Quatro anos de austeridade à bruta, antecedidos de aperitivo austeritário com o nome de "PECs", conseguiram moldar muitas cabeças que se consideram de esquerda. Não dão um espirro que não seja seguido de "quanto se gastou" ...
O austeritarismo, uma espécie de instrumento de execução económico-financeira do capitalismo neo-liberal, incrustou-se na acção política de alguma esquerda que se recusa a admitir que qualquer programa de justiça social, por mínimo que seja, esbarra e esbarrará sempre com o obstáculo chamado "Comissão Europeia". A Comissão Europeia é, de facto, o braço de execução política europeia do austeritarismo.
O OGE para 2016, considerado uma "vitória" por parte do PS e uma "vitóriazinha" por parte do BE e do PCP, mantém, no essencial, as marcas definidoras do austeritarismo. Porque não se conseguiu livrar das chantagem e pressão dos executores austeritários europeus.
O OGE para 2016 é diferente dos OGEs preparados anteriormente pelo governo PSD/CDS. Mas, à semelhança dos anteriores, o OGE para este ano mantém-se ensanduichado no torniquete do Tratado Orçamental Europeu e cada medida do actual governo será policiada pela Comissão Europeia, independentemente da vontade democrática popular expressa em Portugal.
Comentadores de serviço, partidos políticos em geral, que não colocam como urgente a discussão do actual modelo europeu, são os responsáveis pelo estado calamitoso em que está a Europa e serão os responsáveis pelo renascer de correntes populistas e nacionalistas.
O exercício de qualquer vontade democrática nacional ou até europeia está e estará em causa, enquanto persistir o actual modelo europeu caracterizado pelo domínio de entidades não eleitas e sujeitas ao controlo efectivo dos interesses financeiros.
Socialismo libertário, eco-socialismo, para uma alternativa democrática, socialista e anti-capitalista com dimensão internacional!
segunda-feira, fevereiro 08, 2016
domingo, fevereiro 07, 2016
É CARNAVAL: AUSTERIDADE ESTÁ MASCARADA ! ...
Porque não há austeridade melhor ou pior que a outra ... a austeridade é a realidade visível de uma matriz de políticas condicionadas a défices construídos para se evitar políticas sociais e, em última instância, o exercício da própria democracia.
É por isso que não há austeridades "boas" ou austeridades "más" ... reduzir a austeridade sem ter a coragem de a eliminar totalmente, como faz o OGE para 2016, é persistir num modelo anti-social.
O caminho anti-austeridade só pode ser um: cortar com a actual orientação da União Europeia, construir uma corrente europeia de esquerda e socialista capaz e com força popular para construir uma Europa onde a democracia elimine fronteiras, seja a única soberania efectiva e prevaleça a afirmação social de direitos!
O OGE para 2016 não podia ter escolhido melhor época para aparecer: o carnaval, mascarando a austeridade que continua a ser austeridade!
É por isso que não há austeridades "boas" ou austeridades "más" ... reduzir a austeridade sem ter a coragem de a eliminar totalmente, como faz o OGE para 2016, é persistir num modelo anti-social.
O caminho anti-austeridade só pode ser um: cortar com a actual orientação da União Europeia, construir uma corrente europeia de esquerda e socialista capaz e com força popular para construir uma Europa onde a democracia elimine fronteiras, seja a única soberania efectiva e prevaleça a afirmação social de direitos!
O OGE para 2016 não podia ter escolhido melhor época para aparecer: o carnaval, mascarando a austeridade que continua a ser austeridade!
sábado, fevereiro 06, 2016
sábado, janeiro 30, 2016
quinta-feira, janeiro 28, 2016
quarta-feira, janeiro 27, 2016
terça-feira, janeiro 26, 2016
quinta-feira, janeiro 14, 2016
quarta-feira, janeiro 13, 2016
quinta-feira, dezembro 31, 2015
terça-feira, dezembro 29, 2015
domingo, dezembro 27, 2015
sábado, dezembro 26, 2015
TRIBUNA SOCIALISTA: vem aí, outra vez, a versão em papel ...
No início de 2016, voltará a versão em papel de TRIBUNA SOCIALISTA.
Somos um espaço socialista revolucionário, libertário e democrático que existe desde 1999.
Debater com todas as correntes de esquerda que têm uma perspectiva não autoritária, anti-capitalista com proposta socialista, com dimensão internacional, em busca de uma convergência que construa alternativa, continua a ser um dos nossos objectivos.
A capa que sugerimos para um hipotético número de Dezembro de 2015, seria esta que reproduzimos.
Em 2016, sentimos que a luta vai mesmo ter de continuar para que o governo PS com o apoio de toda a esquerda parlamentar aplique políticas de esquerda, de recuperação de justiça social, que não ceda às chantagens desta Europa, através do seu braço chamada "Comissão Europeia". Algo que não é eleito, não é democrático e só conhece a imposição de políticas de direita, das quais a austeridade é uma das expressões.
Políticas de esquerda são políticas democráticas com sentido socialista de recuperação e dignificação do Trabalho, de profunda reorganização e racionalização do sector financeiro, de reposição de salários, pensões e prestações sociais, de justiça fiscal, ...
2016 será um ano exigente!
Somos um espaço socialista revolucionário, libertário e democrático que existe desde 1999.
Debater com todas as correntes de esquerda que têm uma perspectiva não autoritária, anti-capitalista com proposta socialista, com dimensão internacional, em busca de uma convergência que construa alternativa, continua a ser um dos nossos objectivos.
A capa que sugerimos para um hipotético número de Dezembro de 2015, seria esta que reproduzimos.
Em 2016, sentimos que a luta vai mesmo ter de continuar para que o governo PS com o apoio de toda a esquerda parlamentar aplique políticas de esquerda, de recuperação de justiça social, que não ceda às chantagens desta Europa, através do seu braço chamada "Comissão Europeia". Algo que não é eleito, não é democrático e só conhece a imposição de políticas de direita, das quais a austeridade é uma das expressões.
Políticas de esquerda são políticas democráticas com sentido socialista de recuperação e dignificação do Trabalho, de profunda reorganização e racionalização do sector financeiro, de reposição de salários, pensões e prestações sociais, de justiça fiscal, ...
2016 será um ano exigente!
terça-feira, dezembro 22, 2015
UMA BANCA ÚNICA E PÚBLICA COM GESTÃO SOCIALIZADA !
À esquerda e à direita os escândalos que se sucedem na gestão dos bancos, recolhem, na grande maioria das reacções, a enumeração de factos que podem ter contribuído para que se consumasse cada desastre.
As "soluções" que se apontam variam entre umas pinceladas mais de "supervisão" a apelos à moralidade da raposa que supervisiona o galinheiro ...
Já com algum intervalo de tempo que permitiu reflectir sobre o assunto, o resultado da Comissão parlamentar de inquérito ao BES reflecte o unanimismo da constatação de factos e o unanimismo na incapacidade para se apontarem soluções.
Os apelos ao reforço da supervisão não eliminam nenhuma das causas que têm contribuido para a sucessão de desastres na banca.
Devido à economia de casino, assente na necessidade de financeirização da sociedade, a banca (um pouco por todo o mundo e também em Portugal!) não está dimensionada para as necessidades da economia nacional. A banca está dimensionada para as expectativas de ganhos dos principais accionistas de cada banco!
A quantidade exagerada de bancos que operam no sistema financeiro deveria ser questionada. É uma questão política inadiável com reflexos evidentes nas necessidades e exigências da economia nacional.
A gestão privada de cada banco obedece exclusivamente à opacidade do relacionamento entre os principais accionistas e quem dá a cara pelo banco: os conselhos de administração. Pode o supervisor Banco de Portugal produzir toneladas de avisos, directivas e regulamentos ... isso não passará de palavreado em relação ao qual a máquina opaca de cada banco se encarregará de desenhar a melhor finta.
Já são muitos os exemplos que mostram que as consequências da gestão privada e opaca dos bancos num número imenso de empresas bancárias acabam sempre por acertar nos contribuintes perante a estátua chamada Banco de Portugal e os governos que parece que agem como moços de recados do supervisor europeu.
Um sistema financeiro quase totalmente com gestão privada não é regulável mantendo-se a economia de casino. É a institucionalização do jogo do gato e do rato num plano onde esses jogos não podem acontecer!
O sistema financeiro tem de ter uma dimensão adequada às exigências de uma economia nacional e tem de ser objecto de uma única gestão única, rigorosa, pública e socializada.
A defesa de uma banca única e pública com gestão socializada (que comprometa os agentes económicos e sociais) parece-me ser o único caminho capaz de evitar novos e mais desastres.
Bem sei que a Comissão Europeia e o modelo financeiro que impõe, é um obstáculo a qualquer mudança.
O único caminho para se vencer esse obstáculo é a luta com dimensão europeia, através da interligação de todas as acções que visem essa mudança racional num sistema financeiro que tem minado economias nacionais, europeias e mundiais.
Por cá, vive-se o episódio BANIF, que sucede a outros e antecede outros que já se preparam ... para deleite de muitos comentadeiros!
João Pedro Freire
As "soluções" que se apontam variam entre umas pinceladas mais de "supervisão" a apelos à moralidade da raposa que supervisiona o galinheiro ...
Já com algum intervalo de tempo que permitiu reflectir sobre o assunto, o resultado da Comissão parlamentar de inquérito ao BES reflecte o unanimismo da constatação de factos e o unanimismo na incapacidade para se apontarem soluções.
Os apelos ao reforço da supervisão não eliminam nenhuma das causas que têm contribuido para a sucessão de desastres na banca.
Devido à economia de casino, assente na necessidade de financeirização da sociedade, a banca (um pouco por todo o mundo e também em Portugal!) não está dimensionada para as necessidades da economia nacional. A banca está dimensionada para as expectativas de ganhos dos principais accionistas de cada banco!
A quantidade exagerada de bancos que operam no sistema financeiro deveria ser questionada. É uma questão política inadiável com reflexos evidentes nas necessidades e exigências da economia nacional.
A gestão privada de cada banco obedece exclusivamente à opacidade do relacionamento entre os principais accionistas e quem dá a cara pelo banco: os conselhos de administração. Pode o supervisor Banco de Portugal produzir toneladas de avisos, directivas e regulamentos ... isso não passará de palavreado em relação ao qual a máquina opaca de cada banco se encarregará de desenhar a melhor finta.
Já são muitos os exemplos que mostram que as consequências da gestão privada e opaca dos bancos num número imenso de empresas bancárias acabam sempre por acertar nos contribuintes perante a estátua chamada Banco de Portugal e os governos que parece que agem como moços de recados do supervisor europeu.
Um sistema financeiro quase totalmente com gestão privada não é regulável mantendo-se a economia de casino. É a institucionalização do jogo do gato e do rato num plano onde esses jogos não podem acontecer!
O sistema financeiro tem de ter uma dimensão adequada às exigências de uma economia nacional e tem de ser objecto de uma única gestão única, rigorosa, pública e socializada.
A defesa de uma banca única e pública com gestão socializada (que comprometa os agentes económicos e sociais) parece-me ser o único caminho capaz de evitar novos e mais desastres.
Bem sei que a Comissão Europeia e o modelo financeiro que impõe, é um obstáculo a qualquer mudança.
O único caminho para se vencer esse obstáculo é a luta com dimensão europeia, através da interligação de todas as acções que visem essa mudança racional num sistema financeiro que tem minado economias nacionais, europeias e mundiais.
Por cá, vive-se o episódio BANIF, que sucede a outros e antecede outros que já se preparam ... para deleite de muitos comentadeiros!
João Pedro Freire
segunda-feira, dezembro 21, 2015
sexta-feira, dezembro 04, 2015
ACOLHIMENTO DE REFUGIADOS: ALIMENTAÇÃO E NECESSIDADES NUTRICIONAIS EM SITUAÇÕES DE EMERGÊNCIA
Iniciativa meritória e de grande utilidade prática da Direção-Geral da Saúde (DGS) e do Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável (PNPAS):
"(...) Trata-se de um documento inovador a nível nacional, utilizando a evidência científica mais recente proveniente de organismos internacionais e útil para quem ajuda, tanto em Portugal e a nível Europeu, no acolhimento a refugiados.
"(...) Trata-se de um documento inovador a nível nacional, utilizando a evidência científica mais recente proveniente de organismos internacionais e útil para quem ajuda, tanto em Portugal e a nível Europeu, no acolhimento a refugiados.
A sua inovação relaciona-se também com o fato de ser construído tendo em conta os produtos alimentares existentes em Portugal e a nossa cultura alimentar mediterrânica. Pretende-se estabelecer um referencial para a intervenção nutricional e alimentar aos refugiados que chegam a Portugal produzido por uma equipa multidisciplinar que ao longo de meses integrou nutricionistas, dietistas, médicos, veterinários, psicólogos e especialistas em relações internacionais
Destina-se a todos que prestam apoio, quer a nível individual quer a nível institucional.(...)"
sexta-feira, novembro 27, 2015
MARCHA MUNDIAL PELO CLIMA ! 28-29 de Novembro de 2015 ...
#MarchaMundialDoClima 28/29 NOVEMBRO
TODOS OS EVENTOS EM PORTUGAL
TODOS OS EVENTOS EM PORTUGAL
BRAGA: Marcha Global do Clima – Braga
29 de novembro, Domingo, 15h00, Praça da República
https://www.facebook.com/events/1654023228202903/
29 de novembro, Domingo, 15h00, Praça da República
https://www.facebook.com/events/1654023228202903/
COIMBRA: Marcha Global pelo Clima
29 de novembro, Domingo, 15h00, Prada da República
http://www.kriscer.org/#!marchaglobalpeloclima/rx6m2
https://www.facebook.com/events/1267727536587680/
29 de novembro, Domingo, 15h00, Prada da República
http://www.kriscer.org/#!marchaglobalpeloclima/rx6m2
https://www.facebook.com/events/1267727536587680/
FARO: Encontro pelo clima
28 de novembro, Sábado, 17h00, Mercado Municipal de Faro
https://www.facebook.com/events/439132862941891/
28 de novembro, Sábado, 17h00, Mercado Municipal de Faro
https://www.facebook.com/events/439132862941891/
FÁTIMA: Altar do Mundo e as novas consciências
29 de novembro, Domingo, 21h00, Santuário de Fátima
https://www.facebook.com/events/897275666994993/
29 de novembro, Domingo, 21h00, Santuário de Fátima
https://www.facebook.com/events/897275666994993/
LISBOA: Marcha Mundial do Clima – Lisboa
29 de novembro, Domingo, 15h00, Martim Moniz
https://www.facebook.com/events/182123432128567/
LISBOA: Lavadeir@s em acção
30 de novembro, Segunda-feira, 17h00, Fundação Calouste Gulbenkian
https://www.facebook.com/events/1054829174579932/
29 de novembro, Domingo, 15h00, Martim Moniz
https://www.facebook.com/events/182123432128567/
LISBOA: Lavadeir@s em acção
30 de novembro, Segunda-feira, 17h00, Fundação Calouste Gulbenkian
https://www.facebook.com/events/1054829174579932/
PORTO: Exibição de "Isto Muda Tudo"
27 de novembro, Sexta-feira, 21h30, Cinema Passos Manuel
http://www.campoaberto.pt/?p=1711929
https://www.facebook.com/events/555999224564764/
27 de novembro, Sexta-feira, 21h30, Cinema Passos Manuel
http://www.campoaberto.pt/?p=1711929
https://www.facebook.com/events/555999224564764/
PORTO: Marcha Mundial dos Cidadãos pelo Clima
29 de novembro, Domingo, 15h00, Largo do Terreiro
https://www.facebook.com/events/1663987577212025/
29 de novembro, Domingo, 15h00, Largo do Terreiro
https://www.facebook.com/events/1663987577212025/
TAVIRA: Evento de Cidadania Activa Pelo Clima e Pela Paz
Conferências ASMAA e PALP – Exposição de ARTE Algarve Livre de Petróleo:
27 de novembro, Sexta-feira, 14h00 – 20h30, Biblioteca Municipal Alvaro de Campos
TAVIRA: Ciclo de Cinema Documental Sobre Transição Eco-Social com a exibição do filme “IN TRANSITION 2.0”
27 de novembro, Sexta-feira, 21h00, Clube de Tavira
https://www.facebook.com/events/510732422422636/
TAVIRA: Marcha Global Climática
29 de novembro, Domingo, 10h00, Praça da República
https://www.facebook.com/events/520962031401552/
Conferências ASMAA e PALP – Exposição de ARTE Algarve Livre de Petróleo:
27 de novembro, Sexta-feira, 14h00 – 20h30, Biblioteca Municipal Alvaro de Campos
TAVIRA: Ciclo de Cinema Documental Sobre Transição Eco-Social com a exibição do filme “IN TRANSITION 2.0”
27 de novembro, Sexta-feira, 21h00, Clube de Tavira
https://www.facebook.com/events/510732422422636/
TAVIRA: Marcha Global Climática
29 de novembro, Domingo, 10h00, Praça da República
https://www.facebook.com/events/520962031401552/
VOUZELA: Caminhada pelo Ambiente
29 de novembro, Domingo, 9h45, Largo da Feira
http://matasustentavel.weebly.com/calendaacuterios.html
29 de novembro, Domingo, 9h45, Largo da Feira
http://matasustentavel.weebly.com/calendaacuterios.html
Global Climate March – o site internacional
http://globalclimatemarch.org/en/
http://globalclimatemarch.org/en/
Chamada para a ação
https://climaximo.wordpress.com/…/2829-nov-marcha-mundial-…/
https://climaximo.wordpress.com/…/2829-nov-marcha-mundial-…/
Todos os eventos/ações, em atualização:
https://climaximo.wordpress.com/…/marcha-mundial-do-clima-…/
https://climaximo.wordpress.com/…/marcha-mundial-do-clima-…/
domingo, novembro 15, 2015
sábado, novembro 14, 2015
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