tribuna socialista

quarta-feira, julho 30, 2008

MAIS UM EXEMPLO DO "SOCIALISMO" CHAVISTA (i.e. de Hugo Chavez)...

Está em francês, mas vale a pena clicar aqui para tomarem conhecimento de mais uma "inovação" de Hugo Chavez na sua caminhada "socialista" (!!!) ...
Em castelhano fiquem com a peça seguinte:
100 niños habitantes de la parroquia La Pastora, fueron juramentados como integrantes de las Brigadas Juveniles de la PM Por : Últimas Noticias Fecha de publicación : 27/07/08 Caracas 27 de julio 2008. - . Un total de 100 niños habitantes de la parroquia La Pastora, fueron juramentados como nuevos integrantes de las Brigadas Juveniles de la Policía Metropolitana. De ahora en adelante, estos muchachos se suman a las labores de prevención contra el delito en sus respectivas comunidades.
El acto de juramentación se llevó a cabo en las instalaciones de la Escuela Bolivariana República de Bolivia, donde los pequeños, impecablemente vestidos con sus uniformes de brigadistas, se comprometieron a ser repetidores de los conocimientos que han adquirido en los talleres que dictan los funcionarios de la Policía Metropolitana y en cuyo proceso también participan los padres.
Shaonith Bastidas, Yhonatan Moreno, Carolay Salamanca y Yorye Obrian, son algunos de los niños que integran la brigada y señalan que entre los adiestramientos que les ofrecen se encuentran el orden cerrado, contenido de la Constitución y la Ley de Protección del Niño y Adolescente, así como también y actividades deportivas, culturales y recreativas que realizan con amigos.
El Comisario Jefe, Argenis González, director de Participación Ciudadana de la PM, señaló que hasta ahora estas brigadas están conformadas por 2 mil 500 niños, habitantes de toda el área metropolitana.
“Este es un programa de prevención contra el delito, aportamos a los niños una formación en valores morales, les ofrecemos distintas actividades. Todas las personas interesadas pueden acudir a las diferentes zonas policiales, o acudir a la Dirección de Participación Ciudadana, ubicada al frente del zoológico de Caricuao”, dijo González.
O que dirão os locais apoiantes do "socialismo" Chavista ?

sexta-feira, julho 18, 2008

O DESPREZO DA EUROPA ...




Imagem retirada do blogue de Democracia Comunista (Luxemburguista).


Muitas vezes uma imagem vale mais que mil palavras ...

quinta-feira, julho 17, 2008

PARA ONDE VAI O PARTIDO SOCIALISTA? (*)

O artigo que se publica é da responsabilidade de militantes do PS devidamente identificados pelos seus nomes. A sua publicação no TRIBUNA SOCIALISTA tem por objectivo motivar o debate entre todos os militantes da esquerda socialista, seja qual for o partido, grupo ou movimento em que militem ou participem.


Somos militantes do Partido Socialista, continuamos a acreditar no ideário subjacente ao socialismo democrático, mas assistimos angustiados ao triunfo crescente do neoliberalismo no interior do partido a que pertencemos, partido estruturante da sociedade portuguesa. As políticas sociais vão sendo subordinadas à lógica do mais puro economicismo, destruindo o Serviço Nacional de Saúde, subvertendo o ideário da Escola humanista e Pública, desvalorizando o papel do professor e da formação cultural do aluno e, quanto à Justiça, trave mestra dum Estado de Direito está um verdadeiro lodaçal, sendo uma trincheira dos que têm mais posses e mais meios, em detrimento das classes mais desfavorecidas.

O estado da Nação é deplorável, transformado em areópago dos escribas do regime, dos jurisconsultos que dão pareceres a preços de oiro, substituindo-se às instituições que não decidem por si, nem assumem as suas responsabilidades.
Há dois países, “o país real e o país nominal” (Alexandre Herculano), o país dos que têm poder económico e político, as mordomias, os salários chorudos e o país dos cidadãos que vêem com pavor o seu nível de vida a afundar-se, sem rendimentos para pagar as prestações da casa e os alimentos essenciais. O Portugal do triunfo das desigualdades, da exclusão e da pobreza clama por um verdadeiro Partido Socialista que lute contra a total submissão ao poder económico. O país real está farto da retórica sacrificial, e de assistir quotidianamente a uns serem cidadão mais iguais do que outros.

A crise internacional só reforça a falência das reformas economicistas, consubstanciadas, nos parâmetros do banco central europeu de depauperação das classes laboriosas e classes médias, de agravamento das desigualdades sociais e económicas. Portugal é o país da Europa com a maior desigualdade na distribuição da sua riqueza. Portugal é também um dos países mais pobres na Europa com a realidade assustadora de mais de dois milhões de portugueses que vivem no limiar da pobreza, sobretudo os mais idosos, as mulheres e as crianças. Neste “reino cadaveroso” como lhe chamou o iluminista Ribeiro Sanches, há uma grande responsabilidade do actual governo, cujas reformas, na óptica da obsessão da redução do défice, têm penalizado primordialmente os mais pobres e carenciados.


No Partido Socialista, onde nada se debate, cada vez mais reduzido à participação dos que ocupam cargos políticos, há uma claustrofobia asfixiante. Todos os autoritarismos nos são antipáticos. Não contem connosco para a domesticação do diálogo. Onde está o PS dos referenciais em Antero de Quental e António Sérgio? É triste assistirmos ao silêncio cúmplice e em muitos casos de consonância com o status quo de importantes personalidades socialistas cuja opinião é avalizada pelos cidadãos. É triste assistir a esta orfandade ideológica… pois, também nós “tememos o homem de um só livro” ! Qual a verdadeira opinião de Mário Soares, Jorge Sampaio, Almeida Santos quanto ao rumo político do País? É exasperante a posição de muitos deputados do PS que noutras crises e outras lideranças arriscaram os seus confortáveis cargos em prol da liberdade crítica e do pluralismo de ideias, que era uma marca genética do PS profundo e do PS da fraternidade e, que hoje se calam.

Temos a noção de que será modesto o eco da nossa postura crítica, mas não abdicamos de exercer o nosso direito de cidadania, no equilíbrio difícil entre a ética da nossa liberdade e a ética da nossa responsabilidade partidária. A depressão que assola o País exige a nossa ousadia.

Não somos nós que subvertemos a cartilha de princípios do PS.
Não somos nós, militantes de base do partido a que pertencemos, quem protagoniza a descrença que grassa na sociedade, à beira da implosão.
Não somos nós os “inocentes úteis” da direita que, olha com simpatia o actual governo e o actual PS e, que apeará os socialistas quando chegar a sua hora de ordenhar a Nação.

(*)Joaquim Sarmento, Júlio Barbosa, Jorge Silva, João Botelho e Paula Rodrigues (artigo publicado no Público e no Jornal Centro)

quarta-feira, julho 16, 2008

NOVA INVESTIDA DOS EMPRESÁRIOS DO NUCLEAR ...

Isto é cíclico! ... mas o ciclo repete-se com mais frequência ... aí estão novamente os empresários do nuclear, com nova campanha e com um novo aliado ... nada mais, nada menos, que o governador do Banco de Portugal, o ex-secretário-geral do PS, Dr.Vitor Constancio!

Neste País, com mar a perder de vista, com vento que sopra em qualidade e quantidade, com sol que não é só para turistas internos e externos, ... , até parece anedota este ciclico interesse no nuclear. Mas reparem ... os empresários são quase sempre os mesmos e, quase todos eles, também têm dado muito contributo (!!!) à "pátria" que dizem agora querer ver "auto-suficiente" em matéria energética!...

A discussão que falta, não é a discussão sobre o nuclear ... isso é o que o lobby do nuclear pretende! A discussão que continua a faltar e continua muito atrasada é a discussão sobre as opções energéticas que devem ser feitas para a substituição da economia do petróleo, optando-se por soluções que preservem e aproveitem o planeta, nunca esquecendo que quem habita o planeta são pessoas e não máquinas ou computadores!

Entretanto, não se esqueçam que existem soluções nacionais para se proteger a economia do impacto especulativo dos aumentos do preço do petróleo: a socialização dos mecanismos de preços, é uma solução! Muito melhor e muito mais eficaz que essa coisa de deixar o mercado (!) ajustar os preços ...

Fica a pergunta: será que os especuladores que obrigam o preço do petróleo a subir, não terão nada a ver com o lobby do nuclear???...

domingo, julho 13, 2008

OPS! Revista de Opinião Socialista ... quer-se debate, mas também ACÇÃO!

Anuncia-se para amanhã o lançamento da OPS! Revista de Opinião Socialista.
Ligada à corrente de Manuel Alegre, no PS, a revista propõe-se dinamizar o debate numa perspectiva de esquerda socialista.
O tema do primeiro número é o Trabalho e o Sindicalismo, tema que dará lugar também a um debate público.
Tudo quanto venha para ajudar à dinamização do debate no espaço da esquerda socialista, é benvindo! Espera-se que o debate dê também origem à acção para uma alternativa democrática e socialista ao neo-liberalismo dominante ...

quarta-feira, julho 02, 2008

TENTAR DESCOBRIR UMA ALTERNATIVA FORA DESTAS TRÊS DIMENSÕES ....



Depois de uma entrevista da nova lider do PSD e de mais uma entrevista do primeiro-ministro José Sócrates, pergunta-se: VAMOS TER DE ESCOLHER ENTRE ESTAS DUAS FIGURAS?

Mas isto não fica por aqui: José Sócrates referencia-se, neste momento, a Cavaco Silva ... mas, Manuela Ferreira Leite, também!

Ou seja, fazem-se passar por alternativa um ao outro, mas, na verdade, são as duas faces de uma mesma moeda ... uma moeda que é lançada ao ar pelo arbitro (!) Cavaco Silva!
O desafio tem de ser este: criar uma alternativa FORA deste triangulo que produz as mesmas políticas há anos e anos!
Cavaco, Sócrates & Manuela Ferreira Leite são a continuação da rotação PSD vs PS vs PSD vs PSD ... e por aí fora ... sempre o mesmo do mesmo!

PROGRAMA FESTIVAL CENTRO CULTURA ANARQUISTA GONÇALVES CORREIA em 20 de Julho

PROGRAMA FESTIVAL CCA Gonçalves Correia 18 - 20 Julho

http://goncalvescorreia.blogspot.com/

Sexta 18

18.00 Conversa: Punk? Onde anda o anarko-punk...
21.00 Janta
22.00 Concertos I.A.C. (évora/montemor)

DISASTRO SAPIENS (arredores lisboa)
FOCOLITOS (lisboa)
ALBERT FISH (lisboa)

Sábado 19

11.00 Feira da Troca e Workshop Construção de fornos solares
13.30 Almoçada
15.00 Conversa: Espaços Contra a Autoridade: de okupas e espaços libertados à ideia de espaço público
18.00 Projecção/Conversa: Filme “Brad, uma noite mais ”.

Rebelião popular em Oaxaca, México. Com a presença do seu autor
21.00 Janta
22.00 Concertos ESKUMALHA (figueira cavaleiros) MOTU (lisboa/barreiro) DESKARGA ETILICA (figueira da foz) FREEDOM (porto) CAMARA DE GAS (madrid)

Domingo 20

11.00 Workshop
13.30 Almoçada
15.00 Conversa: Alentejo, Salvem-me Porra!!! A destruição da paisagem no Alentejo pós Alqueva…
18.00 Conversa: Para uma Ética Alimentar: que sustentabilidade para o vegetarianismo (o caso específico da soja) e o consumo da carne através da caça?
21.00 Janta
22.00 Concertos COLUNA DE FERRO (lisboa)INSULTO(kylacankra)100 TALENTO (santo andré)MÁRIO O TROVADOR (cascais)

O Festival tem lugar no Monte da Minhota a cerca de 1km do Carregueiro (paragem de comboios da Linha Beja-Funcheira que tem ligação aos intercidades para Beja e para o Algarve) na direcção de Aljustrel (na EN2 entre Aljustrel e Castro Verde e/ou Entradas.

(ver mapa na mensagem anterior)

Apenas parte do Monte fará parte do Festival e na restante área não devemos por lá andar (respeitem).
Junto ao Monte haverá espaço de estacionamento para carros e para as carrinhas. Do outro lado da antiga linha de caminho de ferro, dentro da área do Monte, fica o local central de acampada num eucaliptal com sombras…
Aí haverá um espaço alargado com tenda para os debates e filmes, workshops, feira da troca, etc… refrescados por alguns reservatórios de água e um bar. Um pouco afastado estarão as casas de banho.

As refeições tem lugar junto a uma das casas do Monte, e num dos barracões deste acontecem à noite os concertos.

IMPORTANTE: Atenção com os fogos! Não se podem fazer fogueiras, e muito cuidado com os cigarros; Cuidados com os acessos ao Monte a partir da estrada (lomba má visibilidade); Não tragam os vossos cães para junto das casas do Monte (barracão dos concertos e cozinha) por causa dos outros animais/cães aí existentes; Atenção às carraças nesta altura do ano; Tragam pratos e talheres para as maravilhosas refeições vegetarianas! E colaborem na limpeza e no respeito do sítio.

ESQUERDA E CULTURA: UMA INICIATIVA DO BLOCO DE ESQUERDA A NÃO PERDER!!!


Esquerda e cultura: o futuro já não é o que era

4 e 5 Julho 2008 :: Lisboa, Fábrica Braço de Prata
ENTRADA LIVRE até às 22:00
Jantares sujeitos a inscrição
Programação: Miguel Portas

Concertos – Teatro – Gastronomia – Conferências – Exposições


Exposições
Migrações e Identidades
Fotografias da série Luso-Tropicália de Tatiana Macedo
Just do it e Freedom, instalações de Mónica de Miranda
Outros-realismos
Moscovo-Bucareste-Moscovo, pintura de Margarida Dias Coelho
Mulheres de Maria Lamas, pintura de Miguel Mira


Programa de Sexta-feira

18:00 - 20:00 Colóquio
Abertura do encontro por Francis Wurtz, presidente do GUE/NGL
Políticas culturais na Europa de hoje
António Pinto Ribeiro, ensaísta e programador cultural
João Fernandes, programador cultural
Luciana Castelina, italiana, ex- presidente da Comissão da Cultura e Educação do Parlamento Europeu
Com tradução simultânea


20:00 - 20:30 Circo: Performance circense pelo grupo ADN
A ocorrer às 20:00 e às 22:00 na sexta e no sábado

20:30 - 23:30 Conversas com paladar
Inscrições para jantar limitadas a 80 pessoas
Culturas do Mediterrâneo
O jantar de sexta-feira será de comida sírio-libanesa, em que o “chefe” é Rudolf El Kareh, sociólogo libanês, autor, entre outros, de um livro sobre comida sírio-libanesa. A partir do café, ele próprio e Cláudio Torres, arqueólogo e historiador, orientarão uma conversa sobre culturas, tradições e cosmopolitismo.

22:30 - 24:00 Ateliers da política
Contaminações
A revista Vírus convida outras revistas do pensamento crítico para um debate dinamizado por João Teixeira Lopes, sociólogo, director da revista

22:30 - 23:30 Monólogos fantásticos
Ensaio, peça sobre fotografia e violência a partir de textos de Susan Sontag, por Vítor Hugo Pontes

00:00 - 01:00 Músicas da noite
Grândolas, concerto para dois pianos
Mário Laginha e Bernardo Sassetti

Programa de Sábado

15:30 - 17:30 Colóquio
Introdução por Miguel Portas, eurodeputado do Bloco de Esquerda no GUE/NGL
Esquerda: uma política para o “gosto”?
António Guerreiro, ensaísta e jornalista cultural
Manuel Gusmão, poeta, ensaísta e professor de Literatura portuguesa, Literatura francesa e Teoria da Literatura na Faculdade de Letras de Lisboa
Manuela Ribeiro Sanches, investigadora do Centro de Estudos Comparados da Universidade de Lisboa, com vasta obra publicada sobre questões de identidade na era pós-colonial

17:30 - 20:00 Ateliers da política
Ensino artístico, “entrada” na profissionalização
e precariedade
Este atelier tem por objectivo recensear, a partir de diferentes experiências, como se pode responder ao aumento da precariedade nos meios artísticos e como conceber, hoje, o ensino artístico. Participam docentes de várias escolas e representantes dos movimentos anti-precariedade ligados à criação cultural.
O novo e o velho em matéria de descentralização cultural
Centros e projectos culturais associam-se em rede para potenciarem programações fora dos grandes centros urbanos. Que políticas deve a esquerda defender para que a oferta cultural coloque no mapa os territórios sob pressão do despovoamento? Participam responsáveis por equipamentos, centros culturais e festivais.

18:30 - 20:30 Conversas de café
A propriedade intelectual na era digital
Daniel Oliveira, jornalista e blogger
David Ferreira, produtor discográfico
João Teixeira Lopes, sociólogo, ex-deputado do Bloco de Esquerda e professor na Faculdade de Letras da Universidade do Porto

20:30 - 23:30 Conversas com paladar
Inscrições para jantar limitadas a 80 pessoas
Culturas locais
André Bica é o chefe do jantar de sábado, com queijo da serra e vitela de Lafões. Ao café, a conversa incidirá sobre as identidades locais, a certificação e as regula-mentações europeias, com Paulo Madanelo da Associação de Criadores de Ovinos da Serra da Estrela e Jacob Johnsson, deputado sueco, defensor das regras de protecção mais elevadas.

22:30 - 23:30 Monólogos fantásticos
Ela uma vez, por Cláudia Andrade, sobre textos de sete poetisas lusófonas (Adélia Prado, Adília Lopes, Ana Haterly, Ana Luísa Amaral, Elisa Lucinda, Marina Colasanti e Natália Correia)

00:00 - 01:00 Fado
Hélder Moutinho e convidados

00:00 - 01:30 Músicas da noite
Incógnita alquimia, novo folk português
Dazkarieh

quinta-feira, junho 26, 2008

Lénine, Cristo e o Mickey!





Também concordamos com o Francisco Trindade em ANOVIS ANOPHELIS :




Eh, caraças! Qual deles o melhor!...

quarta-feira, junho 25, 2008

CONCERTAÇÃO & CÓDIGO LABORAL: ACORDO?...

De que serve um "Acordo" quando ele corresponde sómente a negociações entre corporações, instituições e confederações?

Em que parte desse processo (será que o houve?) é que entraram as pessoas, os trabalhadores e os membros dessas organizações?

Se houve debate público (será que houve? ) quem o organizou, quem o promoveu, como decorreu?

O chamado Código Laboral não é um regulamento legal qualquer. Mexe com os empregos, com a estabilidade dos empregos, com o direito a uma vida digna.

Mas, na concepção do governo, parece que o mais importante são mesmo as assinaturas, e, muito menos o caminho que promova debate sério para que o Acordo também o seja, sério!

Sócrates e o seu governo começam a ser peritos na arte da propaganda. Há pouco tempo tivemos o teatro sobre o dito Tratado de Lisboa. Para se evitar que os povos dessem a sua vontade, bastou que os governos assinassem um "Acordo" que, como é visível, só compromete governos. Nunca os povos! Agora, com o Código Laboral, passa-se algo semelhante: dirigentes disto & daquilo assinam para mais uma fotografia que aparecerá, de certeza, na próxima campanha eleitoral. Porque os trabalhadores, as pessoas, os membros das organizações das quais os dirigentes assinaram, não foram chamados ... para nada!

Este é mais um exemplo da democracia que o neo-liberalismo ... impõe!...

segunda-feira, junho 23, 2008

ESQUERDA E CULTURA: O FUTURO JÁ NÃO É O QUE ERA!


DIVULGA ESTA INICIATIVA PELOS TEUS CONTACTOS



Esquerda e cultura: o futuro já não é o que era
4 e 5 Julho 2008 :: Lisboa, Fábrica Braço de Prata
ENTRADA LIVRE até às 22:00
Consulta ... que vale a pena!

domingo, junho 22, 2008

FORUM LUXEMBURGUISTA INTERNACIONAL: debate pelo socialismo!




Vários militantes de DC-L (Democracia Comunista - Luxemburguista), Workers Democracy Network, Tribuna Socialista e outros que militam noutros colectivos ou de forma individual, estão a criar um Forum Luxemburguista Internacional, público e multilingue, para fomentar o debate entre todos os que partilham os postulados básicos de Rosa Luxemburgo e do Luxemburguismo.


Neste momento, já tem secções em castelhano, inglês, francês, italiano e português, para além de uma secção puramente multilinge de Notícias.


A direcção na net é em:
://luxemburgism.forumr.net/portal.htm

DO ARCO NEO-LIBERAL NADA DE NOVO ...

Não é que a expectativa fosse sequer equacionada ... porque do lado da política neo-liberal está já tudo tão gasto que qualquer coisa que seja notícia, só o é porque se trata de uma reedição qualquer. Vejamos:

  • A nova (!!) líder do PSD volta ao discurso e às práticas dos partidos que são uma coisa na oposição e outra quando são governo: muita (!!) preocupação com o social, mas as soluções apontam para algo muito próximo da quadratura do circulo. É aliás muito interessante ver a tralha que Ferreira Leite trás consigo para a direcção do PSD: ex-barrosistas, ex-menezistas, ex-cavaquistas, ... uma catadupa de "ex" porque "renovação" é coisa que, por estes lados, também não há ...

  • José Sócrates com Durão Barroso (para quando a entrada de Barroso para o liberal P"S"?) voltou / voltaram a demonstrar para quem é que falam quando abordam a "construção europeia": só falam para os governos, só falam para as instituições, nunca o fazem para as/os europeus!

  • Do lado do governo sócratico, aproveitam a chegada à liderança de Ferreira Leite para debitarem umas quantas tiradas de "esquerda" ao mesmo tempo que a preocupação com o social continua com medidas com os mesmos efeitos práticos que as propostas pelo PSD: só servem para quadratar o círculo ...

Os jogos de governo vs oposição e/ou direita vs esquerda no lado neo-liberal da política assemelha-se muito a mandar uma moeda ao ar ... é a mesma moeda com lados diferentes!

sexta-feira, junho 20, 2008

CAMARA DO PORTO: UNIDADE DAS ESQUERDAS ... SIM! MAS COMO?

O debate com vista à intervenção nas próximas eleições autárquicas parece ter chegado - e ainda bem! - a algumas correntes das esquerdas.

O dirigente do Bloco de Esquerda (BE) , João Teixeira Lopes, deu a sua opinião favorável a uma acção unitária das esquerdas para desalojar Rui Rio da Câmara Municipal do Porto. Uma convergência baseada numa espécie de "programa mínimo" das esquerdas ou num programa do tipo "menor denominador comum" das esquerdas. Agora, outro dirigente do BE, João Semedo, deputado pelo Porto, veio contestar a posição de Teixeira Lopes, considerando que a sua proposta é "contrária" à posição oficial do seu partido ao mesmo tempo que discorda do caracter de excepção que gozará a autarquia do Porto no quadro nacional da intervenção do Bloco.

Desde um ponto de vista da esquerda socialista, ambas as posições parecem incapazes de produzir qualquer solução de esquerda vitoriosa contra o desastre do executivo de direita da autarquia portuense.

João Teixeira Lopes insiste numa fórmula que revela sempre um dos grandes problemas para a definição de uma alternativa de esquerda a qualquer coisa, sejam autarquias, sejam o governo: as esquerdas quando se unem parece que abdicam de tentarem a definição de programas políticos globais alternativos à direita e ao seu modelo de sociedade. Algumas esquerdas ficam sempre por mínimos que acabam por não produzir nenhuma proposta significativamente alternativa à direita e ao ao seu modelo capitalista.

João Semedo cai naquilo que é um dos problemas das esquerdas muito dadas às jogadas e joguetes parlamentares: acabam por defender as deliberações directivas do seu partido como uma espécie de "centro da terra" ou como a "verdadeira estratégia" ... resultado, qualquer tentativa de unidade ou de convergência esbarra sempre na "doutas" estratégias definidas pelas sapientas direcções nacionais!...

Cada autarquia tem as suas especificidades, mas, parece que é um facto, que autarquias como Lisboa e Porto, acabam por ter uma importância e uma repercussão políticas que assumem consequências nacionais. Pela sua dimensão geográfica, pela concentração populacional, pela influência económica, ... , o que se passa no Porto e em Lisboa não fica por aí!

São concelhos que deveriam merecer um esforço de convergência à esquerda. Uma convergência capaz de produzir programas alternativos de esquerda e não só "mínimos" ou "denominadores comuns", que fosse capaz de motivar diálogos e pontes à esquerda e não respostas que só olham para o umbigo ou que só produzem reacções "clubísticas".

As esquerdas deveriam ponderar sempre qual a sua capacidade para produzirem, em conjunto, movimentos sociais capazes de originarem alternativas políticas de verdadeira mudança. Isto é bem mais importante que a contagem de votos de cada partido de esquerda tomado individualmente!

No Porto, é inegável que o BE, o PCP e o PS podem criar uma alternativa à gestão de direita de Rui Rio. Mas uma alternativa que consiga e saiba discutir e definir um programa muito claro de gestão autarquica social, de esquerda e profundamente democrático. E, para isso, há outros sectores sociais, independentes e até correntes sem expressão parlamentar e/ou autarquica, unidos na critica ao liberalismo e aos seus efeitos, que deveriam ser chamados a participar!

Em Lisboa, a unidade existente entre o PS e o BE, cria uma situação muito diferente do Porto. O Bloco parece que ainda não se libertou do desgaste produzido por uma aliança com o PS que ninguém percebeu , nem dentro do próprio BE, e, como consequência, do tipo tentativa de libertação de um sentimento de culpa, os seus dirigentes querem agora generalizar a todo o País, uma deliberação do tipo "mas vale sós que mal acompanhados"! A posição de João Semedo, é tipica disto mesmo!

Através das posições do BE, quanto a Lisboa e quanto ao Porto, pode-se ver como:
  • é muito dificil qualquer discussão séria à esquerda para a definição de uma alternativa das esquerdas com um programa socialista;
  • as esquerdas com representação parlamentar continuam a dar muito mais importância aos jogos parlamentares do que à influência dos movimentos populares e sociais.

quinta-feira, junho 19, 2008

ESPANTOSO ... ESTES GOVERNANTES EUROPEUS!

Zapatero, Merkl, Sarkozy, Sócrates ... formalmente pertencem a diferentes "famílias" políticas europeias ... na prática, dizem todos o MESMO quanto à reacção ao "NÃO" irlandês ao dito "Tratado de Lisboa". E o mesmo que dizem é o que já sabíamos: apelam às "instituições europeias", apelam aos governos", mas ... apelar aos europeus, às pessoas, aos que têm o poder de voto, isso é que nunca ouvimos!

Os governos europeus, dominados por políticos do arco neo-liberal (apesar das diferenças políticas formais) nem com os seus erros aprendem! Parece que têm alguma alergia ao aprofundamento da democracia, ao exercício da democracia pelos europeus nestas coisas da construção europeia ...

Não admira que esta Europa diga muito pouco ou nada aos europeus, quando os governos dão o (triste!) espectáculo que continuam a dar ...

terça-feira, junho 17, 2008

SÓCRATES NA ESAG ... (*)

Sócrates na ESAG: a mais execrável manipulação de crianças a que assisti desde o tempo do fascismo (*)

O meu filho saiu de casa com má cara. Isto das férias serem adiadas para hoje não o convencem de maneira nenhuma.



A explicação absurda foi recorrente durante todo o fim-de-semana: "Por causa do Sócrates (retirei o adjectivo) temos que ir à escola na segunda-feira, isto não cabe na cabeça de ninguém!"



Lembro-me de outro tempo. Nas salas de aula as figuras sinistras de Salazar e Cerejeira relembravam uma autoridade cinzenta, provinciana, fascista. Nesse tempo qualquer visita, mesmo a do pároco local, era antecedida de grandes limpezas, ensaios de recepção sempre com o hino nacional a transformar os demónios em deuses. A pobreza, essa, era camuflada pelas batas que tinham que vir imaculadas e engomadas a preceito.



A distância de 40 anos não apagou a essência dos actos do poder. Este poder do Partido Socialista, protagonizado por José Sócrates, reencontra muitos elementos em comum com aquele que eu conheci quando tinha a idade do meu filho, num tempo marcado pela guerra colonial, a censura, as perseguições e prisões por delitos de opinião.



O telefone toca, apenas um toque. Devolvo a chamada e de lá ele dispara: "Pai a ministra acabou de ser recebida com um monte de assobios. Nunca tinha visto as televisões na escola, isto está tudo encerado, estão montes de emproadinhos e tias, o Zé Ernesto está ali à porta. Isto não parece a nossa Escola!



Os professores estão ali em filinha, uns com cara de enjoados, outros com sorrisos amarelos. Quando o homem chegou houve mais assobios do que com a ministra. É que não estás bem a ver eram tantos assobios que os 3 ou 4 gatos pingados que começaram a bater palmas acabaram porque só se ouvia os assobios. Os assobios vinham dos que estavam atrás das grades mas também de quase todos os alunos. Depois começou a chover bué, bué, até parecia de propósito, os jornalistas fugiram para dentro do bloco C. O Sócrates com um sorrisinho cínico distribuiu apertos de mão, eu recusei!"Perguntei-lhe o que é que faziam na escola, se alguém os mandava para algum sítio.


Disse-me que não, tentaram sentar-se no auditório e uma "emproadinha" mandou-os levantar dizendo que os lugares eram para os convidados.Pergunto ao senhor presidente do conselho executivo da Escola André de Gouveia, ao Senhor Director Regional de Educação, à Senhora Ministra da Educação, o que fazem hoje os alunos na escola, quem controla as suas entradas e saídas? Serão apenas recorte humano para a imagem televisiva de José Sócrates?



ESTA É A MAIS EXECRÁVEL MANIPULAÇÃO DE CRIANÇAS A QUE ASSISTI DESDE O TEMPO DO FASCISMO!



(*)recebido por e-mail

sexta-feira, junho 13, 2008

A IRLANDA DIZ "NÃO" AO TRATADO DE LISBOA

Num referendo pautado por uma fraca participação (inferior a 50%), o "NÃO" ao chamado Tratado de Lisboa parece ter vencido na Irlanda.

As razões para a vitória do "Não" são difusas, contraditórias e pouco claras. Mas o que está em causa é a continuação de um modelo de construção europeia, onde a vontade dos povos europeus é desprezada e/ou relegada para segundo plano.

Na Irlanda ainda se cumpriu com a realização de um referendo. Mas em Portugal, tudo serviu para José Sócrates não cumprir com a promessa eleitoral de realização de um referendo sobre o dito Tratado Constitucional Europeu. Um dos "argumentos" mais rídiculos e cínicos usados pelos governos europeus e pelos comentadores (!) anti-referendo, é que não se podia estragar o "esforço" feito pelos governos europeus para se conseguir a assinatura do Tratado de Lisboa. Esta posição exibe muito bem, qual o conceito de "democracia" que tem imperado na dita construção europeia ...

Os governos europeus, sejam eles o de José Sócrates, o de Berlusconni, o de Sarkozy ou o de Merkl, vão agora iniciar, uma vez mais, um processo de "fuga para a frente" evitando, uma vez mais, qualquer processo democrático que envolva a consulta dos povos europeus sobre a Europa que querem.

Se os governos europeus tudo farão para manter o que existe, seria urgente que as esquerdas europeias pudessem iniciar uma campanha conjunta, convergente e europeia pela mobilização das vontades populares para a eleição por sufrágio directo, universal e europeu de uma Assembleia Constituinte Europeia que defina democráticamente a Europa que todos os europeus querem!

quinta-feira, junho 12, 2008

A FALTA QUE FAZ UMA ALTERNATIVA SOCIALISTA INTERNACIONAL!

Fixe-se a crise energética, fixe-se também as alterações das leis laborais no sentido da sua liberalização. São dois exemplos que motivam a seguinte questão: será que é possível manter alguma luta consequente no plano estritamente nacional?



O que aconteceria se (aqui está uma hipotese que é mesmo ... hipotese!) o governo português resolvesse nacionalizar a Petrogal e rejeitar, pura e simplesmente, a liberalização das leis laborais, passando a priveligiar um sistema onde os sindicatos e as comissões de trabalhadores voltassem a ter protagonismo em matéria de gestão das empresas?


O que aconteceria quanto às consequências políticas e económicas que a liberal União Europeia imporia a Portugal?


Certamente que os sinos tocariam a rebate lá para os lados da comissão europeia e/ou dos governos do chamado "arco liberal" (que inclui também, infelizmente, os que são assegurados por partidos da dita Internacional "Socialista" ...) ...


Coloca-se, no entanto, outra questão importantíssima: qual seria a capacidade de resposta das esquerdas europeias? Isso mesmo, no plural, as esquerdas europeias ... a dos partidos comunistas, a dos partidos próximos do nosso BE, a dos movimentos sociais ... isto porque, não seria de esperar uma reacção conjunta ou convergente da parte de esquerdas que estão muito presas a jogos politiqueiros e parlamentares mais próprios das democracias liberais!


É claro que é muito importante "pensar global e agir localmente", mas torna-se cada vez mais urgente uma acção global, i.e. internacional que acompanhe o tal pensar global. Cada vez mais, a resolução dos problemas concretos, a afirmação de uma alternativa política e social, tem de passar de uma dimensão nacional para uma dimensão internacional, conseguindo-se articular eficazmente as duas dimensões!


As esquerdas deveriam ter a capacidade para voltarem a equacionar e concretizar uma forma de organização internacional que se possa afirmar como uma alternativa aos planos do G8, do FMI e do Banco Mundial que acabam por ser as únicas entidades globais que aparecem com respostas globais.


Uma organização internacional socialista não tem de reproduzir esquemas caducos do tipo I, II, III e/ou IV internacionais ... esquemas que contribuiram muito para algumas derrotas à esquerda que a História regista e para o perpetuar de sectarismos, vanguardismos e esquerdismos que não levam a nada.

Uma organização internacional socialista não deve ser uma espécie de denominador comum dos mínimos políticos à esquerda ... deve ser antes a consequência de uma discussão séria dos pontos divergentes entre quem fala e identifica o socialismo como a alternativa ao capitalismo globalizado.


Não se sugere uma discussão à força ou obsecada com a tentativa de reunir tudo e todos. A discussão de pontos divergentes sobre o socialismo e a alternativa internacional que esse programa deve assumir reune as correntes que a aceitam livre e voluntáriamente. Reune também quem está disposto a intervir no concreto sem tentativas de hegemonias.


No plano europeu há divergências que deveriam ser o ponto de partida para uma discussão aberta e convergente:
  • a esquerda deve intervir (como? com que organização e com que programa?) em todas as eleições directas que se realizam no espaço europeu, como as eleições para o Parlamento Europeu, assumindo-as como uma área de intervenção estratégicamente tão importante quanto as eleições nacionais;
  • a esquerda deve ser afirmativa quanto à Europa que quer, por alternativa à Europa liberal e à antiga do período da chamada guerra fria. Como dar continuidade ao movimento europeu, surgido no pós-guerra, impulsionado por sectores da esquerda socialista e denominado "Movimento pelos Estados Unidos Socialistas da Europa" .

Da discussão destes pontos, de certeza que surgirão outros que merecem trabalho para a possibilidade de uma convergência. Mas o mais importante, é a possibilidade da(s) esquerda(s) demonstrar vontade política para conseguir uma organização internacional que produza um programa de democracia e de socialismo alternativo ao liberalismo globalizado e a qualquer forma de totalitarismo.

terça-feira, junho 10, 2008

DIA 10 DE JUNHO: DIA DE QUÊ Sr.Presidente ?

Tenho ouvido dizer, ano após anos, depois do 25 de Abril de 1974 que o 10 de Junho era o Dia de Portugual e das Comunidades Portuguesas.

Ontem, acho que ouvi o Presidente Cavaco Silva falar no dia 10 de Junho como o "Dia da Raça" ... Penso que a última vez que ouvi tal designação para o dia 10 de Junho foi ... antes do 25 de Abril! Precisamente, quando a exaltação do "Império" levava a egocentrismos racicos e/ou racistas!

Mas ... há alguma raça portuguesa? ... diferente de quê da raça espanhola ou da francesa?

Bem ... o Sr.Presidente estava algo nervoso quando fez tal afirmação ... tinham-lhe pedido para se pronunciar sobre o lock-out dos patrões camionistas ... provavelmente lembrou-se dos tempos da ponte 25 de Abril e ... ficou alterado!

Pela minha parte prefiro valorizar a ideia de comunidade cultural, de homenagem aos trabalhadores portugueses nomeadamente aos novos emigrantes que estão a ser escravizados em países ditos desenvolvidos.

João Pedro Freire

domingo, junho 08, 2008

O BLÁ-BLÁ-BLÁ ACAGAÇADO DO DIRECTOR DO JN ...

O Director do Jornal de Notícias presenteou os seus leitores, na edição de hoje, com um artigo de opinião intitulado "A Esquerda blá-blá-blá" ...

Para não ficar atrás do título que escolheu (ou escolheram-no?) para a sua peça, José Leite Pereira (JLP) ofereceu aos leitores do JN uma prosa cheia de blá-blá-blá ...

JLP parte do principio de que a tirando os governos PS só pode haver governos PSD ou então governos iguais aos que sempre tivemos. JLP considera que a esquerda a que chama blá-blá-blá nunca poderá a chegar a ser governo ...

São estes ditos fazedores de opinião uns dos responsáveis pela manutenção de "soluções governativas" que acabam por originar as imensas abstenções que as democracias liberais vão registando. E porquê? precisamente porque as tais "soluções governativas" passam a vida a apresentar propostas e soluções que em vez de resolver os problemas das pessoas, agravam-nos! Ano após ano, eleição após eleição ...

Para além das "soluções" do "arco partidário neo-liberal" (exemplo: direcção do PS + PSD + CDS), há outras soluções democráticas possíveis e que nunca foram tentadas:
  • que tal uma solução tipo PS / PCP /BE ?
  • que tal uma solução com a esquerda do PS, BE e independentes de esquerda?

E se alguma dessas soluções surgisse de um processo organizado a partir de um Fórum das Esquerdas que reunisse todas e todos interessados em discutirem uma alternativa de governo com um programa socialista assente numa maioria social de esquerda?

JLP parece ser um daqueles comentadores que começam a viver acagaçados com a possibilidade de soluções políticas nunca dantes testadas começarem a ganhar forma em alguns países ditos desenvolvidos. Veja-se o caso da Alemanha com a subida eleitoral do "Die Link" (partido de esquerda) !

JLP sabe que numa sociedade mais democrática, mais transparente e com maior participação dos cidadãos a todos os níveis, talvez alguns tachos ficassem ameaçados e alguns grupos económicos e financeiros vissem a sua influência tentacular muito mais diminuída! ...

Por ter medo disto, é que JLP entra pelo caminho do blá-blá-blá ...

sábado, junho 07, 2008

ORGANIZAR O DEBATE E ACÇÃO PARA A CONVERGÊNCIA POR UMA ALTERNATIVA SOCIALISTA!

Depois dos insultos a que Manuel Alegre foi submetido por parte do dirigente sócratico José Lello pela sua participação na Sessão das Esquerdas, outros dirigentes do PS têm vindo a tentar colocar água na fervura, apelando para "mais tolerância" para com o ex-candidato presidencial.



Parece é que a direcção do PS quer reduzir tudo a questões de mais ou menos tolerância, para deixar todas as políticas governamentais na mesma. Ou então para debitarem umas quantas palavras de "esquerda" sem quaisquer consequências no plano prático!


O próprio Manuel Alegre tem também de se definir melhor. Ou seja, não se pode ficar por um papel de "direito à critica", para depois nunca concretizar acções práticas, por exemplo, de sugestão de acções organizativas e de reflexão para a definição de uma alternativa socialista.

A definição de uma alternativa socialista tem de partir de um ponto muito importante: a aceitação da diversidade das correntes políticas e sociais que podem contribuir para essa definição. Ninguém é a "vanguarda", nem a "parte maior", nem o/a "principal" ... todas e todos são imprescíndiveis à discussão e definição de propostas pelo socialismo!

E isto esbarra, desde logo, com uma das consequências práticas da influência do parlamentarismo liberal na vida de qualquer partido, inclusivé os que se reclamam de esquerda, e que é, a defesa de cada partido como uma espécie de "clube de futebol" ... parece que a clubite é também, no plano político, uma espécie de doença infantil que bloqueia diálogos, pontes e convergências, no caso da esquerda, pelo socialismo e por alternativas que apontem para a transformação democrática e socialista da sociedade.

À esquerda, que é o que nos interessa, não deveria haver fronteiras estanques, verdades imutáveis e/ou pensamentos do género "o meu partido é melhor que o teu" ... isso são tiques e maneiras de ser próprias do jogo parlamentar/político burguês e liberal. As esquerdas dirigem-se a uma maioria social que devem saber ganhar, primeiro no plano social, para o apoio activo e consciente para uma alternativa socialista.

As esquerdas, no seu esforço organizado de convergência e de reflexão, não se podem cingir aos espaço dos partidos de esquerda com assento parlamentar. Há partidos, grupos, movimentos, pessoas para além disso que também são imprescindíveis!

Não se pede a José Sócrates ou à sua guarda pretoriana que compreenda isto que nunca compreenderam. Mas pede-se a todas as esquerdas que querem concretamente acabar com os demandos neo-liberais e se opõem a desvios totalitários que expliquem à sua base social que sabem convergir para uma alternativa, não obstante as diferenças!


quinta-feira, junho 05, 2008

200.000 TRABALHADORES NA MANIFESTAÇÃO DA CGTP!

A manifestação da CGTP contra a revisão do código Laboral, realizada hoje em Lisboa, juntou 200.000 trabalhadores!

Mais uma manifestação de protesto, indicadora da onda social de protesto contra as políticas neo-liberais do governo Sócrates.

Mas de manifestação em manifestação, vai sendo tempo de dar corpo político, em forma de alternativa, à onda social de protesto.

Uma alternativa política que tem de ter capacidade para englobar o contributo do movimento sindical, das diversas organizações sociais e laborais, das correntes políticas de esquerda, das pessoas que são marginalizadas e atingidas pelo neo-liberalismo. Mas uma alternativa que produza clareza nos programas, nas políticas e soluções que propõe ... e essa clareza não se pode ficar por programas mínimos que pouco transformam, mas antes, que tenha a coragem de definir o socialismo como programa global de transformação social, política, económica e cultural.

quarta-feira, junho 04, 2008

5 DE JUNHO: MAIS UM PASSO PARA DIZER NÃO AO DESCALABRO NEO-LIBERAL!


IMAGENS DE ESPERANÇA: VÁRIAS ESQUERDAS CONVERGIRAM NUMA INICIATIVA

José Sócrates pode afirmar o que quiser ... a mesma lengalenga que a direcção debita nos seus exercícios de esquizofrenia política ... o certo é que a Sessão das Esquerdas de ontem, em Lisboa,
foi um MOMENTO DE ESPERANÇA !
Manuel Alegre teve razão quando afirmou que o diálogo à esquerda não pode ser tabu. Neste país, um pouco por culpa das direcções do PS, sempre que se fala em "salvação nacional",
assiste-se, de seguida, a alianças, conluíos, pactos e outras coisas
similares com a direita política e/ou então com os lobbies
financeiros e empresariais.

A solução para a presente crise, uma crise que tende a agravar a pobreza, a precariedade, a miséria e as desigualdades sociais e perante as leis, tem de de vir da esquerda com uma resposta inequívocamente socialista. Não socialista, porque os seus interpretes se reinvidicam do socialismo, mas socialista porque o programa, as propostas e as soluções apontam para transformações democráticas e socialistas que acabem, de vez, com o descalabro neo-liberal.
A sessão de ontem em Lisboa, agrupando socialistas da esquerda do PS, do Bloco de Esquerda, da Renovação Comunista, de sectores católicos progressistas, foi um momento de esperança.
Agora o desafio é: como continuar com esse momento de esperança, como dar corpo em forma de alternativa política e social?
(imagens retiradas de esquerda.net)

domingo, junho 01, 2008

ABAIXO-ASSINADO A FAVOR DA ABERTURA DE PÓLO DA CINEMATECA NO PORTO

A CIDADE DO PORTO BEM PRECISA E MERECE ISSO ...


ABAIXO-ASSINADO A FAVOR DA ABERTURA DE PÓLO DA CINEMATECA NA CIDADE DO PORTO

"A cidade do Porto sofre de vários e complexos problemas na área da cultura, como é do conhecimento geral. No entanto, esta situação não é generalizável a todo o país. Efectivamente, Lisboa continua a usufruir de forma centralizada dos serviços de certas instituições culturais que deveriam fazer jus ao seu âmbito nacional, como, por exemplo, a Cinemateca Portuguesa, um organismo público suportado pelos contribuintes a nível nacional. No Porto, é de grande interesse público a criação de uma extensão da Cinemateca, o que permitiria acabar com a carência de exibição cinematográfica sentida na cidade, ao nível da produção anterior à década de 90...."

quinta-feira, maio 29, 2008

ESQUERDAS CONVERGEM POR MAIS E MELHOR DEMOCRACIA!

Um exemplo CONCRETO de uma iniciativa em busca de uma alternativa contra a pobreza, contra a insegurança, contra as desigualdades, por mais e melhor democracia.

Várias esquerdas juntam-se, em 3 de Junho, 3ª Feira, demonstrando que a convergência para uma alternativa que represente uma maioria social de esquerda É POSSÍVEL!

Reproduzimos o texto saído em Esquerda.Net:

Manuel Alegre, alguns dirigentes históricos do Partido Socialista e o Bloco de Esquerda tornaram pública uma declaração de crítica às políticas do governo de José Sócrates na área social, e de compromisso de falar claro "contra o pensamento único, a injustiça e a desigualdade".

O apelo conjunto, com 85 assinaturas, convoca para a próxima terça-feira, dia 3 de Junho, uma sessão/festa no Teatro da Trindade, em Lisboa, onde usarão da palavra Manuel Alegre, Isabel Allegro, professora universitária e antiga colaboradora de Maria de Lourdes Pintasilgo, e o deputado bloquista José Soeiro.

A declaração começa por fazer um diagnóstico muito negativo da situação que se vive em Portugal 34 anos depois do 25 de Abril. "Novas e gritantes desigualdades, cerca de dois milhões de portugueses em risco de pobreza, aumento do desemprego e da precariedade, deficiências em serviços públicos essenciais, como na saúde e na educação. Os rendimentos dos 20 por cento que têm mais são sete vezes superiores aos dos 20 por cento que têm menos", assinalando que numa democracia moderna, os direitos políticos são inseparáveis dos direitos sociais. "Se estes recuam, a democracia fica diminuída. O grande défice português é o défice social, um défice de confiança e de esperança."

Os signatários colocam como exigência que se restaurem as metas sociais consagradas na Constituição e afirmam a necessidade de uma "cidadania contra a insegurança, contra as desigualdades, por mais e melhor democracia."

A declaração faz ainda referência à política dos Estados Unidos, de "agressão" e de violações do direito internacional e dos direitos humanos, afirmando que "Bagdad, Abu-Ghraib e Guantánamo são os novos símbolos da vergonha", e afirma a necessidade de lutar pelos valores da Paz e pelos Direitos Humanos.

Citando Miguel Torga, os signatários afirmam que "É tempo de buscar os diálogos abertos e o sentido de responsabilidade democrática que têm de se impor contra o pensamento único, a injustiça e a desigualdade."

Entre os 85 signatários estão os fundadores do Partido Socialista Carolina Tito de Morais e José Neves, o histórico militante socialista Edmundo Pedro, os deputados bloquistas Francisco Louçã, Luís Fazenda, José Soeiro e João Semedo, a autarca de Lisboa Helena Roseta, os sindicalistas Ulisses Garrido, Mariana Aiveca e Manuel Grilo, o arqueólogo Cláudio Torres, o reitor da Universidade de Lisboa, António Nóvoa, o ex-líder parlamentar do PCP Carlos Brito, o militar de Abril general Alfredo Assunção, o editor Nélson de Matos, entre outros.


Leia aqui a declaração e a lista de signatários

quarta-feira, maio 28, 2008

O "SENADOR" MÁRIO SOARES FALOU ...


Ontem Mário Soares escreveu no Diário de Notícias para opinar sobre "Pobreza e Desigualdade". Como sempre, isto é, sempre que escreve sobre questões que possam tocar no partido do qual foi fundador, tem direito a mil e uma citações na nossa imprensa e entre algumas figuras que dão pelo nome de "comentadores" ...


Mário Soares que é conhecido como um "senador da nossa democracia", arrisca-se, com o que escreve, a ter o mesmo papel que qualquer senador tem, onde existem: falam, falam, falam mas não fazem nem resolvem nada!


Da leitura do texto de Mário Soares fica-se com uma grande dúvida: o que incomoda o ex-secretário geral do PS é a pobreza e as políticas do SEU governo ou antes as consequências ELEITORAIS que essas políticas podem ter para o SEU PS que pode vir a perder social e eleitoralmente para o BE e o PCP?


Mário Soares é um democrata que se respeita, é um social-democrata que também se respeita. Mas não é mais democrata nem mais social-democrata que Oskar Lafontaine na Alemanha. E damos este exemplo, porquê? Porque o Sr.Lafontaine também foi presidente de um "partido-irmão" do PS português e, não obstante, o seu percurso e a sua idade, soube agir, em vez, de só falar ou escrever. Lafontaine disse BASTA ao liberalismo das direcções do SPD, fundou o seu próprio movimento e depois soube juntar-se a outras correntes políticas, sindicais e sociais que querem um socialismo para o século XXI, a alternativa ao neo-liberalismo, participando na criação do novo "Die Linke", o Partido da Esquerda, na Alemanha. Este partido é, neste momento, o 3º maior da Alemanha, atrás dos democratas-cristãos e do SPD ...


Por cá, Mário Soares continua a falar e a escrever ...


Convém também não esquecer que o ex-Presidente, foi o candidato OFICIAL da direcção do PS que também é governo, nas últimas eleições presidenciais, e, que têm sido os responsáveis por:


  • liberalizar selváticamente a sociedade e a economia portuguesas, através de políticas de direita que a direita parecia ter vergonha de assumir.

  • amarfanhar o PS tornando-o uma espécie de partido de autómatos, onde quem não aceita (e felizmente existe muita gente!) essa condição é ... marginalizado.

  • tornar o PS em MAIS UM partido igual a qualquer um que esteja perfilhado pelos parametros da chamada economia de mercado e pelo neo-liberalismo.

Mário Soares em vez de CITAR e CITAR estudos e estatísticas, e, depois apelar a quem já está incapaz de mudar o que quer que seja, deveria olhar para o espaço europeu e analisar o que é que fazem, hoje em dia, os partidos da Internacional Socialista ... poderia resumir-se no seguinte, dizem uma coisa na oposição e fazem outra no governo, como, aliás, também já fez Soares!


Como qualquer intervenção de qualquer "senador" da praça portuguesa, como por exemplo, aquando das intervenções de Cavaco Silva, também Mário Soares conseguiu pôr o governo, que APARENTEMENTE criticou, a estar de acordo com o que disse ... lá está, é esta a capacidade de intervenção e de mudança dos "senadores" ... não conseguem nada, a não ser serem falados nas conversas dos salões de chá!


As desigualdades, a pobreza, as marginalizações, o dito "Estado de Direito" só para alguns, a inexistência crescente de direitos sociais e de cidadania, exigem INTERVENÇÃO ... muito mais intervenção do que palavreado! E um dos caminhos para essa intervenção é lutar-se pela concretização de uma alternativa SOCIALISTA que provoque maioria social por políticas socialistas e democráticas contra a desorganização e o desastre neo-liberais. E essa maioria social tem a ver com as pessoas concretas, como os professores, como todas e todos aqueles que lutam pelo direito à saúde, como todas e todos os que estam fartos de ter uma vida precária, como todas e todos os que no interior prescindem do tractor para voltarem a usar o burro ou o boi com a charrua, ..., e também com os que política e socialmente continuam a acreditar que a alternativa ao liberalismo e a qualquer totalitarismo está no socialismo, estejam, no PS, no PCP, no Bloco de Esquerda ou sem partido!

domingo, maio 25, 2008

AUMENTO DOS COMBUSTÍVEIS: PLANEAMENTO, MERCADO E PROTESTOS.

O presidente da ANAREC pediu a intervenção do Presidente Cavaco Silva para travar a subida do preço dos combustíveis. O ministro da Economia, Manuel Pinho, ministro de um governo de um partido que se diz "socialista" afirmou que "vai tomar todas as medidas para melhorar a concorrência e diminuir os efeitos sociais do aumento dos combustíveis, mas recusa qualquer intervenção governamental sobre os preços dos produtos petrolíferos". Do lado da direita, há quem reclame a intervenção do governo.

Mas, afinal, o que está a acontecer com o preço dos combustíveis? Sobem e sobem, e, sabe-se que um terço dessas subidas têm a ver com especulação ... Mas, afinal o que é a chamada economia de mercado? Ou o que significa deixar o mercado funcionar? A subida dos combustíveis tem muito a ver com a resposta a estas questões!

O aumento do preço dos combustíveis não é uma realidade portuguesa. Passa-se em todos os países europeus, embora com incidências fiscais diferentes. Tem também a ver com questões que até não são puramente económicas:
  • afirmação de poder por parte dos países produtores;
  • movimentações do lobby pró-nuclear, fazendo crer que a produção do petróleo estará a escassear;
  • políticas fiscais - incidência de diversos tipos de impostos sobre os combustíveis;
  • inexistência de qualquer forma de planeamento económico nacional e internacional.

Durante os governos de António Guterres, houve intervenção governamental para impedir o aumento dos preços dos combustíveis. Nessa altura, toda a oposição de direita criticava essas medidas, exigindo que se deixasse o mercado funcionar ... José Sócrates era o Ministro do Ambiente!

Hoje em dia, entre as posições do PS e do seu governo e as do PSD e do CDS, não existem grandes diferenças, tirando aquelas que se prendem com as guerras político-parlamentares-eleitorais: todos olham para o abstracto mercado como o "salvador" ...

E é aqui que o chamado "arco político neo-liberal" ou "centrão" (direcção do PS, governo, PSD e CDS...) exibe toda a sua demagogia. Uma demagogia muito bem sintetizada nas palavras do ministro a que já fizemos referência: "vai tomar todas as medidas para melhorar a concorrência e diminuir os efeitos sociais do aumento dos combustíveis". Ou seja, pretendem algo equiparável à quadratura de um circulo ...

A especulação que tem sido apontada como a responsável pelo aumento dos combustíveis, decorre e é consequência do funcionamento do mercado. Os lobbies e os especuladores existem quando falamos de combustíveis, como existem se falarmos de área financeira, como existem se falarmos de construção civil ... E são estes os verdadeiros responsáveis pela incapacidade política de um governo que é de um partido dito socialista, mas acaba dominado e vergado, no dia-a-dia, perante as exigências e as chantagens desses lobbies e especuladores!

Os apelos do presidente da ANECRA a Cavaco Silva (ele mesmo um defensor do mercado e da liberalização dos preços enquanto foi primeiro-ministro!) ou os lamentos da direita, não são para levar a sério, até porque fariam o mesmo que Sócrates faz se porventura fossem governo ...

Julgamos também que os apelos aos boicotes à GALP ou a qualquer outra gasolineira, pouco adiantarão objectivamente. Como pouco adiantarão quanto à necessidade de se dar mais organização aos protestos dos consumidores.

O que é importante constatar, para, de seguida, se agir concreta e objectivamente, é a inexistência de qualquer programa que equacione a necessidade de planeamento económico definido e exercido de forma democrática. E, nos dias da globalização, esse planeamento tem de ter também uma dimensão internacional. No caso português, uma dimensão europeia.

Daí que seja importante, que as forças e correntes políticas socialistas e de esquerda, no plano europeu, intervenham de forma concertada e alternativa no sentido de, por exemplo, conquistarem a maioria política nos fóruns da União Europeia através de uma acção social permanente que denuncie e proponha alternativa ao liberalismo.

sexta-feira, maio 23, 2008

OS DIAS DE MAIO: UM DEBATE PROMOVIDO PELA Esquerda Nova DO BLOCO DE ESQUERDA.




A Esquerda Nova é uma corrente de opinião do Bloco de Esquerda. No dia 31 de Maio, encerrando um mês cheio de memórias sobre a vontade de mudanças que a História registou nos anos de 1968, promove um debate na sede do Bloco de Esquerda, no Porto.
Como dizem: VEM QUEM QUISER, FALA QUEM TIVER COISAS PARA DIZER!

sexta-feira, maio 16, 2008

2004: A EUROPA DOS 25 E O MOVIMENTO SOCIAL (*)




Um texto de Willebaldo Solano, antigo dirigente do POUM e hoje ligado à Fundación Andreu Nin, sobre o tema actualissimo da chamada construção europeia, numa perspectiva de esquerda e socialista.

Agora que acabámos de entrar na chamada Europa dos 25, num clima internacional detestável, dominado pela guerra injusta no Iraque e as suas terríveis consequências, vale a pena recordar un passado melhor.




Estávamos nos anos de 1946-1947, Hitler e Mussolini tinham desaparecido do horizonte e todos esperávamos pelo fim de Franco. Depois das lutas e sofrimentos da segunda guerra mundial eram muitos os que pensavam na reconstrução do nosso continente e alguns iam mais longe lançando a idea de uma Europa unificada e independente.



Entre estes, figuravam na primera linha, as forças mais avançadas do movimento operário e socialista. Em diversos locais, mas sobretudo em certos círculos da esquerda de Londres e de París, surgiu a ideia de adoptar um plano que tornasse impossível outra guerra entre os europeus.




O Independent Labour Party, o POUM reconstituido depois da guerra, Marceau Pivert e a sua esquerda socialista francesa, diversas e prestigiosas organizações da Resistencia ao fascismo de França, Itália, Holanda e Polónia, decidiram criar o que se veio a chamar, o Movimento pelos Estados Unidos Socialistas da Europa.



A ideia e o projecto surgiram antes do Movimento Europeu que criaram mais tarde certos sectores da burguesía na Francia e na Alemania. O Movimento pela Europa socialista extendeu-se pelos países mais importantes e penetrou nos partidos e nas organizações sindicais.




A melhor prova disso foi a Conferência Internacional que se realizou em París em 21 e 22 de Junho de 1947. Um célebre folheto intitulado “UNIR OU PERECER”, publicado eM inglês e em francês, relata os debates e as resoluções aprovadas dando uma ideia da importância dessa Conferência.



O Movimento pelos Estados Unidos Socialistas da Europa jogou um papel importante na vida política de diversos países europeus durante todo un período, decaindo depois como outros movimentos similares e como o própio Movimento Europeu. Mas o MEUSE contribuiu para favorecer a alianza das forças anti-franquistas espanholas e os seus elementos mais avançados intervieram activamente na criação do Movimento anti-imperialista pela Liberdade dos Povos animado por Jean Rous durante o duro período da emancipação nacional das colónias de África e da Ásia.



Os anos passaram. Na Europa aconteceram importantes mudanças, mas o interesse pela unidade europeia abrandou em diversos países como consequência dos estragos determinados pela política neo-liberal imperante da burguesía dominante. Por otro lado, a chamada Europa dos 25 veio complicar os numerosos problemas que desfiguraram as ilusões de outros tempos. Incluíndo o perigo de que os países más importantes estabeleçam um sistema de dominação exclusivo e arbitrário.



Nessas condições, o movimento operário e as forças que se reclamam do socialismo têm de se associar à escala europeia, intervindo activamente nas luta presentes criando as condições necessárias para uma acção constante contra as tentativas actuais da burguesía que tendem a reduzir ou abolir as conquistas essenciais do movimento operário obtidas desde a segunda guerra mundial.




A Europa não precisa de uma Constituição presunçosa nem de novas formas burocráticas, mas da unidade das forças vivas do movimento social que não renunciam à perspectiva libertadora do socialismo neste mundo em que o imperialismo norte-americano o quer dominar.




quarta-feira, maio 07, 2008

BOB GELDOF NÃO MENTIU SOBRE ANGOLA, MAS ...

É claro que Angola é governada por um "bando de criminosos", como referiu Bob Geldof numa conferência organizada pelo BES com uma assistência que pagou mais de duzentos euros por cabeça para o ouvir ...
O BES e todas as empresas que investem em Angola sabem perfeitamente qual a natureza do governo angolano e qual o grau da corrupção existente no aparelho de Estado e na própria sociedade angolana. Diriamos que as empresas portuguesas e as de outras nacionalidades sabem-no ... mas será que também não se servem disso para conquistarem ainda mais lucros?
Será que também não se servem de uma mão de obra paupérrima para lucrarem ainda mais? E será que já não existiram empresas , portuguesas ou de outras nacionalidades, que até deslocalizaram a sua actividade para Angola, precisamente porque se trata de um país com miséria, sem grandes meios de produção, com uma mão-de-obra desqualificada e pobre, mas ... com muita riqueza (petróleo, diamantes, ...) gerida (!) pela corrupção estatal e privada?
Depois há também um lado que merece ser analisado: o daqueles que tentam descobrir nas palavras de Geldof uma espécie de julgamento do processo de descolonização. São aqueles que nunca se deram bem com a realidade de países africanos independentes que já foram colónias portuguesas. São aqueles que gostariam de perpetuar aquela realidade, nem que para isso continuem a dizer que a guerra colonial era uma guerra ganha, etc, etc...
Estes autenticos dementes e reacionários que agora aplaudem o discurso de Geldof, descontextualizando-o, são os mesmos que berravam contra o governo do MPLA quando esse partido se afirmava "marxista-leninista", mas que agora perante o MESMO governo do MPLA até já revelam alguma condescendencia porque agora o MPLA já não é "m-l" ...
O que se passa em Africa quanto à miséria, não é exclusivo dos chamados PALOPs, mas é comum a outros países de influência francesa e inglesa. Em todos eles, reinam cliques que já têm muito pouco a ver com a realidade da génese dos movimentos de libertação. Hoje muitos países africanos são governados por despotas, por corruptos e por novos-ricos que buscam os seus modelos de enriquecimento precisamente nas chamadas sociedades ocidentais e liberais ...
O problema de África não é só um problema de fome. Há também um problema de falta de direitos e de respeito pelos povos africanos. Não há democracia nem autenticas liberdades democráticas. E estes problemas africanos não se resolvem com as conferências milionárias de Bob Geldof nem com os Live 8 ou Aid nem com caridadezinhas internacionais.
O que faz mesmo falta é um enorme movimento de libertação dos povos africanos contra os actuais despotas e corruptos, por direitos democráticos e sociais, por respeito pela realidade de cada cultura e de cada povo ... Isto, por exemplo, o governo de Angola não quer. Mas Bob Geldof também não compreende ...


domingo, maio 04, 2008

EIS OS "MONGES" QUE TÊM SIDO RESPONSÁVEIS PELA VIOLÊNCIA EM LASSA! (*)

Foto de militares chineses preparando-se para trocar os seus uniformes por vestes de bonzos tibetanos - de uma Agência de Comunicação da Grã-Bretanha.

Um exemplo da desinformação e da propaganda dos burocratas chineses!

(*) enviado por João Botelho


MEMÓRIAS DE DIAS DE REVOLTA ...





Do lado direito uma imagem do Quartier Latin, em Paris, durante o Maio de 1968.

Do lado esquerdo, imagem do jornal de uma corrente socialista de esquerda .

Dias em que se acreditou e tentou que é possível ... MUDAR!

sábado, maio 03, 2008

MAIO 68 : 40 anos depois ... uma normalidade sufocante!

Maio de 1968 não foi só em França. Percorreu a Europa e os Estados Unidos. Foi a revolta estudantil, mas foi também a denúncia do estalinismo na então Checoslovaquia e a luta pelos direitos sociais nos Estados Unidos.
Há 40 anos, uma situação de estabilidade económica não impediu que a normalidade dos costumes burgueses fosse posta em causa. 40 anos depois, hoje nos dias do século XXI, não há nenhuma estabilidade económica, mas a normalidade voltou a ser sufocante. Até totalitária!
As liberdades das sociedades ocidentais, só são formais. O seu limite é sempre dado pelos interesses das empresas e do poder do dinheiro. As liberdades são
como que policiadas por uma política de medo e de intimidação!
A capacidade de afirmação colectiva, o poder da mobilização espontanea, a critica da ordem burguesa e de qualquer forma de autoritarismo, produziram há 40 anos um movimento que conseguiu chegar à contestação do poder dominante. Por momentos, os governos perderam o controlo sobre a sociedade. O poder foi tomado pelas pessoas, num movimento impressionante de afirmação colectiva!
Mas ... faltou algo decisivo! Faltou capacidade para mudar o poder, criar um outro poder baseado no exercício das vontades individuais e colectivas das pessoas, enquanto cidadãs e cidadãos, enquanto trabalhadores e não só consumidores.
E essa incapacidade tem percorrido estes 40 anos depois de 1968. Voltou a acontecer nos dias de Abril em Portugal. Aconteceu também nos movimentos sociais anti-globalização. E voltará a acontecer se o movimento social diverso e plural que quer mudança social, política, económica e cultural não for capaz de produzir alternativas que não só questionem o poder, mas que afirmem como seria uma nova organização das coisas!




quinta-feira, maio 01, 2008

1º MAIO 2008: o importante seria MESMO a defesa dos trabalhadores ...











O importante seria MESMO a defesa dos trabalhadores ... precários, não precários, os escravizados (que re-começam a existir ...), assalariados privados e/ou públicos ...
Outra questão é a UNIDADE dos trabalhadores ... felizmente, quando têm de se unir, na acção concreta das lutas concretas, UNEM-SE e dão excelentes exemplos às direcções sindicais que, muitas vezes, importam os tiques do que de pior tem o parlamentarismo neo-liberal!
Depois as questões concretas que oprimem, exploram, vitimizam, reprimem ... os trabalhadores em pleno século XXI ... precariedade, despedimentos flexibilizados, horários de trabalho enormes, inexistência real de direitos em cada local de trabalho, miséria, prepotências patronais ... afinal, questões que motivaram há mais de CEM ANOS (!...) a institucionalização de um "1º de Maio - Dia do Trabalhador" ... hoje, nos nossos dias, 1º de Maio deveriam ser todos os dias, em todos os locais onde alguém venda a sua força de trabalho para poder viver!
Em 2008, neste País que já viveu uma esperança revolucionária chamada "...de Abril", o 1º de Maio acontece quando um governo de um partido que ainda se diz "socialista", desdizendo as suas próprias promessas eleitorais e o programa de governo, prepara-se para (re)criar um Código de Trabalho com um cunho fortemente neo-liberal, ultrapassando pela direita o autor desse Código original, já ele um dirigente do lado mais direita da direita portuguesa!
Como inscreve o cartaz libertário que incluímos ... DEVERIAMOS LUTAR COMO FALAMOS!