[retirado de SOL], citado por LUTA SOCIAL:
http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Politica/Interior.aspx?content_id
Dezenas de pessoas concentraram-se hoje à tarde à porta da sede do PS, em Lisboa, manifestando-se contra a política educativa do Governo e assobiando professores militantes socialistas e o secretário-geral do PS, José Sócrates, que entravam para uma reunião.
O primeiro-ministro minimizou o sucedido dizendo que eram militantes de outros partidos
A Lusa questionou vários dos presentes sobre o motivo da sua presençae todos disseram ser professores convocados por SMS para se juntaremhoje às 16h00 horas no Largo do Rato, alegando desconhecer quem estána origem dessa convocação.
Para hoje às 17h00 - na sede do PS - estava marcada uma reunião interna, que não consta da agenda pública de José Sócrates, entre o secretário-geral do PS e militantes professores de todo o país, em quepoderá estar também presente a ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues.
O secretário-geral do PS, José Sócrates, criticou as dezenas de manifestantes que o apuparam à entrada da reunião.
José Sócrates quis fazer uma declaração aos jornalistas para lamentara manifestação e declarou-se convencido de que os manifestantes são militantes de outros partidos, sem especificar de quais.«Nunca tinha visto isto em tantos anos de democracia e considero absolutamente lamentável. São militantes de outros partidos, eu seibem do que estou a falar», declarou.
Relacionados:
Hoje FENPROF garante não ter convocado a manifestação
********************************************************
Fica o protesto de um professor socialista de Viseu:
"Sócrates reúne-se com professores socialistas
Política de educação do Governo em análise.
O secretário-geral do PS, José Sócrates, reúne-se sábado, na sede nacional do seu partido, com professores socialistas de todos os distritos, encontro que tem como objectivo analisar a política de educação do Governo."
(Jornal de Notícias Sexta-feira, 15 de Fevereiro de 2008)
Então e EU ???!!!!
Não sou convidado ??? PORQUÊ ????
Preencho todos os requisitos:
1 Sou militante
2 Sou de um distrito (VISEU)
3 Sou professor
4 Tenho as quotas em dia
5 Sem de cor e salteado dizer a oração : "SIM CHEFE ! SIM CHEFE !"
6 Conheço a sede e já fui a Lisboa
7 Não tenho faltas
8 Não sou titular
9 Prometo cumprir e fazer cumprir TUDO o que o Ministério decretar
Caramba, fico chateado !
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Requisitos a preencher pelos opositores ao Concurso de Melhor
Professor Nacional
Requisitos a preencher (cumulativamente) pelos opositores ao Concurso de
Melhor Professor Nacional
a) Ser capaz de soletrar a expressão "Maria de Lurdes Rodrigues, Vossa Excelência", em
pelo menos 34 línguas diferentes;
b) Ser especialista em vénias;
c) Nunca ter ousado pronunciar o nome de Sinistra em vão (de escada);
d) Ter feito um requerimento ao ME a pedir o prolongamento da idade da reforma até aos
77 anos, com uma redução de ordenado de 5% em cada ano subsequente aos 65.;
e) Ter realizado 95 % do total de substituições da escola, declarando no jornal escolar que
o fez porque trabalha por gosto;
f) Ter sido coordenador de três departamentos diferentes, sempre com a aura de
excelência visível em qualquer actividade;
g) Declarar já ser capaz de ser um "genérico", sem estar à espera que o diploma legal
surta efeito, demonstrando um espírito de iniciativa muito para além do comum na indústria
farmacêutica;
h) Leccionar 4 turmas de LPO, mais três de Inglês, 7 de Matemática (...), colaborar com
a professora de apoios em actividades por si delineadas, substituir a psicóloga escolar
nas suas faltas e impedimentos, acompanhar os encarregados de educação quando
estes acompanham os filhos à escola;
i) Ser portador de um espírito de missão reconhecido e atestado por um número mínimo
de 112 docentes, 11245 discentes e 1124765 displicentes;
j) Ser o director do jornal escolar, o webmaster da página escolar, o coordenador dos
directores de turma; o Presidente do Executivo, do Pedagógico, da Área de Projecto, do
Estudo Acompanhado, da Comissão de Acompanhamento das Actividades Gratuitas de
Substituição;
l) Ter uma pós-graduação em salamaleques genéricos, um mestrado genérico em
agachamento prolongado, um doutoramento mais genérico em "louvar a sinhoura";
m) Ter publicado pelos menos dois artigos em jornais nacionais, defendendo a
instituição do prémio e criticando os que, malevolamente, tem vindo a afirmar que com o
dinheiro roubado em ordenados se poderiam instituir 232589 prémios daquele montante;
n) Ter apresentado publicamente uma proposta inovadora de reconversão das carreiras:
a do professor, a do professor titular e a do professor titular plus, com critérios de
progressão baseados na excelência e no número de vezes que cada professor é capaz de
dizer "Vossa Excelência" por minuto;
o) Ser um arauto do Portugal Moderno e da Escola Pública de Qualidade, do rigor, da
excelência, do trabalho que liberta, da valorização em horário pós-laboral, da exigência e ser
capaz de demonstrar que as medidas para os professores são boas, eles é que têm
uma limitada capacidade de entendimento...
p) Ser capaz de escrever um texto com alíneas até ao "p".
Retirado de http://nafloresta.blogspot.com/2007/01/requisitos-prrencher-pelos-opositores.html
Socialismo libertário, eco-socialismo, para uma alternativa democrática, socialista e anti-capitalista com dimensão internacional!
sábado, fevereiro 16, 2008
MINISTRO MANDA INVESTIGAR LICENCIATURAS-RELAMPAGO (*)
Ministro manda investigar licenciaturas-relâmpago
Seis a nove seminários fariam de bacharéis engenheiros e gestores.
O Ministério do Ensino Superior está a investigar um protocolo "manifestamente ilegal" entre o Sindicato Nacional dos Engenheiros (SNE) e o Estabelecimento de Ensino Superior de Beja Dinensino), que permitiria a bacharéis a obtenção de "licenciaturas pré-Bolonha" em Engenharia Civil, Gestão de Empresas ou Informática de Gestão, bastando para tal a frequência de seis a nove seminários presenciais - o número dependia da experiência e do currículo - a terem lugar aos sábados.
Diário de Notícias 15 de Fevereiro de 2008
* (enviado por João Botelho)
Seis a nove seminários fariam de bacharéis engenheiros e gestores.
O Ministério do Ensino Superior está a investigar um protocolo "manifestamente ilegal" entre o Sindicato Nacional dos Engenheiros (SNE) e o Estabelecimento de Ensino Superior de Beja Dinensino), que permitiria a bacharéis a obtenção de "licenciaturas pré-Bolonha" em Engenharia Civil, Gestão de Empresas ou Informática de Gestão, bastando para tal a frequência de seis a nove seminários presenciais - o número dependia da experiência e do currículo - a terem lugar aos sábados.
Diário de Notícias 15 de Fevereiro de 2008
* (enviado por João Botelho)
terça-feira, fevereiro 12, 2008
TIMOR - LESTE: O QUE FAZER COM O PETRÓLEO?
É, de facto, muito estranho: dizem que terá havido uma tentativa de golpe de estado em Timor-Leste ... mais própriamente em Dili! Sim, porque uma coisa é Timor-Leste e outra é Dili ....Na capital timorense desenrolam-se muitos cenários de aprendizagem "democrática" ... entre aspas, porque tem a ver com uma importação dos piores tiques que as democracias liberais ocidentais cultivam: as intrigas, as jogadas de poder, o parlamentarismo onde os deputados só se representam a si mesmos, os grandes negócios em nome de "segredos de estado" ...
Timor-Leste teve uma guerrilha de libertação contra o poderoso invasor indonésio ... resistiu, lutou e venceu! Mas, agora, parece que não consegue (será mesmo assim?) organizar a sua própria defesa ... é estranho, que tenha de recorrer (tem mesmo?) à tropa australiana (que lá se vai reforçando!...) ou à GNR portuguesa.
E também é estranho que quem soube resistir e lutar contra o invasor indonésio, não tenha conseguido neutralizar um grupo marginal liderado por uma major com sede de filmes do Rambo ... mais, até parece que tiveram que encenar (!!) um golpe de estado para acabar com esse tal major!
É tudo muito estranho ... porque em Timor-Leste parece a política dita democrática se sucede ao ritmo de agora eu sou presidente e tu primeiro-ministro, mas depois rodamos ... tá?!?! O petróleo lá continua com os australianos (só?) de olho (armado) nele! De olho nele ... atento ... mas, muito pouco atento na prevenção de "golpes de estado"!
domingo, fevereiro 10, 2008
MANUEL ALEGRE QUER MESMO CRIAR UMA CORRENTE NO PS? E PARA QUÊ?
Quando Manuel Alegre se candidatou a secretário-geral do PS prometeu organizar os seus apoiantes ... o resultado dessa promessa foi ... ZERO!Inclusivamente apoiantes seus mais mediáticos passaram (e ainda lá estão!) a ocupar lugares de relevo no governo e no partido dirigido por Sócrates.
Quando se candidatou a Presidente da Republica e alcançou o célebre (mas inconsequente!...) resultado de mais de um milhão de votos, voltou a prometer organização e intervenção ... é certo que apareceu o MIC, mas alguém deu pela sua intervenção?
Recentemente na votação sobre se deveria ser respeitada a promessa de referendo sobre o chamado "Tratado Constitucional Europeu" (agora apelidado de Lisboa), Manuel Alegre absteve-se, defendendo uma posição do tipo "nim" ... Enquanto isso, o seu camarada de partido, António José Seguro, votou favorávelmente à realização do referendo!
Agora perante 170 militantes socialistas do PS, seus apoiantes, Manuel Alegre volta a prometer a organização de uma "corrente de opinião socialista" ... qualquer socialista, pertencente a qualquer organização socialista, saúda essa iniciativa de Alegre. Porque o socialismo precisa de debate, precisa de mais e mais militantes, precisa, sobretudo, de mais acção para a definição de uma alternativa ao neo-liberalismo, representado, por exemplo, pelo actual governo e pela direcção sócratica do partido de Manuel Alegre e de José Sócrates.
No entanto, na recente entrevista de Manuel Alegre ao Público, continua a dizer que " é muito difícil mudar um partido por dentro" . Pergunta-se então: o que pretende Manuel Alegre com a criação de uma corrente? Será que quer uma corrente para discutir, discutir e discutir sem acções concretas para se constituir como alternativa ao que José Sócrates representa e tem representado? Será que nos momentos decisivos se vai voltar a abster (como na questão do referendo europeu) ou a receber de Sócrates umas palmadinhas nas costas por ser uma espécie de justificação à esquerda para as políticas neo-liberais do governo?
Infelizmente as acções de Manuel Alegre lembram aquelas brincadeiras do "agarra-me senão bato nele" ... para depois nada acontecer, a não ser a fuga de quem ameaçava!
quarta-feira, fevereiro 06, 2008
CONTRA O FIM DO ENSINO ESPECIALIZADO DA MÚSICA EM PORTUGAL(*)

"Contra o Fim do Ensino Especializado da Música em Portugal"
Carta aberta
A todos os que respeitam a alma humana, a juventude, a liberdade de expressão.
A todos os que não podem ver cometer crimes impunemente.
Já chega!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Já ninguém fala senão portugueiro, ou brasilês, ou como quiserem chamar-lhe. Estamos a cair num estado de estupidez muito pior do que na época do fascismo.
Somos roubados todos os dias por um punhado de selvagens que dispõem do nosso tempo, do nosso dinheiro e da nossa vida, para partilharem entre eles os frutos das ilegalidades obscenas que cometem impunemente.
É urgente impedir mais actos indecentes, que são imorais da parte de um governo "democrático" e uma vergonha para a nação portuguesa! Temos de salvar o pouco que nos resta de dignidade, se não queremos que o futebol e as telenovelas sejam o único símbolo da cultura portuguesa…!
Assinem, por favor, e mandem para todos os vossos amigos e conhecidos, é preciso muita gente, para termos peso contra o poder estabelecido e os chacais que nos querem comer vivos!
Obrigada
Ana Jacobetty
(*enviado por João Botelho)
sábado, fevereiro 02, 2008
SOBRE O REGÍCIDIO: SOMOS MESMO UMA REPUBLICA?
O Presidente da Republica inaugurou uma estátua do Rei D.Carlos e pronunciou um discurso onde aquele rei foi elevado aos píncaros da perfeição, na presença babada do actual candidato ao trono que já não existe ... a imprensa, toda ela, não se cansou de falar sobre o assunto ... um deputado monárquico até quis por a Assembleia da Republica a votar a inclusão da data do regícidio da lista dos "lutos nacionais" ...
Será que somos mesmo uma Républica ou já somos sómente uma espécie de Républica, na mesma linha de que esta democracia já é só uma espécie de democracia ... a Républica já não se lembra bem do 5 de Outubro de 1910, tal como a actual democracia já não se lembra bem do 25 de Abril de 1974 ... ambas as datas só servem para comemorações oficiais!
Será que somos mesmo uma Républica ou já somos sómente uma espécie de Républica, na mesma linha de que esta democracia já é só uma espécie de democracia ... a Républica já não se lembra bem do 5 de Outubro de 1910, tal como a actual democracia já não se lembra bem do 25 de Abril de 1974 ... ambas as datas só servem para comemorações oficiais!
CANCRO DA MAMA E GOLFE: iniciativa louvável ou pura manobra publicitária?
O Presidente da Republica associou-se a uma iniciativa promovida por quem habitualmente joga golfe, em locais como a Quinta da Marinha, em Cascais, ou algum "green" algarvio, para divulgarem a luta contra o cancro da mama.
Louvável a iniciativa ... no entanto, há algo que não bate certo: será que as mulheres que mais necessitam de esclarecimentos sobre o despite do cancro da mama, frequentam os "green" de golfe?
Será que foi mesmo uma iniciativa sobre o cancro da mama ou uma manobra de publicidade por parte de quem o dinheiro resolve (quase) todos os problemas de falta de esclarecimento?
No mínimo ... fica a dúvida!
MOVIMENTO "Escola Pública pela Igualdade e Democracia"
LANÇAMENTO DO MOVIMENTO "ESCOLA PÚBLICA PELA IGUALDADE E DEMOCRACIA"COM DEBATE
"ESCOLA: PARTICIPAÇÃO E DEMOCRACIA"E QUE DIZER DO MODELO DE GESTÃO DAS ESCOLAS PROPOSTO PELO GOVERNO?
SÁBADO, DIA 9 DE FEVEREIRO, 16H, ASSOCIAÇÃO 25 DE ABRIL
(Rua da Misericórdia, nº95, Bairro Alto-Lisboa)
ORADORES CONFIRMADOS:
ANA BENAVENTE (Investigadora em Educação)
SÉRGIO NIZA (Movimento Escola Moderna)
LUIZA CORTESÃO (Professora Catedrática jubilada da Universidade do Porto, Presidente da direcção do Instituto Paulo Freire)
O manifesto "Escola Pública pela Igualdade e democracia" já está online nesta morada:
http://www.PetitionOnline.com/mudar123/petition.html
"ESCOLA: PARTICIPAÇÃO E DEMOCRACIA"E QUE DIZER DO MODELO DE GESTÃO DAS ESCOLAS PROPOSTO PELO GOVERNO?
SÁBADO, DIA 9 DE FEVEREIRO, 16H, ASSOCIAÇÃO 25 DE ABRIL
(Rua da Misericórdia, nº95, Bairro Alto-Lisboa)
ORADORES CONFIRMADOS:
ANA BENAVENTE (Investigadora em Educação)
SÉRGIO NIZA (Movimento Escola Moderna)
LUIZA CORTESÃO (Professora Catedrática jubilada da Universidade do Porto, Presidente da direcção do Instituto Paulo Freire)
O manifesto "Escola Pública pela Igualdade e democracia" já está online nesta morada:
http://www.PetitionOnline.com/mudar123/petition.html
quinta-feira, janeiro 31, 2008
Levantamentos nas caixas ATM vai custar 1,50

Os bancos preparam-se para nos cobrarem 1,50 Eur por cada levantamento nas caixas ATM.
Isto é, de cada vez que levantar o seu dinheiro com o seu cartão, o banco vai almoçar à sua conta .
Este "imposto" (é mesmo uma imposição, e unilateral) aumenta exponencialmente os lucros dos bancos, que continuam a subir na razão directa da perda de poder de compra dos Portugueses.
Este é um assunto que interessa a todos os que não são banqueiros e não têm pais ricos. Quem não estiver de acordo e quiser protestar, assine a petição e reencaminhe a mensagem para o maior número de pessoas conhecidas. Já vai para cima de 100 000 !
http://www.petitiononline.com/bancatms/
DIVULGUEM ESTE EMAIL, PF. JÁ CHEGA DE SERMOS ROUBADOS PELA BANCA AO COBRO DA LEI.
JÁ SÓ FALTA UMA PETIÇÃO PARA MUDAR A LEI.
(mail enviado por João Botelho)
quarta-feira, janeiro 30, 2008
REMODELAÇÕES DE ... COSMÉTICA!
José Sócrates, o primeiro ministro e responsável pelas políticas de cada ministério, declarou (segundo o Público) "Remodelação: José Sócrates diz que “compreendeu” a preocupação das pessoas" ... No entanto, continua a insistir " que as polémicas em torno da saúde, com "a demagogia" da contestação, e do encerramento de serviços e urgências, estavam a afectar o Serviço Nacional de Saúde (SNS) e a imagem dos médicos. "
Ou seja, diz "compreender" as pessoas, mas continua a considerar que essas mesmas pessoas fazem "demagogia" quando se manifestam ...
O melhor seria mesmo remodelar o próprio primeiro-ministro, para que viessem outras políticas e outras atitudes perante as pessoas ...
Ou seja, diz "compreender" as pessoas, mas continua a considerar que essas mesmas pessoas fazem "demagogia" quando se manifestam ...
O melhor seria mesmo remodelar o próprio primeiro-ministro, para que viessem outras políticas e outras atitudes perante as pessoas ...
terça-feira, janeiro 29, 2008
SENHORAS E SENHORES ... EIS O "CIRCO" DA FINANÇA!...

ESTA NOTÍCIA É ELUCIDATIVA DO DESNORTE QUE PASSA PELAS EMPRESAS DE SUCESSO (!) DO SECTOR FINANCEIRO, COM O GOVERNO A ABRILHANTAR O CIRCO:
Teixeira dos Santos acusa BCP de montar operação “bem urdida” para iludir supervisão
29.01.2008 - 17h37
Por Eduardo Melo, Cristina Ferreira
Nuno Ferreira Santos (arquivo)
Teixeira dos Santos implicou directamente os auditores e o controlo interno do BCP como os “primeiros responsáveis" pela ocultação da situação do banco.
O ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, acusou hoje o BCP de “delinear uma operação bem montada e bem urdida para escapar ao controlo das autoridades” de supervisão, “que impediu qualquer hipótese” de os supervisores a detectarem.
“O BCP montou essas operações” e “envolveu-as em informações erradas”, o que torna este processo muito grave”, explicou o ministro aos deputados da comissão parlamentar de Orçamento e Finanças.
“Os responsáveis pelo banco tinham a obrigação de conhecer e de denunciar as irregularidades [no BCP]”, disse o ministro, que implicou directamente os auditores e o controlo interno como os “primeiros responsáveis por esta situação”.
“Os gestores tinham a obrigação de saber, e sabendo, denunciar às autoridades”, repetiu ainda o governante.Teixeira dos Santos comunicou aos deputados que “o BCP criou uma teia complexa de relações [entre gestores, accionistas, técnicos] que impediu que os supervisores averiguassem, o que só foi possível actuar depois de haver uma denúncia”.
Ao seu gabinete, disse, chegou uma denúncia sobre o caso BCP no início de Dezembro, tendo o assunto sido despachado para o secretário de Estado do Tesouro.
Para o ministro, “as perguntas feitas ao BCP pela CMVM foram as correctas, mas a forma como a operação foi montada e planeada impediu o supervisor de cumprir a sua função”, considerou novamente o titular das Finanças, que informou os deputados que as “’off-shores’ detinham sempre menos de dois por cento do capital do BCP”, com o objectivo de não serem identificadas.
CADERNOS "LUTA SOCIAL": publicações pela unidade e solidariedade!

TRIBUNA SOCIALISTA associa-se ao convite de LUTA SOCIAL:
O «Luta Social», colectivo anti-autoritário de luta de
classes, orgulha-se de retomar as suas publicações, com um
primeiro número de Cadernos «Luta Social». Estes cadernos
estão centrados em eixos temáticos. Este primeiro número é
constituído, na sua maior parte, por artigos centrados em
torno da temática das relações África / Europa nos dias de
hoje.
Porque acreditamos que é pela unidade e solidariedade que
conseguiremos realizar a verdadeira mudança é com todo o
prazer que Vos convidamos a estar presentes na livraria
Letra Livre, Calç. do Combro, nº 139 / 1200 - 113 LISBOA
(Telefone: 21 34610 75). no dia 31 de Janeiro pelas 18 horas,
para a apresentação do primeiro número dos cadernos "Luta
Social".
Com as nossas saudações fraternas e na expectativa do nosso
encontro em Lisboa,
O Colectivo Luta Social
GOVERNO: NOVIDADES OU ... RECAUCHUTAGEM?
Correia de Campos sai da Saúde e Isabel Pires de Lima sai da Cultura ... o "resto" fica tudo da mesma ... na política do governo não há qualquer remodelação!José Sócrates remodela pessoas mas não as políticas ... aliás, os novos ministros já declararam a sua fidelidade às políticas dos seus antecessores ...
Parece que afinal não há nada de novo ... só uma mera recauchutagem!...
segunda-feira, janeiro 28, 2008
MANIFESTO
O "MANIFESTO" que se divulga é da responsabilidade de Francisco Trindade, o qual apela a que "Se concordas com o MANIFESTO divulga-o o mais possível. Para mais informações usa o seguinte e-mail profsemluta@hotmail.com":
MANIFESTO
Os professores estão a atravessar o momento mais negro da sua vida profissional desde o 25 de Abril.
Os professores estão a atravessar o momento mais negro da sua vida profissional desde o 25 de Abril.
Com um pacote legislativo concebido em sucessivas fases, começando pelo novo Estatuto da Carreira Docente e culminando com o novo modelo de gestão escolar, passando pelo Decreto Regulamentar da avaliação de desempenho, a actual equipa do Ministério da Educação desferiu um golpe profundo na imagem social dos professores, na sua identidade enquanto grupo profissional e nas condições materiais e simbólicas necessárias para que os mesmos se empenhem na qualidade do ensino.
A um sentimento de enorme frustração soma-se hoje a insegurança quanto ao futuro profissional, uma insegurança decorrente de todos os mecanismos de fragilização da carreira e de instabilidade de emprego que o governo actual tem vindo a introduzir.Torna-se agora cada vez mais evidente que os professores deste país foram as cobaias de um ataque aos direitos laborais, segundo uma receita de efeitos garantidos: uma campanha inicial de difamação orquestrada com a cumplicidade de uma comunicação social subserviente, que visou justificar, no plano retórico e propagandístico, a redução sistemática de direitos no plano jurídico.
Hoje é também óbvio que este programa teve como objectivo essencial a quebra do estatuto salarial dos professores, que passaram a trabalhar mais pelo mesmo dinheiro, que viram a progressão na carreira arbitrariamente interrompida, e que foram, desse modo, uma das principais fontes drenadas pelo governo para satisfazer a sua obsessão de combate ao défice.
Hostilizados por uma opinião pública intoxicada e impreparada para reconhecer aos docentes a relevância da sua profissão, desprovidos dos meios legais e materiais que lhes permitiriam dignificar o seu trabalho, é com fatalismo, entremeado por uma revolta surda, que os professores deste país encaram hoje o futuro mais próximo. Muitos consideram o Estatuto da Carreira Docente como um facto consumado, procurando adaptar-se-lhe o melhor possível.
No entanto, as piores consequências desse Estatuto só agora começarão a revelar-se, e há sinais de que a ofensiva do governo contra os professores e contra a escola pública não chegou ainda ao fim:
Este ano vai ter início o processo de avaliação do desempenho, pautado pela burocratização extrema, por critérios arbitrários e insuficientemente justificados que poderão abrir a porta para acentuar o clima de divisão e a quebra de solidariedade entre os professores, para «ajustes de contas» adiados, para a perseguição aos profissionais que se desviem da ideologia pedagógica dominante, para a subordinação dos resultados dos alunos à demagogia ministerial do sucesso escolar compulsivo.
· O governo prepara-se para aprovar, sem discussão pública que mereça esse nome, um novo modelo de gestão escolar que se traduz pela redução ainda maior da democracia nos estabelecimentos de ensino, já antecipada ao nível do Estatuto da Carreira Docente, pela diminuição drástica da influência dos professores, atirados para uma posição subalterna nos órgãos directivos, pela sua subordinação a instâncias externas, muitas vezes movidas por interesses opostos ao rigor e à exigência do processo educativo.
· Finalmente, o governo tem também a intenção de suprimir as nomeações definitivas para a grande maioria dos funcionários públicos, iniciativa que terá particular incidência numa classe docente cuja garantia de emprego já está, em muitos casos, consideravelmente ameaçada.Tudo isto deveria impor, desde já, a mobilização dos professores e o abandono de uma postura de resignação. Não há processos legislativos irreversíveis. Por outro lado, não podemos esperar por uma simples mudança de ciclo eleitoral ou de legislatura para que o ataque à nossa condição profissional seja invertido. Ninguém, a não sermos nós, poderá lutar pelos nossos direitos.Por tudo isto, e para contrariar a atitude cabisbaixa que impera entre a classe docente, consideramos importante lançar um conjunto de iniciativas, algumas delas faseadas, outras que poderão ser desenvolvidas em paralelo.
Assim, propomos:
- apoiar o movimento, que começa a surgir na blogosfera dedicada à nossa profissão, no sentido de se alargar o prazo de discussão do novo modelo de gestão escolar, e organizar nas escolas espaços de debate desse projecto-lei, tendo o cuidado de o situar no quadro mais geral dos constrangimentos legislativos a que hoje se encontra sujeita a nossa actividade profissional;
- promover, nas diferentes escolas e nos agrupamentos de escolas, a discussão sobre as condições de aplicação do Decreto que regulamenta a avaliação de desempenho dos professores, tendo em conta a necessidade de se fixar critérios mínimos de rigor e de justiça nessa avaliação, e considerando que, se a avaliação dos alunos tem sido objecto de muita elucubração teórica, as escolas se preparam para avaliar os docentes sem ponderarem devidamente as dificuldades científicas e deontológicas que semelhante processo suscita;
- encetar um processo de contestação do Estatuto da Carreira Docente nos tribunais portugueses e nas instâncias judiciais europeias, considerando que esse diploma atinge direitos que não são simplesmente corporativos, mas que constituem a base mínima da dignificação de qualquer actividade profissional.
- pressionar os sindicatos para que estes retomem os canais de comunicação com os professores e efectuem um trabalho de proximidade junto destes, o qual passa pela deslocação regular dos seus representantes às escolas a fim de auscultar directamente os professores e de discutir com eles as iniciativas a desenvolver;
- contactar jornalistas e opinion-makers que, em diferentes órgãos de comunicação, tenham mostrado compreensão pelas razões do descontentamento dos professores e apreensão perante o rumo do sistema de ensino em Portugal, no intuito de os incentivar a prosseguirem com a linha crítica das suas intervenções e de lhes fornecer informação sobre o que se passa nas escolas;
- propor políticas educativas que se possam constituir em defesa de uma escola pública de qualidade, que não seja encarada como simples depósito de crianças e de adolescentes e como fábrica de «sucesso escolar» estatístico, políticas capazes de fornecer alternativas para as orientações globais do Ministério da Educação e para as reformas mais gravosas que o mesmo introduziu na nossa profissão.
EXEMPLOS ATRÁS DE EXEMPLOS: O MERCADO FINANCEIRO ESTÁ SEM CONTROLO?

É absolutamente escandaloso o que se passa em alguns bancos portugueses.
Mas ... será só em alguns ou acendeu-se uma espécie de rastilho que acabará por pegar fogo a todos os bancos?
Primeiro foi o Millennium Bcp, agora é (novamente!!) o BPN ... e enquanto isto, parece que o Banco de Portugal, a autoridade supervisora, lá vai revelando incapacidade e incompetência no cumprimento das funções que lhe estão reservadas!
Entretanto, no meio de tanta crise e tantas trapalhadas na gestão de bancos, o BES anuncia (ainda bem!...) lucros recordes ... aumenta os lucros de um ano para o outro em mais de 44%!
Há qualquer coisa aqui que não bate certo!
E o que não bate mesmo certo, é que parece que, neste Estado dito de "Direito", há leis para a generalidade dos cidadãos e outras (parece que mais ... maleáveis!) que se adaptam ao que as gestões bancárias ... querem! Para depois, passados uns tempos, se descobrirem uma série de podres ...
Parece é que o Banco de Portugal supervisiona só o acessório e não vê o essencial ... e se os trabalhadores bancários pudessem ter algum controlo sobre a gestão dos bancos, através das suas comissões de trabalhadores? Será que não seria um contributo para acabar com esta autentica "républica das bananas"?
domingo, janeiro 27, 2008
FARTOS/AS D'ESTES RECIBOS VERDES: 4800 SOLIDÁRIAS/OS!!
Na próxima quinta-feira, dia 31 de Janeiro, vai ser entregue na Assembleia da República a petição promovida pelo FERVE – Fartos/as d'Estes Recibos Verdes.
Ao longo de dois meses, graças ao meritório esforço de todos/as quantos/as se solidarizaram com esta causa, foram recolhidas cerca de 4800 assinaturas, em papel, provenientes de Portugal e do estrangeiro.
O resultado deste esforço vai agora ser entregue ao Presidente da Assembleia da República, Dr. Jaime Gama, numa audiência que contará com a presença do FERVE e também de João Pacheco (jornalista e membro dos Precári@s Inflexíveis) e José Luís Peixoto (escritor).
A todos/as quantos colaboraram na recolha de assinaturas, o nosso sincero agradecimento!
Pelo FERVE;
Cristina Andrade-- FERVEFartos/as d'Estes Recibos Verdeswww.fartosdestesrecibosverdes.blogspot.com
Ao longo de dois meses, graças ao meritório esforço de todos/as quantos/as se solidarizaram com esta causa, foram recolhidas cerca de 4800 assinaturas, em papel, provenientes de Portugal e do estrangeiro.
O resultado deste esforço vai agora ser entregue ao Presidente da Assembleia da República, Dr. Jaime Gama, numa audiência que contará com a presença do FERVE e também de João Pacheco (jornalista e membro dos Precári@s Inflexíveis) e José Luís Peixoto (escritor).
A todos/as quantos colaboraram na recolha de assinaturas, o nosso sincero agradecimento!
Pelo FERVE;
Cristina Andrade-- FERVEFartos/as d'Estes Recibos Verdeswww.fartosdestesrecibosverdes.blogspot.com
quinta-feira, janeiro 24, 2008
SAÚDE: UM BEM SEM PREÇO

A petição em defesa do Serviço Nacional de Saúde e pelo fim das taxas moderadoras foi lançada publicamente e conta entre os primeiros signatários o fundador do SNS António Arnaut, os deputados Manuel Alegre e João Semedo, o recém-reeleito bastonário dos médicos Pedro Nunes e o ex-bastonário dos farmacêuticos e antigo presidente do Infarmed, José Aranda da Silva.
A petição também pode ser assinada em http://www.snsparatodos.net/ .
Nos próximos meses, a campanha em defesa do Serviço Nacional de Saúde vai percorrer o país com bancas de assinaturas e sessões públicas com a presença dos primeiros subscritores. A petição, que tem como objectivo recolher 100 mil assinaturas, quer obrigar o parlamento a tomar as "decisões políticas necessárias ao reforço da responsabilidade do Estado no financiamento, na gestão e na prestação de cuidados de saúde, através do SNS geral, universal e gratuito".
Assina a petição em http://www.snsparatodos.net/!
Assina a petição em http://www.snsparatodos.net/!
PETIÇÃO PARA QUE O CANCRO DO COLO DO ÚTERO SUBA AO PARLAMENTO EUROPEU
Mensagem do Dr. Daniel Pereira da Silva director do serviço de Ginecologia doInstituto Português de Oncologia (IPO) de Coimbra... 2 minutos...
Caros Amigos e Amigas
Preciso da vossa ajuda.
Assinem a petição www.cervicalcancerpetition.eu ,
para que o cancro do colo do útero venha a ser discutido no parlamento europeu, de modo a que os rastreios sejam uma realidade em todos os países, nomeadamente em Portugal, onde só existe na região centro.
(clicar sobre a bandeira do País para efectuar a petição.Basta inscrever o apelido, nome, País e email )
Caros Amigos e Amigas
Preciso da vossa ajuda.
Assinem a petição www.cervicalcancerpetition.eu
para que o cancro do colo do útero venha a ser discutido no parlamento europeu, de modo a que os rastreios sejam uma realidade em todos os países, nomeadamente em Portugal, onde só existe na região centro.
(clicar sobre a bandeira do País para efectuar a petição.Basta inscrever o apelido, nome, País e email )
ESQUERDA.NET: mero acidente informático ou ataque premeditado?
O Esquerda.net, um espaço de informação do Bloco de Esquerda, foi objecto ontem de um ataque informático.Não é a primeira vez que espaços de informação e de acção associados às esquerdas e a movimentos anti-capitalistas são objecto de "estranhos" problemas informáticos.
Os ditos problemas acabam por ser resolvidos, mas fica sempre a dúvida se não terão sido ataques premeditados por parte de quem se sente social e/ou politicamente incomodado.
TRIBUNA SOCIALISTA é um espaço socialista libertário que se solidariza com a Bloco de Esquerda!
terça-feira, janeiro 22, 2008
EM DEFESA DO SERVIÇO NACIONAL DE SAÚDE!

Começou este domingo, no Hospital Amadora Sintra, a recolha de assinaturas da petição Saúde, um bem sem preço. Para assinalar o início desta campanha pela defesa e reforço do Serviço Nacional de Saúde, um conjunto de activistas do Bloco de Esquerda esteve à porta de um dos hospitais mais movimentados da grande Lisboa, tendo conseguido juntar perto de 300 assinaturas em 2 horas.
Presentes no local, estiveram os deputados Francisco Louçã e João Semedo. Comentando a decisão de levar a cabo esta petição, Louçã aludiu à sua capacidade mobilizadora, uma vez que se trata de uma temática que diz respeito a toda a população, que poderá, desta forma, dizer ao governo "que quer uma alternativa responsável aos negócios que estão a torpedear a saúde em Portugal".
O objectivo final é chegar às 100 mil assinaturas. Estas serão recolhidas em iniciativas públicas por todo o país e na Internet, e terão, segundo o Bloco, a força de dizer ao parlamento do descontentamento da população com os caminhos que o SNS está a tomar, abeirando-se de forma perigosa da sua desarticulação e privatização.
A escolha do local para a iniciativa não foi ocasional: estes hospital foi o primeiro que, no serviço Nacional de Saúde, foi entregue à gestão privada. Embora existam sinais de que esta opção não foi a melhor, não se conhecem ao certo os seus resultados, uma vez que os relatórios de contas desta unidade se encontram por aprovar desde 2002, apesar do imperativo contratual que determina a sua apresentação anual. Este incumprimento foi uma das razões que levaram o grupo parlamentar do Bloco a propor, no passado mês de Novembro, uma comissão de inquérito ao Amadora-Sintra, prontamente recusada pelo Partido Socialista.
A campanha prossegue amanhã, com a realização de uma sessão pública em Coimbra, que contará com a presença de António Arnaut, João Semedo e Pedro Ferreira (investigador e docente na FEUC).
Presentes no local, estiveram os deputados Francisco Louçã e João Semedo. Comentando a decisão de levar a cabo esta petição, Louçã aludiu à sua capacidade mobilizadora, uma vez que se trata de uma temática que diz respeito a toda a população, que poderá, desta forma, dizer ao governo "que quer uma alternativa responsável aos negócios que estão a torpedear a saúde em Portugal".
O objectivo final é chegar às 100 mil assinaturas. Estas serão recolhidas em iniciativas públicas por todo o país e na Internet, e terão, segundo o Bloco, a força de dizer ao parlamento do descontentamento da população com os caminhos que o SNS está a tomar, abeirando-se de forma perigosa da sua desarticulação e privatização.
A escolha do local para a iniciativa não foi ocasional: estes hospital foi o primeiro que, no serviço Nacional de Saúde, foi entregue à gestão privada. Embora existam sinais de que esta opção não foi a melhor, não se conhecem ao certo os seus resultados, uma vez que os relatórios de contas desta unidade se encontram por aprovar desde 2002, apesar do imperativo contratual que determina a sua apresentação anual. Este incumprimento foi uma das razões que levaram o grupo parlamentar do Bloco a propor, no passado mês de Novembro, uma comissão de inquérito ao Amadora-Sintra, prontamente recusada pelo Partido Socialista.
A campanha prossegue amanhã, com a realização de uma sessão pública em Coimbra, que contará com a presença de António Arnaut, João Semedo e Pedro Ferreira (investigador e docente na FEUC).
sexta-feira, janeiro 18, 2008
PETIÇÃO CONTRA A COBRANÇA DE EUR 1,50 POR CADA LEVANTAMENTO NAS ATM
Os bancos preparam-se para cobrarem 1,50 Eur por cada levantamento nas caixas ATM .
Este "imposto" (é mesmo uma imposição, e unilateral) aumenta exponencialmente os lucros dos bancos, que continuam a subir na razão directa da perda de poder de compra dos Portugueses.
Quem não estiver de acordo e quiser protestar, assine a petição e reencaminhe a mensagem para o maior número de pessoas conhecidas.
Já vai para cima de 145 000 assinaturas !!!
http://www.petitiononline.com/bancatms/
DIVULGUEM , PF.
Este "imposto" (é mesmo uma imposição, e unilateral) aumenta exponencialmente os lucros dos bancos, que continuam a subir na razão directa da perda de poder de compra dos Portugueses.
Quem não estiver de acordo e quiser protestar, assine a petição e reencaminhe a mensagem para o maior número de pessoas conhecidas.
Já vai para cima de 145 000 assinaturas !!!
http://www.petitiononline.com/bancatms/
DIVULGUEM , PF.
terça-feira, janeiro 15, 2008
BCP: qual a diferença com as votações norte-coreanas?
Com quase 98% dos votos dos accionistas, o ex-Presidente do maior banco "público" português foi eleito Presidente do maior banco privado português ...98% é das tais votações que indiciam que os problemas que levaram à crise do BCP, quase de certeza, se manterão, parecendo uma votação resultado de alianças entre familias de accionistas que administrativamente querem por água na fervura ...
Os accionistas parecem uma espécie de entidades planantes que gerem o seu dinheiro, estando nas tintas com os trabalhadores e os clientes do BCP, a quem nunca deram uma palavra de esclarecimento sobre o que aconteceu e sobre as orientações do banco ...
O maior banco privado português deu um exemplo do tipo de democracia que o capitalismo neo-liberal é capaz de produzir ... e a solução (!) encontrada mostra também a promiscuidade que existe entre os interesses privados e o interesses "públicos" que não são nada "públicos", mas antes, são dominados pelos interesses privados ... nas barbas e com a benção do governo sócratico!
terça-feira, janeiro 08, 2008
JOSÉ SÓCRATES: PROMETER PARA NÃO CUMPRIR! ... MAIS UMA PROMESSA QUE CAI!
José Sócrates aliado a Durão Barroso, com a pressão e a benção de Aníbal Cavaco Silva, prepara(m)-se para deixar cair mais uma promessa eleitoral: o referendo ao tratado constitucional europeu, agora apelidado de "Tratado de Lisboa".José Sócrates vai ainda representar um papel dramático perante a comissão nacional do seu adormecido e sonambulo partido "S" (quanto mais tempo permanecerá esse "s" a dizer "socialista"?): deverá dizer aos dirigentes sócraticos que uma europa democrática e com os cidadãos activos é ... muito cara e desiquilibra as finanças !!! ...
O trio maravilha Sócrates x Barroso x Cavaco esquecem na Europa uma das principais conquistas do 25 de Abril de 1974 em Portugal: a eleição por voto secreto e universal de uma Constituinte que elaborou uma Constituição democrática!
MENOR PLURALISMO PARTIDÁRIO, DEMOCRACIA MAIS POBRE E MAIS FROUXA.

De acordo com a EXPOSIÇÃO & APELO aos Presidente da Republica e Presidente da Assembleia da Republica apresentada pela Associação Cívica Republica e Laicidade, a propósito do ataque à existência de partidos políticos com menos de 5000 inscritos/filiados.
TRIBUNA SOCIALISTA considera que a intervenção democrática, política e social, não se esgota na existência de partidos políticos. Mas essa intervenção passa também pelos partidos políticos, os quais devem ter total liberdade para se organizarem, rejeitando-se, no entanto, todos aqueles que expressamente defendam ideologias de cariz racista, fascista, nazi. Consideramos que a imposição administrativa de comunicação dos nomes dos inscritos nos partidos políticos é uma medida de carácter repressivo e policial que não tem nada a ver com a democracia, mas só com as concepções securitárias e anti-liberdades dos guardiões da (des)ordem neo-liberal.
REPÚBLICA PORTUGUESA:
MENOR PLURALISMO PARTIDÁRIO, DEMOCRACIA MAIS POBRE E MAIS FROUXA.
MENOR PLURALISMO PARTIDÁRIO, DEMOCRACIA MAIS POBRE E MAIS FROUXA.
Em Portugal, desde 22 de Agosto de 2003, temos uma nova «Lei dos Partidos Políticos»: a
Essa legislação parte do (bom) entendimento de que “os partidos políticos concorrem para a livre formação e o pluralismo de expressão da vontade popular e para a organização do poder político” (art.1º) e de que, no cumprimento desse objectivo, lhes cabe: “contribuir para o esclarecimento plural e para o exercício das liberdades e direitos políticos dos cidadãos; estudar e debater os problemas da vida política, económica, social e cultural, (…); apresentar programas políticos e preparar programas eleitorais de governo e de administração; apresentar candidaturas para os órgãos electivos de representação democrática; fazer a crítica, designadamente de oposição, à actividade dos órgãos do Estado (…); participar no esclarecimento das questões submetidas a referendo nacional, regional ou local; promover a formação e a preparação política de cidadãos para uma participação directa e activa na vida pública democrática e, em geral, contribuir para a promoção dos direitos e liberdades fundamentais e o desenvolvimento das instituições democráticas” (art.2º).
No entanto, embora reconhecendo que a constituição de um partido político é “livre e sem dependência de autorização” e que eles “prosseguem livremente os seus fins sem interferência das autoridades públicas (…)” (art.4), a nova «Lei dos Partidos Políticos» exige para a sua constituição um requerimento formal subscrito por 7500 cidadãos eleitores (art.15º) – a anterior legislação só exigia 5000 – e faz depender a continuidade da sua existência da manutenção de um número de militantes filiados superior a 5000 (art.18º) – a legislação anterior só exigia 4000…
Desse modo, foi no estrito cumprimento daquele normativo de 2003 que, muito recentemente, o Tribunal Constitucional (TC) notificou todos os partidos existentes em Portugal exigindo-lhes prova do facto de, actualmente, cada qual poder contar com o número mínimo de 5.000 militantes filiados previsto na Lei.
Mas, se é verdade que aquela intervenção do TC decorre no estrito cumprimento da Lei vigente, verdade também é que, actualmente, o quadro partidário nacional se encontra fortemente – excessivamente – bipolarizado, manifestamente carecido da pluralidade, da diversidade e das dinâmicas necessárias a uma saudável vivência democrática representativa e que, por força da implementação conjunta daquele normativo e da «lei do financiamento dos partidos políticos e das campanhas eleitorais» (
Efectivamente, exigir de um movimento cívico nascente e que aspire a tornar-se em partido a apresentação de 7500 assinaturas de proponentes, a fidelização de 5000 militantes e respectiva certificação periódica e ainda a apresentação regular de candidaturas às eleições gerais e/ou a grande número de autarquias locais, recusando-lhe, simultaneamente, quaisquer subsídios de funcionamento enquanto ele não conseguir alcançar 50.000 votos em processo eleitoral, restringindo fortemente as suas possibilidades de recurso ao financiamento privado e exigindo-lhe, ainda, sob pena de aplicação de multas exorbitantes (fortemente superiores aos seus orçamentos anuais), o cumprimento de apertadíssimas regras de transparência contabilística – que os grandes partidos, aliás, não acatam…! –, equivale objectivamente, como é muito fácil de perceber, a inviabilizar a sua constituição e a impedir o seu aparecimento na cena política.
É este quadro problemático para a Democracia da República Portuguesa que a Associação Cívica República e Laicidade vem agora denunciar publicamente, apelando ao Presidente da República e, muito especialmente, à Assembleia da República, ou seja, aos partidos políticos a quem se deve – e a quem, numa visão acanhada, pode aproveitar – a actual legislação, para que, com a brevidade possível, procedam à revisão do quadro jurídico que enforma a vida partidária no país, garantido uma efectiva e democraticamente animada pluralidade do nosso sistema político.
Braga, 6 de Janeiro de 2008
A bem da República
Luis Mateus
(presidente da direcção da associação cívica R&L)
domingo, janeiro 06, 2008
CONSELHO DE MINISTROS REUNIU PARA ... FICAR TUDO NA MESMA!
Informalmente, ao que parece, entre champanhe e leitão, o Conselho de Ministros reuniu hoje, Domingo, para mostrar "trabalho", mas, afinal, tanto trabalho deu ... em nada!Foi mais para continuar tudo e todos na onda algo esquizofrénica do discurso de Natal do primeiro-ministro José Sócrates ... graças (!) à política do governo, 2008 vai ser melhor (!...) que 2007! Dito por outras palavras, isso do fecho de empresas, do desemprego, dos ataques ao SNS, de aumentos acima da inflação, de rebaldaria total na área financeira, isso ... vai continuar a ser classificado pelo governo como invenções de conspirativos comunistas ... a realidade só pode ser aquela que o governo determine que seja!!
Parece que, à sua maneira, o que sobra do PS no governo, continuará a insinuar que as promessas eleitorais são as actuais medidas do governo e não o que as pessoas ouviram da boca dos dirigentes sócraticos durante a última campanha eleitoral ... por exemplo, relativamente ao referendo ao chamado "Tratado de Lisboa" (o up-grade do anterior Tratado Constitucional ...), o governo ainda não sabe se o convocará ou não ...
Não estivessemos nós a falar do governo deste País, liderado por um partido que ainda se diz "socialista", e , isto daria assunto para muito riso e muita galhofa ...
sábado, janeiro 05, 2008
SEMANÁRIO "SOL" É O PORTA-VOZ DO BLOCO?

Ana Drago líder parlamentar do Bloco de Esquerda, e, Luís Fazenda responsável pela organização, são duas notícias que o semanário SOL traz na sua primeira página da edição de hoje.
Trata-se de duas informações que são dadas, citando fontes do Bloco, mas as duas com um estranho ponto em comum: ainda não houve nenhuma eleição dos dois bloquitas para os cargos citados, mas já são apresentados como futuros ....
Mais outra questão intrigante: porquê priveligiar um jornal como o SOL com este tipo de informação (i.e.baseada em fontes do próprio Bloco) , mesmo antes das referidas notícias serem editadas na imprensa do partido?
A notícia do SOL obriga a citar uma outra saída no EXPRESSO, também de hoje, a propósito dos hábitos da geração dos nascidos no 25 de Abril de 1974, quando um desses jovens, afirma ter estado muito próximo de se filiar no Bloco de Esquerda, mas ... "Hoje reconhece sentir-se de alguma forma ludibriado. O Bloco ficou um partido igual aos outros".
A PROPÓSITO DO CANCELAMENTO DO "LISBOA X DAKAR" ...
Sobre o cancelamento do "Lisboa x Dakar", importamos de LUTA SOCIAL a seguinte posta:
LISBOA-DAKAR: O rali mais estúpido e criminoso do mundo acabará de vez
As razões concretas pelas quais foi cancelado o Rali*, talvez sejam ligeiramente diferentes das que foram anunciadas pelos organizadores.
Com efeito, os governos do «Sul» que iriam ser cenário do rali, sabem perfeitamente que estão numa situação muito instável e que nem a brutal repressão pode já esmorecer as dissidências.
A luta operária destas zonas é ignorada pela média, mas existe e desenvolve-se: o operariado e campesinato é super explorado. Não tem sequer uma «solidariedade» nominal dos sindicatos burocráticos do Norte, como se viu na reunião à porta cerrada realizada em finais de Outubro em Lisboa, na qual apenas houve uma preocupação de colagem às teses neoliberais dos líderes políticos da EU.
Na Europa, só alguns sindicatos alternativos e anarco-sindicalistas (por exemplo, a CGT de Espanha ou a CNT- França) ou redes de solidariedade com imigrantes, têm levado a cabo acções concretas de apoio às lutas do Magreb, contra a repressão sobre os militantes políticos e sindicais.
O facto de ter havido ataques e mortes na Mauritânia está correlacionado com a situação muito instável no Magreb, da qual os salafitas se têm aproveitado. Quer na Argélia, em Marrocos ou na Mauritânia, a influência desta versão fundamentalista do islamismo tem progredido, pois os governos desses países são odiados, como castas governantes, corruptas, mantendo uma ordem social medieval para benefício das corporações europeias e norte-americanas, que aí têm instalado as fábricas (Nike, Adidas, Coca-Cola, etc., etc. ...)
O «ocidente» hipócrita e egoísta, queria continuar a percorrer esses países, a pretexto de rali, com a arrogante e despreocupada irresponsabilidade dos «senhores». Todos os anos, havia um certo número de acidentes mortais, envolvendo público assistente, sobretudo crianças. Mas isso não demovia os organizadores, nem escandalizava, por aí além, os aficionados deste «desporto».
Nesta questão do «Dakar», vejo todo um símbolo da época que estamos a atravessar. A situação no «Sul» chegou a um ponto de não-retorno, onde mais e mais pessoas se negam a creditar qualquer «superioridade» à «civilização» ocidental.
Com efeito, o que é o «Dakar», senão a afirmação arrogante de superioridade tecnológica, com desprezo pelos seres humanos do subdesenvolvimento, «promovido» pelas corporações e governos europeus?
Há que boicotar activamente todas as manifestações de «desporto automóvel» pois, além de autênticos atentados ecológicos, promovem uma série de valores e comportamentos totalmente negativos.
O «Lisboa – Dakar» resume tudo o que de negativo se pode apontar a eventos «desportivos» desta natureza.
Manuel Baptista
*Nota: O «Paris-Dakar», passou a «Lisboa-Dakar».
Em França, houve durante anos, uma campanha desenvolvida por múltiplos grupos «altermundistas»: http://www.monde-solidaire.org/spip/article.php3?id_article=1055
LISBOA-DAKAR: O rali mais estúpido e criminoso do mundo acabará de vez
As razões concretas pelas quais foi cancelado o Rali*, talvez sejam ligeiramente diferentes das que foram anunciadas pelos organizadores.
Com efeito, os governos do «Sul» que iriam ser cenário do rali, sabem perfeitamente que estão numa situação muito instável e que nem a brutal repressão pode já esmorecer as dissidências.
A luta operária destas zonas é ignorada pela média, mas existe e desenvolve-se: o operariado e campesinato é super explorado. Não tem sequer uma «solidariedade» nominal dos sindicatos burocráticos do Norte, como se viu na reunião à porta cerrada realizada em finais de Outubro em Lisboa, na qual apenas houve uma preocupação de colagem às teses neoliberais dos líderes políticos da EU.
Na Europa, só alguns sindicatos alternativos e anarco-sindicalistas (por exemplo, a CGT de Espanha ou a CNT- França) ou redes de solidariedade com imigrantes, têm levado a cabo acções concretas de apoio às lutas do Magreb, contra a repressão sobre os militantes políticos e sindicais.
O facto de ter havido ataques e mortes na Mauritânia está correlacionado com a situação muito instável no Magreb, da qual os salafitas se têm aproveitado. Quer na Argélia, em Marrocos ou na Mauritânia, a influência desta versão fundamentalista do islamismo tem progredido, pois os governos desses países são odiados, como castas governantes, corruptas, mantendo uma ordem social medieval para benefício das corporações europeias e norte-americanas, que aí têm instalado as fábricas (Nike, Adidas, Coca-Cola, etc., etc. ...)
O «ocidente» hipócrita e egoísta, queria continuar a percorrer esses países, a pretexto de rali, com a arrogante e despreocupada irresponsabilidade dos «senhores». Todos os anos, havia um certo número de acidentes mortais, envolvendo público assistente, sobretudo crianças. Mas isso não demovia os organizadores, nem escandalizava, por aí além, os aficionados deste «desporto».
Nesta questão do «Dakar», vejo todo um símbolo da época que estamos a atravessar. A situação no «Sul» chegou a um ponto de não-retorno, onde mais e mais pessoas se negam a creditar qualquer «superioridade» à «civilização» ocidental.
Com efeito, o que é o «Dakar», senão a afirmação arrogante de superioridade tecnológica, com desprezo pelos seres humanos do subdesenvolvimento, «promovido» pelas corporações e governos europeus?
Há que boicotar activamente todas as manifestações de «desporto automóvel» pois, além de autênticos atentados ecológicos, promovem uma série de valores e comportamentos totalmente negativos.
O «Lisboa – Dakar» resume tudo o que de negativo se pode apontar a eventos «desportivos» desta natureza.
Manuel Baptista
*Nota: O «Paris-Dakar», passou a «Lisboa-Dakar».
Em França, houve durante anos, uma campanha desenvolvida por múltiplos grupos «altermundistas»: http://www.monde-solidaire.org/spip/article.php3?id_article=1055
quarta-feira, janeiro 02, 2008
MENSAGENS DE NATAL E DE ANO NOVO: UMA ESPÉCIE DE JOGOS DE MÁSCARAS ...

No Natal falou o primeiro-ministro ... pelo Ano Novo foi a vez do Presidente da Republica ...
O Presidente já foi primeiro-ministro ... lembram-se, todas e todos, do que ele fez pela saúde, contra os altos rendimentos dos altos quadros das empresas, na luta contra as desigualdades sociais ... também se devem lembrar de que o seu reinado terminou, porque ... precisamente porque os que sofrem as consequências sociais, já não o aguentavam mais!... Lembram-se?
O primeiro-ministro já foi secretário-geral de um partido cujo "S" queria dizer socialista ... lembram-se? Lembram-se também do que prometeu em matéria de criação de novos postos de trabalho, de defesa do Serviço Nacional de Saúde, de luta contra os privilégios ... mas também se devem lembrar que este primeiro-ministro, construi-se nas televisões, ou seja, em algo que já o distanciava das multidões ... que agora prefere identificar com "comunistas conspirativos" ... é claro, antes de entrar em novo teatro circense eleitoral!
Presidente e primeiro-ministro falam com solenidade as datas festivas ... Hoje o Presidente chama-se Cavaco Silva e o primeiro-ministro José Sócrates ... mas se fosse ao contrário provavelmente diriam a mesma coisa que disseram, cada um na sua função. Parece um jogo de máscaras!
Reparem também noutro pormenor: no governo tem-se sucedido a rotação em torno do chamado "bloco central". Rotação que agora já chegou à Presidência ... Não obstante, todos falam como se nunca tivessem tido qualquer responsabilidade sobre a realidade de que agora falam ...
É ou não é ... um autêntico jogo de máscaras! Por detrás delas, para infelicidade deste Povo, estão sempre os mesmos ... que já não têm vergonha na cara!
João Pedro Freire
O Presidente já foi primeiro-ministro ... lembram-se, todas e todos, do que ele fez pela saúde, contra os altos rendimentos dos altos quadros das empresas, na luta contra as desigualdades sociais ... também se devem lembrar de que o seu reinado terminou, porque ... precisamente porque os que sofrem as consequências sociais, já não o aguentavam mais!... Lembram-se?
O primeiro-ministro já foi secretário-geral de um partido cujo "S" queria dizer socialista ... lembram-se? Lembram-se também do que prometeu em matéria de criação de novos postos de trabalho, de defesa do Serviço Nacional de Saúde, de luta contra os privilégios ... mas também se devem lembrar que este primeiro-ministro, construi-se nas televisões, ou seja, em algo que já o distanciava das multidões ... que agora prefere identificar com "comunistas conspirativos" ... é claro, antes de entrar em novo teatro circense eleitoral!
Presidente e primeiro-ministro falam com solenidade as datas festivas ... Hoje o Presidente chama-se Cavaco Silva e o primeiro-ministro José Sócrates ... mas se fosse ao contrário provavelmente diriam a mesma coisa que disseram, cada um na sua função. Parece um jogo de máscaras!
Reparem também noutro pormenor: no governo tem-se sucedido a rotação em torno do chamado "bloco central". Rotação que agora já chegou à Presidência ... Não obstante, todos falam como se nunca tivessem tido qualquer responsabilidade sobre a realidade de que agora falam ...
É ou não é ... um autêntico jogo de máscaras! Por detrás delas, para infelicidade deste Povo, estão sempre os mesmos ... que já não têm vergonha na cara!
João Pedro Freire
Companheir@ dentro do sistema educativo público: UM APELO!

Companheir@,
Com esta reflexão queria pedir-te ajuda, pois me encontro, junto contigo e com muitas outras pessoas,dentro dum sistema de gestão cada vez mais totalitário e oligárquico, mas esse sistema não é 'coisa qualquer' é o sistema educativo, ou seja, aquele que irá, numa grande parte, moldar -para o bem a para o mal - a mentalidade das futuras gerações.
Com o decreto-lei «em discussão», sobre autonomia e gestão escolar, não teremos nós uma boa oportunidade de desmascarar a farsa do poder, que -quando clama«autonomia»- está a retirá-la, a acentuar a subordinação hierárquica, quando clama por«eficiência» está apenas a afirmar a eficácia de reprimir, coagir, disciplinar?
A esta vertente, chamaria a resistência «número um» ou seja a crítica ao sistema, ao seu mecanismo de subordinação. Mas, para além do «número um» temos de pôr em prática, reflectindo e debatendo colectivamente, o tipo de resistência «número 2», ou seja, aquele que implica uma não colaboração, no fundo, uma modalidade de acção directa:
A dissociação, a negação de colaboração, o distanciamento, a «sabotagem inteligente» ou seja, a que não se deixa «apanhar». Uma das primeiras questões, é que a resistência número um não poderá ser efectuada de maneira ingénua, pois, ao darmos demasiadas pistas para identificação das pessoas, elas ficam logo sob suspeita, não podendo participar, sem risco pessoal e para o próprio sucesso das acções, na resistência «número dois». Mas, por outro lado, não podemos chamar para a luta, para a resistência número 2, as pessoas se não tivermos um discurso mais ou menos público, se não houver algumas pessoas a fazer críticas públicas, dentro e fora dos estabelecimentos de ensino.
Estou muito preocupado, pois verifico que um número significativo de pessoas nas escolas, pelo que me é dado ver, se assume como agentes do sistema, por vezes, «desculpando-se» de que se não fossem eles/elas a «ascenderem» aos cargos, seriam outros/as... Porque há tanta gente assim, também, o PS não teve dificuldade em fazer as suas «reformas» (= contra -reformas), subvertendo a carreira docente e a gestão escolar, impondo uma municipalização como caminho para a privatização dos sectores rentáveis e agora nas universidades, também e sobretudo!
Que podemos fazer, neste contexto?
Que atitudes tomar publicamente?
Que medidas teremos de tomar internamente?
Que colaborações suscitar?
É um debate sobre estratégia, para o qual te convido...
Solidariedade.
Manuel Baptista (Colectivo Luta Social)
Escrevam-me para:http://w18.mail.sapo.pt/dimp/?no_newmail_popup=1#
Com esta reflexão queria pedir-te ajuda, pois me encontro, junto contigo e com muitas outras pessoas,dentro dum sistema de gestão cada vez mais totalitário e oligárquico, mas esse sistema não é 'coisa qualquer' é o sistema educativo, ou seja, aquele que irá, numa grande parte, moldar -para o bem a para o mal - a mentalidade das futuras gerações.
Com o decreto-lei «em discussão», sobre autonomia e gestão escolar, não teremos nós uma boa oportunidade de desmascarar a farsa do poder, que -quando clama«autonomia»- está a retirá-la, a acentuar a subordinação hierárquica, quando clama por«eficiência» está apenas a afirmar a eficácia de reprimir, coagir, disciplinar?
A esta vertente, chamaria a resistência «número um» ou seja a crítica ao sistema, ao seu mecanismo de subordinação. Mas, para além do «número um» temos de pôr em prática, reflectindo e debatendo colectivamente, o tipo de resistência «número 2», ou seja, aquele que implica uma não colaboração, no fundo, uma modalidade de acção directa:
A dissociação, a negação de colaboração, o distanciamento, a «sabotagem inteligente» ou seja, a que não se deixa «apanhar». Uma das primeiras questões, é que a resistência número um não poderá ser efectuada de maneira ingénua, pois, ao darmos demasiadas pistas para identificação das pessoas, elas ficam logo sob suspeita, não podendo participar, sem risco pessoal e para o próprio sucesso das acções, na resistência «número dois». Mas, por outro lado, não podemos chamar para a luta, para a resistência número 2, as pessoas se não tivermos um discurso mais ou menos público, se não houver algumas pessoas a fazer críticas públicas, dentro e fora dos estabelecimentos de ensino.
Estou muito preocupado, pois verifico que um número significativo de pessoas nas escolas, pelo que me é dado ver, se assume como agentes do sistema, por vezes, «desculpando-se» de que se não fossem eles/elas a «ascenderem» aos cargos, seriam outros/as... Porque há tanta gente assim, também, o PS não teve dificuldade em fazer as suas «reformas» (= contra -reformas), subvertendo a carreira docente e a gestão escolar, impondo uma municipalização como caminho para a privatização dos sectores rentáveis e agora nas universidades, também e sobretudo!
Que podemos fazer, neste contexto?
Que atitudes tomar publicamente?
Que medidas teremos de tomar internamente?
Que colaborações suscitar?
É um debate sobre estratégia, para o qual te convido...
Solidariedade.
Manuel Baptista (Colectivo Luta Social)
Escrevam-me para:http://w18.mail.sapo.pt/dimp/?no_newmail_popup=1#
sábado, dezembro 29, 2007
PS e PSD DIVIDEM O ESTADO ... COMO QUEREM!

Parece que é, mas não é: o PS não é "a" alternativa ao PSD, nem o PSD e "a" alternativa ao PS ... é certo que se não está um no governo, está o outro, e, assim sucessivamente! ...
Querem fazer crer que aquilo a que chamam "regime" tem de passar por acordos, claros ou não, entre o PS e o PSD ... costumam apelidar esses "acordos" de ... medidas "com grande sentido de Estado" ...
É assim que "com grande sentido de Estado", acabam por dividir entre si, o aparelho de Estado ... dividem o controlo do poder judicial, discutem os bancos que ficam para um e para outro, a imprensa, escrita, falada ou televisionada, também não escapa ...
O Estado que vamos tendo, é algo que nunca foi reformado/revolucionado desde o 25 de Abril de 1974, é algo que vai sendo dominado pelo poder económico-financeiro, é algo que escapa completamente a qualquer controlo democrático por parte dos cidadãos.
Agora, os que dominam políticamente o aparelho de Estado, aliados aos que o dominam económica e financeiramente, preparam-se para consolidarem o seu poder, restringindo, ainda mais, o exercício da democracia: pretendem que os partidos políticos, para o serem, têm de provar que possuem 5.000 militantes!
Trata-se de uma medida de cariz totalitário e policial, que vem demonstrar que os simpatizantes do neo-liberalismo são incapazes de respeitar o pluralismo político e social e nunca perdem a oportunidade para aumentar os controlos securitários sobre a sociedade.
PS e PSD parece quererem demonstrar que a "democracia" são eles e ... mais nada!
PS e PSD são duas faces de uma mesma moeda ... é mesmo urgente uma alternativa de democracia, de iniciativa popular, de profunda mudança económica, de sentido socialista na abordagem da reforma do aparelho de Estado, ou seja, aumentar o controlo democrático do Estado, desburocratizando-o, passando o poder de burocratas para o poder das cidadãs e dos cidadãos.
Querem fazer crer que aquilo a que chamam "regime" tem de passar por acordos, claros ou não, entre o PS e o PSD ... costumam apelidar esses "acordos" de ... medidas "com grande sentido de Estado" ...
É assim que "com grande sentido de Estado", acabam por dividir entre si, o aparelho de Estado ... dividem o controlo do poder judicial, discutem os bancos que ficam para um e para outro, a imprensa, escrita, falada ou televisionada, também não escapa ...
O Estado que vamos tendo, é algo que nunca foi reformado/revolucionado desde o 25 de Abril de 1974, é algo que vai sendo dominado pelo poder económico-financeiro, é algo que escapa completamente a qualquer controlo democrático por parte dos cidadãos.
Agora, os que dominam políticamente o aparelho de Estado, aliados aos que o dominam económica e financeiramente, preparam-se para consolidarem o seu poder, restringindo, ainda mais, o exercício da democracia: pretendem que os partidos políticos, para o serem, têm de provar que possuem 5.000 militantes!
Trata-se de uma medida de cariz totalitário e policial, que vem demonstrar que os simpatizantes do neo-liberalismo são incapazes de respeitar o pluralismo político e social e nunca perdem a oportunidade para aumentar os controlos securitários sobre a sociedade.
PS e PSD parece quererem demonstrar que a "democracia" são eles e ... mais nada!
PS e PSD são duas faces de uma mesma moeda ... é mesmo urgente uma alternativa de democracia, de iniciativa popular, de profunda mudança económica, de sentido socialista na abordagem da reforma do aparelho de Estado, ou seja, aumentar o controlo democrático do Estado, desburocratizando-o, passando o poder de burocratas para o poder das cidadãs e dos cidadãos.
segunda-feira, dezembro 17, 2007
EM LOUSADA: MAIS UMA EMPRESA QUE FECHA!
A fábrica de confecções "Irskens Portuguesa" fechou. 90 trabalhadoras tiveram o desemprego, como prenda de Natal, dada por um patrão alemão que resolveu deslocalizar, sem aviso prévio!
As operárias reclamam direitos. Fazem piquetes para evitarem que o patrão retire a maquinaria da empresa ...
Da parte do governo, pouco se espera ... anda muito ocupado com os espectáculos mediáticos de elogio de uma Europa onde parece que só há Estados, governos e eurocratas!
O exemplo da "Irskens Portuguesa" é mais um exemplo que demonstra que os trabalhadores devem criar, para além dos sindicatos, as suas próprias organizações que assegurem, em cada empresa, uma activa vigilância sobre a gestão dessas empresas. Organizações que comuniquem entre si, criando redes activas na prevenção das deslocalizações, na defesa dos direitos laborais e do património produtivo de cada empresa!
As operárias reclamam direitos. Fazem piquetes para evitarem que o patrão retire a maquinaria da empresa ...
Da parte do governo, pouco se espera ... anda muito ocupado com os espectáculos mediáticos de elogio de uma Europa onde parece que só há Estados, governos e eurocratas!
O exemplo da "Irskens Portuguesa" é mais um exemplo que demonstra que os trabalhadores devem criar, para além dos sindicatos, as suas próprias organizações que assegurem, em cada empresa, uma activa vigilância sobre a gestão dessas empresas. Organizações que comuniquem entre si, criando redes activas na prevenção das deslocalizações, na defesa dos direitos laborais e do património produtivo de cada empresa!
domingo, dezembro 16, 2007
O REFERENDO É NECESSÁRIO! MAS FUNDAMENTAL É A ELEIÇÃO DEMOCRÁTICA DE UMA CONSTITUINTE EUROPEIA!
O referendo ao chamado Tratado de Lisboa é uma exigência democrática!
Não se trata de defender qualquer ideia de "soberania nacional", como pretendem a direcção do PCP e algumas correntes de direita, mas antes, de colocar todas e todas os europeus como sujeitos activos da construção de uma Europa democrática e social.
Até este momento, inclusivé tudo o que culminou com a assinatura do dito Tratado de Lisboa, temos assistido a um processo no qual a participação democrática e directa dos povos europeus tem sido substituida por espectáculos mediáticos organizados por Estados, por governos e por eurocratas.
José Sócrates deveria ter vergonha do que tem dito e desdito em matéria de convocação de um referendo nacional sobre o Tratado europeu. José Sócrates deveria lembrar-se que a Constituição Portuguesa não foi obra de comissões de técnicos e/ou de políticos, mas a consequência da conquista da democracia que levou à eleição de uma Constituinte. O exemplo português poderia e deveria ser seguido na Europa, num momento em que é liderada por dois portugueses ... só que dois portugueses que não têm memória democrática, nem estão habituados a práticas democráticas quando chegam a poder, nos planos nacional e internacional!
O Tratado de Lisboa é uma espécie de up-grade da anterior versão do chamado Tratado Constitucional elaborado por uma comissão não-eleita dirigida pelo liberal francês Giscard D'Estaing. Num e noutro documento, o que está em causa é a imposição aos povos europeus de um processo não democrático, que os mantém à margem e sem qualquer possibilidade de controlarem ou mostrarem as suas vontades.
A Europa, enquanto espaço único, onde convivem diversas nacionalidades, diversos povos, é necessária e urgente. Mas essa Europa precisa de ser construída no reconhecimento e prática permanentes que os povos são os sujeitos dessa construção e não sómente meros utilizados do que os Estados e os governos resolvem impor!
Para isso, continuará a ser fundamental a eleição universal e democrática de uma Constituinte europeia, onde sejam discutidas todas as propostas para a construção europeia. Entre elas, existe uma que continua a pugnar pelos Estados Unidos Socialistas da Europa!
Não se trata de defender qualquer ideia de "soberania nacional", como pretendem a direcção do PCP e algumas correntes de direita, mas antes, de colocar todas e todas os europeus como sujeitos activos da construção de uma Europa democrática e social.
Até este momento, inclusivé tudo o que culminou com a assinatura do dito Tratado de Lisboa, temos assistido a um processo no qual a participação democrática e directa dos povos europeus tem sido substituida por espectáculos mediáticos organizados por Estados, por governos e por eurocratas.
José Sócrates deveria ter vergonha do que tem dito e desdito em matéria de convocação de um referendo nacional sobre o Tratado europeu. José Sócrates deveria lembrar-se que a Constituição Portuguesa não foi obra de comissões de técnicos e/ou de políticos, mas a consequência da conquista da democracia que levou à eleição de uma Constituinte. O exemplo português poderia e deveria ser seguido na Europa, num momento em que é liderada por dois portugueses ... só que dois portugueses que não têm memória democrática, nem estão habituados a práticas democráticas quando chegam a poder, nos planos nacional e internacional!
O Tratado de Lisboa é uma espécie de up-grade da anterior versão do chamado Tratado Constitucional elaborado por uma comissão não-eleita dirigida pelo liberal francês Giscard D'Estaing. Num e noutro documento, o que está em causa é a imposição aos povos europeus de um processo não democrático, que os mantém à margem e sem qualquer possibilidade de controlarem ou mostrarem as suas vontades.
A Europa, enquanto espaço único, onde convivem diversas nacionalidades, diversos povos, é necessária e urgente. Mas essa Europa precisa de ser construída no reconhecimento e prática permanentes que os povos são os sujeitos dessa construção e não sómente meros utilizados do que os Estados e os governos resolvem impor!
Para isso, continuará a ser fundamental a eleição universal e democrática de uma Constituinte europeia, onde sejam discutidas todas as propostas para a construção europeia. Entre elas, existe uma que continua a pugnar pelos Estados Unidos Socialistas da Europa!
quinta-feira, dezembro 06, 2007
CIMEIRA UE/AFRICA: AS HIPOCRISIAS DOS JOGOS DIPLOMÁTICOS ...
Depois da cimeira UE/África, o continente africano continuará a ser o que é: um continente dominado por ditadores, por corruptos ... um continente onde a miséria, a fome, a exploração, as epidemias significam que os povos africanos continuarão a (sobre)viver sem possibilidade de iniciativa, sem direito a possuírem vontade própria ...África está refém dos diversos passados coloniais, está atrofiada por décadas de exploração e saque imperialistas, está prisioneira de regimes autoritários. Dos governos europeus o que é que se pode esperar? Dos mesmos governos que sistemática e hipocritamente usam dois pesos e duas medidas para falar de "direitos humanos" ou até de "democracia" quando as razões comerciais falam mais alto ... veja-se, por exemplo, o que se passa com a China!
Os povos africanos precisariam de ter a capacidade de tomar a iniciativa, de mostrar a sua vontade, de encontrarem novos caminhos para um Continente desfigurado. Da iniciativa dos governos (europeus e africanos) há muito pouco ou nada a esperar!
terça-feira, dezembro 04, 2007
CHAVEZ PERDEU ... PERDEU UMA VISÃO AUTORITÁRIA E ANTI-SOCIALISTA!
A derrota do projecto pessoal de Hugo Chaves para se perpetuar no poder, como uma espécie de bonaparte, perdeu no referendo de Domingo passado na Venezuela. Não perdeu o socialismo! Ganhou a democracia!Acabaram também por ganhar as manifestações estudantis que sofreram uma violenta repressão policial. Por exemplo, no passado dia 7 de Novembro, Na Universidade Central da Venezuela, os estudantes foram alvo de tiroteio perpetrado por um grupo de 60 pistoleiros favoráveis ao regime chavista que irromperam no campus universitário (citando a última edição jornal "Socialismo Libertario" ).
O direito de manifestação, a independência do movimento sindical face ao Estado, ao governo e aos partidos, o pluralismo político a todos os níveis da sociedade, a possibilidade de destituição do presidente e do governo por imposição da vontade democrática popular livremente expressa ... são inquestionáveis para qualquer socialista que lute consequentemente por uma alternativa socialista ao liberalismo/capitalismo e também às versões totalitárias de um socialismo (!)meramente estatal ...
domingo, dezembro 02, 2007
A CGTP TAMBÉM TEM TRABALHADORES A RECIBOS VERDES ...
A praga dos falsos recibos verdes também invade o próprio movimento sindical que fala "contra a precariedade" ... a edição de ontem do EXPRESSO dava conta disso numa Escola profissional ligada à CGTP.O movimento FERVE (Fartos/as d'estes Recibos Verdes) cita a notícia do EXPRESSO: "Dez dos doze professores de um estabelecimento de ensino criado em 1990 por protocolo entre o Ministério da Educação e a Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses-Intersindical Nacional (CGTP-IN) têm vínculo precário. "Em casa de ferreiro, espeto de pau" - o comentário é de um funcionário da Escola Profissional Bento de Jesus Caraça em Pedome, uma freguesia do concelho de Vila Nova de Famalicão, e ajusta-se bem à situação laboral da maioria dos trabalhadores daquele estabelecimento de ensino criado na sequência da celebração de um contrato-programa entre o Ministério da Educação e a Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses-Intersindical Nacional (CGTP-IN) em 1990. Dez dos doze professores, têm os mesmos deveres que os do quadro mas têm vínculo precário e por isso não têm subsídio de Natal e pagam a Segurança Social do seu bolso. Maria Emília Leite, directora-geral da Escola Profissional Bento de Jesus Caraça, admite que o pólo de Pedome, por "ter estado para fechar há dois anos", é aquele que "merece mais atenção". Esclarece, todavia, que o estabelecimento "respeita integralmente as regras do ensino particular e cooperativo", estando ainda subordinado ao Ministério da Educação e ao PRODEP III, que financiam os cursos. "(In Expresso).
Será que este exemplo é só exclusivo da CGTP ? O que se passará com a UGT ? Ou com o o chamado movimento dos sindicatos "independentes"? E o que se passará no interior dos partidos políticos, quaisquer que eles sejam e onde quer que se situem?
Em causa parece estar um modelo de organização de defesa dos trabalhadores ... com capacidade para organizar manifestações, com capacidade para intervir junto de trabalhadores do sector público, com capacidade para chegar até aos governos ... mas com uma muito reduzida capacidade para intervir junto dos trabalhadores do sector privado e com uma total falta de sensibilidade para chegar até ao crescente número de trabalhadores aprisionados na teia dos falsos recibos verdes.
O que faz o movimento sindical - todo ele! - para organizar e defender os trabalhadores sujeitos aos falsos recibos verdes? O que fazem os partidos representados na Assembleia da Republica? O que faz o Presidente da Republica, o governo e o primeiro-ministro? Será que consideram os recibos verdes, falsos ou não, como uma inevitabilidade dos sacrificios que pedem aos portugueses e/ou uma forma de iludirem estatísticas sobre o desemprego e a criação de postos de trabalho?
Há também o lado do chamado empresariado que se diz "atento" à chamada "inserção social" ... como contratam os trabalhadores nas suas empresas: com contratos e com direitos ou com falsos recibos verdes e totalmente descartáveis?
Este é, sem dúvida, uma das consequências da dita "economia de mercado" em ambiente de globalização liberal, em que os deveres são citados porque favorecem as mais-valias, mas os direitos (de quem trabalha) são considerados um impecilho ao ... progresso neo-liberal!
Para quando a capacidade do movimento sindical organizar uma acção contra a proliferação dos falsos recibos verdes? Ou será que essa capacidade terá de pertencer exclusivamente aos mil-e-um movimentos e grupos que já existem contra essa monstruosidade violenta?
sexta-feira, novembro 30, 2007
GREVE GERAL DA FUNÇÃO PÚBLICA!
A prepotência do Governo Sócrates, só por si, justifica que a Função Pública diga BASTA!José Sócrates afirma-se de "esquerda moderna" (ou lá o que isso é ...) sempre que organiza reuniões com os militantes do seu partido. Mas, no dia-a-dia da governação, esses militantes são esquecidos e o movimento sindical é tratado como um qualquer governo de direita e/ou neo-liberal trataria: com desprezo, com arrogância e como se não existisse!
Os interlocutores do "moderno" Sócrates são, sistemáticamente, alguns empresários, um exército de chamados "especialistas" ou "técnicos" ou "elites", no plano nacional, e, Durão Barroso e qualquer governo, no plano internacional.
Sócrates, como primeiro-ministro, ficará conhecido como o "campeão" do desemprego e da precariedade, como secretário-geral de um partido que ainda (!) ostenta o "S" de "socialismo" ficará para a História como um dos piores coveiros dos principios e das práticas socialistas.
domingo, novembro 25, 2007
25 DE NOVEMBRO DE 1975: A DEMOCRACIA LIBERAL NÃO É ALTERNATIVA AO ESQUERDISMO E AO SECTARISMO!
Em 1975, o 25 de Novembro representou o triunfo da democracia liberal e parlamentarista sobre o impasse revolucionário a que conduziu o esquerdismo e o sectarismo.Trinta e dois anos depois, as assimetrias sociais em crescendo, o liberalismo económico e financeiro que repôs o poder de meia dúzia de grandes grupos , a quase inexistência de direitos por parte de quem trabalha num quase onde domina a precariedade nas suas diversas facetas (contratos a prazo, falsos recibos verdes, sub-emprego ...), os ataques ao Serviço Nacional de Saúde mesmo que tendencialmente gratuito, ... , tudo isto são consequências do triunfo da democracia liberal e parlamentarista.
O 25 de Novembro de 1975 veio também provar que não é possível manter um processo revolucionário numa espécie de meio-termo, de impasse, no qual se vão degladiando correntes sectárias e esquerdistas, com acções que ignoram crescentemente o sentir e a vontade populares, dando-as, de mão-beijada, às correntes contra-revolucionárias que procuram sempre a reposição de velhas ordens.
Em 25 de Novembro de 1975 não havia o perigo de uma contra-revolução fascista, como queriam fazer crer as correntes esquerdistas dominantes. Mas o triunfo do parlamentarismo burguês rápidamente criou condições para a reposição de uma sociedade onde o poder económico e financeiro condiciona o poder político e, na onda do securitarismo norte-americano, passa também a condicionar o exercício das liberdades democrática e dos direitos sociais.
O Partido Socialista representou toda a contradição desse período e reeditou o papel contra-revolucionário que a social-democracia já havia representado noutros processos revolucionários. O PS reuniu efectivamente uma forte vontade popular para uma mudança socialista, mas essa vontade sempre foi desfigurada pelas sucessivas direcções "socialistas" que, uma vez no governo, foram abrindo todas as portas ao domínio do poder económico e financeiro reconstruído com uma onda sem precedentes de privatizações.
Em Novembro de 1975, como aliás desde o 25 de Abril de 1974, sempre faltou ao e no processo revolucionário português uma alternativa socialista que não reeditasse velhos desvios esquerdistas, sectários e até totalitários. Esquerdistas (uma incrível amalgama de grupos e microscópicos partidos) , estalinistas (o PCP) e social-democratas (mal designados de PS e/ou de "socialistas") foram reproduzindo receitas, modelos e teorias, nas quais, as massas populares, foram meros joguetes ... A sede de controlo burocrático do movimento sindical, das comissões de trabalhadores e de moradores, ... , rápidamente colocou o processo revolucionário num impasse com a contra-revolução neo-liberal à espreita ...
As revoluções não precisam de iluminados, nem precisam de "vanguardas" ... precisam, isso sim, de deixar crescer livremente a iniciativa social, sendo esta a que tem de buscar e criar novas formas de organização que consolidem e orientem o processo revolucionário!
Tal não aconteceu com a revolução portuguesa e o resultado foi o triunfo da democracia liberal, significando esse triunfo a reposição de um modelo de sociedade onde a democracia é formal, o parlamentarismo é uma rolha sobre a iniciativa popular e o poder político é refém de uma realidade que configura uma autentica ditadura económica e financeira!
sábado, novembro 17, 2007
FERVE promoção petição à AR

Retirado do blogue OBJECTIVO:SOCIALISMO! da corrente da Esquerda Nova do Bloco de Esquerda:
O FERVE - Fartos/as d'Estes Recibos Verdes promove um abaixo-assinado, para apresentação à Assembleia da República.
Apelamos a todos/as quantos/as se identifiquem com esta causa para que assinem esta petição!
De modo a não inviabilizar assinaturas solicitamos que:
1) façam o download do documento da petição;
2) imprimam o documento, frente e verso, sem efectuar qualquer alteração;
3) assinem a petição apenas uma vez;
4) preencham os campos todos (assinatura, número do Bilhete de Identidade e nome completo legível).
IMPORTANTE:- A petição tem que ser impressa obrigatoriamente numa folha frente e verso, tal como o documento em anexo.
- Não são válidas as assinaturas recolhidas em folhas soltas, folhas só com linhas, etc…
- O texto da petição tem que estar presente em todas as folhas assinadas!
- Os/As assinantes da petição tem que ser maiores de idade.
Tenham 1 ou 100 assinaturas, enviem-nas, por favor, até 3 de Dezembro, para o seguinte endereço:
Petição FERVE
Apartado 7049
E. C. Augusto Luso
4051-909 Porto
terça-feira, novembro 13, 2007
domingo, novembro 11, 2007
HUGO CHAVEZ vs JUAN CARLOS / ZAPATERO ...
O incidente ocorrido no decurso da XVII Cimeira Ibero-Americana entre Hugo Chavez e os representantes espanhóis, Jose Zapatero e Juan Carlos, revela aspectos que vão muito para além das tricas diplomáticas entre Estados. O incidente foi provocado porque Hugo Chavez, insistentemente, apelidou de "fascista", o ex-primeiro-ministro do Estado Espanhol, Jose Aznar. Zapatero, o actual primeiro-ministro espanhol, eleito na sequência da mentira de Aznar a propósito dos atentados de 11 de Março de 2004, ripostou a Hugo Chavez num tom nacionalista e patrioteiro. Pediu "respeito" porque Aznar tinha sido eleito pelo povo ... Mas será que Zapatero também não foi eleito pelo mesmo povo? Será que Aznar, que até pode não ser "fascista", não será um mentiroso da pior espécie, ele que disse o que disse em 11 de Março de 2004 e foi um dos participantes na cimeira dos Açores que marcou o ínicio dessa mentira violenta que tem sido a guerra/invasão do Iraque?
Será que pelo facto de ser português, nós portugueses teríamos de subscrever as posições neo-liberais, pró-guerra no Iraque, ..., de Durão Barroso se porventura viesse a ser criticado por uma qualquer personalidade não portuguesa?
Zapatero, Sócrates, Gordon Brown, ... , pertencem a uma "família" (!!) política internacional que há muito abandonou posições internacionalistas para passarem a alinhar por critérios diplomáticos e de arranjos entre Estados. A reacção de Zapatero de dar uma maõzinha ao monarca espanhol e ao seu ex-rival (?) Aznar, exibe até onde pode ir a "vontade de mudança" dos dirigentes da dita "Internacional Socialista" ... Zapatero fez com Aznar e Juan Carlos o que Sócrates também já fez com Durão Barroso ...
Zapatero, tal como Sócrates, só são socialistas quando estão na oposição ou quando estão em campanha eleitoral nos seus países. Uma vez no poder, reduzem o seu "socialismo" à mera participação em cimeiras onde a retórica se substitui à capacidade de agir pela mudança ou então perdem-se nos meandros dos acordos diplomáticos que tanta mudança (!?!?) tem dado a este planeta ...
Sobre Hugo Chavez e as suas concepções de "socialismo", já por diversas vezes mostrámos o que nos separa dele. Mas Hugo Chávez, desta vez, teve mais razão que Zapatero e Juan Carlos!
Tem razão quando afirma “Será rei, mas não me pode mandar calar” !
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