Não tenho nada, absolutamente nada, contra uma candidatura de Manuel Alegre que representasse um passo unitário das esquerdas nas presidenciais. Até já votei Manuel Alegre. E , quando estive no PS, ajudei na sua campanha para secretário geral.Socialismo libertário, eco-socialismo, para uma alternativa democrática, socialista e anti-capitalista com dimensão internacional!
sábado, janeiro 16, 2010
SOBRE A RE-CANDIDATURA DE MANUEL ALEGRE
Não tenho nada, absolutamente nada, contra uma candidatura de Manuel Alegre que representasse um passo unitário das esquerdas nas presidenciais. Até já votei Manuel Alegre. E , quando estive no PS, ajudei na sua campanha para secretário geral.SALVADOR ALLENDE: recordar um Presidente socialista eleito com a convergência das esquerdas chilenas!
Salvador Allende para além da convergência das esquerdas chilenas, conseguiu forte mobilização popular na base de um programa politico e social exigente quanto a reformas ...
Num momento em que, por cá, se fala numa candidatura presidencial das esquerdas, seria bom que se relembrasse a experiência de Salvador Allende e da Unidade Popular no Chile.
Não chega a unidade das esquerdas, é preciso um programa claro e de corte com o neo-liberalismo que consiga originar um forte movimento popular de apoio.
sexta-feira, janeiro 15, 2010
Liberais & Libertários : são tudo diferenças!

quarta-feira, janeiro 13, 2010
MEMÓRIAS QUE VALEM COMO ARGUMENTOS ...

Desde há bastantes anos que as direcções dos partidos da dita "Internacional Socialista" deixaram de pronunciar o "S" que ostentam na sigla ... porque não são socialistas no modo como organizam os seus partidos, não são socialistas nas propostas que fazem e não são socialistas quando são governo ... substituiram o "socialismo" por uma quadratura do circulo chamada "economia social de mercado". Até porque, para os dirigentes PS, parece que não há capitalismo mas só neo-liberalismo ... sábado, janeiro 09, 2010
REVELAÇÕES DA ENTREVISTA DE ALEGRE
O poeta não passa de um cacique sem ideias para além da sua disponibilidade para se sentar em Belém e que é obrigação da esquerda - no seu conceito é uma coisa vaga e abrangente e portanto, sem conteúdo - apoiá-lo. Não se define em coisa alguma a não ser naquilo que já se sabia, que quer e precisa do apoio do PS para acampar em Belém.
Ficamos a saber que Cavaco é fraquito e tosco; que o PS quer a economia de mercado; que são pornográficos os ganhos dos bancos e dos banqueiros. Isso demonstra que Alegre anda informado mas que não é capaz de enformar uma só opinião própria. Como é que ele pensa estabelecer a linha de fractura entre ele e o Cavaco? Quais as rupturas que está disposto a promover para se afirmar como candidato da esquerda?
Ele é anti-capitalista? Não é, dada a natureza do PS, a sua continuada militância no partido em lugares de proeminência e o alinhamento com a política do partido, salvo uma ou outra coisa. E se não é anti-capitalista só por oportunismo pode sorrir para a esquerda.
Quer que acreditem ser ele um homem providencial, iluminado, com um projecto próprio indecifrável para os comuns mortais e que aceitem a sua liderança como a de um profeta. Nesse aspecto não difere em nada do ignorante Cavaco, sempre titubeante e preferindo o significado dúbio, o nim, ao não ou ao sim, recheados de sorrisos forçados e aparentemente enigmáticos. É a continuidade da tradição caudilhista da política à portuguesa.
Quer o apoio do PS, sem o apoio de Sócrates? Este até pode inventar um argumento idiota qualquer para não aparecer em campanha e deixar essas funções aos seus centuriões e outros labregos, para melhor enganar os eleitores de esquerda; e facilitar o golpe estratégico e palaciano dos caciques da esquerda institucional que poderão argumentar que não estão do lado de Sócrates e que este está fora da carroça presidencial de Alegre.
Em 2005, Alegre ainda poderia reunir algumas simpatias à esquerda, capazes de captar o voto de militantes e simpatizantes pouco atraídos pelas candidaturas partidárias e rituais de Jerónimo e Louçã. E, essas simpatias, resultaram decerto da rebeldia (melhor será chamar-lhe ressaibo) de Alegre contra a direcção do PS e do secretário-geral. Em 2010, como vimos afirmando, não é isso que Alegre deseja ou afasta. Ele quer o apoio viabilizador do PS e portanto de Sócrates.
Em comentário às declarações de Alegre, Sócrates nada acrescentou para além de que ainda é cedo para opções presidenciais; não se comprometeu e portanto, continua o PS sem estar comprometido. Sócrates acha prematura a colheita do milho e deixa os primeiros grãos para os pardais, com um sorriso benévolo e matreiro. E a figura de pardal ajusta-se perfeitamente a Louçã!
Ao que sabemos, as estruturas do BE não andam a discutir e menos ainda a aprovar o apoio a Alegre. Sabe-se do crescimento, no aparelho e nomeadamente, nos grupos parlamentares na AR ou no PE de deputados defensores de coabitações com o PS, que não terão igual representatividade junto da massa dos militantes. Desses elementos, alguns chegaram mesmo a recusar a luta pelo socialismo no último congresso do BE, como que dando sinais de que se querem sentar à mesa do orçamento com Sócrates e garantir uma vida fácil e doce, esquecendo rapidamente que a sua notoriedade resultou da confiança (ingénua) de muitos militantes e eleitores. Qual será o papel de Louçã nesta estratégia da ala direita do BE?
Dado que o BE tem apostado numa conduta de partido de “one man show” notam-se sinais de aplauso às declarações de Louçã, de apoio a Alegre, por parte de militantes e simpatizantes pouco dados a pensar com a própria cabeça e a anuir cegamente às palavras do líder. O que não é prática de uma esquerda a sério, mais inclinada para a democracia directa, para o debate, para a decisão em que todos são ouvidos.
Grazia.tanta@gmail.com
Esquerda_desalinhada.blogs.sapo.pt
MANUEL ALEGRE EM ENTREVISTA AO EXPRESSO: será que não é mesmo refém do PS ?

É uma entrevista algo estranha e que deveria preocupar quem vê Manuel Alegre como o melhor nome para uma candidatura presidencial de convergência das esquerdas.
Nesta entrevista, Alegre consegue, de certeza, receber o acordo das esquerdas nas críticas a Cavaco Silva. Mas isso é fácil e, hoje em dia, já não aquece nem arrefece. Cavaco já nem a unidade do seu campo politico consegue!
Ao longo da entrevista, é visível que Alegre não consegue libertar-se da sua ligação ao PS, mesmo que, a seguir, repita cem vezes que não está refém do seu partido.
"A minha relação é com o PS. É uma relação familiar" diz Manuel Alegre. É claro que também diz que "o PS devia negociar à esquerda. Tentei quebrar esse tabu". Mas conclui sempre dando a entender que a relação mais forte a até determinante - "Uma candidatura é uma decisão pessoal e um acto de independencia. Mas para vencer, obviamente que o apoio do PS é importante. Se alguém se candidata é para ganhar." - é com o PS. Aliás, na citação que se transcreve da entrevista, Alegre faz uma revelação que não deve ter pesado na sua última candidatura e, a qual, acaba por ser elucidativa da sua dependência face ao PS. Ou seja, se na última eleição presidencial até se candidatou contra a posição oficial do PS, será que já sabia que nunca iria ganhar ou que nunca atingiria o tal um milhão de votos ?
Outra declaração de Alegre é muito pouco esclarecedora. À pergunta "Em questões económicas, PCP e BE têm visões muito diferentes das do PS", responde assim "O PS aceita a economia de mercado, não está claro que os outros partidos de esquerda a aceitem. Constato que é dificil entenderem-se". Manuel Alegre não revela a sua opinião/posição sobre essa tal "economia de mercado", i.e. o capitalismo. O que seria importante, esclarecedor e motivador de debate à esquerda. Remete-se, isso sim, para um plano algo presidencial sem ainda o ser! O que não o impede de voltar a criticar os privilégios da Banca ... só que, quem é que não os critica, neste momento, numa posição meramente formal? O essencial é, de facto, saber qual a posição perante um sistema que tem possibilitado ciclicamente crises, corrupções e privilégios. E Manuel Alegre fica-se por um posicionamento bonapartista, acima das posições existentes, sem revelar a sua ...
Manuel Alegre parece, neste momento, sobretudo apostado em garantir o apoio, não do PS, mas da sua direcção e do governo - "O governo está lá e não vejo alternativa" - .
Nesta entrevista, Alegre não acrescenta uma única ideia que possa contribuir para uma movimento social à esquerda que se mobilize para uma candidatura presidencial de unidade das esquerdas. Na sua primeira candidatura presidencial, isso não acontecia. Demonstrava iniciativa política e independência nessa iniciativa. Agora, parece deixar isso para as direcções partidárias, a começar pela do PS, da qual, na prática, parece não se conseguir libertar!
João Pedro Freire
sexta-feira, janeiro 08, 2010
CASAMENTO ENTRE PESSOAS DO MESMO SEXO: UM PEQUENO GRANDE PASSO EM FRENTE!
O projecto do PS que passa a permitir, em lei, o casamento entre pessoas do mesmo sexo, foi aprovado na Assembleia da Republica com os votos do PS, do Bloco de Esquerda, dos Verdes e do PCP.É um momento histórico na luta contra todas as discriminações e contra todos os preconceitos. É a luta pela liberdade! E esta luta, a da liberdade, é sempre e muito mais, a luta pelos direitos das minorias. É do lado das minorias que se pode aferir qual a liberdade que temos!
Fica por dar o passo seguinte, para que este passo seja mesmo um grande passo em frente: a não existência legal de casamentos de primeira e casamentos de segunda! Os de primeira podem adoptar, os de segunda, os entre pessoas do mesmo sexo, não ...
No entanto, as liberdades precisam muito mais do que o reconhecimento na lei, para existirem e serem vividas e sentidas ... essa é a luta civica que se segue em toda a sociedade!
quinta-feira, janeiro 07, 2010
RETIRADA DAS TROPAS ESTRANGEIRAS DO AFEGANISTÃO!

terça-feira, janeiro 05, 2010
O Natal dos banqueiros
Assunto: Fwd: O Natal dos banqueiros
Por: José Niza - In ''O Ribatejo''
1. Depois do que aqui escrevi na semana passada sobre “o dinheiro”, não esperava tão depressa voltar ao assunto: preferia que, em tempo de Natal, a caneta me conduzisse para outras paragens, e me levasse por caminhos que fossem de procura, ou de descoberta, de uma réstia de esperança, de uma festa numa praça de amor, de paz e de canções.
Mas não. O homem põe. E a banca dispõe.
2. Um relatório há poucos dias divulgado pela CMVM – a Bolsa – deu-me um murro no estômago. Não é que eu tenha andado distraído da ganância e dos festins da nossa alta finança. Mas tudo tem que ter limites: os números revelados nesse relatório sobre os salários dos administradores dos bancos e das empresas mais importantes do País, para além de aterradores, são um insulto ao povo português e, em especial, aos mais de 500 mil trabalhadores que estão no desemprego.
3. O salário mínimo em Portugal é de 450 euros por mês. 90 contos por mês. 3 contos por dia. Muito pouco para pagar a renda da casa, a comida, as roupas, os sapatos, a água, a luz, os transportes, talvez o telemóvel…
Há um ano, o governo, as confederações patronais e os sindicatos, assinaram um acordo para, em 2010, aumentar o salário mínimo de 450 para 475 euros. Menos de 1 euro por dia! Mas agora, as tais confederações patronais – que assistem mudas e quedas ao escândalo dos vencimentos dos gestores – vêm ameaçar que se o salário mínimo subir para 475 euros será um desastre nacional. E, em contrapartida, propõem 460 euros! Isto é, uma subida de 33 cêntimos por dia!
4. O relatório da CMVM revela que o salário anual médio dos administradores da banca e empresas cotadas na bolsa foi, em 2008, de 777 mil euros, isto é, de 64.750 euros por mês (cerca de 13 mil contos mensais ou 426 contos/dia).
64.750 euros por mês equivalem a 136 salários mínimos. Isto é, para atingir o valor do ordenado mensal de um desses gestores, um trabalhador que receba o ordenado mínimo terá de trabalhar mais de 11 anos!!!
5. Mas ainda não é tudo. Há mais, bastante mais.
2008 – como todos nós sabemos – foi um ano de crise, de falências, de desemprego galopante, de apertar o cinto. Mas, enquanto a esmagadora maioria dos Portugueses fazia contas à vida, cortava nos gastos, fazia sacrifícios ou – nos casos mais dramáticos – passava fome, os senhores do dinheiro tiveram, em média, aumentos de 13 %.
13% sobre 777 mil euros são cerca de 100 mil euros, qualquer coisa como 20 mil contos por ano e para cada um. Só de aumentos!
2009 – um ano que agora se vai embora sem deixar saudades – foi também um ano de enorme crise na indústria automóvel. Mas nem tudo foram desgraças: no Vale do Ave, território dos têxteis e do mais alto desemprego do País, nunca se venderam tantos Porches. Quanto mais desempregados na rua, mais Porches na estrada!
Como se tudo isto ainda não bastasse, os próprios ex-administradores da banca – como é o caso do BCP – têm regalias e mordomias que ultrapassam todos os limites do imaginável: jactos privados para viajarem, seguranças, automóveis de luxo, motoristas, etc. Foi-me contado um caso em que a excelsa esposa de um banqueiro se deslocava regularmente a Nova Iorque – em Falcon privado pago pelo BCP – para ir ao dentista e fazer compras! E que o seu excelso marido (ex-presidente do BCP e membro da Opus Dei) dispunha de um batalhão de seguranças 24 horas por dia, também pagos pelo banco.
Será que uma pessoa com a consciência tranquila precisa da protecção de 40 seguranças? Nem Sadam Hussein tinha tantos…
6. Mas, afinal de contas, quem paga tudo isto?
Para além dos pequenos accionistas, é óbvio que são os clientes dos bancos, essa espécie sub-humana que a banca submete à escravatura e trata a chicote, essa legião de explorados que ainda olha para os bancos – e sobretudo para os banqueiros – com o temor reverencial de quem vê um santo como Jardim Gonçalves em cima de uma azinheira.
Quando um banco remunera um depósito a prazo com 1% de juros e cobra 33% nos cartões de crédito, é-lhe fácil conseguir dinheiro para cobrir todos os excessos e bacanais financeiros do sistema bancário. Quando um banco paga metade dos impostos de qualquer empresa em situação difícil, o dinheiro jorra, enche os cofres dos bancos e os bolsos dos banqueiros.
É nisto que estamos. Até quando?
Será que a um sistema que assim existe e que assim funciona – encostado ao Poder e protegido pela Lei – se pode chamar Democracia?
PS – E que ninguém, de má consciência, tenha a desvergonha de me vir dizer que isto é demagogia!
PUBLICADO POR GRAZIA.TANTA@GMAIL.COM
Lhasa De Sela - La Marée Haute - A MEMÓRIA !
Mulher, cantora, comprometida com outros também comprometidos com a luta por outra vida, Lhasa de Sela criou e deixou memória!
Fica também o seu exemplo na luta contra o cancro da mama!
segunda-feira, janeiro 04, 2010
PRESIDENCIAIS: UM DEBATE QUE SUPERA AS FRONTEIRAS PARTIDÁRIAS ...

sexta-feira, janeiro 01, 2010
quinta-feira, dezembro 31, 2009
ANO NOVO: MAIS ÂNIMO PARA VELHAS E NOVAS LUTAS!

RUBRA : uma revista que contribui para um debate sério à esquerda!
A Rubra é uma revista independente de qualquer um dos partidos da esquerda portuguesa. Mas é uma revista comprometida com os grandes combates sociais e políticos pelo socialismo.A Rubra é um contributo sério para um debate sério à esquerda e por uma alternativa global ao capitalismo.
A Rubra prova também que o debate à esquerda não se reduz ao espaço dos partidos existentes. Vai muito mais além das fronteiras de qualquer partido. Deve estar onde estão as lutas sociais, a luta de classes, os movimentos sociais.
Dirigida por Raquel Varela, já tem disponível o número de Inverno de 2009/20101, no qual destacamos os seguintes artigos:
- Editorial: A face visível do Governo;
- Porque ganhou o PS ?
- A Viena Vermelha;
- A magia da publicidade;
- Marxismo e anarquismo: Staughton Lynd e Andrej Grubacic debatem como mudar o Mundo;
- Portugal fora da Nato, Nato fora de Portugal.
"Não existe capitalismo sem corrupção. A economia capitalista de hoje, ao contrário do que alegam os liberais, não vive sem ajudas públicas maciças: os hospitais privados vivem do dinheiro da ADSE e dos vales cirurgia, as escolas privadas, das "comparticipações do Estado", as construtoras, dos concursos públicos e das "derrapagens" orçamentais, e os bancos, na hora H de milhões de euros subtraídos aos contribuintes para não se afundarem. Não há mercado livre no mundo do lucro. Há a mão visível ou invisível do Estado, e cada vez mais presente. Uma consequência é que cada vez há mais corrupção", pode ler-se no Editoral, o qual conclui, "Devemos exigir a prisão dos corruptos, todos eles, os ocultos e os visíveis que continuam em horário nobre a comentar os ocultos. Mas a nossa política contra a crise só pode ser uma: lutar contra os despedimentos, organizando os trabalhadores para essa luta; exigir a redução do horário de trabalho para 35 horas semanais se redução de salário, reposição da idade de reforma aos 60 anos; nem mais um cêntimo para "incentivar" ou salvar bancos e empresas privadas; nacionalização das empresas que demitam trabalhadores; fim imediato da parceria público-privada; fim das propinas, nacionalização da energia, da banca e do sector financeiro. O dinheiro de todos nós só pode ser usado para bens de todos nós."
A assinatura - que sugerimos! - da revista pode ser feita através do mail revistarubra@gmail.com.sábado, dezembro 26, 2009
NEM LIBERDADE SEM SOCIALISMO, NEM SOCIALISMO SEM LIBERDADE ...
Fosse a China mais pequena, menos poderosa sob o ponto de vista económico e financeiro, e, certamente estariam todos os governos ocidentais a falar de "direitos humanos", de sanções, de muitos etc e etc de retórica ...
Ainda há poucos dias vimos o que é que os governos ocidentais fazem em prol dos direitos humanos a propósito de Aminatu Haidar, a mulher saraui que esteve mais de um mês em greve de fome, para conseguir o simples direito de poder regressar ao seu país ocupado ...
O Sara Ocidental de Aminatu não é a China, e, a hipocrisia dos governos que tivemos a oportunidade de ver a propósito da mulher saraui, toma agora a forma de diplomacia da mentira e da subjugação em relação à China.
A China que só é "socialista" para quem ainda precisa desses "argumentos" para contestar o socialismo, é um exemplo do que significa uma realidade em que a liberdade económica fica sempre à frente das liberdades políticas e sociais. Acontece também no Ocidente, principalmente quando as sociedades são invadidas pelos medos securitários transformados em politicas oficiais dos Estados e seus governos. Na China, o securitarismo tem a ver com a ideologia totalitária de um Estado desde sempre transformado nessa aberração que deu/dá pelo "socialismo num só país"!
Liu Xiaobo agora condenada por ter opinião diferente dos burocratas chineses é só mais um grande exemplo de que o socialismo precisa de liberdade, da mesma forma que a liberdade precisa de socialismo, para não fomentar injustiça, miséria e formalidades democráticas.
segunda-feira, dezembro 21, 2009
sábado, dezembro 19, 2009
PRESIDENCIAIS: COMO UNIR AS ESQUERDAS? MANUEL ALEGRE A MELHOR OPÇÃO?
A partir das declarações de hoje de Francisco Louçã à TVI, pretende-se contribuir com um debate sobre como se podem unir as esquerdas nas próximas Presidenciais.Será que Manuel Alegre seria o melhor candidato para unir as esquerdas? Existirá mais alguém?
Um debate sobre a unidade das esquerdas, óbviamente não se esgota nas fronteiras de qualquer partido da esquerda. Tem de ir mais além, tem de envolver partidos, correntes, grupos, movimentos, activistas, pessoas que estejam interessados numa candidatura que represente a pluralidade das esquerdas e constitua mudança política e de ruptura com o liberalismo.
Este debate está no Facebook e também ficará aqui no TRIBUNA SOCIALISTA.
Todos os contributos serão benvindos! Debate precisa-se!
sexta-feira, dezembro 18, 2009
AMINETU HAIDAR: DE VOLTA À SUA TERRA!


Vale a pena lutar!Vale a pena criar redes de solidariedade internacional!
Aminetu Haidar deixou hoje de manhã o Hospital de Lanzarote, e, está de volta à sua terra, para junto dos seus e do seu Povo. Foram 32 longos dias de greve de fome de uma Mulher que não desiste de ter direito à sua terra e de nela viver.
A luta desta Mulher, desta sarauí, trouxe de novo à luz do dia, a luta de um povo que luta há mais de três décadas pela liberdade da sua terra, contra a monarquia marroquina, mas também contra a hipocrisia dos governos, nomeadamente o espanhol, em particular, e os ocidentais, em geral.
Aminetu pode finalmente beijar os seus filhos e sua mãe! A luta do seu povo vai continuar, com mais força!
quinta-feira, dezembro 17, 2009
BOAS FESTAS : será mesmo possível?
Há algo de estranho nesta imagem de Marx feito Pai Natal. Francamente não sei o que é que ele pensaria disto, se alguma vez tivesse a oportunidade de ver!?Mas o certo é que o Natal é um período incontornável, existe e mostra-se a toda a gente.
Para muita gente, o Natal serve como uma espécie de parentesis numa crise que se mantém, não obstante a propaganda de um cartel constituido por governo e grandes grupos económico-financeiros que resolveram substituir a crise económica e social por outra que dá agora mais jeito, a crise da dita instabilidade política!
Os que ainda há pouco tempo ficaram sem emprego, os que estão eternamente na precariedade, estão-se nas tintas para a instabilidade política. Em termos práticos essa fabricada instabilidade política, é uma espécie de amuo de políticos profissionais que agora, sem maioria absoluta, já não podem fazer o que lhes apetece ...
Há também uma situação que me causa alguma perplexidade: porque é que no Natal, todos (ricos, não ricos, televisões, rádios, associações disto e daquilo ...) se lembram dos sem-abrigo, e, nos restantes dias do ano, já são tão restritivos e contidos quando é para falar de desempregados e de precários e das lutas que desenvolvem?
O Natal não esquece nem apaga a necessidade, a urgência, de se continuarem com todas as lutas que apontam para uma vida melhor, onde cada um possa ser dono do seu destino. Quem está nestas lutas e quem acredita nelas, acaba por ser um optimista e, neste sentido, até acredita que está/estamos a lutar para que existam e aconteçam Boas Festas!
João Pedro Freire
quarta-feira, dezembro 16, 2009
GREVE ÀS COMPRAS NO DIA 24 DE DEZEMBRO!


terça-feira, dezembro 15, 2009
SOLIDARIEDADE COM AMINATOU HAIDAR!
Um mês de greve de fome! Uma greve de fome que é um imenso grito pela solidariedade internacional com o povo da Republica Arabe Saraui Democrática, o Sara Ocidental.
A luta de Aminatou é também contra a hipocrisia dos governos da União Europeia perante a monarquia autoritária de Marrocos.
É tempo de despertar um imenso movimento de solidariedade internacional com os sarauis, como aconteceu, uma vez, com Timor-Leste!
quinta-feira, dezembro 10, 2009
MICROGERAÇÃO FOTOVOLTAICA: a realidade e a propaganda!

segunda-feira, dezembro 07, 2009
COPENHAGA COMEÇA HOJE ... MAS HÁ MUITOS ANOS QUE "ALGUNS" JÁ LUTAM PELA DEFESA DO NOSSO PLANETA!
É, de facto é, a cimeira de Copenhaga coincidirá com um momento alto de hipocrisia planetária concentrada na capital dinamarquesa! Depois dos dias da cimeira, em muitos locais, esta coisa do ambiente voltará a ser preocupação de uns quantos que até já pensam e agem há muitos mais anos que os governos todos juntos ...
Os atentados ao Planeta e ao sistema ambiental tiveram, têm e terão muito a ver com o modo de funcionamento dos sistemas económicos baseados no poder económico-financeiro e em organizações sociais e políticas onde a opinião e a participação das pessoas é relegada para planos secundaríssimos!
A defesa deste Planeta e de um ambiente sustentado diz respeito à iniciativa das pessoas, ao reconhecimento da sua participação a todos os níveis, à existência de educação e cultura com acesso universal! As pessoas, todos nós, de certeza, que fariamos muito mais, até hoje, pelo ambiente, que aquilo que os governos fizeram!
Ora vamos lá ver até onde os governos estarão dispostos a ir para a "sua" defesa do Planeta!?!?...
sexta-feira, dezembro 04, 2009
POR FALAR EM CORRUPÇÃO ...

quarta-feira, dezembro 02, 2009
TRATADO DE LISBOA: A TEIMOSIA DOS GOVERNOS!

Com toda a pompa, os governos europeus, com o de José Sócrates a fazer de mestre das cerimónias, lançaram os foguetes, apanharam as canas e fizeram uma festa que passou ao lado de todos os europeus: a entrada em vigor do chamado "Tratado de Lisboa".

Este Tratado não altera o caracter profundamente anti-democrático da construção europeia dinamizada pelos governos e só pelos governos europeus.
Dando mais uns poderzitos ao desvalorizado Parlamento Europeu, o Tratado de Lisboa mantém os que vivem e trabalham no espaço europeu, à margem da construção europeia. Este Tratado fica com esse exemplo de abandalhamento da consulta popular que foi o caso Irlandês, com a repetição de um referendo que tinha dado vitória ao "não" ao Tratado de Lisboa. Os governos europeus, numa atitude de força pelo facto de serem governo, obrigaram (é o termo, entre ameaças de um futuro "negro" se o voto desse novamente "não") o povo irlandês a votarem segunda vez para um mesmo fim! Será que não haveria terceiro referendo se o resultado tivesse dado novamente "não" ?...
Sócrates, Durão Barroso, Zapatero, Sarkozy, Berlusconni ... não se livram de ficarem para a História como os responsáveis por mais um adiamento de uma construção democrática de uma Europa que não pode desprezar a opinião e a vontade dos que nela vivem e trabalham, e, que querem ver os seus direitos sociais, democráticos e culturais reconhecidos e praticados!
terça-feira, dezembro 01, 2009
TERRA E LIBERDADE, de Ken Loach
Passagem de um filme que exibe bem as diferenças entre os que defendem uma organização libertária, aberta e construída de baixo para cima, e, os que não conseguem agir sem a canga de uma qualquer "vanguarda" ... socialismo precisará sempre de liberdades, mas também nunca poderá dispensar ou ignorar a auto-iniciativa dos trabalhadores e de cada trabalhador.
É sempre tempo de ver ou rever estas imagens da revolução em Espanha!
domingo, novembro 29, 2009
HILARIANTE: HUGO CHAVEZ APELA À CONSTITUIÇÃO DA 5ª (!) INTERNACIONAL ...

Não se sabe se dará jeito à venda de petróleo, mas Hugo Chavez apelou à constituição de uma "5ª Internacional"...
Hugo Chavez para além do tradicional aliado cubano, tem também outros muito "originais" que devem ter saltado de contentes, com o anúncio da formação da "5ª" ... lembramo-nos do amigo iraniano, do amigo norte-coreano, do amigo russo ... todos eles exemplos do que é a construção do "socialismo" ...
Chavez, sempre muito imaginativo nas "soluções" que encontra para defender (!) os mais desprotegidos, agora que começa a experimentar os primeiros deslizes internos na "sua" Venezuela, volta-se para os "mais desprotegidos" no plano internacional, onde tem passado o tempo a confundir dirigentes estatais (como o iraniano) com as massas trabalhadoras ...
Imparável este Chavez no seu processo de esquizofrenia política ...
quinta-feira, novembro 26, 2009
REFORMA AOS 40 ANOS DE TRABALHO: será que não há mesmo um "bloco central" ?
Depois de já se terem juntado quanto à avaliação dos professores, agora, o PS e o PSD, preparam-se para chumbarem o direito à reforma aos 40 anos de trabalho, que Bloco de Esquerda e o PCP defenderão na Assembleia da Republica.Perante a posição de apelo a que se faça justiça a quem trabalhou 40 anos, os partidos do "bloco central" acenam novamente com um cenário de "ruptura" da Segurança Social "já para o próximo Orçamento do Estado" se o proposto pelo BE e pelo PCP viesse a ser aprovado.
Perante um cenário de reformas miseráveis, o PS e o PSD fazem uso de argumentos baseados em contas que só eles percebem, quanto à sustentabilidade da Segurança Social pública, evitando tomar medidas que introduzam mais justiça na economia.
O único caminho para a sustentabilidade da Segurança Social pública, não é o aumento da idade de reforma. Isto enquanto persiste um cenário real, por todos conhecido e sentido, de reformas milionárias em paralelo com reformas miseráveis. As segundas , as miseráveis, quase sempre para quem trabalhou uma vida inteira!
É curioso que, por exemplo, a peça do Diário de Notícias sobre este tema, tenha o seu desenvolvimento na secção de "Bolsa"! A culpa não é óbviamente do diário. O que acontece é que a própria direcção do PS, em parceria com os partidos do arco neo-liberal (PSD e CDS), têm tratado da sustentabilidade da Segurança Social olhando para os movimentos especulativos da bolsa.
A sustentabilidade de uma Segurança Social pública tem muito a ver com o exercício do direito a um emprego digno. Direito que tem, progressivamente e como resultado da crise financeira neo-liberal, a ser cada vez menos um direito. O desemprego, a precariedade, os despedimentos, também "justificados" como caminho para a "sustentabilidade financeira" das empresas, são também flagelos sociais com consequências desastrosas para uma Segurança Social pública e para todos.
A sustentabilidade da Segurança Social pública precisa de outras políticas governamentais, de outra vontade política, precisaria de um governo que sentisse o que quer a maioria social de esquerda que este País tem!
quarta-feira, novembro 25, 2009
25 DE NOVEMBRO DE 1975: LIBERALISMO vs SECTARISMO ... E O SOCIALISMO ?
Em 25 de Novembro de 1975 dizem os partidos do arco neo-liberal (direcção do PS incluída) , que a "democracia venceu".Do lado das esquerdas, essa data marca o triunfo de uma concepção de "democracia" onde o representativismo torna-se incompatível com uma concepção mais participativa e directa.
O 25 de Novembro de 1975 revelou que um processo revolucionário não se pode manter, ad-eternum, num impasse, sem qualquer sentido político definido, com as massas populares e trabalhadoras ao sabor de mil e uma formas de
sectarismos, populismos e esquerdismos. Quando isso acontece, quase sempre, a contra-revolução acaba por triunfar!O 25 de Novembro de 1975 é uma data que deveria merecer debate à esquerda. Até porque é um debate que é sempre actual: que socialismo se pretende para o século XXI?
Em 1975, a revolução portuguesa esteve polarizada entre uma social-democracia que funcionou como guarda-chuva que albergava reacionários e reformistas convictos, e, correntes à esquerda onde abundava muito lenino-estalinismo, estalinismo e maiosmo, tudo muito "vanguadista" e, como tal, ultra-sectário.
Em muitos momentos, faltou, de facto, um pólo democrático e socialista, claramente anti-capitalista, que desse algum sentido politico ao movimento social, sem o colocar num qualquer colete de forças imposto por uma qualquer "vanguarda".
Em 2009, o mais importante é conseguir debater serenamente tudo o que aconteceu, sem tabus e sem preconceitos. É urgente que o socialismo para o século XXI não volte a incorporar modelos que falharam profundamente !
terça-feira, novembro 24, 2009
Malalai Joya: TODAS AS TROPAS ESTRANGEIRAS DEVEM RETIRAR DO AFEGANISTÃO!
Depois de a ter visto e ouvido no Porto, numa Sessão promovida pelo Bloco de Esquerda, não resisto a publicar mais esta peça retirada do youtube.
Malalai é, de facto, um exemplo de uma mulher de luta e representa um permanente apelo a que a solidariedade internacional com o povo afegão não abrande! A Paz no Afeganistão passa pela retirada das tropas estrangeiras, pela derrota dos senhores da guerra e de todos os funadamentalismos!
ESQUERDA NOVA: corrente do Bloco de Esquerda organiza e promove debate a nível nacional!

segunda-feira, novembro 23, 2009
sexta-feira, novembro 20, 2009
FINANCIARIZAÇÃO DA VIDA DE TODOS OS DIAS! - 2ª parte ...

Um camarada e amigo, o Manuel Monteiro, pegou na posta anterior e resolveu adaptá-la com os seus contributos e ideias. Ficou assim e ficou bem, já que dá para pensar, debater e agir.
- As empresas nos entido de realizar o seu objectivo (vender para obter lucro), bombardeiam os consumidores/trabalhadores com publicidade.
- Os consumidores/trabalhadores, iludidos na necessidade de possuir bens/serviços de que muitas vezes não precisam, adquirem os mesmos, com recurso ao crédito bancário.
- Os consumidores/trabalhadores na sua generalidade (já bastante endividados), por medo de perder o seu posto de trabalho (o que impossibilitava o pagamento das suas dívidas) não se atrevem a reclamar juntos dos seus empregadores (as empresas em setido lato, que os incentivaram a consumir) por melhores condições de trabalho/salariais ou não se atrevem a bater com a porta à procura de melhor.
Assim se completa o ciclo totalitário que se vive na actualidade. Ao observar este ciclo, vem à cabeça aquela imagem dos trabalhadores de uma fazenda qualquer (isolada no meio do nada), obrigados a gastar a migalha de rendimento que lhes é pago na loja da própria fazenda (propriedade do fazendeiro), para comprar bens essenciais a preços exagerados. A filosofia é a mesma, só que agora, o fazendeiro (neste caso o banco) adianta o dinheiro quando o trabalhador quer comsumir mais.
Como nos libertar deste ciclo?
Existem alguns caminhos possíveis.
- Embora inconveniente para a maioria dos interesses instalados, uma medida possível seria a sensibilização para um consumo mais cuidado.
- Tentativa de alterar os valores sociais atribuídos ao acto de consumir e/ou possuir. Ensinar a valorizar as pessoas pelas suas qualidades.
O caminho mais simples e eficaz, foi o escolhido por muitos americanos, os NINJA.
3. A presente crise económica/financeira mundial foi desencadeada pelos NINJA. NINJA é uma classificação dada pelos bancos americanos a uma faixa da população americana (a quem esses bancos na sua ânsia de obter lucro) concederam crédito para adquirirem casa própria. Os NINJA ao repararem que nunca teriam hipótese de pagar os seus empréstimos, não se ralaram com mais nada e sem qualquer sentido de culpa (ou vergonha), entregaram as suas casas às instituições de crédito. Assim, com esta acção, deu-se o quase colapso do sistema financeiro mundial (não fosse o apoio dado pelos governos). Afinal, o simples cidadão (quando unido em grandes números) ainda consegue lutar e derrubar o novo totalitarismo em que vivemos. Para aqueles que acreditam na mudança, este simples exemplo é um tremendo sinal de esperança no futuro e um grande incentivo para continuar a lutar.
Já agora para animar, o significado de NINJA aqui utilizado é: NO INCOME, NO JOBS, NO ASSETS.
Assim, estes cidadãos ao virarem as costas aos conceitos estabelecidos pelos bancos, quase derrubaram todo o sistema financeiro.
Sim, é possível viver sem uma conta bancária e sem os bancos. É possível viver em liberdade!
Manuel Monteiro
FINANCIARIZAÇÃO DA VIDA DE TODOS OS DIAS!

domingo, novembro 15, 2009
quarta-feira, novembro 11, 2009
POR UMA BANCA SOCIALIZADA E DEMOCRÁTICA: um excelente trabalho para reflexão!
Não é todos os dias que surgem análises sobre o sistema financeiro, numa perspectiva que aponta para uma socialização democrática. segunda-feira, novembro 09, 2009
UM DOSSIER, SOBRE A QUEDA DO MURO, A VISITAR!
Na apresentação do dossier preparado, consta o seguinte:
"Há vinte anos, o mundo assistia à queda do Muro de Berlim e à explosão de alegria de um povo em busca da liberdade. Veja neste dossier os factos e as cronologias, vídeos e fotogalerias de Berlim e dos grafittis no Muro; as histórias de repressão e espionagem; a opinião e as memórias de António Avelãs, Natércia Coimbra, Mário Tomé e Francisco Louçã; o relato de dez meses que abalaram o Leste, por Carlos Santos Pereira; e saiba onde estão os outros muros que falta derrubar."
A VISITAR QUE VALE MESMO A PENA!
Earth Song - Michael Jackson : tudo é importante para uma consciência ambiental ACTIVA!
Não gosto do intérprete mas o tema e o filme valem a pena.
Até porque nos EUA nunca foi editado
O Detalhe: "Earth Song" nunca foi lançada como single nos Estados Unidos, historicamente o maior poluidor do planeta. Por isso a maioria de nós nunca teve acesso ao clip.
Filmado na Africa, Amazonia, Croácia e New York.
Emocionante!
(Este foi o texto do mail que foi recebido!)
O MURO DE BERLIM: RELATOS ...

Adeus, Lenine - Um filme a (re)ver a propósito dos 20 anos da queda do Muro
Um filme cheio de humanidade e sensibilidade que deve ser visto e/ou revisto. Também tem a ver com a queda do Muro de Berlim!
MURO DE BERLIM: 20 ANOS DEPOIS ...
Há mais de 20 anos, os boletins da oposição socialista aos regimes estalinistas do Leste Europeu, conhecidos por SAMIZDAT, incluiam diversas análises que concluiam que a alternativa ao que existia a Leste não poderia ser o capitalismo.Os oposicionistas ao regimes burocráticos e totalitários do Leste, não eram, todos eles, apologistas do sistema capitalista. Muitos, em número muito significativo, definiam-se como socialistas, alguns como comunistas. Para o dito "socialismo" do Leste, pediam democracia, pediam liberdade, pediam direito ao pluralismo e à liberdade de imprensa. Pediam também que a planificação económica deixasse de ser decidida pela nomenclatura e voltasse ao poder democrático dos trabalhadores.
O que existia a Leste, mostrava que o socialismo não pode existir como se fosse uma fortaleza fechada do resto do Planeta. O socialismo precisa de influenciar, precisa de confrontar em liberdade e em democracia!
O que existia a Leste também convinha às democracias liberais do Ocidente. Identificar o Leste com o "papão comunista" dava muito jeito a quem precisa também desse "argumento" para perpetuar um sistema que oferece desemprego em liberdade, exploração em liberdade, miséria em liberdade, e, um conceito de liberdade que acaba sempre por beneficiar os que mais possuem em detrimento dos que precisam de trabalhar, muitas vezes, para sobreviver!
O socialismo precisa de liberdade e de democracia como o corpo humano precisa de oxigénio. Tal como é sempre vital que a liberdade seja sempre a liberdade de pensar e agir de maneira diferente!
20 anos depois da queda do Muro, os que viveram a imposição do Muro a Leste e a Oeste, sabem, sentem, que a conquista da liberdade não chegou, só por si! Talvez faça todo o sentido lembrar slogans, cheios de sentido, que clamavam por "nem socialismo sem liberdade, nem liberdade sem socialismo".
Só por si, a liberdade não dá justiça, embora seja vital para se poder lutar por mais justiça social e mais justiça na economia!
20 anos depois da queda de um Muro injusto, totalitário, repressivo, inumano, vivemos, em liberdade, uma terrível crise económica e financeira com consequências desastrosas no plano social, mas também, no exercício das próprias liberdades democráticas. Os episódios sucedem-se quanto a exemplos que evidenciam que o capitalismo aprendeu muito com as práticas totalitárias dos antigos regimes de Leste!
20 anos depois da queda do Muro em Berlim é urgente defendermos a liberdade, defendermos a democracia para podermos prosseguir com uma luta internacional pelo socialismo, enquanto sociedade de justiça social, de liberdades, de democracia, de participação livre e generalizada!
segunda-feira, novembro 02, 2009
UM ANO DEPOIS DO INICIO DO CASO BPN: TUDO NA MESMA E ASSIM SERÁ ...
Faz hoje um ano que começou, pelo menos à luz do dia, o caso BPN. Embora já em 2000 alguma imprensa tivesse dado conta das suspeitas relativamente às contas do BPN ...O caso BPN exibe bem as diferenças entre os sistemas assentes no exercício das supervisões/regulações bancárias e os sistemas assentes no controlo democrático e transparente por parte dos trabalhadores dos sectores económico-financeiros envolvidos. Propositadamente incluímos as "nacionalizações" nas supervisões. Porquê? Porque as "nacionalizações", quase sempre, convertem-se em estatizações que aplicam ao que é nacionalizado, a qualidade de quem nacionaliza e/ou supervisiona. Por exemplo: o que é que aconteceu com a "nacionalização" do BPN? Quais as garantias de transparencia e de luta contra a corrupção que pode dar um aparelho de Estado, todo ele, dominado pela influência de lobbies, de jogos de interesse, de inexistência de controlo democrático?
O caso BPN foi a expressão nacional da crise que invadiu o sistema financeiro capitalista internacional. No entanto, passado um ano e depois de uma quase mão cheia de casos levados à justiça (!), o que é que mudou ? Ou melhor, será que alguma coisa poderia ter mudado, quando os protagonistas da "justiça" acabam por ser os mesmos a quem era aplicada a "justiça"? E outra questão também é pertinente: que "justiça" é esta que existe à margem das democracias, que não é controlada por ninguém e que vai sobrevivendo numa total opacidade ?
O caso BPN exibe e bem a qualidade da nossa democracia: o que sucederia se os cidadãos pudessem participar democrática e espontaneamente em todos os níveis da sociedade? O que sucederia se os trabalhadores em cada empresa (pública, privada e social) tivessem acesso e voto na matéria, quanto à gestão e aos actos de gestão? É aqui que está a verdadeira questão e não em "nacionalizações" que significam dar de novo à raposa, armas para voltar a guardar o galinheiro de onde tinha sido expulsa ....








