Socialismo libertário, eco-socialismo, para uma alternativa democrática, socialista e anti-capitalista com dimensão internacional!
quarta-feira, setembro 30, 2009
CAVACO SILVA vs GOVERNO: UM SINTOMA DO ESTADO NOS NOSSOS DIAS ...
Mas também não interessa muito tentar descobrir o sumo desta questão. Acabam por ser meras tricas entre políticos que estão esclerosados por anos e anos de joguetes e joguinhos em todo o aparelho de Estado.
Por isto, é que este aparelho de Estado nunca pode representar qualquer interesse verdadeiramente público. Os Estados no século XXI já não são meras representações classistas, mas tendem a tornar-se como uma espécie de realidade dentro da realidade mais geral. São uma imensa máquina burocrática que escapa a qualquer controlo democrático e social. Os actuais Estados reproduzem o secretismo e a opacidade das grandes empresas. Decorre daqui a guerra - que muita gente não percebe, nem perde tempo a perceber! - entre o Presidente e o Governo.
Esta guerra entre duas cabeças do Estado, dá para entender como a democracia tem ficado à margem de todo o aparelho de Estado. Interrogamo-nos mesmo o que teria de acontecer a este Estado se houvesse um esforço social pela sua democratização?!
segunda-feira, setembro 28, 2009
COMEÇA UM NOVO DIA PARA A ESQUERDA PORTUGUESA: NADA SERÁ COMO DANTES" Francisco Louçã. citado pelo Público
quarta-feira, setembro 23, 2009
DIA 27 DE SETEMBRO, DOMINGO: VOTAR BLOCO DE ESQUERDA PARA REFORÇO DAS ESQUERDAS, PARA OUTRAS POLÍTICAS DEMOCRÁTICAS E SOCIALISTAS!


domingo, setembro 20, 2009
O PORTA-VOZ DO PS CONTRA A TRADIÇÃO PROGRAMÁTICA DO PS ...

sábado, setembro 19, 2009
"GOVERNO DA ESQUERDA POSSÍVEL", disse Alegre em Coimbra ... O QUE É ISSO ?
Para alegria de Sócrates, Manuel Alegre esteve hoje activo no Comicio eleitoral do PS em Coimbra.Sócrates aproveitou a presença e o apoio de Alegre, para falar sobre a "unidade" do "seu" PS e para apresentar as políticas governamentais dos últimos quatro anos como "politicas de esquerda".
Alegre falou de um coisa indefinida que é "um governo da esquerda possível" como forma de "barrar" o caminho à direita.
Manuel Alegre entrou agora numa espécie de jogo de palavras para colorir de "esquerda" o que foi de direita nos últimos quatro anos. Alegre bate na direita, elege o Serviço Nacional de Saúde como uma diferença face à direita, mas é incapaz de dizer quais são as políticas de esquerda que no seu entender o tal governo da "esquerda possível" poderia implementar !
O grande desafio para este PS de consumo eleitoral não é bater na direita. Isso é fácil ! O que toda a gente espera é que o PS diga quais as "políticas de esquerda" que aplicará nos próximos quatro anos, se for governo. E também o que fará se for governo minoritário no quadro de uma maioria parlamentar de esquerda. Ou o que fará se o PSD ganhar, havendo uma maioria perlamentar de esquerda.
Tudo o resto é ... propaganda eleitoral fácil, populista e ilusória!
Há também uma outra questão importante. É certo que cabe aos militantes do PS decidir quem deve ser o seu secretário-geral. Mas é politicamente importante saber o que farão os militantes do PS em relação a Sócrates se o PS perder as legislativas, depois de já ter perdido as europeias. Quais são as responsabilidades políticas que pedirão a Sócrates e à sua direcção partidária e quais as consequências políticas que o próprio Sócrates tirará!
MAIS OUTRA SONDAGEM ...
A responsabilidade desta sondagem pertence a outra entidade, mas o cenário continua a apontar para o mesmo:
- nenhuma maioria absoluta de um só partido;
- alguma maioria da direita? nem pouco mais ou menos!...
- maioria de esquerda? vejam quanto podem somar os deputados projectados do PS, da CDU e do Bloco de Esquerda!
Ou seja, HÁ uma maioria social de esquerda que precisa de uma tradução política para um governo com OUTRAS políticas e OUTRO programa!
Os militantes do PS, a confirmar-se nas urnas, o que estas sondagens têm expressado, precisam de saber tirar conclusões óbvias e objectivas!
quinta-feira, setembro 17, 2009
MAIS UMA SONDAGEM: TUDO NA MESMA ... MAIORIA SOCIAL DE ESQUERDA !
A sondagem da responsabilidade da Universidade Católica, divulgada hoje, confirma, no essencial a anterior de 11 do corrente mês: ninguém tem maioria absoluta! Essa maioria está, do lado, da base social dos partidos da esquerda com assento parlamentar.Mas essa maioria social de esquerda precisa de uma correspondência política. Ainda por cima, perante a quebra do PSD !
quarta-feira, setembro 16, 2009
EUROPA : E OS EXEMPLOS SUCEDEM-SE SOBRE O "CENTRÃO" ...

sábado, setembro 12, 2009
O CENTRÃO ESTEVE EM EXPOSIÇÃO !
Será que todos perceberam o que é o centrão?O debate de ontem (sábado) entre Sócrates e Ferreira Leite foi uma oportunidade.
Políticas para o futuro ... pouco ou nada falaram! Ambos preferiram confrontar as políticas dos governos de cada um ... como se um fosse alternativa ao outro e vice-versa.
Este debate também não foi um debate igual aos outros: foi apresentado como o "mais importante" e até teve mais tempo que os outros! A democracia da era do liberalismo é também isto: formalismo e faz de conta!
Às eleições de 27 de Setembro, não concorrem sómente os actuais partidos parlamentares. Mas quem viu os debates, parece que serão sómente esses partidos a concorrer e a submenter-se ao voto popular... O "Público" de hoje (domingo, 13 de Setembro) incluia um artigo sobre os "outros" partidos concorrentes, sem assento parlamentar, a que chamava a "2ª divisão" ...
José e Manuela, o Sócrates e a Ferreira Leite, por seu lado, também não se cansam de repetir que a escolha é ... entre eles os dois!
Felizmente que não é assim ...
sexta-feira, setembro 11, 2009
11 DE SETEMBRO: EXEMPLOS DE TERRORISMOS ...

SONDAGEM : HÁ OU NÃO UMA MAIORIA SOCIAL DE ESQUERDA? O QUE FAZER, ENTÃO?

Mais uma sondagem, mais uma
demonstração de dois factos evidentes:
Ninguém consegue a maioria absoluta;
Há uma clara maioria social de esquerda.
A não existência de condições para uma qualquer maioria absoluta de um só partido, é um dado importante, dado que qualquer solução tem de passar pelo diálogo inter-partidário. Diálogo à esquerda, como à direita, os partidos mais votados, já declararam que estão dispostos a dialogar.
À esquerda, não obstante a aparente posição intransigente de cada partido para estabelecerem qualquer diálogo pós-eleitoral, entre si, o certo é que as direcções desses partidos terão que explicar porque
é que uma maioria social de esquerda, que existe, não pode ter uma expressão política para uma alternativa de governo.
Uma alternativa de governo à esquerda não tem de reeditar as mesmas políticas do actual governo sócrates. Políticas que vão ser penalizadas nas eleições, retirando o eleitorado a maioria absoluta ao PS. À esquerda o enorme desafio seria a possibilidade dos principais partidos - PS, Bloco e PCP - discutirem séria e humildemente entre um programa de novas políticas - democráticas e socialistas - para um governo de esquerda!
Quem vota PS, quem vota Bloco de Esquerda, quem vota PCP ou quem vota noutros partidos de esquerda mais pequenos tem decerto, motivações diferentes. Mas haverá em todos esses eleitores, uma vontade comum: impedir que a direita volte ao poder, impedir que a direita volta a impor as suas políticas! Esta não é uma vontade pequena ... é um bom ponto de partida para que o diálogo à esquerda se possa iniciar de uma forma consequente e objectiva!
(a imagem foi retirada do portal do Jornal de Notícias)
quarta-feira, setembro 09, 2009
SOCIALISMO É SÓ "ANTI-CAPITALISMO" ?
terça-feira, setembro 08, 2009
LOUÇÃ AO PÚBLICO: algumas reflexões sobre a "maioria de esquerda" do BE
Francisco Louçã dá hoje uma extensa entrevista ao Público.Parece-nos que, desta vez, Francisco Louçã não é muito claro no que diz respeito à definição da "maioria de esquerda" que o Bloco pretende para integrar como governo.
Percebemos que há um processo de recomposição à esquerda. Percebemos também que, nesse processo, o PS poderá não resistir à saída de um importante sector dos seus militantes. Mas o mesmo pode suceder ao próprio Bloco de Esquerda e ao PCP.
Trata-se de um processo que tem muito a ver com a redefinição e reagrupamento do sector da esquerda socialista. Alguns passos já aconteceram em países como a Alemanha (Die Lienke) e França (Parti de Gauche e NPA).
Só que é um processo lento e Francisco Louçã, parece que, às vezes, avança com perspectivas que já parecem balanços e certezas.
A realidade que hoje temos é ainda muito diferente. Quer gostemos ou não, uma maioria de esquerda tem, incontornávelmente, de contar com o PS que temos e com o PCP que temos.
O grande desafio que o Bloco de Esquerda deveria liderar, na nossa opinião, seria um constante apelo a que as esquerdas soubessem discutir entre si, um programa de governo com políticas democráticas e de inequivoco sentido socialista. Louçã, nesta entrevista do Público, prefere avançar já para um cenário que pressuporia, desde já, o esfrangalhamento do PS e até do PCP.
Fixemos esta parte da entrevista, sobre o PS:
Pergunta: O PS de Sócrates é então igual ao de Ferro Rodrigues.
Resposta: Não, têm políticas diferentes. Mas como se percebeu Ferro Rodrigues não tinha qualquer peso do PS que fosse determinante. José Sócrates é o PS.
É completamente errada a afirmação de que "José Sócrates é o PS". Pelo PS ainda estão, para citar os mais conhecidos, Manuel Alegre, a sua corrente de "Opinião Socialista" e a corrente "Esquerda Socialista". Mas também devem lá estar um número considerável de militantes que por lá ficam, porque não encontram, para já, na cena política portuguesa, qualquer alternativa ao "seu" PS. Apesar de também não se identificarem com a direcção de Sócrates.
Francisco Louçã assim, só influencia negativamente qualquer reorganização - que é necessária e urgente! - do espaço da esquerda socialista em Portugal.
Mesmo relativamente a Manuel Alegre, parece que existe alguma obsessão por uma personalidade de teve (!) um milhão de votos, mas que agora, pelo percurso que entretanto já teve, muito dificilmente os voltaria a conquistar. Ora Manuel Alegre até representa uma esquerda do PS que nem está representada na direcção do PS. Quem desenvolve algum trabalho militante no seio do PS, com posições à esquerda, tem sido a corrente "Esquerda Socialista" que até elegeu, no último Congresso PS, alguns membros para a Comissão Nacional.
Louçã não pode falar do PS como se o PS fosse o seu Bloco. O PS tem os seus militantes e cabe aos seus militantes mudarem o que conseguirem mudar. Mesmo que essa mudança não se faça ao ritmo que Louçã queira.
A paciência eterna (!) que Louçã demonstra para Alegre, deveria ser a mesma que deveria mostrar para com os militantes do PS. Militantes que não são todos pró-Sócrates, como se viu nas mobilizações dos professores, por exemplo.
Qualquer pessoa que queira mudar de políticas, que queira outro governo para Portugal, ficará um tanto ou quanto confusa com a entrevista de Louçã, no que diz respeito à definição da "maioria de esquerda". Porque o Bloco, a partir do momento que edita um programa de governo e fala em "maioria de esquerda" para governar, tem de ser mais claro quanto à definição dessa maioria. As pessoas votam no que existe e não no que seria melhor existir! E é no que existe que devem ser encontradas alternativas que mobilizem as pessoas para outro governo e outras políticas.
João Pedro Freire
segunda-feira, setembro 07, 2009
Waterboys This is the Sea
É uma pausa ... para recordar e ... sentir! ... uma peça dos Waterboys que, em tempos, me fez voar! ... literalmente!!!
Esta memória ... também é VIDA!
quarta-feira, setembro 02, 2009
DEBATES TELEVISIVOS: DE ENCENAÇÃO EM ENCENAÇÃO ENTRE OS PARTIDOS DO "ARCO GOVERNATIVO"...

domingo, agosto 30, 2009
Professores na rua durante a campanha eleitoral ...
Anuncia-se aqui que os professores voltarão à luta durante a campanha eleitoral, "contra o PS de Sócrates" ...A iniciativa pertence a associações independentes de professores e revelam contra quem estarão, mas não a favor de quem estarão ...
Os professores têm razão na luta que travaram contra o governo de José Sócrates. No entanto, correm o risco de a perder se enveredarem por objectivos como aquele que parece estar a ser definido pelas "associações independentes".
Será que tudo o que for contra José Sócrates serve, só porque é contra o actual primeiro-ministro?
sábado, agosto 29, 2009
A OUTRA ESQUERDA ... opinião de Nuno Cardoso da Silva
TRIBUNA SOCIALISTA edita-o, numa perspectiva de provocar debate.
Fica, no entanto, claro que a opinião do TRIBUNA SOCIALISTA é radicalmente diferente das posições defendidas por aquele partido. Não somos "marxistas-leninistas", somos anti-estalinistas, somos libertários, temos uma concepção de socialismo que está nos antipodas da concepção que o MRPP ainda parece defender ... pelo menos, não temos conhecimento de nenhuma (auto) critica relativamente ao modelo chinês, não só o actual, mas também o que vigorou com Mao Tse-Tung.
João Pedro Freire
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A OUTRA ESQUERDA: O PCTP/MRPP (*)
Numa sociedade em crise, num clima de exclusão social e de pobreza crescentes, só a esquerda manifesta preocupação e vontade de corrigir esses desvios. A direita é essencialmente darwinista, glorifica o confronto e o sucesso dos mais fortes, despreza todos aqueles que parecem nada ter a contribuir do ponto de vista estritamente produtivo.
Só que esquerdas há muitas. Ou, pelo menos, há muitos que se dizem de esquerda, defendendo as coisas mais díspares. Optar pela “esquerda” é assim mais difícil do que parece. A esquerda é o Partido Socialista? É o Bloco de Esquerda? É o Partido Comunista Português? Ou será talvez um PCTP/MRPP, do qual as pessoas gostam de fazer troça, baseada em opções em tempos feitas?
O PCTP/MRPP classifica-se a si próprio de marxista-leninista, e há no seu seio ainda quem venere Estaline e Mao, embora em número cada vez menor. O MRPP teve uma influência significativa imediatamente após o 25 de Abril, altura em que nele militavam pessoas como Durão Barroso, Ana Gomes, Saldanha Sanches, Fernando Rosas, e tantos outros que depois foram aterrar noutros partidos. A postura fortemente crítica do MRPP relativamente ao PCP – ao qual apelidavam de “social-fascista” – esteve certamente na origem da proibição do MRPP concorrer às eleições, o que levou ao seu declínio a prazo. Com efeito, num clima ainda pré-democrático, com um eleitorado ainda não fixado em opções partidárias, impedir o MRPP de concorrer às eleições era obrigar a maioria dos que nele iriam votar a fazer outras opções que, com o tempo, se foram consolidando. Ao fim de alguns anos, o eleitorado potencial do MRPP tinha-se fixado noutras opções, e o MRPP deixou de ser uma ameaça aos partidos situacionistas (os que tinham sido aprovados pelo MFA).
No entanto o MRPP sobreviveu, adoptou o nome de Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses (PCTP) e, sem perder o seu cariz marxista-leninista, foi aceitando o princípio do pluralismo democrático, tornou-se mais tolerante das opiniões diversas, e tornou-se num partido respeitador dos princípios democráticos, sem no entanto abandonar completamente o vocabulário mais revolucionário. A ditadura do proletariado já só é figura de retórica, e pouco se distingue do princípio geralmente aceite do governo da maioria.
Havendo tantas alternativas de esquerda, então porquê votar num PCTP/MRPP que ainda não conseguiu eleger um só deputado, embora o número crescente de votos que tem vindo a conquistar anunciem um próximo sucesso, talvez já em Setembro, em Lisboa?
A falência clara do sistema capitalista – apesar das tentativas para nos fazer acreditar que a actual crise não é estrutural, mas conjuntural -, aconselha a que se abandone esse sistema perverso e se opte por um sistema realmente socialista, embora bem distante do centralismo soviético. As próximas eleições deveriam dar um sinal claro nesse sentido. O problema está em que os partidos ditos de esquerda, com assento parlamentar, se foram habituando a conviver com o modelo capitalista, que já não põem em causa, e que apenas querem humanizar. Erro táctico capital. O capitalismo não pode ser humanizado, porque ele se baseia numa concorrência feroz que só beneficia os mais fortes. A sacrossanta eficiência produtiva é construída à custa da exploração de quem trabalha, e isso é inaceitável. A justiça social exige alguma perda de eficiência produtiva, no sentido de que não pode ser construída à custa da redução dos salários reais. E esta é, no entanto, um dos principais instrumentos do capitalismo agonizante.
Só o PCTP/MRPP demonstrou que não pactua com um sistema intrinsecamente injusto. O PCTP/MRPP não se satisfaz com um capitalismo de rosto humano, quer um socialismo construído na socialização dos meios de produção, mas sem centralismo estatal, sem constrangimento da liberdade de produzir, sem violação dos princípios democráticos. É evidente que uma transformação deste tipo exigiria uma ruptura com o actual sistema, mas sempre apoiada na vontade maioritária do povo português.
Eleger um deputado do PCTP/MRPP não vai permitir essa ruptura a curto prazo, mas permitiria uma intervenção política ao mesmo tempo crítica e pedagógica, que tornasse mais difícil ao próximo governo continuar a enganar os portugueses, e os fosse esclarecendo quanto às alternativas ao actual sistema de injustiça e exploração.
(*) Nuno Cardoso da Silva
PSD: a mesma tralha com mais do mesmo de sempre!
Conhecidas as intenções do PSD, depois de também já terem sido conhecidas as do PS, em matéria de propostas para políticas governativas, ficamos apreensivos, já que as diferenças, sendo de pormenor, possibilitam a criação prática da expressão política do "centrão", o chamado "bloco central"! quarta-feira, agosto 26, 2009
FRANCISCO LOUÇÃ: ENTREVISTA A LER NO JORNAL DE NEGÓCIOS DE HOJE!
A entrevista de Francisco Louçã, inserida na edição de hoje do JORNAL DE NEGÓCIOS é uma excelente peça para se compreender melhor as ideias e as propostas do Bloco de Esquerda.De uma forma geral, as posições de Francisco Louçã são muito claras e objectivas relativamente ao sentido das políticas propostas pelo Bloco de Esquerda. São claras e propiciam condições de um debate sério não só à esquerda , mas também no plano nacional.
Um único comentário mais critico, voltamos a fazer no que diz respeito aos cenários pós-eleições.
É hoje um dado, mais ou menos, aceite por todos os quadrantes que as próximas eleições legislativas não darão uma maioria absoluta ao PS nem a nenhum outro partido.
Partilhamos também a oposição a qualquer aliança com o PS de José Sócrates, o responsável pelo estendal de políticas neo-liberais e de submissão aos lobbies económico-financeiros desenvolvidas nos últimos quatro anos.
Mas numa perspectiva de esquerda, o Bloco, na nossa opinião, deveria assumir uma posição clara de defesa de uma alternativa de governo de esquerda, apelando à convergência entre socialistas, comunistas e todos os que querem outras políticas. Não se trata de um mero somatório de deputados da nova Assembleia da Republica para uma "maioria parlamentar de esquerda", mas antes, uma consequência de uma maioria social de esquerda que exige outras políticas de sentido inequivoco democrático e socialista.Há uma imensidão de pessoas que têm sofrido os efeitos da crise e que não compreendem porque é que a direita se une e as esquerdas passam a vida a falar cada uma para seu lado, cada qual, falando numa "alternativa" que ninguém vê explicada, nem que tem qualquer tradução em políticas que combatam eficazmente o desemprego, a precariedade e que qualifiquem a democracia e os serviços públicos.
TED KENNEDY : MORREU UM DEMOCRATA !
Edward Kennedy faleceu ontem. Desapareceu um democrata norte-americano que deixará a sua vida liga a algumas acções legislativas importantes com alcance cívico e democrático.
