
Também concordamos com o Francisco Trindade em ANOVIS ANOPHELIS :
Eh, caraças! Qual deles o melhor!...
Socialismo libertário, eco-socialismo, para uma alternativa democrática, socialista e anti-capitalista com dimensão internacional!

De que serve um "Acordo" quando ele corresponde sómente a negociações entre corporações, instituições e confederações?
Os jogos de governo vs oposição e/ou direita vs esquerda no lado neo-liberal da política assemelha-se muito a mandar uma moeda ao ar ... é a mesma moeda com lados diferentes!
Sócrates na ESAG: a mais execrável manipulação de crianças a que assisti desde o tempo do fascismo (*)
Num referendo pautado por uma fraca participação (inferior a 50%), o "NÃO" ao chamado Tratado de Lisboa parece ter vencido na Irlanda.
Fixe-se a crise energética, fixe-se também as alterações das leis laborais no sentido da sua liberalização. São dois exemplos que motivam a seguinte questão: será que é possível manter alguma luta consequente no plano estritamente nacional?Da discussão destes pontos, de certeza que surgirão outros que merecem trabalho para a possibilidade de uma convergência. Mas o mais importante, é a possibilidade da(s) esquerda(s) demonstrar vontade política para conseguir uma organização internacional que produza um programa de democracia e de socialismo alternativo ao liberalismo globalizado e a qualquer forma de totalitarismo.
Tenho ouvido dizer, ano após anos, depois do 25 de Abril de 1974 que o 10 de Junho era o Dia de Portugual e das Comunidades Portuguesas.E se alguma dessas soluções surgisse de um processo organizado a partir de um Fórum das Esquerdas que reunisse todas e todos interessados em discutirem uma alternativa de governo com um programa socialista assente numa maioria social de esquerda?
JLP parece ser um daqueles comentadores que começam a viver acagaçados com a possibilidade de soluções políticas nunca dantes testadas começarem a ganhar forma em alguns países ditos desenvolvidos. Veja-se o caso da Alemanha com a subida eleitoral do "Die Link" (partido de esquerda) !
JLP sabe que numa sociedade mais democrática, mais transparente e com maior participação dos cidadãos a todos os níveis, talvez alguns tachos ficassem ameaçados e alguns grupos económicos e financeiros vissem a sua influência tentacular muito mais diminuída! ...
Por ter medo disto, é que JLP entra pelo caminho do blá-blá-blá ...
Depois dos insultos a que Manuel Alegre foi submetido por parte do dirigente sócratico José Lello pela sua participação na Sessão das Esquerdas, outros dirigentes do PS têm vindo a tentar colocar água na fervura, apelando para "mais tolerância" para com o ex-candidato presidencial.A definição de uma alternativa socialista tem de partir de um ponto muito importante: a aceitação da diversidade das correntes políticas e sociais que podem contribuir para essa definição. Ninguém é a "vanguarda", nem a "parte maior", nem o/a "principal" ... todas e todos são imprescíndiveis à discussão e definição de propostas pelo socialismo!
E isto esbarra, desde logo, com uma das consequências práticas da influência do parlamentarismo liberal na vida de qualquer partido, inclusivé os que se reclamam de esquerda, e que é, a defesa de cada partido como uma espécie de "clube de futebol" ... parece que a clubite é também, no plano político, uma espécie de doença infantil que bloqueia diálogos, pontes e convergências, no caso da esquerda, pelo socialismo e por alternativas que apontem para a transformação democrática e socialista da sociedade.
À esquerda, que é o que nos interessa, não deveria haver fronteiras estanques, verdades imutáveis e/ou pensamentos do género "o meu partido é melhor que o teu" ... isso são tiques e maneiras de ser próprias do jogo parlamentar/político burguês e liberal. As esquerdas dirigem-se a uma maioria social que devem saber ganhar, primeiro no plano social, para o apoio activo e consciente para uma alternativa socialista.
As esquerdas, no seu esforço organizado de convergência e de reflexão, não se podem cingir aos espaço dos partidos de esquerda com assento parlamentar. Há partidos, grupos, movimentos, pessoas para além disso que também são imprescindíveis!
Não se pede a José Sócrates ou à sua guarda pretoriana que compreenda isto que nunca compreenderam. Mas pede-se a todas as esquerdas que querem concretamente acabar com os demandos neo-liberais e se opõem a desvios totalitários que expliquem à sua base social que sabem convergir para uma alternativa, não obstante as diferenças!
José Sócrates pode afirmar o que quiser ... a mesma lengalenga que a direcção debita nos seus exercícios de esquizofrenia política ... o certo é que a Sessão das Esquerdas de ontem, em Lisboa,
Um exemplo CONCRETO de uma iniciativa em busca de uma alternativa contra a pobreza, contra a insegurança, contra as desigualdades, por mais e melhor democracia.
Mário Soares em vez de CITAR e CITAR estudos e estatísticas, e, depois apelar a quem já está incapaz de mudar o que quer que seja, deveria olhar para o espaço europeu e analisar o que é que fazem, hoje em dia, os partidos da Internacional Socialista ... poderia resumir-se no seguinte, dizem uma coisa na oposição e fazem outra no governo, como, aliás, também já fez Soares!
Como qualquer intervenção de qualquer "senador" da praça portuguesa, como por exemplo, aquando das intervenções de Cavaco Silva, também Mário Soares conseguiu pôr o governo, que APARENTEMENTE criticou, a estar de acordo com o que disse ... lá está, é esta a capacidade de intervenção e de mudança dos "senadores" ... não conseguem nada, a não ser serem falados nas conversas dos salões de chá!
As desigualdades, a pobreza, as marginalizações, o dito "Estado de Direito" só para alguns, a inexistência crescente de direitos sociais e de cidadania, exigem INTERVENÇÃO ... muito mais intervenção do que palavreado! E um dos caminhos para essa intervenção é lutar-se pela concretização de uma alternativa SOCIALISTA que provoque maioria social por políticas socialistas e democráticas contra a desorganização e o desastre neo-liberais. E essa maioria social tem a ver com as pessoas concretas, como os professores, como todas e todos aqueles que lutam pelo direito à saúde, como todas e todos os que estam fartos de ter uma vida precária, como todas e todos os que no interior prescindem do tractor para voltarem a usar o burro ou o boi com a charrua, ..., e também com os que política e socialmente continuam a acreditar que a alternativa ao liberalismo e a qualquer totalitarismo está no socialismo, estejam, no PS, no PCP, no Bloco de Esquerda ou sem partido!
O presidente da ANAREC pediu a intervenção do Presidente Cavaco Silva para travar a subida do preço dos combustíveis. O ministro da Economia, Manuel Pinho, ministro de um governo de um partido que se diz "socialista" afirmou que "vai tomar todas as medidas para melhorar a concorrência e diminuir os efeitos sociais do aumento dos combustíveis, mas recusa qualquer intervenção governamental sobre os preços dos produtos petrolíferos". Do lado da direita, há quem reclame a intervenção do governo.Durante os governos de António Guterres, houve intervenção governamental para impedir o aumento dos preços dos combustíveis. Nessa altura, toda a oposição de direita criticava essas medidas, exigindo que se deixasse o mercado funcionar ... José Sócrates era o Ministro do Ambiente!
Hoje em dia, entre as posições do PS e do seu governo e as do PSD e do CDS, não existem grandes diferenças, tirando aquelas que se prendem com as guerras político-parlamentares-eleitorais: todos olham para o abstracto mercado como o "salvador" ...
E é aqui que o chamado "arco político neo-liberal" ou "centrão" (direcção do PS, governo, PSD e CDS...) exibe toda a sua demagogia. Uma demagogia muito bem sintetizada nas palavras do ministro a que já fizemos referência: "vai tomar todas as medidas para melhorar a concorrência e diminuir os efeitos sociais do aumento dos combustíveis". Ou seja, pretendem algo equiparável à quadratura de um circulo ...
A especulação que tem sido apontada como a responsável pelo aumento dos combustíveis, decorre e é consequência do funcionamento do mercado. Os lobbies e os especuladores existem quando falamos de combustíveis, como existem se falarmos de área financeira, como existem se falarmos de construção civil ... E são estes os verdadeiros responsáveis pela incapacidade política de um governo que é de um partido dito socialista, mas acaba dominado e vergado, no dia-a-dia, perante as exigências e as chantagens desses lobbies e especuladores!
Os apelos do presidente da ANECRA a Cavaco Silva (ele mesmo um defensor do mercado e da liberalização dos preços enquanto foi primeiro-ministro!) ou os lamentos da direita, não são para levar a sério, até porque fariam o mesmo que Sócrates faz se porventura fossem governo ...
Julgamos também que os apelos aos boicotes à GALP ou a qualquer outra gasolineira, pouco adiantarão objectivamente. Como pouco adiantarão quanto à necessidade de se dar mais organização aos protestos dos consumidores.
O que é importante constatar, para, de seguida, se agir concreta e objectivamente, é a inexistência de qualquer programa que equacione a necessidade de planeamento económico definido e exercido de forma democrática. E, nos dias da globalização, esse planeamento tem de ter também uma dimensão internacional. No caso português, uma dimensão europeia.
Daí que seja importante, que as forças e correntes políticas socialistas e de esquerda, no plano europeu, intervenham de forma concertada e alternativa no sentido de, por exemplo, conquistarem a maioria política nos fóruns da União Europeia através de uma acção social permanente que denuncie e proponha alternativa ao liberalismo.