-lista do PS.



segunda-feira, junho 07, 2004

EM 13 DE JUNHO VOTO PS: PORQUE LUTA POR UMA EUROPA SOCIAL!

Critiquei a escolha de Sousa Franco para cabeça de lista do PS ao Parlamento Europeu. Porque foi uma escolha que obedeceu muito mais à lógica dos equilibrismos da direcção do PS e muito menos a uma opção por um socialista para uma acção claramente socialista.

Mas apesar disto, VOU VOTAR NO PARTIDO SOCIALISTA!

É um voto em nome dos milhares de trabalhadores, jovens, reformados, mulheres e homens, que continuam a identificar o Partido Socialista como a primeira e principal barreira contra a direita e o seu governo.

O meu voto no PS não é um voto contra as esquerdas. É, isso sim, um voto totalmente contra as direitas, contra o seu governo, contra a corrente liberal que tem tentado destruir a vontade por uma Europa Social e tudo o que tem sido conseguido desde a 2ª Guerra Mundial em matéria de direitos democráticos e sociais.

O meu voto no PS é também um voto que promete luta para que o Partido Socialista não fuja às suas responsabilidades de partido de esquerda, de partido que deve estar comprometido com uma Europa profundamente democrática, participada e social.

O meu voto no PS é um voto também contra as influências neo-liberais que invadem o PS e os PSs por essa Europa! Influências neo-liberais como aquelas que fazem de Tony Blair um autentico coveiro do seu próprio partido e um autentico lacaio de Bush! Se fosse inglês lutaria para que o Partido Trabalhista derrubasse Tony Blair e voltasse às suas tradições democráticas e socialistas...

O meu voto no PS não é um voto em nome de patriotismos que se tornam em nacionalismos e que impedem uma Europa Unida, Democrática e Social. Uma Europa Social não se constrói com a unidade (abstracta!) dos deputados portugueses. Da união de deputados socialistas com deputados de direita em nome de Portugal, só pode resultar a mesma salgalhada que tem adiado, ao longo dos últimos anos, uma União Europeia mais social e mais participada!

Voto no Partido Socialista e apelo ao voto no PS, mas reconheço a importância da pluralidade da esquerda para se combater o abstencionismo e assim se conseguir obter uma clara maioria das esquerdas no Parlamento Europeu! Essa maioria é uma das condições para se barrar o caminho ao neo-liberalismo que tem dominado a construção europeia e afastado os cidadãos dessa construção.

O meu voto no Partido Socialista é também um voto contra a guerra. Contra a participação de uma Europa Unida nas aventuras imperalistas e belicistas da Administração norte-americana. A Europa precisa de Paz, de contribuir para a Paz no Mundo.

O meu voto no Partido Socialista é também um voto contra os nacionalismos, contra as políticas xenófobas, contra a perseguição e marginalização dos emigrantes.

O meu voto no PS é um voto por um Parlamento Europeu que se preocupe com políticas e medidas sociais. Que combata as assimetrias no espaço europeu. E uma dessas medidas poderia ser a implementação de um SALÁRIO MÍNIMO EUROPEU!

O meu voto no Partido Socialista é um voto contra uma Constituição europeia anti-democrática. É um voto por uma processo democrático e constituinte para a elaboração e definição de uma Constituição democrática para uma Europa Unida, Democrática e Social.

O meu voto no Partido Socialista é um voto activo, um voto de luta, um voto que precisa de mais votos que tornem este espaço que é o PS cada vez mais comprometido com a transformação democrática e socialista e afastado dos jogos de lobbies e de influências neo-liberais!

João Pedro Freire
Militante nr.3760