tribuna socialista

quinta-feira, novembro 06, 2008

O MOVIMENTO SOCIAL ESTÁ EM MARCHA ... QUEM PROVOCOU ESTA CRISE??

O movimento social está em marcha. Move-te com ele!

No próximo dia 15 de Novembro de 2008 reúnem-se os lideres mundiais para preparar um novo plano contra a crise.

Salvar da crise os bancos dos Estados Unidos já custou 700.000 milhões de dólares! 5 vezes mais do que aprovou a ONU para alcançar os objectivos do milénio! E as ajudas europeias são ainda maiores.

É uma vergonha!

Em Espanha, o governo deu 100.000 milhões de euros aos mesmos bancos que estão a despejar familias por não poderem pagar a hipoteca. Há alguns meses milhares de pessoas saíram à rua por uma habitação digna advertindo já nessa altura o perigo da bolha imobiliária.

Agora que ela estalou quem a vai pagar somos nós?

Há anos que estão a facturar e agora anunciam demissões, cortes salariais, encerramento de empresas, deter o protocolo de Kioto...

Está claro que os grandes partidos governam para a banca e que os grandes sindicatos não vão reclamar, se até foram felicitados por banqueiros e empresários!

Só nós podemos denunciá-lo. Privatizam os beneficios e socializam as perdas!

Vamos permiti-lo? Claro que não.

Próximo sábado, 15 de Novembro às 17h saímos à rua em todas as cidades numa macro manisfestação ibérica.

Temos tempo e capacidade suficiente para difundir esta mensagem e organizar-nos. Eles que se reúnam, mas nós também entramos nesta cimeira!

REENCAMINHA ESTA MENSAGEM! TRADUZ! ADAPTA! QUE FAÇA TREMER A REDE E A BANCA!A CRISE QUE A PAGUEM ELES!

Concentração, 15 de Novembro às 17h, em:LISBOA - Largo Camões e porque não em mais cidades e vilas ?...

quarta-feira, novembro 05, 2008

OBAMA: VONTADE SOCIAL DE MUDANÇA. SERÁ QUE HAVERÁ A MESMA VONTADE POLÍTICA?


Em Fevereiro de 2007, escrevemos :


EUA : SERÁ QUE O SISTEMA CONSEGUE PRODUZIR UM PRESIDENTE ANTI-SISTEMA?

Barack Obama é o nome do senador democrata do Illinois, negro, que avançou ontem com o anúncio de uma candidatura a candidato pelo Partido Democrata a Presidente dos EUA.

Com um discurso que pretende ser simultaneamente transversal e radical (para a realidade norte-americana dominada por dois partidos que se assumem como duas faces de uma mesma moeda), algumas questões colocam-se:

será que o sistema político norte-americano conseguirá produzir um Presidente com uma perspectiva que se pode definir como "anti-sistema" ?

será que o poder económico-financeiro norte-americano e/ou o complexo militar industrial tolerarão um Presidente que fala em "transformar a América"?

Será que os norte-americanos se mobilizarão fora do espartilho bipartido?A democracia norte-americana não é própriamente o melhor exemplo de democracia. Principalmente quando se olha para o modo de eleição para Presidente. Ao que se pode adicionar os exemplos recentes de autenticos atentados anti-democráticos, como o que aconteceu na eleição que opôs o George W.Bush a Al Gore ...Obama é um produto do Partido Democrata. Um produto do próprio sistema!

Mas é possível que a experiência que ganhou com o trabalho social junto de comunidades pobres ou como advogado especialista em direitos humanos, contribua para a afirmação de um candidato com preocupações políticas e sociais pouco habituais no sistema político norte-americano.

Afirmações como:

"Podemos ser a geração que liberta o país da tirania da guerra, que controla as emissões de carbono para a atmosfera, que não esquece as lições do 11 de Setembro, que reconstrói as nossas alianças e leva a esperança a tantos outros países do mundo"

"Nós podemos ser a geração que recupera a classe média neste país. Que acaba com a pobreza e garante que ninguém fica sem emprego por falta de formação. Nós podemos ser a geração que finalmente acaba com a crise do sistema de saúde e consagra a cobertura universal dos cuidados médicos".

"fazer compromissos sem abdicar dos seus princípios"

merecem atenção. Por um lado, importa verificar como é que Obama desenvolverá a sua campanha dentro do partido a que pertence e depois, se vier a ser designado como candidato, junto das pessoas por todo o país que percorrerá.

Por outro lado, como é que o aparelho de Estado (o federal e os regionais), com todos os seus tentáculos e lobbies, reagirá perante um candidato (ainda por cima negro ...) que pretende mobilizar a sociedade para uma transformação que tem produzido vitímas atrás de vitímas!

O que escrevemos mantemos no momento da eleição de Barack Obama. Na eleição de Obama, há, de facto, o exercício de uma enorme vontade de mudança por parte dos americanos. A própria mobilização para a participação nas eleições é um sintoma dessa vontade que não pode ser ignorado ou relativizado.

Obama não é socialista, não tem um programa socialista, nem sequer tem um programa que aponte para grandes mudanças nos EUA. Mas há uma interrogação que ficará: que impulso social provocará esta eleição na sociedade norte-americana no sentido de mudanças políticas, sociais, económicas e culturais?

terça-feira, novembro 04, 2008

DIA INTERNACIONAL DE ACÇÃO CONTRA A COMERCIALIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO - 05 de Novembro




O apelo para a realização de um dia internacional de acção contra a comercialização da educação é dirigido a todas organizações e grupos de professores e de estudantes e visa congregar esforços e energias na luta pela educação pública, gratuita, livre e emancipadora.


O próximo dia 5 de Novembro, dia internacional contra a comercialização da educação, serve o propósito maior de promover uma consciência reflexiva sobre esta luta a nível mundial.


Estudantes e activistas de diversos países que lutam contra as taxas e as propinas insuportavelmente cada vez mais caras, assim como a crescente influência do mundo empresarial e das multinacionais sobre o ensino e a educação, procurando dessa maneira obter benefícios, senão mesmo a pura e simples privatização das escolas, tomaram a iniciativa de fazer um apelo internacional para a realização de uma jornada a favor da educação pública, gratuita e emancipatória.


O apelo foi lançado pelo The International Students Movement for Free and Emancipating Education e destina-se a lutar contra a comercialização da educação e das escolas


Neste preciso momento estudantes de vários países estão a lutar contra mercantilização da educação e a privatização das escolas e das universidades: Itália, França, Espanha, Alemanha, Inglaterra, mas também no Chile, no Canadá, na Nova Zelândia, etc.


Na Europa o chamado «processo de Bolonha» serviu para vários governos começarem a atacar a educação enquanto direito e bem público, de livre acesso para todos. Na sua sequência os sistemas de educação, muito especialmente, do ensino superior estão a ser invadidos por uma lógica e por interesses empresariais espúrios.


Aparentemente o dito processo de Bolonha visa melhorar o reconhecimento internacional da carreiras e dos títulos universitários, e incrementar a mobilidade dos estudantes, mas a verdade é que sob essa aparência o que realmente está a acontecer é o fomento da concorrência entre as varias escolas de ensino superior, o que se vai reflectir consequentemente na selecção e hierarquização das escolas, instituições, professores e diplomas.


A comercialização da educação converte as universidades em empresas e os estudantes em meros consumidores ( esqueçam a democracia e a participação nos órgãos de gestão). Outra consequência perversa é a divisão e hierarquização das escolas, umas para as élites, e outra para simples fins ocupacionais da futura mão-de-obra desqualificada.


A educação é um assunto demasiado importante para ficar à mercê das chamadas forças de mercado e dos agentes económicos e interesses privados. A educação é um direito de todos.Lutamos também por uma educação emancipadora, por um ensino e aprendizagem que promova o espírito crítico dos cidadãos, o que obviamente não é, de todo, do interesse dos poderes instalados que, preferem antes, fomentar um pseudo-ensino/aprendizagem de carácter ocupacional para produzir cidadãos-consumidores passivos e obedientes.


Não aceitamos que os sistemas educativos tenham por finalidade produzir «capital humano», que as escolas funcionam numa lógica empresarial, e que os seus alunos e professores mais não sejam que «recursos» organizacionais.


Somos, sim, seres humanos e cidadãos e, por isso, rejeitamos totalmente a privatização e a comercialização da educação. Reivindicamos a educação como direito inalienável numa sociedade democrática, ao alcance de todos. Educação e formação ao longo da vida deve prevalecer face às tentativas de a converter em simples profissionalização dos seus principais interessados.


Ligações:




domingo, novembro 02, 2008

TRIBUNA SOCIALISTA em "obras" durante uns tempos!...


Durante uns tempos, TRIBUNA SOCIALISTA vai continuar inactivo!



Inactivo não quer dizer, no entanto, alheado do que se está a passar à nossa volta: uma crise profunda do neo-liberalismo com os governos neo-liberais de todas as matizes (liberais própriamente ditos, liberais com roupagens "socialistas" ...) a adoptarem políticas hipócritas de estatizações que, óbviamente, mais não fazem que evitar qualquer espécie de socialização!



À esquerda, as respostas têm sido algo superficiais! Responde-se numa espécie de "taco a taco", mas as principais correntes pouco fazem para pensar o socialismo como a alternativa global, internacional e democrática no século XXI.



Nesse esforço colectivo de busca por uma alternativa socialista com dimensão democrática e internacionalista, registamos o aparecimento da Rede Luxemburguista Internacional (RLI). Uma organização que agrupa militantes luxemburguistas que partilham os postulados de Rosa Luxemburgo, da qual TRIBUNA SOCIALISTA faz parte.



A RLI conta com militantes em Espanha, nos Estados Unidos, em França, na Noruega, no Reino Unido e em Portugal. Os militantes da RLI não são nem reinvidicam ser os únicos activistas que têm como referência o pensamento de Rosa Luxemburgo. O próprio luxemburguismo não pode ser um dogma.



Os militantes da Rede Luxemburguista Internacional lançaram agora o primeiro número de um Boletim "HUELGA DE MASAS" (Greve de Massas) , que representa o resultado de um trabalho colectivo, internacional e livre. Este Boletim permitirá que todos os militantes possam expor livremente as suas ideias, já que a Liberdade é uma condição indispensável para a construção do Socialismo.



O trabalho de Rosa Luxemburgo sobre a auto-organização democrática da classe trabalhadora, os processos de greves de massas, o funcionamento da acumulação capitalista, a sua oposição a todas as formas de nacionalismo, são, na opinião dos militantes da RLI, chaves para a compreensão e para a interpretação do mundo actual.



TRIBUNA SOCIALISTA, enquanto espaço da blogosfera, vai estar inactivo durante uns tempos. Mas nos campos social e político continuaremos activos como militantes socialistas que estão empenhados na construção de uma alternativa socialista internacional.



Convidamos todas e todos os que partilham as ideias de Rosa Luxemburgoa contactar e a unirem-se à REDE LUXEMBURGUISTA INTERNACIONAL !

sábado, setembro 20, 2008

CONFERÊNCIA INTERNACIONAL ROSA LUXEMBURGO

A Sociedade Internacional Rosa Luxemburgo e a Fundação Rosa Luxemburgo de Berlim realizam, em 16 e 17 de Janeiro de 2009 (Sábado e Domingo), a 16ª Conferência Internacional sobre Rosa Luxemburgo.

A conferência abordará temas como a concepção do Socialismo segundo Rosa Luxemburgo assim como divulgará recentes descobertas sobre a vida e a obra da revolucionária alemã.

Estarão presentes oradores provenientes do Brasil, da China, da Holanda, da Noruega, da Polónia, da Rússia e da Alemanha.

As línguas da conferência serão o alemão e o inglês.

A Conferência terá lugar no Auditório da Fundação Rosa Luxemburgo, em Franz-Mehring-Platz 1, 10243 Berlim, Alemanha.

As inscrições deverão ser tratadas com o Prof.Narihiko Ito ou com Ottokar Luban .

As deslocações e a estadia são por conta dos interessados, embora a organização forneça indicações sobre hoteis com bons preços e próximos do local da Conferência.

Lembra-se que existem "low costs" aéreos para a Alemanha.

sexta-feira, setembro 19, 2008

MANUEL ALEGRE CRITICA J.S. (Notícia da Lusa, retirada do portal do Público)

Deputado apoia liberdade de voto sobre casamentos homossexuais

Manuel Alegre lamenta que JS apenas fale de questões "fracturantes" que estão na "moda"
19.09.2008 - 11h44 Lusa


Manuel Alegre manifestou-se hoje a favor da liberdade de voto na bancada do PS face aos projectos a favor dos casamentos homossexuais, mas lamentou que a JS apenas se preocupe com questões "fracturantes" que estão na "moda".





"Sou a favor da liberdade de voto e da liberdade de consciência, mas tenho pena que a Juventude Socialista só fale destas questões fracturantes [casamentos entre pessoas do mesmo sexo], que estão na moda, e não fale das grandes questões sociais do país", declarou o deputado socialista, à entrada para o plenário da Assembleia da República.





O ex-candidato presidencial e vice-presidente da Assembleia da República afirmou que "gostaria que as pessoas, nomeadamente os jovens, que têm razões em preocupar-se com isso [casamentos homossexuais], se preocupassem também com outras coisas".





"Gostava de os ouvir falar sobre o Código Laboral, sobre o desemprego, sobre o Serviço Nacional de Saúde, mas infelizmente não os ouvi falar sobre isso", acrescentou.





A Assembleia da República agendou para dia 10 de Outubro projectos do Bloco de Esquerda e de "os Verdes" que alteram o Código Civil para permitir o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Quinta-feira, em reunião da bancada socialista, a direcção do Grupo Parlamentar do PS apresentou aos seus deputados uma proposta de voto contra com disciplina de voto em relação a estes dois diplomas.





No entanto, vários deputados (entre eles Paulo Pedroso, Maria de Belém e Miguel Coelho) contestaram a proposta de disciplina de voto da direcção e uma decisão final foi remetida para uma próxima reunião da bancada socialista.

CONGRESSO INTERNACIONAL KARL MARX, Lisboa, 14/15 Novembro 2008

Iniciativa da Cooperativa Culturas do Trabalho e Socialismo, realiza-se nos próximos dias 14 e 15 de Novembro, em Lisboa, o Congresso Internacional Karl Marx.

A Cultra, o Instituto de História Contemporânea e a rede Transform promovem nos dias 14 e 15 de Novembro de 2008, na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, o Congresso Internacional Karl Marx.

À semelhança do que vem sucedendo em outros países, este congresso internacional visa alargar o espaço de debate intelectual em torno dos marxismos.

Convidamos por isso a que se apresentem a este congresso quer comunicações que analisem os marxismos enquanto instrumentos de interpretação e transformação do tempo presente, quer comunicações que, de alguma forma, reivindicando-se de tradições marxistas, se debrucem sobre problemáticas discutidas no âmbito das ciências sociais e humanas.

As comunicações poderão ter um registo mais teórico ou um registo mais empírico. Os trabalhos do congresso decorrerão durante dois dias. Funcionarão dois tipos de sessões. Por um lado, sessões plenárias com conferencistas convidados. Por outro sessões paralelas onde serão debatidas as comunicações. Estas sessões paralelas organizam-se em torno de nove grandes linhas de trabalho, cujos tópicos se enunciam a título meramente de sugestão.

A data limite para envio de propostas de comunicação é 15 de Setembro de 2008.

As propostas (com 1000 a 1500 caracteres, incluindo espaços) devem indicar a linha de trabalho em que se inscrevem. No dia 30 de Setembro serão anunciadas as propostas seleccionadas.
No Congresso, cada apresentação terá a duração máxima de 20’ e as línguas de trabalho são o português, castelhano, inglês e francês.
As propostas de comunicação deverão ser enviadas para:
Instituto de História Contemporânea / FCSH / UNLAv. de Berna, 26-C1069-061 – Lisboa
ou para o email: ihc@fcsh.unl.pt

UMA IRANIANA LUTA CONTRA A DEPORTAÇÃO PELO GOVERNO SUECO


Notícia em inglês retirada de SB News:

STOCKHOLM (AFP) — An Iranian woman whose asylum request was rejected by Sweden said Thursday she feared for her life if she were to be deported to Iran because of her criticism of its government.

"I'm afraid of going back to Iran. I have to stay. There is no other possibility," said Rana Karimzadeh, 46, who came to Sweden in 2005 after fleeing Iran in 2001.

"I fear for my life," she told AFP.

A Swedish immigration court rejected her asylum request on August 19 after judging that she was not at risk of persecution if she returned to Iran, a court official said.

"We didn't think that her activism was intense enough for the Iranian regime to be interested in her or to hold anything against her," a court official, Ulrika Sandell, told AFP.
But Karimzadeh said: "I have three blogs in which I criticise the Iranian regime and I'm active in several associations that campaign for women's rights and against radical Islam."

Karimzadeh said that after fleeing Iran she had first stayed in the Netherlands where a first asylum request was rejected.

Her two daughters, aged 10 and 15, were ordered to leave Sweden with her.
A support group has been set up in Sweden to push for their right to stay and on Wednesday about 100 people demonstrated outside the Swedish parliament.

Karimzadeh has appealed the immigration court's ruling and a verdict is expected in late October.

quarta-feira, setembro 10, 2008

CONTRA A DIRECTIVA EUROPEIA DAS 65 HORAS SEMANAIS, CONTRA AS DIRECTIVAS ANTI-IMIGRAÇÃO: POR UMA ALTERNATIVA DE UNIDADE DA CLASSE TRABALHADORA!


O Manifesto que se segue é da responsabilidade do FORUM LUXEMBURGUISTA INTERNACIONAL, do qual TRIBUNA SOCIALISTA faz parte.
POR UMA ALTERNATIVA DE TODA A CLASSE TRABALHADORA!
JORNADAS LABORAIS MAIS CURTAS, NÃO MAIS LONGAS!
FRONTEIRAS ABERTAS, NÃO À GUERRA CONTRA OS IMIGRANTES!
HABITAÇÃO PÚBLICA E EDUCAÇÃO PARA TODOS, NÃO ÀS PRIVATIZAÇÕES!
QUE SEJAM OS CAPITALISTAS A PAGAR E NÃO NÓS!
A União Europeia lançou o maior ataque da sua história contra a classe trabalhadora. A directiva das 65 horas, a directiva contra os imigrantes, a directiva Bolkestein e o Plano de Bolonha são parte de um único plano para reduzir os custos laborais, para transferir riqueza do trabalho para o capital.
Se a jornada de trabalho é mais longa, havendo assim menos empregos e mais desempregados, os salários baixarão. Se os imigrantes são aterrorizados até a um ponto de terem de aceitar trabalho por qualquer salário, então todos os salários baixarão. Por cada privatização, o trabalho é transferido de uma força de trabalho com salários mais altos para trabalhadores com menores salários, então os salários baixarão.
O plano da União Europeia, totalmente calculado, é colocar os trabalhadores uns contra os outros, criando uma competição em todo o continente, entre países, indústrias e indíviduos de modo a que todos caiam para os níveis mais baixos fixados pelas directivas. Por isso, temos de nos opor a tudo isto não com acções de protesto desencontradas e desunidas contra directivas individualizadas, mas com uma campanha única e coordenada. Os sindicatos que lutam contra a directiva das 65 horas, as organizações de imigrantes que lutam contra "a directiva da vergonha", os estudantes que lutam contra o plano de Bolonha e os trabalhadores do sector público que lutam contra a directiva Bolkstein, todos temos de unir-nos numa única luta contra o plano da União Europeia, coordenando dias de acções e combinando as reinvidicações.
Não podemos responder só com a recusa do plano, já que a União Europeia continuará com outros ataques.
Devemos saber definir também a nossa própria alternativa como classe trabalhadora, que será o que todos nós quisermos!
REDUÇÃO DA SEMANA DE TRABALHO EM TODOS OS PAÍSES PARA 35 HORAS ABRANGENDO TODOS OS TRABALHORES, SEM REDUÇÃO DOS SALÁRIOS E SEM DESTRUIÇÃO DOS EMPREGOS. REVOGAÇÃO DA DIRECTIVA DAS 65 HORAS.
IGUALDADE DE DIREITOS PARA TODOS, SEM DISCRIMINAÇÕES POR CONDIÇÃO DE IMIGRANTE. LIBERDADE DE MOVIMENTOS ATRAVÉS DE TODAS AS FRONTEIRAS. ABOLIÇÃO DA DIRECTIVA SOBRE IMIGRAÇÃO.
ENSINO SUPERIOR GRATUITO PARA TODOS. PROGRAMAS DE TRABALHOS PÚBLICOS MASSIVOS COM EMPREGO PÚBLICO DIRECTO PARA SE GARANTIR HABITAÇÃO E SERVIÇOS ESSENCIAIS PARA TODOS. CONTROLO DEMOCRÁTICO DOS CENTROS DE TRABALHO PÚBLICOS COM REPRESENTAÇÃO DOS TRABALHADORES E DAS COMUNIDADES ENVOLVIDAS. FIM DAS PRIVATIZAÇÕES, ABOLIÇÃO DA DIRECTIVA BOLKSTEIN E DO PLANO DE BOLONHA.
FINANCIAMENTO DE TRABALHOS PÚBLICOS E EXTENSÃO DOS SERVIÇOS PÚBLICOS ATRAVÉS DO FIM DAS SUBVENÇÕES ÀS EMPRESAS E COM UM GRANDE AUMENTO DOS IMPOSTOS SOBRE AS CORPORAÇÕES E OS CAPITALISTAS INDIVIDUALMENTE.
PROIBIÇÃO DAS DESLOCALIZAÇÕES, DOS DESPEDIMENTOS E REGULAÇÕES DO EMPREGO.
Sómente um movimento massivo por toda a Europa com amplas reinvidicações, um processo de greves de massas que se extenda para além de cada sector de actividade, pode obter ganhos. Considerando a crise, tais ganhos sob o capitalismo tenderão sempre a ser temporais. Mas nestes processos de greves de massas, os trabalhadores podem conseguir as organizações e a consciência necessárias para mudarem radicalmente o mundo, para substituir o capitalismo por um socialismo democrático que proporcione permanentemente uma vida decente para todos.
Apelamos a todas as organizações para que participem em reuniões e forúns para o planeamento de uma campanha conjunta neste outono.

quinta-feira, agosto 28, 2008

SEGURANÇA: A DIREITA É LIBERAL NA ECONOMIA E TOTALITÁRIA NO CONTROLO DAS PESSOAS!

A crise económica pode originar explosões sociais. Não seria a primeira vez que isso aconteceria! E em Portugal, sente-se que as pessoas não andam felizes. Sente-se revolta! Mas ... como que de um momento para o outro, a imprensa começou a estar cheia de notícias de assaltos e roubos violentos. A crise económica parece que deixou de existir e o que passou a ser o pão-nosso-de-cada-dia é a insegurança das pessoas.

Um jornal diário, edição de hoje, notícia inclusivamente que os ricos já requisitam os serviços de guarda-costas ... o noticiário de uma emissora radiofónica dava também conta que ontem, num bairro de Lisboa, a polícia teria efectuado uma operação gigantesca de caça a armas, droga e ... imigrantes ilegais ... isto, tudo no mesmo saco!

Para quem não pode contratar os serviços de guarda-costas, a situação é, de facto, desesperante ... a avaliar pelo que a imprensa relata!

A imprensa e não só! Mais o CDS, mais a líder do PSD que até deixou de estar calada, mais ... o Presidente da Republica!

Energia para a resolução do desemprego, para o fim da precariedade, para o fim de salários de miséria, ... , é algo que parece esquecido neste momento!

Mais polícia, mais video-vigilancia nos bairros pobres, mais controlo dos imigrantes sem se mexer na exploração de que são alvo em alguns sectores de actividade económica, mais condomínios fechados, às tantas um subsídio para a contratação de guardas-costas privados por parte das chamadas "famílias de bem" ... estas são as medidas clássicas e gastas de uma direita que parece ser liberal só para as empresas e totalitária quando se trata de controlar aqueles de quem desconfiam!

quarta-feira, agosto 20, 2008

QUANTOS BISPOS JÁ COMEMORARAM O 25 DE ABRIL DE 1974? Sim ... esta data que já leva mais de 30 anos!

O porta-voz da Conferência Episcopal Portuguesa considerou hoje que o novo regime jurídico do divórcio, vetado pelo Presidente da República, era “ofensivo do valor da religião” e reflexo da “leviandade com que, muitas vezes, o Parlamento produz leis”.Carlos Azevedo comentava à Lusa o veto de Cavaco Silva ao diploma que altera o Regime Jurídico do Divórcio, devolvendo-o à Assembleia da República para que seja objecto de nova apreciação, com fundamento na desprotecção do cônjuge que se encontre em situação mais fraca, geralmente a mulher, bem como dos filhos menores.

A República (mesmo que liberal e burguesa...) não tem e não deve produzir NUNCA leis que se referenciem ao "valor da religião". Nem ofensivas nem defensivas ...A Republica é laica!

A Conferência Episcopal Portuguesa, a propósito do novo regime jurídico do divórcio, voltou a posicionar-se como alguém que não evoluiu, como alguém que terá ficado algures nos anos antes do 25 de Abril ... porque se bem nos recordarmos, quando foi a última vez que a Conferência Episcopal Portuguesa aplaudiu ou elogiou alguma lei que mexa com tradições conservadores e imobilizadoras no que diz respeito a modos e práticas de vida?

Felizmente, muitas católicas e muitos católicos (aqui não se inclui o Sr.Presidente da República, como é fácil de avaliar!...), já sabem pensar e agir de acordo com a sua consciência e a sua vontade!

sábado, agosto 09, 2008

JOGOS OLIMPICOS DE PEQUIM ... COMEÇARAM!

Durante os dias em que decorrerem os Jogos "Olimpicos", verifiquem na imprensa diária (escrita, falada e televisiva) quanto vale afinal a luta pelas liberdades e o respeito pelos direitos humanos em comparação com a bebedeira das imagens de uns jogos que casam com a encenação do poder totalitário chinês !

Sob o mesmo céu de Pequim carregado de poluição decorrerão os jogos e permanecerão nas prisões milhares de chineses que querem liberdade e democracia. A imprensa dominante falará muito da espectacularidade dos jogos, mas muitíssimo poucos terão a oportunidade de perguntar aos chineses presos, o que eles pensam sobre isto tudo.

Os jogos olímpicos da era moderna continuam a ter a ver muito mais com a encenação política dos governos e quase nada a ver com o olimpismo, o desportivismo e o convívio entre os povos e as culturas.

Nisto, também a globalização neo-liberal sabe casar-se muito bem com os totalitarismo de todas as matizes ...

quinta-feira, julho 31, 2008

NUCLEAR? NÃO, OBRIGADO!

BEM LEMBRADO! ... para que não existam dúvidas e para recordar que as investidas do lobby pró-nuclear (os tais, como alguém lembrou, que nunca souberam nem produziram um Kwat na vida, mas que agora abrem a boca a pedir o nuclear ...) teve, tem e terá oposição!

quarta-feira, julho 30, 2008

MAIS UM EXEMPLO DO "SOCIALISMO" CHAVISTA (i.e. de Hugo Chavez)...

Está em francês, mas vale a pena clicar aqui para tomarem conhecimento de mais uma "inovação" de Hugo Chavez na sua caminhada "socialista" (!!!) ...
Em castelhano fiquem com a peça seguinte:
100 niños habitantes de la parroquia La Pastora, fueron juramentados como integrantes de las Brigadas Juveniles de la PM Por : Últimas Noticias Fecha de publicación : 27/07/08 Caracas 27 de julio 2008. - . Un total de 100 niños habitantes de la parroquia La Pastora, fueron juramentados como nuevos integrantes de las Brigadas Juveniles de la Policía Metropolitana. De ahora en adelante, estos muchachos se suman a las labores de prevención contra el delito en sus respectivas comunidades.
El acto de juramentación se llevó a cabo en las instalaciones de la Escuela Bolivariana República de Bolivia, donde los pequeños, impecablemente vestidos con sus uniformes de brigadistas, se comprometieron a ser repetidores de los conocimientos que han adquirido en los talleres que dictan los funcionarios de la Policía Metropolitana y en cuyo proceso también participan los padres.
Shaonith Bastidas, Yhonatan Moreno, Carolay Salamanca y Yorye Obrian, son algunos de los niños que integran la brigada y señalan que entre los adiestramientos que les ofrecen se encuentran el orden cerrado, contenido de la Constitución y la Ley de Protección del Niño y Adolescente, así como también y actividades deportivas, culturales y recreativas que realizan con amigos.
El Comisario Jefe, Argenis González, director de Participación Ciudadana de la PM, señaló que hasta ahora estas brigadas están conformadas por 2 mil 500 niños, habitantes de toda el área metropolitana.
“Este es un programa de prevención contra el delito, aportamos a los niños una formación en valores morales, les ofrecemos distintas actividades. Todas las personas interesadas pueden acudir a las diferentes zonas policiales, o acudir a la Dirección de Participación Ciudadana, ubicada al frente del zoológico de Caricuao”, dijo González.
O que dirão os locais apoiantes do "socialismo" Chavista ?

sexta-feira, julho 18, 2008

O DESPREZO DA EUROPA ...




Imagem retirada do blogue de Democracia Comunista (Luxemburguista).


Muitas vezes uma imagem vale mais que mil palavras ...

quinta-feira, julho 17, 2008

PARA ONDE VAI O PARTIDO SOCIALISTA? (*)

O artigo que se publica é da responsabilidade de militantes do PS devidamente identificados pelos seus nomes. A sua publicação no TRIBUNA SOCIALISTA tem por objectivo motivar o debate entre todos os militantes da esquerda socialista, seja qual for o partido, grupo ou movimento em que militem ou participem.


Somos militantes do Partido Socialista, continuamos a acreditar no ideário subjacente ao socialismo democrático, mas assistimos angustiados ao triunfo crescente do neoliberalismo no interior do partido a que pertencemos, partido estruturante da sociedade portuguesa. As políticas sociais vão sendo subordinadas à lógica do mais puro economicismo, destruindo o Serviço Nacional de Saúde, subvertendo o ideário da Escola humanista e Pública, desvalorizando o papel do professor e da formação cultural do aluno e, quanto à Justiça, trave mestra dum Estado de Direito está um verdadeiro lodaçal, sendo uma trincheira dos que têm mais posses e mais meios, em detrimento das classes mais desfavorecidas.

O estado da Nação é deplorável, transformado em areópago dos escribas do regime, dos jurisconsultos que dão pareceres a preços de oiro, substituindo-se às instituições que não decidem por si, nem assumem as suas responsabilidades.
Há dois países, “o país real e o país nominal” (Alexandre Herculano), o país dos que têm poder económico e político, as mordomias, os salários chorudos e o país dos cidadãos que vêem com pavor o seu nível de vida a afundar-se, sem rendimentos para pagar as prestações da casa e os alimentos essenciais. O Portugal do triunfo das desigualdades, da exclusão e da pobreza clama por um verdadeiro Partido Socialista que lute contra a total submissão ao poder económico. O país real está farto da retórica sacrificial, e de assistir quotidianamente a uns serem cidadão mais iguais do que outros.

A crise internacional só reforça a falência das reformas economicistas, consubstanciadas, nos parâmetros do banco central europeu de depauperação das classes laboriosas e classes médias, de agravamento das desigualdades sociais e económicas. Portugal é o país da Europa com a maior desigualdade na distribuição da sua riqueza. Portugal é também um dos países mais pobres na Europa com a realidade assustadora de mais de dois milhões de portugueses que vivem no limiar da pobreza, sobretudo os mais idosos, as mulheres e as crianças. Neste “reino cadaveroso” como lhe chamou o iluminista Ribeiro Sanches, há uma grande responsabilidade do actual governo, cujas reformas, na óptica da obsessão da redução do défice, têm penalizado primordialmente os mais pobres e carenciados.


No Partido Socialista, onde nada se debate, cada vez mais reduzido à participação dos que ocupam cargos políticos, há uma claustrofobia asfixiante. Todos os autoritarismos nos são antipáticos. Não contem connosco para a domesticação do diálogo. Onde está o PS dos referenciais em Antero de Quental e António Sérgio? É triste assistirmos ao silêncio cúmplice e em muitos casos de consonância com o status quo de importantes personalidades socialistas cuja opinião é avalizada pelos cidadãos. É triste assistir a esta orfandade ideológica… pois, também nós “tememos o homem de um só livro” ! Qual a verdadeira opinião de Mário Soares, Jorge Sampaio, Almeida Santos quanto ao rumo político do País? É exasperante a posição de muitos deputados do PS que noutras crises e outras lideranças arriscaram os seus confortáveis cargos em prol da liberdade crítica e do pluralismo de ideias, que era uma marca genética do PS profundo e do PS da fraternidade e, que hoje se calam.

Temos a noção de que será modesto o eco da nossa postura crítica, mas não abdicamos de exercer o nosso direito de cidadania, no equilíbrio difícil entre a ética da nossa liberdade e a ética da nossa responsabilidade partidária. A depressão que assola o País exige a nossa ousadia.

Não somos nós que subvertemos a cartilha de princípios do PS.
Não somos nós, militantes de base do partido a que pertencemos, quem protagoniza a descrença que grassa na sociedade, à beira da implosão.
Não somos nós os “inocentes úteis” da direita que, olha com simpatia o actual governo e o actual PS e, que apeará os socialistas quando chegar a sua hora de ordenhar a Nação.

(*)Joaquim Sarmento, Júlio Barbosa, Jorge Silva, João Botelho e Paula Rodrigues (artigo publicado no Público e no Jornal Centro)

quarta-feira, julho 16, 2008

NOVA INVESTIDA DOS EMPRESÁRIOS DO NUCLEAR ...

Isto é cíclico! ... mas o ciclo repete-se com mais frequência ... aí estão novamente os empresários do nuclear, com nova campanha e com um novo aliado ... nada mais, nada menos, que o governador do Banco de Portugal, o ex-secretário-geral do PS, Dr.Vitor Constancio!

Neste País, com mar a perder de vista, com vento que sopra em qualidade e quantidade, com sol que não é só para turistas internos e externos, ... , até parece anedota este ciclico interesse no nuclear. Mas reparem ... os empresários são quase sempre os mesmos e, quase todos eles, também têm dado muito contributo (!!!) à "pátria" que dizem agora querer ver "auto-suficiente" em matéria energética!...

A discussão que falta, não é a discussão sobre o nuclear ... isso é o que o lobby do nuclear pretende! A discussão que continua a faltar e continua muito atrasada é a discussão sobre as opções energéticas que devem ser feitas para a substituição da economia do petróleo, optando-se por soluções que preservem e aproveitem o planeta, nunca esquecendo que quem habita o planeta são pessoas e não máquinas ou computadores!

Entretanto, não se esqueçam que existem soluções nacionais para se proteger a economia do impacto especulativo dos aumentos do preço do petróleo: a socialização dos mecanismos de preços, é uma solução! Muito melhor e muito mais eficaz que essa coisa de deixar o mercado (!) ajustar os preços ...

Fica a pergunta: será que os especuladores que obrigam o preço do petróleo a subir, não terão nada a ver com o lobby do nuclear???...

domingo, julho 13, 2008

OPS! Revista de Opinião Socialista ... quer-se debate, mas também ACÇÃO!

Anuncia-se para amanhã o lançamento da OPS! Revista de Opinião Socialista.
Ligada à corrente de Manuel Alegre, no PS, a revista propõe-se dinamizar o debate numa perspectiva de esquerda socialista.
O tema do primeiro número é o Trabalho e o Sindicalismo, tema que dará lugar também a um debate público.
Tudo quanto venha para ajudar à dinamização do debate no espaço da esquerda socialista, é benvindo! Espera-se que o debate dê também origem à acção para uma alternativa democrática e socialista ao neo-liberalismo dominante ...

quarta-feira, julho 02, 2008

TENTAR DESCOBRIR UMA ALTERNATIVA FORA DESTAS TRÊS DIMENSÕES ....



Depois de uma entrevista da nova lider do PSD e de mais uma entrevista do primeiro-ministro José Sócrates, pergunta-se: VAMOS TER DE ESCOLHER ENTRE ESTAS DUAS FIGURAS?

Mas isto não fica por aqui: José Sócrates referencia-se, neste momento, a Cavaco Silva ... mas, Manuela Ferreira Leite, também!

Ou seja, fazem-se passar por alternativa um ao outro, mas, na verdade, são as duas faces de uma mesma moeda ... uma moeda que é lançada ao ar pelo arbitro (!) Cavaco Silva!
O desafio tem de ser este: criar uma alternativa FORA deste triangulo que produz as mesmas políticas há anos e anos!
Cavaco, Sócrates & Manuela Ferreira Leite são a continuação da rotação PSD vs PS vs PSD vs PSD ... e por aí fora ... sempre o mesmo do mesmo!

PROGRAMA FESTIVAL CENTRO CULTURA ANARQUISTA GONÇALVES CORREIA em 20 de Julho

PROGRAMA FESTIVAL CCA Gonçalves Correia 18 - 20 Julho

http://goncalvescorreia.blogspot.com/

Sexta 18

18.00 Conversa: Punk? Onde anda o anarko-punk...
21.00 Janta
22.00 Concertos I.A.C. (évora/montemor)

DISASTRO SAPIENS (arredores lisboa)
FOCOLITOS (lisboa)
ALBERT FISH (lisboa)

Sábado 19

11.00 Feira da Troca e Workshop Construção de fornos solares
13.30 Almoçada
15.00 Conversa: Espaços Contra a Autoridade: de okupas e espaços libertados à ideia de espaço público
18.00 Projecção/Conversa: Filme “Brad, uma noite mais ”.

Rebelião popular em Oaxaca, México. Com a presença do seu autor
21.00 Janta
22.00 Concertos ESKUMALHA (figueira cavaleiros) MOTU (lisboa/barreiro) DESKARGA ETILICA (figueira da foz) FREEDOM (porto) CAMARA DE GAS (madrid)

Domingo 20

11.00 Workshop
13.30 Almoçada
15.00 Conversa: Alentejo, Salvem-me Porra!!! A destruição da paisagem no Alentejo pós Alqueva…
18.00 Conversa: Para uma Ética Alimentar: que sustentabilidade para o vegetarianismo (o caso específico da soja) e o consumo da carne através da caça?
21.00 Janta
22.00 Concertos COLUNA DE FERRO (lisboa)INSULTO(kylacankra)100 TALENTO (santo andré)MÁRIO O TROVADOR (cascais)

O Festival tem lugar no Monte da Minhota a cerca de 1km do Carregueiro (paragem de comboios da Linha Beja-Funcheira que tem ligação aos intercidades para Beja e para o Algarve) na direcção de Aljustrel (na EN2 entre Aljustrel e Castro Verde e/ou Entradas.

(ver mapa na mensagem anterior)

Apenas parte do Monte fará parte do Festival e na restante área não devemos por lá andar (respeitem).
Junto ao Monte haverá espaço de estacionamento para carros e para as carrinhas. Do outro lado da antiga linha de caminho de ferro, dentro da área do Monte, fica o local central de acampada num eucaliptal com sombras…
Aí haverá um espaço alargado com tenda para os debates e filmes, workshops, feira da troca, etc… refrescados por alguns reservatórios de água e um bar. Um pouco afastado estarão as casas de banho.

As refeições tem lugar junto a uma das casas do Monte, e num dos barracões deste acontecem à noite os concertos.

IMPORTANTE: Atenção com os fogos! Não se podem fazer fogueiras, e muito cuidado com os cigarros; Cuidados com os acessos ao Monte a partir da estrada (lomba má visibilidade); Não tragam os vossos cães para junto das casas do Monte (barracão dos concertos e cozinha) por causa dos outros animais/cães aí existentes; Atenção às carraças nesta altura do ano; Tragam pratos e talheres para as maravilhosas refeições vegetarianas! E colaborem na limpeza e no respeito do sítio.

ESQUERDA E CULTURA: UMA INICIATIVA DO BLOCO DE ESQUERDA A NÃO PERDER!!!


Esquerda e cultura: o futuro já não é o que era

4 e 5 Julho 2008 :: Lisboa, Fábrica Braço de Prata
ENTRADA LIVRE até às 22:00
Jantares sujeitos a inscrição
Programação: Miguel Portas

ConcertosTeatro GastronomiaConferênciasExposições


Exposições
Migrações e Identidades
Fotografias da série Luso-Tropicália de Tatiana Macedo
Just do it e Freedom, instalações de Mónica de Miranda
Outros-realismos
Moscovo-Bucareste-Moscovo, pintura de Margarida Dias Coelho
Mulheres de Maria Lamas, pintura de Miguel Mira


Programa de Sexta-feira

18:00 - 20:00 Colóquio
Abertura do encontro por Francis Wurtz, presidente do GUE/NGL
Políticas culturais na Europa de hoje
António Pinto Ribeiro, ensaísta e programador cultural
João Fernandes, programador cultural
Luciana Castelina, italiana, ex- presidente da Comissão da Cultura e Educação do Parlamento Europeu
Com tradução simultânea


20:00 - 20:30 Circo: Performance circense pelo grupo ADN
A ocorrer às 20:00 e às 22:00 na sexta e no sábado

20:30 - 23:30 Conversas com paladar
Inscrições para jantar limitadas a 80 pessoas
Culturas do Mediterrâneo
O jantar de sexta-feira será de comida sírio-libanesa, em que o “chefe” é Rudolf El Kareh, sociólogo libanês, autor, entre outros, de um livro sobre comida sírio-libanesa. A partir do café, ele próprio e Cláudio Torres, arqueólogo e historiador, orientarão uma conversa sobre culturas, tradições e cosmopolitismo.

22:30 - 24:00 Ateliers da política
Contaminações
A revista Vírus convida outras revistas do pensamento crítico para um debate dinamizado por João Teixeira Lopes, sociólogo, director da revista

22:30 - 23:30 Monólogos fantásticos
Ensaio, peça sobre fotografia e violência a partir de textos de Susan Sontag, por Vítor Hugo Pontes

00:00 - 01:00 Músicas da noite
Grândolas, concerto para dois pianos
Mário Laginha e Bernardo Sassetti

Programa de Sábado

15:30 - 17:30 Colóquio
Introdução por Miguel Portas, eurodeputado do Bloco de Esquerda no GUE/NGL
Esquerda: uma política para o “gosto”?
António Guerreiro, ensaísta e jornalista cultural
Manuel Gusmão, poeta, ensaísta e professor de Literatura portuguesa, Literatura francesa e Teoria da Literatura na Faculdade de Letras de Lisboa
Manuela Ribeiro Sanches, investigadora do Centro de Estudos Comparados da Universidade de Lisboa, com vasta obra publicada sobre questões de identidade na era pós-colonial

17:30 - 20:00 Ateliers da política
Ensino artístico, “entrada” na profissionalização
e precariedade
Este atelier tem por objectivo recensear, a partir de diferentes experiências, como se pode responder ao aumento da precariedade nos meios artísticos e como conceber, hoje, o ensino artístico. Participam docentes de várias escolas e representantes dos movimentos anti-precariedade ligados à criação cultural.
O novo e o velho em matéria de descentralização cultural
Centros e projectos culturais associam-se em rede para potenciarem programações fora dos grandes centros urbanos. Que políticas deve a esquerda defender para que a oferta cultural coloque no mapa os territórios sob pressão do despovoamento? Participam responsáveis por equipamentos, centros culturais e festivais.

18:30 - 20:30 Conversas de café
A propriedade intelectual na era digital
Daniel Oliveira, jornalista e blogger
David Ferreira, produtor discográfico
João Teixeira Lopes, sociólogo, ex-deputado do Bloco de Esquerda e professor na Faculdade de Letras da Universidade do Porto

20:30 - 23:30 Conversas com paladar
Inscrições para jantar limitadas a 80 pessoas
Culturas locais
André Bica é o chefe do jantar de sábado, com queijo da serra e vitela de Lafões. Ao café, a conversa incidirá sobre as identidades locais, a certificação e as regula-mentações europeias, com Paulo Madanelo da Associação de Criadores de Ovinos da Serra da Estrela e Jacob Johnsson, deputado sueco, defensor das regras de protecção mais elevadas.

22:30 - 23:30 Monólogos fantásticos
Ela uma vez, por Cláudia Andrade, sobre textos de sete poetisas lusófonas (Adélia Prado, Adília Lopes, Ana Haterly, Ana Luísa Amaral, Elisa Lucinda, Marina Colasanti e Natália Correia)

00:00 - 01:00 Fado
Hélder Moutinho e convidados

00:00 - 01:30 Músicas da noite
Incógnita alquimia, novo folk português
Dazkarieh

quinta-feira, junho 26, 2008

Lénine, Cristo e o Mickey!





Também concordamos com o Francisco Trindade em ANOVIS ANOPHELIS :




Eh, caraças! Qual deles o melhor!...

quarta-feira, junho 25, 2008

CONCERTAÇÃO & CÓDIGO LABORAL: ACORDO?...

De que serve um "Acordo" quando ele corresponde sómente a negociações entre corporações, instituições e confederações?

Em que parte desse processo (será que o houve?) é que entraram as pessoas, os trabalhadores e os membros dessas organizações?

Se houve debate público (será que houve? ) quem o organizou, quem o promoveu, como decorreu?

O chamado Código Laboral não é um regulamento legal qualquer. Mexe com os empregos, com a estabilidade dos empregos, com o direito a uma vida digna.

Mas, na concepção do governo, parece que o mais importante são mesmo as assinaturas, e, muito menos o caminho que promova debate sério para que o Acordo também o seja, sério!

Sócrates e o seu governo começam a ser peritos na arte da propaganda. Há pouco tempo tivemos o teatro sobre o dito Tratado de Lisboa. Para se evitar que os povos dessem a sua vontade, bastou que os governos assinassem um "Acordo" que, como é visível, só compromete governos. Nunca os povos! Agora, com o Código Laboral, passa-se algo semelhante: dirigentes disto & daquilo assinam para mais uma fotografia que aparecerá, de certeza, na próxima campanha eleitoral. Porque os trabalhadores, as pessoas, os membros das organizações das quais os dirigentes assinaram, não foram chamados ... para nada!

Este é mais um exemplo da democracia que o neo-liberalismo ... impõe!...

segunda-feira, junho 23, 2008

ESQUERDA E CULTURA: O FUTURO JÁ NÃO É O QUE ERA!


DIVULGA ESTA INICIATIVA PELOS TEUS CONTACTOS



Esquerda e cultura: o futuro já não é o que era
4 e 5 Julho 2008 :: Lisboa, Fábrica Braço de Prata
ENTRADA LIVRE até às 22:00
Consulta ... que vale a pena!

domingo, junho 22, 2008

FORUM LUXEMBURGUISTA INTERNACIONAL: debate pelo socialismo!




Vários militantes de DC-L (Democracia Comunista - Luxemburguista), Workers Democracy Network, Tribuna Socialista e outros que militam noutros colectivos ou de forma individual, estão a criar um Forum Luxemburguista Internacional, público e multilingue, para fomentar o debate entre todos os que partilham os postulados básicos de Rosa Luxemburgo e do Luxemburguismo.


Neste momento, já tem secções em castelhano, inglês, francês, italiano e português, para além de uma secção puramente multilinge de Notícias.


A direcção na net é em:
://luxemburgism.forumr.net/portal.htm

DO ARCO NEO-LIBERAL NADA DE NOVO ...

Não é que a expectativa fosse sequer equacionada ... porque do lado da política neo-liberal está já tudo tão gasto que qualquer coisa que seja notícia, só o é porque se trata de uma reedição qualquer. Vejamos:

  • A nova (!!) líder do PSD volta ao discurso e às práticas dos partidos que são uma coisa na oposição e outra quando são governo: muita (!!) preocupação com o social, mas as soluções apontam para algo muito próximo da quadratura do circulo. É aliás muito interessante ver a tralha que Ferreira Leite trás consigo para a direcção do PSD: ex-barrosistas, ex-menezistas, ex-cavaquistas, ... uma catadupa de "ex" porque "renovação" é coisa que, por estes lados, também não há ...

  • José Sócrates com Durão Barroso (para quando a entrada de Barroso para o liberal P"S"?) voltou / voltaram a demonstrar para quem é que falam quando abordam a "construção europeia": só falam para os governos, só falam para as instituições, nunca o fazem para as/os europeus!

  • Do lado do governo sócratico, aproveitam a chegada à liderança de Ferreira Leite para debitarem umas quantas tiradas de "esquerda" ao mesmo tempo que a preocupação com o social continua com medidas com os mesmos efeitos práticos que as propostas pelo PSD: só servem para quadratar o círculo ...

Os jogos de governo vs oposição e/ou direita vs esquerda no lado neo-liberal da política assemelha-se muito a mandar uma moeda ao ar ... é a mesma moeda com lados diferentes!

sexta-feira, junho 20, 2008

CAMARA DO PORTO: UNIDADE DAS ESQUERDAS ... SIM! MAS COMO?

O debate com vista à intervenção nas próximas eleições autárquicas parece ter chegado - e ainda bem! - a algumas correntes das esquerdas.

O dirigente do Bloco de Esquerda (BE) , João Teixeira Lopes, deu a sua opinião favorável a uma acção unitária das esquerdas para desalojar Rui Rio da Câmara Municipal do Porto. Uma convergência baseada numa espécie de "programa mínimo" das esquerdas ou num programa do tipo "menor denominador comum" das esquerdas. Agora, outro dirigente do BE, João Semedo, deputado pelo Porto, veio contestar a posição de Teixeira Lopes, considerando que a sua proposta é "contrária" à posição oficial do seu partido ao mesmo tempo que discorda do caracter de excepção que gozará a autarquia do Porto no quadro nacional da intervenção do Bloco.

Desde um ponto de vista da esquerda socialista, ambas as posições parecem incapazes de produzir qualquer solução de esquerda vitoriosa contra o desastre do executivo de direita da autarquia portuense.

João Teixeira Lopes insiste numa fórmula que revela sempre um dos grandes problemas para a definição de uma alternativa de esquerda a qualquer coisa, sejam autarquias, sejam o governo: as esquerdas quando se unem parece que abdicam de tentarem a definição de programas políticos globais alternativos à direita e ao seu modelo de sociedade. Algumas esquerdas ficam sempre por mínimos que acabam por não produzir nenhuma proposta significativamente alternativa à direita e ao ao seu modelo capitalista.

João Semedo cai naquilo que é um dos problemas das esquerdas muito dadas às jogadas e joguetes parlamentares: acabam por defender as deliberações directivas do seu partido como uma espécie de "centro da terra" ou como a "verdadeira estratégia" ... resultado, qualquer tentativa de unidade ou de convergência esbarra sempre na "doutas" estratégias definidas pelas sapientas direcções nacionais!...

Cada autarquia tem as suas especificidades, mas, parece que é um facto, que autarquias como Lisboa e Porto, acabam por ter uma importância e uma repercussão políticas que assumem consequências nacionais. Pela sua dimensão geográfica, pela concentração populacional, pela influência económica, ... , o que se passa no Porto e em Lisboa não fica por aí!

São concelhos que deveriam merecer um esforço de convergência à esquerda. Uma convergência capaz de produzir programas alternativos de esquerda e não só "mínimos" ou "denominadores comuns", que fosse capaz de motivar diálogos e pontes à esquerda e não respostas que só olham para o umbigo ou que só produzem reacções "clubísticas".

As esquerdas deveriam ponderar sempre qual a sua capacidade para produzirem, em conjunto, movimentos sociais capazes de originarem alternativas políticas de verdadeira mudança. Isto é bem mais importante que a contagem de votos de cada partido de esquerda tomado individualmente!

No Porto, é inegável que o BE, o PCP e o PS podem criar uma alternativa à gestão de direita de Rui Rio. Mas uma alternativa que consiga e saiba discutir e definir um programa muito claro de gestão autarquica social, de esquerda e profundamente democrático. E, para isso, há outros sectores sociais, independentes e até correntes sem expressão parlamentar e/ou autarquica, unidos na critica ao liberalismo e aos seus efeitos, que deveriam ser chamados a participar!

Em Lisboa, a unidade existente entre o PS e o BE, cria uma situação muito diferente do Porto. O Bloco parece que ainda não se libertou do desgaste produzido por uma aliança com o PS que ninguém percebeu , nem dentro do próprio BE, e, como consequência, do tipo tentativa de libertação de um sentimento de culpa, os seus dirigentes querem agora generalizar a todo o País, uma deliberação do tipo "mas vale sós que mal acompanhados"! A posição de João Semedo, é tipica disto mesmo!

Através das posições do BE, quanto a Lisboa e quanto ao Porto, pode-se ver como:
  • é muito dificil qualquer discussão séria à esquerda para a definição de uma alternativa das esquerdas com um programa socialista;
  • as esquerdas com representação parlamentar continuam a dar muito mais importância aos jogos parlamentares do que à influência dos movimentos populares e sociais.

quinta-feira, junho 19, 2008

ESPANTOSO ... ESTES GOVERNANTES EUROPEUS!

Zapatero, Merkl, Sarkozy, Sócrates ... formalmente pertencem a diferentes "famílias" políticas europeias ... na prática, dizem todos o MESMO quanto à reacção ao "NÃO" irlandês ao dito "Tratado de Lisboa". E o mesmo que dizem é o que já sabíamos: apelam às "instituições europeias", apelam aos governos", mas ... apelar aos europeus, às pessoas, aos que têm o poder de voto, isso é que nunca ouvimos!

Os governos europeus, dominados por políticos do arco neo-liberal (apesar das diferenças políticas formais) nem com os seus erros aprendem! Parece que têm alguma alergia ao aprofundamento da democracia, ao exercício da democracia pelos europeus nestas coisas da construção europeia ...

Não admira que esta Europa diga muito pouco ou nada aos europeus, quando os governos dão o (triste!) espectáculo que continuam a dar ...

terça-feira, junho 17, 2008

SÓCRATES NA ESAG ... (*)

Sócrates na ESAG: a mais execrável manipulação de crianças a que assisti desde o tempo do fascismo (*)

O meu filho saiu de casa com má cara. Isto das férias serem adiadas para hoje não o convencem de maneira nenhuma.



A explicação absurda foi recorrente durante todo o fim-de-semana: "Por causa do Sócrates (retirei o adjectivo) temos que ir à escola na segunda-feira, isto não cabe na cabeça de ninguém!"



Lembro-me de outro tempo. Nas salas de aula as figuras sinistras de Salazar e Cerejeira relembravam uma autoridade cinzenta, provinciana, fascista. Nesse tempo qualquer visita, mesmo a do pároco local, era antecedida de grandes limpezas, ensaios de recepção sempre com o hino nacional a transformar os demónios em deuses. A pobreza, essa, era camuflada pelas batas que tinham que vir imaculadas e engomadas a preceito.



A distância de 40 anos não apagou a essência dos actos do poder. Este poder do Partido Socialista, protagonizado por José Sócrates, reencontra muitos elementos em comum com aquele que eu conheci quando tinha a idade do meu filho, num tempo marcado pela guerra colonial, a censura, as perseguições e prisões por delitos de opinião.



O telefone toca, apenas um toque. Devolvo a chamada e de lá ele dispara: "Pai a ministra acabou de ser recebida com um monte de assobios. Nunca tinha visto as televisões na escola, isto está tudo encerado, estão montes de emproadinhos e tias, o Zé Ernesto está ali à porta. Isto não parece a nossa Escola!



Os professores estão ali em filinha, uns com cara de enjoados, outros com sorrisos amarelos. Quando o homem chegou houve mais assobios do que com a ministra. É que não estás bem a ver eram tantos assobios que os 3 ou 4 gatos pingados que começaram a bater palmas acabaram porque só se ouvia os assobios. Os assobios vinham dos que estavam atrás das grades mas também de quase todos os alunos. Depois começou a chover bué, bué, até parecia de propósito, os jornalistas fugiram para dentro do bloco C. O Sócrates com um sorrisinho cínico distribuiu apertos de mão, eu recusei!"Perguntei-lhe o que é que faziam na escola, se alguém os mandava para algum sítio.


Disse-me que não, tentaram sentar-se no auditório e uma "emproadinha" mandou-os levantar dizendo que os lugares eram para os convidados.Pergunto ao senhor presidente do conselho executivo da Escola André de Gouveia, ao Senhor Director Regional de Educação, à Senhora Ministra da Educação, o que fazem hoje os alunos na escola, quem controla as suas entradas e saídas? Serão apenas recorte humano para a imagem televisiva de José Sócrates?



ESTA É A MAIS EXECRÁVEL MANIPULAÇÃO DE CRIANÇAS A QUE ASSISTI DESDE O TEMPO DO FASCISMO!



(*)recebido por e-mail

sexta-feira, junho 13, 2008

A IRLANDA DIZ "NÃO" AO TRATADO DE LISBOA

Num referendo pautado por uma fraca participação (inferior a 50%), o "NÃO" ao chamado Tratado de Lisboa parece ter vencido na Irlanda.

As razões para a vitória do "Não" são difusas, contraditórias e pouco claras. Mas o que está em causa é a continuação de um modelo de construção europeia, onde a vontade dos povos europeus é desprezada e/ou relegada para segundo plano.

Na Irlanda ainda se cumpriu com a realização de um referendo. Mas em Portugal, tudo serviu para José Sócrates não cumprir com a promessa eleitoral de realização de um referendo sobre o dito Tratado Constitucional Europeu. Um dos "argumentos" mais rídiculos e cínicos usados pelos governos europeus e pelos comentadores (!) anti-referendo, é que não se podia estragar o "esforço" feito pelos governos europeus para se conseguir a assinatura do Tratado de Lisboa. Esta posição exibe muito bem, qual o conceito de "democracia" que tem imperado na dita construção europeia ...

Os governos europeus, sejam eles o de José Sócrates, o de Berlusconni, o de Sarkozy ou o de Merkl, vão agora iniciar, uma vez mais, um processo de "fuga para a frente" evitando, uma vez mais, qualquer processo democrático que envolva a consulta dos povos europeus sobre a Europa que querem.

Se os governos europeus tudo farão para manter o que existe, seria urgente que as esquerdas europeias pudessem iniciar uma campanha conjunta, convergente e europeia pela mobilização das vontades populares para a eleição por sufrágio directo, universal e europeu de uma Assembleia Constituinte Europeia que defina democráticamente a Europa que todos os europeus querem!

quinta-feira, junho 12, 2008

A FALTA QUE FAZ UMA ALTERNATIVA SOCIALISTA INTERNACIONAL!

Fixe-se a crise energética, fixe-se também as alterações das leis laborais no sentido da sua liberalização. São dois exemplos que motivam a seguinte questão: será que é possível manter alguma luta consequente no plano estritamente nacional?



O que aconteceria se (aqui está uma hipotese que é mesmo ... hipotese!) o governo português resolvesse nacionalizar a Petrogal e rejeitar, pura e simplesmente, a liberalização das leis laborais, passando a priveligiar um sistema onde os sindicatos e as comissões de trabalhadores voltassem a ter protagonismo em matéria de gestão das empresas?


O que aconteceria quanto às consequências políticas e económicas que a liberal União Europeia imporia a Portugal?


Certamente que os sinos tocariam a rebate lá para os lados da comissão europeia e/ou dos governos do chamado "arco liberal" (que inclui também, infelizmente, os que são assegurados por partidos da dita Internacional "Socialista" ...) ...


Coloca-se, no entanto, outra questão importantíssima: qual seria a capacidade de resposta das esquerdas europeias? Isso mesmo, no plural, as esquerdas europeias ... a dos partidos comunistas, a dos partidos próximos do nosso BE, a dos movimentos sociais ... isto porque, não seria de esperar uma reacção conjunta ou convergente da parte de esquerdas que estão muito presas a jogos politiqueiros e parlamentares mais próprios das democracias liberais!


É claro que é muito importante "pensar global e agir localmente", mas torna-se cada vez mais urgente uma acção global, i.e. internacional que acompanhe o tal pensar global. Cada vez mais, a resolução dos problemas concretos, a afirmação de uma alternativa política e social, tem de passar de uma dimensão nacional para uma dimensão internacional, conseguindo-se articular eficazmente as duas dimensões!


As esquerdas deveriam ter a capacidade para voltarem a equacionar e concretizar uma forma de organização internacional que se possa afirmar como uma alternativa aos planos do G8, do FMI e do Banco Mundial que acabam por ser as únicas entidades globais que aparecem com respostas globais.


Uma organização internacional socialista não tem de reproduzir esquemas caducos do tipo I, II, III e/ou IV internacionais ... esquemas que contribuiram muito para algumas derrotas à esquerda que a História regista e para o perpetuar de sectarismos, vanguardismos e esquerdismos que não levam a nada.

Uma organização internacional socialista não deve ser uma espécie de denominador comum dos mínimos políticos à esquerda ... deve ser antes a consequência de uma discussão séria dos pontos divergentes entre quem fala e identifica o socialismo como a alternativa ao capitalismo globalizado.


Não se sugere uma discussão à força ou obsecada com a tentativa de reunir tudo e todos. A discussão de pontos divergentes sobre o socialismo e a alternativa internacional que esse programa deve assumir reune as correntes que a aceitam livre e voluntáriamente. Reune também quem está disposto a intervir no concreto sem tentativas de hegemonias.


No plano europeu há divergências que deveriam ser o ponto de partida para uma discussão aberta e convergente:
  • a esquerda deve intervir (como? com que organização e com que programa?) em todas as eleições directas que se realizam no espaço europeu, como as eleições para o Parlamento Europeu, assumindo-as como uma área de intervenção estratégicamente tão importante quanto as eleições nacionais;
  • a esquerda deve ser afirmativa quanto à Europa que quer, por alternativa à Europa liberal e à antiga do período da chamada guerra fria. Como dar continuidade ao movimento europeu, surgido no pós-guerra, impulsionado por sectores da esquerda socialista e denominado "Movimento pelos Estados Unidos Socialistas da Europa" .

Da discussão destes pontos, de certeza que surgirão outros que merecem trabalho para a possibilidade de uma convergência. Mas o mais importante, é a possibilidade da(s) esquerda(s) demonstrar vontade política para conseguir uma organização internacional que produza um programa de democracia e de socialismo alternativo ao liberalismo globalizado e a qualquer forma de totalitarismo.

terça-feira, junho 10, 2008

DIA 10 DE JUNHO: DIA DE QUÊ Sr.Presidente ?

Tenho ouvido dizer, ano após anos, depois do 25 de Abril de 1974 que o 10 de Junho era o Dia de Portugual e das Comunidades Portuguesas.

Ontem, acho que ouvi o Presidente Cavaco Silva falar no dia 10 de Junho como o "Dia da Raça" ... Penso que a última vez que ouvi tal designação para o dia 10 de Junho foi ... antes do 25 de Abril! Precisamente, quando a exaltação do "Império" levava a egocentrismos racicos e/ou racistas!

Mas ... há alguma raça portuguesa? ... diferente de quê da raça espanhola ou da francesa?

Bem ... o Sr.Presidente estava algo nervoso quando fez tal afirmação ... tinham-lhe pedido para se pronunciar sobre o lock-out dos patrões camionistas ... provavelmente lembrou-se dos tempos da ponte 25 de Abril e ... ficou alterado!

Pela minha parte prefiro valorizar a ideia de comunidade cultural, de homenagem aos trabalhadores portugueses nomeadamente aos novos emigrantes que estão a ser escravizados em países ditos desenvolvidos.

João Pedro Freire

domingo, junho 08, 2008

O BLÁ-BLÁ-BLÁ ACAGAÇADO DO DIRECTOR DO JN ...

O Director do Jornal de Notícias presenteou os seus leitores, na edição de hoje, com um artigo de opinião intitulado "A Esquerda blá-blá-blá" ...

Para não ficar atrás do título que escolheu (ou escolheram-no?) para a sua peça, José Leite Pereira (JLP) ofereceu aos leitores do JN uma prosa cheia de blá-blá-blá ...

JLP parte do principio de que a tirando os governos PS só pode haver governos PSD ou então governos iguais aos que sempre tivemos. JLP considera que a esquerda a que chama blá-blá-blá nunca poderá a chegar a ser governo ...

São estes ditos fazedores de opinião uns dos responsáveis pela manutenção de "soluções governativas" que acabam por originar as imensas abstenções que as democracias liberais vão registando. E porquê? precisamente porque as tais "soluções governativas" passam a vida a apresentar propostas e soluções que em vez de resolver os problemas das pessoas, agravam-nos! Ano após ano, eleição após eleição ...

Para além das "soluções" do "arco partidário neo-liberal" (exemplo: direcção do PS + PSD + CDS), há outras soluções democráticas possíveis e que nunca foram tentadas:
  • que tal uma solução tipo PS / PCP /BE ?
  • que tal uma solução com a esquerda do PS, BE e independentes de esquerda?

E se alguma dessas soluções surgisse de um processo organizado a partir de um Fórum das Esquerdas que reunisse todas e todos interessados em discutirem uma alternativa de governo com um programa socialista assente numa maioria social de esquerda?

JLP parece ser um daqueles comentadores que começam a viver acagaçados com a possibilidade de soluções políticas nunca dantes testadas começarem a ganhar forma em alguns países ditos desenvolvidos. Veja-se o caso da Alemanha com a subida eleitoral do "Die Link" (partido de esquerda) !

JLP sabe que numa sociedade mais democrática, mais transparente e com maior participação dos cidadãos a todos os níveis, talvez alguns tachos ficassem ameaçados e alguns grupos económicos e financeiros vissem a sua influência tentacular muito mais diminuída! ...

Por ter medo disto, é que JLP entra pelo caminho do blá-blá-blá ...

sábado, junho 07, 2008

ORGANIZAR O DEBATE E ACÇÃO PARA A CONVERGÊNCIA POR UMA ALTERNATIVA SOCIALISTA!

Depois dos insultos a que Manuel Alegre foi submetido por parte do dirigente sócratico José Lello pela sua participação na Sessão das Esquerdas, outros dirigentes do PS têm vindo a tentar colocar água na fervura, apelando para "mais tolerância" para com o ex-candidato presidencial.



Parece é que a direcção do PS quer reduzir tudo a questões de mais ou menos tolerância, para deixar todas as políticas governamentais na mesma. Ou então para debitarem umas quantas palavras de "esquerda" sem quaisquer consequências no plano prático!


O próprio Manuel Alegre tem também de se definir melhor. Ou seja, não se pode ficar por um papel de "direito à critica", para depois nunca concretizar acções práticas, por exemplo, de sugestão de acções organizativas e de reflexão para a definição de uma alternativa socialista.

A definição de uma alternativa socialista tem de partir de um ponto muito importante: a aceitação da diversidade das correntes políticas e sociais que podem contribuir para essa definição. Ninguém é a "vanguarda", nem a "parte maior", nem o/a "principal" ... todas e todos são imprescíndiveis à discussão e definição de propostas pelo socialismo!

E isto esbarra, desde logo, com uma das consequências práticas da influência do parlamentarismo liberal na vida de qualquer partido, inclusivé os que se reclamam de esquerda, e que é, a defesa de cada partido como uma espécie de "clube de futebol" ... parece que a clubite é também, no plano político, uma espécie de doença infantil que bloqueia diálogos, pontes e convergências, no caso da esquerda, pelo socialismo e por alternativas que apontem para a transformação democrática e socialista da sociedade.

À esquerda, que é o que nos interessa, não deveria haver fronteiras estanques, verdades imutáveis e/ou pensamentos do género "o meu partido é melhor que o teu" ... isso são tiques e maneiras de ser próprias do jogo parlamentar/político burguês e liberal. As esquerdas dirigem-se a uma maioria social que devem saber ganhar, primeiro no plano social, para o apoio activo e consciente para uma alternativa socialista.

As esquerdas, no seu esforço organizado de convergência e de reflexão, não se podem cingir aos espaço dos partidos de esquerda com assento parlamentar. Há partidos, grupos, movimentos, pessoas para além disso que também são imprescindíveis!

Não se pede a José Sócrates ou à sua guarda pretoriana que compreenda isto que nunca compreenderam. Mas pede-se a todas as esquerdas que querem concretamente acabar com os demandos neo-liberais e se opõem a desvios totalitários que expliquem à sua base social que sabem convergir para uma alternativa, não obstante as diferenças!


quinta-feira, junho 05, 2008

200.000 TRABALHADORES NA MANIFESTAÇÃO DA CGTP!

A manifestação da CGTP contra a revisão do código Laboral, realizada hoje em Lisboa, juntou 200.000 trabalhadores!

Mais uma manifestação de protesto, indicadora da onda social de protesto contra as políticas neo-liberais do governo Sócrates.

Mas de manifestação em manifestação, vai sendo tempo de dar corpo político, em forma de alternativa, à onda social de protesto.

Uma alternativa política que tem de ter capacidade para englobar o contributo do movimento sindical, das diversas organizações sociais e laborais, das correntes políticas de esquerda, das pessoas que são marginalizadas e atingidas pelo neo-liberalismo. Mas uma alternativa que produza clareza nos programas, nas políticas e soluções que propõe ... e essa clareza não se pode ficar por programas mínimos que pouco transformam, mas antes, que tenha a coragem de definir o socialismo como programa global de transformação social, política, económica e cultural.

quarta-feira, junho 04, 2008

5 DE JUNHO: MAIS UM PASSO PARA DIZER NÃO AO DESCALABRO NEO-LIBERAL!


IMAGENS DE ESPERANÇA: VÁRIAS ESQUERDAS CONVERGIRAM NUMA INICIATIVA

José Sócrates pode afirmar o que quiser ... a mesma lengalenga que a direcção debita nos seus exercícios de esquizofrenia política ... o certo é que a Sessão das Esquerdas de ontem, em Lisboa,
foi um MOMENTO DE ESPERANÇA !
Manuel Alegre teve razão quando afirmou que o diálogo à esquerda não pode ser tabu. Neste país, um pouco por culpa das direcções do PS, sempre que se fala em "salvação nacional",
assiste-se, de seguida, a alianças, conluíos, pactos e outras coisas
similares com a direita política e/ou então com os lobbies
financeiros e empresariais.

A solução para a presente crise, uma crise que tende a agravar a pobreza, a precariedade, a miséria e as desigualdades sociais e perante as leis, tem de de vir da esquerda com uma resposta inequívocamente socialista. Não socialista, porque os seus interpretes se reinvidicam do socialismo, mas socialista porque o programa, as propostas e as soluções apontam para transformações democráticas e socialistas que acabem, de vez, com o descalabro neo-liberal.
A sessão de ontem em Lisboa, agrupando socialistas da esquerda do PS, do Bloco de Esquerda, da Renovação Comunista, de sectores católicos progressistas, foi um momento de esperança.
Agora o desafio é: como continuar com esse momento de esperança, como dar corpo em forma de alternativa política e social?
(imagens retiradas de esquerda.net)

domingo, junho 01, 2008

ABAIXO-ASSINADO A FAVOR DA ABERTURA DE PÓLO DA CINEMATECA NO PORTO

A CIDADE DO PORTO BEM PRECISA E MERECE ISSO ...


ABAIXO-ASSINADO A FAVOR DA ABERTURA DE PÓLO DA CINEMATECA NA CIDADE DO PORTO

"A cidade do Porto sofre de vários e complexos problemas na área da cultura, como é do conhecimento geral. No entanto, esta situação não é generalizável a todo o país. Efectivamente, Lisboa continua a usufruir de forma centralizada dos serviços de certas instituições culturais que deveriam fazer jus ao seu âmbito nacional, como, por exemplo, a Cinemateca Portuguesa, um organismo público suportado pelos contribuintes a nível nacional. No Porto, é de grande interesse público a criação de uma extensão da Cinemateca, o que permitiria acabar com a carência de exibição cinematográfica sentida na cidade, ao nível da produção anterior à década de 90...."