tribuna socialista

domingo, junho 01, 2008

ABAIXO-ASSINADO A FAVOR DA ABERTURA DE PÓLO DA CINEMATECA NO PORTO

A CIDADE DO PORTO BEM PRECISA E MERECE ISSO ...


ABAIXO-ASSINADO A FAVOR DA ABERTURA DE PÓLO DA CINEMATECA NA CIDADE DO PORTO

"A cidade do Porto sofre de vários e complexos problemas na área da cultura, como é do conhecimento geral. No entanto, esta situação não é generalizável a todo o país. Efectivamente, Lisboa continua a usufruir de forma centralizada dos serviços de certas instituições culturais que deveriam fazer jus ao seu âmbito nacional, como, por exemplo, a Cinemateca Portuguesa, um organismo público suportado pelos contribuintes a nível nacional. No Porto, é de grande interesse público a criação de uma extensão da Cinemateca, o que permitiria acabar com a carência de exibição cinematográfica sentida na cidade, ao nível da produção anterior à década de 90...."

quinta-feira, maio 29, 2008

ESQUERDAS CONVERGEM POR MAIS E MELHOR DEMOCRACIA!

Um exemplo CONCRETO de uma iniciativa em busca de uma alternativa contra a pobreza, contra a insegurança, contra as desigualdades, por mais e melhor democracia.

Várias esquerdas juntam-se, em 3 de Junho, 3ª Feira, demonstrando que a convergência para uma alternativa que represente uma maioria social de esquerda É POSSÍVEL!

Reproduzimos o texto saído em Esquerda.Net:

Manuel Alegre, alguns dirigentes históricos do Partido Socialista e o Bloco de Esquerda tornaram pública uma declaração de crítica às políticas do governo de José Sócrates na área social, e de compromisso de falar claro "contra o pensamento único, a injustiça e a desigualdade".

O apelo conjunto, com 85 assinaturas, convoca para a próxima terça-feira, dia 3 de Junho, uma sessão/festa no Teatro da Trindade, em Lisboa, onde usarão da palavra Manuel Alegre, Isabel Allegro, professora universitária e antiga colaboradora de Maria de Lourdes Pintasilgo, e o deputado bloquista José Soeiro.

A declaração começa por fazer um diagnóstico muito negativo da situação que se vive em Portugal 34 anos depois do 25 de Abril. "Novas e gritantes desigualdades, cerca de dois milhões de portugueses em risco de pobreza, aumento do desemprego e da precariedade, deficiências em serviços públicos essenciais, como na saúde e na educação. Os rendimentos dos 20 por cento que têm mais são sete vezes superiores aos dos 20 por cento que têm menos", assinalando que numa democracia moderna, os direitos políticos são inseparáveis dos direitos sociais. "Se estes recuam, a democracia fica diminuída. O grande défice português é o défice social, um défice de confiança e de esperança."

Os signatários colocam como exigência que se restaurem as metas sociais consagradas na Constituição e afirmam a necessidade de uma "cidadania contra a insegurança, contra as desigualdades, por mais e melhor democracia."

A declaração faz ainda referência à política dos Estados Unidos, de "agressão" e de violações do direito internacional e dos direitos humanos, afirmando que "Bagdad, Abu-Ghraib e Guantánamo são os novos símbolos da vergonha", e afirma a necessidade de lutar pelos valores da Paz e pelos Direitos Humanos.

Citando Miguel Torga, os signatários afirmam que "É tempo de buscar os diálogos abertos e o sentido de responsabilidade democrática que têm de se impor contra o pensamento único, a injustiça e a desigualdade."

Entre os 85 signatários estão os fundadores do Partido Socialista Carolina Tito de Morais e José Neves, o histórico militante socialista Edmundo Pedro, os deputados bloquistas Francisco Louçã, Luís Fazenda, José Soeiro e João Semedo, a autarca de Lisboa Helena Roseta, os sindicalistas Ulisses Garrido, Mariana Aiveca e Manuel Grilo, o arqueólogo Cláudio Torres, o reitor da Universidade de Lisboa, António Nóvoa, o ex-líder parlamentar do PCP Carlos Brito, o militar de Abril general Alfredo Assunção, o editor Nélson de Matos, entre outros.


Leia aqui a declaração e a lista de signatários

quarta-feira, maio 28, 2008

O "SENADOR" MÁRIO SOARES FALOU ...


Ontem Mário Soares escreveu no Diário de Notícias para opinar sobre "Pobreza e Desigualdade". Como sempre, isto é, sempre que escreve sobre questões que possam tocar no partido do qual foi fundador, tem direito a mil e uma citações na nossa imprensa e entre algumas figuras que dão pelo nome de "comentadores" ...


Mário Soares que é conhecido como um "senador da nossa democracia", arrisca-se, com o que escreve, a ter o mesmo papel que qualquer senador tem, onde existem: falam, falam, falam mas não fazem nem resolvem nada!


Da leitura do texto de Mário Soares fica-se com uma grande dúvida: o que incomoda o ex-secretário geral do PS é a pobreza e as políticas do SEU governo ou antes as consequências ELEITORAIS que essas políticas podem ter para o SEU PS que pode vir a perder social e eleitoralmente para o BE e o PCP?


Mário Soares é um democrata que se respeita, é um social-democrata que também se respeita. Mas não é mais democrata nem mais social-democrata que Oskar Lafontaine na Alemanha. E damos este exemplo, porquê? Porque o Sr.Lafontaine também foi presidente de um "partido-irmão" do PS português e, não obstante, o seu percurso e a sua idade, soube agir, em vez, de só falar ou escrever. Lafontaine disse BASTA ao liberalismo das direcções do SPD, fundou o seu próprio movimento e depois soube juntar-se a outras correntes políticas, sindicais e sociais que querem um socialismo para o século XXI, a alternativa ao neo-liberalismo, participando na criação do novo "Die Linke", o Partido da Esquerda, na Alemanha. Este partido é, neste momento, o 3º maior da Alemanha, atrás dos democratas-cristãos e do SPD ...


Por cá, Mário Soares continua a falar e a escrever ...


Convém também não esquecer que o ex-Presidente, foi o candidato OFICIAL da direcção do PS que também é governo, nas últimas eleições presidenciais, e, que têm sido os responsáveis por:


  • liberalizar selváticamente a sociedade e a economia portuguesas, através de políticas de direita que a direita parecia ter vergonha de assumir.

  • amarfanhar o PS tornando-o uma espécie de partido de autómatos, onde quem não aceita (e felizmente existe muita gente!) essa condição é ... marginalizado.

  • tornar o PS em MAIS UM partido igual a qualquer um que esteja perfilhado pelos parametros da chamada economia de mercado e pelo neo-liberalismo.

Mário Soares em vez de CITAR e CITAR estudos e estatísticas, e, depois apelar a quem já está incapaz de mudar o que quer que seja, deveria olhar para o espaço europeu e analisar o que é que fazem, hoje em dia, os partidos da Internacional Socialista ... poderia resumir-se no seguinte, dizem uma coisa na oposição e fazem outra no governo, como, aliás, também já fez Soares!


Como qualquer intervenção de qualquer "senador" da praça portuguesa, como por exemplo, aquando das intervenções de Cavaco Silva, também Mário Soares conseguiu pôr o governo, que APARENTEMENTE criticou, a estar de acordo com o que disse ... lá está, é esta a capacidade de intervenção e de mudança dos "senadores" ... não conseguem nada, a não ser serem falados nas conversas dos salões de chá!


As desigualdades, a pobreza, as marginalizações, o dito "Estado de Direito" só para alguns, a inexistência crescente de direitos sociais e de cidadania, exigem INTERVENÇÃO ... muito mais intervenção do que palavreado! E um dos caminhos para essa intervenção é lutar-se pela concretização de uma alternativa SOCIALISTA que provoque maioria social por políticas socialistas e democráticas contra a desorganização e o desastre neo-liberais. E essa maioria social tem a ver com as pessoas concretas, como os professores, como todas e todos aqueles que lutam pelo direito à saúde, como todas e todos os que estam fartos de ter uma vida precária, como todas e todos os que no interior prescindem do tractor para voltarem a usar o burro ou o boi com a charrua, ..., e também com os que política e socialmente continuam a acreditar que a alternativa ao liberalismo e a qualquer totalitarismo está no socialismo, estejam, no PS, no PCP, no Bloco de Esquerda ou sem partido!

domingo, maio 25, 2008

AUMENTO DOS COMBUSTÍVEIS: PLANEAMENTO, MERCADO E PROTESTOS.

O presidente da ANAREC pediu a intervenção do Presidente Cavaco Silva para travar a subida do preço dos combustíveis. O ministro da Economia, Manuel Pinho, ministro de um governo de um partido que se diz "socialista" afirmou que "vai tomar todas as medidas para melhorar a concorrência e diminuir os efeitos sociais do aumento dos combustíveis, mas recusa qualquer intervenção governamental sobre os preços dos produtos petrolíferos". Do lado da direita, há quem reclame a intervenção do governo.

Mas, afinal, o que está a acontecer com o preço dos combustíveis? Sobem e sobem, e, sabe-se que um terço dessas subidas têm a ver com especulação ... Mas, afinal o que é a chamada economia de mercado? Ou o que significa deixar o mercado funcionar? A subida dos combustíveis tem muito a ver com a resposta a estas questões!

O aumento do preço dos combustíveis não é uma realidade portuguesa. Passa-se em todos os países europeus, embora com incidências fiscais diferentes. Tem também a ver com questões que até não são puramente económicas:
  • afirmação de poder por parte dos países produtores;
  • movimentações do lobby pró-nuclear, fazendo crer que a produção do petróleo estará a escassear;
  • políticas fiscais - incidência de diversos tipos de impostos sobre os combustíveis;
  • inexistência de qualquer forma de planeamento económico nacional e internacional.

Durante os governos de António Guterres, houve intervenção governamental para impedir o aumento dos preços dos combustíveis. Nessa altura, toda a oposição de direita criticava essas medidas, exigindo que se deixasse o mercado funcionar ... José Sócrates era o Ministro do Ambiente!

Hoje em dia, entre as posições do PS e do seu governo e as do PSD e do CDS, não existem grandes diferenças, tirando aquelas que se prendem com as guerras político-parlamentares-eleitorais: todos olham para o abstracto mercado como o "salvador" ...

E é aqui que o chamado "arco político neo-liberal" ou "centrão" (direcção do PS, governo, PSD e CDS...) exibe toda a sua demagogia. Uma demagogia muito bem sintetizada nas palavras do ministro a que já fizemos referência: "vai tomar todas as medidas para melhorar a concorrência e diminuir os efeitos sociais do aumento dos combustíveis". Ou seja, pretendem algo equiparável à quadratura de um circulo ...

A especulação que tem sido apontada como a responsável pelo aumento dos combustíveis, decorre e é consequência do funcionamento do mercado. Os lobbies e os especuladores existem quando falamos de combustíveis, como existem se falarmos de área financeira, como existem se falarmos de construção civil ... E são estes os verdadeiros responsáveis pela incapacidade política de um governo que é de um partido dito socialista, mas acaba dominado e vergado, no dia-a-dia, perante as exigências e as chantagens desses lobbies e especuladores!

Os apelos do presidente da ANECRA a Cavaco Silva (ele mesmo um defensor do mercado e da liberalização dos preços enquanto foi primeiro-ministro!) ou os lamentos da direita, não são para levar a sério, até porque fariam o mesmo que Sócrates faz se porventura fossem governo ...

Julgamos também que os apelos aos boicotes à GALP ou a qualquer outra gasolineira, pouco adiantarão objectivamente. Como pouco adiantarão quanto à necessidade de se dar mais organização aos protestos dos consumidores.

O que é importante constatar, para, de seguida, se agir concreta e objectivamente, é a inexistência de qualquer programa que equacione a necessidade de planeamento económico definido e exercido de forma democrática. E, nos dias da globalização, esse planeamento tem de ter também uma dimensão internacional. No caso português, uma dimensão europeia.

Daí que seja importante, que as forças e correntes políticas socialistas e de esquerda, no plano europeu, intervenham de forma concertada e alternativa no sentido de, por exemplo, conquistarem a maioria política nos fóruns da União Europeia através de uma acção social permanente que denuncie e proponha alternativa ao liberalismo.

sexta-feira, maio 23, 2008

OS DIAS DE MAIO: UM DEBATE PROMOVIDO PELA Esquerda Nova DO BLOCO DE ESQUERDA.




A Esquerda Nova é uma corrente de opinião do Bloco de Esquerda. No dia 31 de Maio, encerrando um mês cheio de memórias sobre a vontade de mudanças que a História registou nos anos de 1968, promove um debate na sede do Bloco de Esquerda, no Porto.
Como dizem: VEM QUEM QUISER, FALA QUEM TIVER COISAS PARA DIZER!

sexta-feira, maio 16, 2008

2004: A EUROPA DOS 25 E O MOVIMENTO SOCIAL (*)




Um texto de Willebaldo Solano, antigo dirigente do POUM e hoje ligado à Fundación Andreu Nin, sobre o tema actualissimo da chamada construção europeia, numa perspectiva de esquerda e socialista.

Agora que acabámos de entrar na chamada Europa dos 25, num clima internacional detestável, dominado pela guerra injusta no Iraque e as suas terríveis consequências, vale a pena recordar un passado melhor.




Estávamos nos anos de 1946-1947, Hitler e Mussolini tinham desaparecido do horizonte e todos esperávamos pelo fim de Franco. Depois das lutas e sofrimentos da segunda guerra mundial eram muitos os que pensavam na reconstrução do nosso continente e alguns iam mais longe lançando a idea de uma Europa unificada e independente.



Entre estes, figuravam na primera linha, as forças mais avançadas do movimento operário e socialista. Em diversos locais, mas sobretudo em certos círculos da esquerda de Londres e de París, surgiu a ideia de adoptar um plano que tornasse impossível outra guerra entre os europeus.




O Independent Labour Party, o POUM reconstituido depois da guerra, Marceau Pivert e a sua esquerda socialista francesa, diversas e prestigiosas organizações da Resistencia ao fascismo de França, Itália, Holanda e Polónia, decidiram criar o que se veio a chamar, o Movimento pelos Estados Unidos Socialistas da Europa.



A ideia e o projecto surgiram antes do Movimento Europeu que criaram mais tarde certos sectores da burguesía na Francia e na Alemania. O Movimento pela Europa socialista extendeu-se pelos países mais importantes e penetrou nos partidos e nas organizações sindicais.




A melhor prova disso foi a Conferência Internacional que se realizou em París em 21 e 22 de Junho de 1947. Um célebre folheto intitulado “UNIR OU PERECER”, publicado eM inglês e em francês, relata os debates e as resoluções aprovadas dando uma ideia da importância dessa Conferência.



O Movimento pelos Estados Unidos Socialistas da Europa jogou um papel importante na vida política de diversos países europeus durante todo un período, decaindo depois como outros movimentos similares e como o própio Movimento Europeu. Mas o MEUSE contribuiu para favorecer a alianza das forças anti-franquistas espanholas e os seus elementos mais avançados intervieram activamente na criação do Movimento anti-imperialista pela Liberdade dos Povos animado por Jean Rous durante o duro período da emancipação nacional das colónias de África e da Ásia.



Os anos passaram. Na Europa aconteceram importantes mudanças, mas o interesse pela unidade europeia abrandou em diversos países como consequência dos estragos determinados pela política neo-liberal imperante da burguesía dominante. Por otro lado, a chamada Europa dos 25 veio complicar os numerosos problemas que desfiguraram as ilusões de outros tempos. Incluíndo o perigo de que os países más importantes estabeleçam um sistema de dominação exclusivo e arbitrário.



Nessas condições, o movimento operário e as forças que se reclamam do socialismo têm de se associar à escala europeia, intervindo activamente nas luta presentes criando as condições necessárias para uma acção constante contra as tentativas actuais da burguesía que tendem a reduzir ou abolir as conquistas essenciais do movimento operário obtidas desde a segunda guerra mundial.




A Europa não precisa de uma Constituição presunçosa nem de novas formas burocráticas, mas da unidade das forças vivas do movimento social que não renunciam à perspectiva libertadora do socialismo neste mundo em que o imperialismo norte-americano o quer dominar.




quarta-feira, maio 07, 2008

BOB GELDOF NÃO MENTIU SOBRE ANGOLA, MAS ...

É claro que Angola é governada por um "bando de criminosos", como referiu Bob Geldof numa conferência organizada pelo BES com uma assistência que pagou mais de duzentos euros por cabeça para o ouvir ...
O BES e todas as empresas que investem em Angola sabem perfeitamente qual a natureza do governo angolano e qual o grau da corrupção existente no aparelho de Estado e na própria sociedade angolana. Diriamos que as empresas portuguesas e as de outras nacionalidades sabem-no ... mas será que também não se servem disso para conquistarem ainda mais lucros?
Será que também não se servem de uma mão de obra paupérrima para lucrarem ainda mais? E será que já não existiram empresas , portuguesas ou de outras nacionalidades, que até deslocalizaram a sua actividade para Angola, precisamente porque se trata de um país com miséria, sem grandes meios de produção, com uma mão-de-obra desqualificada e pobre, mas ... com muita riqueza (petróleo, diamantes, ...) gerida (!) pela corrupção estatal e privada?
Depois há também um lado que merece ser analisado: o daqueles que tentam descobrir nas palavras de Geldof uma espécie de julgamento do processo de descolonização. São aqueles que nunca se deram bem com a realidade de países africanos independentes que já foram colónias portuguesas. São aqueles que gostariam de perpetuar aquela realidade, nem que para isso continuem a dizer que a guerra colonial era uma guerra ganha, etc, etc...
Estes autenticos dementes e reacionários que agora aplaudem o discurso de Geldof, descontextualizando-o, são os mesmos que berravam contra o governo do MPLA quando esse partido se afirmava "marxista-leninista", mas que agora perante o MESMO governo do MPLA até já revelam alguma condescendencia porque agora o MPLA já não é "m-l" ...
O que se passa em Africa quanto à miséria, não é exclusivo dos chamados PALOPs, mas é comum a outros países de influência francesa e inglesa. Em todos eles, reinam cliques que já têm muito pouco a ver com a realidade da génese dos movimentos de libertação. Hoje muitos países africanos são governados por despotas, por corruptos e por novos-ricos que buscam os seus modelos de enriquecimento precisamente nas chamadas sociedades ocidentais e liberais ...
O problema de África não é só um problema de fome. Há também um problema de falta de direitos e de respeito pelos povos africanos. Não há democracia nem autenticas liberdades democráticas. E estes problemas africanos não se resolvem com as conferências milionárias de Bob Geldof nem com os Live 8 ou Aid nem com caridadezinhas internacionais.
O que faz mesmo falta é um enorme movimento de libertação dos povos africanos contra os actuais despotas e corruptos, por direitos democráticos e sociais, por respeito pela realidade de cada cultura e de cada povo ... Isto, por exemplo, o governo de Angola não quer. Mas Bob Geldof também não compreende ...


domingo, maio 04, 2008

EIS OS "MONGES" QUE TÊM SIDO RESPONSÁVEIS PELA VIOLÊNCIA EM LASSA! (*)

Foto de militares chineses preparando-se para trocar os seus uniformes por vestes de bonzos tibetanos - de uma Agência de Comunicação da Grã-Bretanha.

Um exemplo da desinformação e da propaganda dos burocratas chineses!

(*) enviado por João Botelho


MEMÓRIAS DE DIAS DE REVOLTA ...





Do lado direito uma imagem do Quartier Latin, em Paris, durante o Maio de 1968.

Do lado esquerdo, imagem do jornal de uma corrente socialista de esquerda .

Dias em que se acreditou e tentou que é possível ... MUDAR!

sábado, maio 03, 2008

MAIO 68 : 40 anos depois ... uma normalidade sufocante!

Maio de 1968 não foi só em França. Percorreu a Europa e os Estados Unidos. Foi a revolta estudantil, mas foi também a denúncia do estalinismo na então Checoslovaquia e a luta pelos direitos sociais nos Estados Unidos.
Há 40 anos, uma situação de estabilidade económica não impediu que a normalidade dos costumes burgueses fosse posta em causa. 40 anos depois, hoje nos dias do século XXI, não há nenhuma estabilidade económica, mas a normalidade voltou a ser sufocante. Até totalitária!
As liberdades das sociedades ocidentais, só são formais. O seu limite é sempre dado pelos interesses das empresas e do poder do dinheiro. As liberdades são
como que policiadas por uma política de medo e de intimidação!
A capacidade de afirmação colectiva, o poder da mobilização espontanea, a critica da ordem burguesa e de qualquer forma de autoritarismo, produziram há 40 anos um movimento que conseguiu chegar à contestação do poder dominante. Por momentos, os governos perderam o controlo sobre a sociedade. O poder foi tomado pelas pessoas, num movimento impressionante de afirmação colectiva!
Mas ... faltou algo decisivo! Faltou capacidade para mudar o poder, criar um outro poder baseado no exercício das vontades individuais e colectivas das pessoas, enquanto cidadãs e cidadãos, enquanto trabalhadores e não só consumidores.
E essa incapacidade tem percorrido estes 40 anos depois de 1968. Voltou a acontecer nos dias de Abril em Portugal. Aconteceu também nos movimentos sociais anti-globalização. E voltará a acontecer se o movimento social diverso e plural que quer mudança social, política, económica e cultural não for capaz de produzir alternativas que não só questionem o poder, mas que afirmem como seria uma nova organização das coisas!




quinta-feira, maio 01, 2008

1º MAIO 2008: o importante seria MESMO a defesa dos trabalhadores ...











O importante seria MESMO a defesa dos trabalhadores ... precários, não precários, os escravizados (que re-começam a existir ...), assalariados privados e/ou públicos ...
Outra questão é a UNIDADE dos trabalhadores ... felizmente, quando têm de se unir, na acção concreta das lutas concretas, UNEM-SE e dão excelentes exemplos às direcções sindicais que, muitas vezes, importam os tiques do que de pior tem o parlamentarismo neo-liberal!
Depois as questões concretas que oprimem, exploram, vitimizam, reprimem ... os trabalhadores em pleno século XXI ... precariedade, despedimentos flexibilizados, horários de trabalho enormes, inexistência real de direitos em cada local de trabalho, miséria, prepotências patronais ... afinal, questões que motivaram há mais de CEM ANOS (!...) a institucionalização de um "1º de Maio - Dia do Trabalhador" ... hoje, nos nossos dias, 1º de Maio deveriam ser todos os dias, em todos os locais onde alguém venda a sua força de trabalho para poder viver!
Em 2008, neste País que já viveu uma esperança revolucionária chamada "...de Abril", o 1º de Maio acontece quando um governo de um partido que ainda se diz "socialista", desdizendo as suas próprias promessas eleitorais e o programa de governo, prepara-se para (re)criar um Código de Trabalho com um cunho fortemente neo-liberal, ultrapassando pela direita o autor desse Código original, já ele um dirigente do lado mais direita da direita portuguesa!
Como inscreve o cartaz libertário que incluímos ... DEVERIAMOS LUTAR COMO FALAMOS!

sexta-feira, abril 25, 2008

CAVACO SILVA E OS JOVENS ...

Cavaco Silva hoje no discurso durante as formalidades oficiais comemorativas do 34º aniversário do 25 de Abril "mostrou-se hoje "impressionado" com a ignorância de muitos jovens sobre o 25 de Abril e o seu significado e denunciou uma "notória insatisfação" dos portugueses com o funcionamento da democracia." (in, Público on line). Para tal, citou, qual economês, os resultados de um inquérito realizado junto de jovens com idades compreendidas em tre os 15 e os 19 anos.

O deficit de participação das pessoas na vida política, sejam os referidos jovens, sejam outras pessoas de outros extractos etários, é o resultado do modelo democrático que os políticos e os partidos do centrão, Cavaco Silva incluído, promoveram. Todos se lembram do que aconteceu durante os governos do próprio Cavaco Silva e todos se lembram da "lição de democracia" (!!...) que o actual Presidente da República deu na sua última deslocação à ilha da Madeira.

Hoje todos, de um lado ao outro do espectro político evocam o alheamento das pessoas da actividade política. Só que convém analisar quais são aqueles que só falam disso em discursos formais e aqueles que lutam para que essa intervenção política, social e cívica possa ter lugar a todos os níveis da sociedade, por exemplo, nas empresas (públicas e privadas), nas Forças Armadas, nas forças policiais, ...

Para Cavaco Silva e para os que resumem a vida política aos debates parlamentares e à carreira nos partidos políticos, o ideal seria ver os jovens agrupados em organizações partidárias ou enquadrados em organizações mais ou mesmos institucionais. Ora esse é um modelo muito pouco apelativo e mobilizador. É a reprodução de uma modelo de democracia baseado no efeito do funil ...

Exemplos mobilizadores para a intervenção social, são as manifestações que os professores e as populações locais têm realizado por outra Escola e pelo direito à Saúde. Esses são o exemplo vivo de pessoas que se unem para lutarem por algo de concreto! Tal como foi a luta contra as portagens no tempo do primeiro-ministro Cavaco Silva.

E sobre esses exemplos sabemos qual a reacção de Cavaco Silva!

quinta-feira, abril 24, 2008

25 DE ABRIL: 34 ANOS DEPOIS ... FAZ FALTA UMA REVOLUÇÃO!

Há 34 anos, em 25 de Abril de 1974 e até ao 1º de Maio, começou uma semana que abriu um processo transformador que mudou a vida deste País.

Nomeadamente do país concreto … o país das freguesias e dos concelhos, o país das aldeias e das vilas. Um enorme movimento humano pegou em mãos a tarefa de construir ruas, construir pontes, construir habitações, construir espaços de vivência e de solidariedade … surgia o Poder Local, o poder do povo onde ele reside e onde trabalha.

Esse Poder Local, em 2008, já não existe! Porque voltaram os tempos em que o poder do dinheiro se sobrepôs ao poder da iniciativa das pessoas. Hoje, nas freguesias, muito pouco é deixado fazer por parte dos novos poderes macrocéfalos e burocratas.

Há 34 anos, em 25 de Abril de 1974, a insurreição de jovens militares deu origem a um enorme movimento humano e social de profunda transformação das vidas e da sociedade. Um movimento cheio de contradições, cheio de erros, mas sempre impulsionado por uma vontade enorme de mudança e de anseio por uma sociedade onde a justiça, a liberdade e a igualdade resultasse da construção popular e não de decretos.

O 25 de Abril de 1974 foi, de facto, o início de uma revolução. Uma revolução porque a liberdade, a democracia e a justiça social nunca poderiam resultar de uma qualquer evolução de um regime autoritário, caduco, corrupto e opressor.

Divulgue-se a verdade às novas gerações: as pessoas, um povo unido, quiseram, com as suas mãos mudar e, por uns tempos, conseguiram! Conseguiram com o seu esforço, com a sua vontade, com o seu querer. E isso é possível, mesmo que hoje se dê a entender que isso de mudar é coisa que parece ser competência dos iluminados pelo poder do dinheiro!

O 25 de Abril, a Revolução de Abril, não precisa de comemorações oficiais, nem da pompa encenada pelos profissionais da política. Em 2008, comemorar o 25 de Abril, exige capacidade para se propor mudança política, mudança social, mudança económica e mudança cultural. Impõe coragem para se quebrar com rotinas instituídas pelo Poder, impõe clareza para se mobilizar a vontade popular.

As verdadeiras comemorações do 25 de Abril, em 2008, começaram e aconteceram quando os professores redescobriram a importância da força colectiva e disseram-no nas ruas. As verdadeiras comemorações, em 2008, aconteceram também quando, espontânea e localmente, as pessoas juntaram-se para exigirem o direito à saúde.

São acções populares como estas que podem ter um efeito pedagógico e motivador sobre as novas gerações, dando-lhes a necessária confiança para perceberem que para mudar alguma coisa ou são eles a fazerem-no ou então nada acontecerá!

34 anos depois de uma onda humana que impôs as liberdades, a democracia e tentou um modelo económico e social que gerasse justiça social, estamos novamente numa espécie de grau zero em relação a isso. Hoje em dia, falasse de democracia, de liberdade e de justiça social como algo onde a formalidade parece que atira tudo isso para o reino da utopia.

No 25 de Abril, a política deixou de ser coisa para políticos profissionais. A política era a intervenção diária e concreta das pessoas. O exercício da política confundia-se permanentemente com os movimentos sociais. Sim, para alguns era um clima insuportável. Alguns não se cansaram de berrar contra a bagunça. Mas, hoje o que é que temos?

Será que o espectáculo de campanhas eleitorais onde se debitam promessas que nunca serão cumpridas … não é também uma bagunça?

Será que a existência de órgãos da democracia representativa que vivem acima das pessoas e sem qualquer ligação permanente à sua vontade e ao seu sentir … não é também uma bagunça?
Será que a generalização da promiscuidade entre os negócios escuros do futebol e figuras públicas sem solução à vista … não é também uma bagunça?

Será que o branqueamento por parte do Senhor Presidente da Republica de uma situação de autoritarismo anti-democrático e de saque ao contribuinte a nível nacional no arquipélago da Madeira, não é também uma bagunça?

E o mais grave é que as pessoas, as cidadãs e os cidadãos, só podem assistir mediaticamente a tudo isto.

Não … o 25 de Abril não tem nada a ver com estes cenários!

Em 2008, 34 anos depois de Abril, esta espécie de democracia que dizem que temos é uma reprodução do que se passa em muitas empresas: medo, poder dos poderosos, proibição da iniciativa pessoal e colectiva, leis à medida …

34 anos depois de Abril, o exemplo das mulheres, dos homens, dos jovens e dos trabalhadores, dos militares de Abril que ousaram mudar um País, é hoje, algo que só é recordado no plano formal. Porque o que era mesmo necessário era que esse exemplo tivesse, aqui e agora, algo de concreto adaptado aos nossos dias.

Há 34 anos, a força de um movimento social de transformação:

· criou condições para a redacção de uma Constituição democrática elegendo uma Constituinte. Hoje o governo fala em 25 de Abril, mas torna-o em mera formalidade quando, na Europa não se bate por uma Constituinte europeia que resulte do voto livre dos povos, preferindo ignorar a promessa de referendo de um texto que não foi sufragado pelo voto dos europeus;
· criou condições para o fim de uma guerra injusta e anacrónica. Hoje os governos, como o português, à boa maneira orwelliana, enchem a boca com “paz”, mas alimentam cenários de guerra no plano internacional;
· criou condições para que a intervenção das pessoas fosse o motor e o oxigénio da democracia. Por todo o lado, surgiu auto-organização, auto-iniciativa, vontade colectiva. Hoje a democracia vive asfixiada por mil e um formalismos e restrições resultantes do crescente controlo que o poder económico e financeiro tem sobre o poder político. A democracia oferecida pelo poder acaba por ser uma máscara que encobre quem está muito pouco interessado no desenvolvimento da democracia.
· criou condições para que o desenvolvimento e o progresso fosse medido pela felicidade das pessoas normais. Hoje esse desenvolvimento e esse progresso já só tem a ver com os lucros astronómicos das grandes empresas.

É preciso devolver a democracia às pessoas, é preciso fortalecer as liberdades por todo o lado contra o medo, é precisa coragem, muita coragem para construirmos, com as nossas mãos e a nossa vontade, uma outra sociedade de igualdade, de fraternidade, de solidariedade …

João Pedro Freire



segunda-feira, abril 14, 2008

FASCISMO COMPORTAMENTAL (*)


Pedro Jorge foi ao "Prós e Contras" da RTP1 do passado dia 28 de Janeiro. Aí denunciou que, "a coberto da modernização e da competitividade, o que aumenta é a exploração sobre quem trabalha. É sempre o mesmo a pagar!"

Sem qualquer aumento desde 2003, Pedro Jorge não calou a sua revolta pela exploração a que o seu trabalho está sujeito e as precárias condições de vida dos jovens trabalhadores portugueses.Grave crime cometeu Pedro Jorge, o de delito de opinião!!!

A Cerâmica Torrense, sua entidade empregadora, não gostou do que viu e ouviu e levantou um processo disciplinar com vista, espantai!, ao despedimento do trabalhador. A liberdade de expressão parece cada vez mais um privilégio de quem explora, nunca dos explorados. São episódios como este, executados numa democracia com tons rosa-choque, que levam muitos e muitas a silenciarem a sua opinião, a assumirem o medo como uma segunda pele.

A isto também se pode chamar fascismo comportamental imposto por quem manda.

(*) retirado de ESQUERDA NOVA - Corrente de Opinião do Bloco de Esquerda

quinta-feira, abril 10, 2008

VENEZUELA : AS CENSURAS SÃO SEMPRE RIDICULAS E POUCO INTELIGENTES ...

A Venezuela de Hugo Chavez continua com algumas notícias aberrantes! Desta vez, a chamada Conatel (uma espécie de censura estatal dos media) resolveu ordenar ao canal Televen que deixasse de emitir a série OS SIMPSONS por ser "imprópria para crianças".
Em vez desta série, as crianças venezuelanas podem começar a ver uma série bem mais educativa (!!!!???), as MARÉS VIVAS, entre outros com a volupstuosa Pamela Anderson. É claro que cada episódio (que já passaram em Portugal) é sempre muito mais educativo e pedagógico ... segundo os seguidores de Hugo Chavez ...
Aproveitem para ver ou rever OS SIMPSONS que vai passando, por cá, num dos muitos canais por cabo...

GOVERNO SEM RESPOSTAS PARA A PRECARIEDADE LABORAL ...

O ministro do Trabalho, Vieira da Silva, deixou hoje sem resposta o Bloco de Esquerda (BE) que lhe colocou quatro desafios, como o compromisso de regularizar a situação dos precários da função pública.

O desafio foi feito primeiro pelo deputado bloquista José Moura Soeiro na abertura da interpelação no Parlamento sobre precariedade laboral e depois por Mariana Aiveca, já durante o período de debate.

José Soeiro qualificou a precariedade laboral como "uma questão de civilização", deu vários exemplos de pessoas na situação de "falsos recibos verdes", para afirmar que "erradicar as protecções sociais associadas ao trabalho" é a "imposição da selvajaria liberal".

O BE desafiou o Governo a adoptar a "limitação dos contratos a prazo a um ano", a "proibição de sucessivos contratos para o mesmo posto através de falsos temporários" e a "integração dos 117 mil precários do Estado".

A notícia é da LUSA e está aqui. Vale a pena consultar!

Fica mais este dado impressionante:

Na abertura da interpelação, no Parlamento, o deputado José Soeiro definiu a precariedade como uma das "facetas da aberração da pobreza assalariada -- um em cada sete trabalhadores ganha tão pouco que está abaixo do limiar da pobreza".

O cenário traçado continuou com o facto de Portugal ter "900 mil pessoas que trabalham a recibo verde" e que não têm subsídio de desemprego se ficarem sem trabalho"

segunda-feira, abril 07, 2008

OS ACTUAIS LIBERAIS, EX-MAOISTAS, CONTINUAM A DEFENDER A DITA "coexistência pacífica" ... PARA NADA MUDAR!

Durão Barroso, o actual presidente da comissão europeia e antigo maoísta, volta a defender os principios da chamada "coexistência pacífica", a propósito dos jogos olimpicos a realizar no seu antigo farol terreno, a China!

A "coexistência pacífica" revelou-se nos tempos da chamada guerra fria como uma espécie de invenção estalinista para criar uma espécie de "equilíbrio" entre os países de orientação estalinista e as democracia liberais ocidentais. Um equilibrio do tipo "eu não te incomodo, mas tu também não me incomodas", para assim o dito "socialismo num só país" vigorar para sempre, nunca incomodando as democracias liberais capitalistas ... ou seja nada mudando!

Durão Barroso, agora a propósito dos direitos humanos na China, defende "que a Europa deve ser "firme" no diálogo com a China sobre os direitos humanos, mas alertou que esta não pode ser isolada". Ou seja, firmeza no palavreado para os media, mas diplomacia para não melindrar os ditadores neo-estalinistas da China. Como, quase sempre acontece nos jogos diplomáticos, as mudanças provocam-se a passo de caracol, para que o tempo se encarregue de as fazer esquecer!

A posição de Durão Barroso é também uma provocação a todas as chinesas e chineses que lutam na China por uma abertura democrática e por liberdades democráticas, já que esta luta tende sempre a ser ignorada ou desprezada pela chamada diplomacia internacional que não quer perturbar os ditadores neo-estalinistas do monstro económico que é a China.

Nem Durão Barroso, nem qualquer governo no plano internacional, conseguem negociar com a China condições de liberdade durante a realização dos jogos olimpicos. O máximo que conseguirão será uma espécie de liberdade relativa e provisória a que se seguirá, após o encerramento dos jogos, ao retomar da mesma repressão e das mesmas perseguições que acontecem diáriamente na China.

As manifestações de protesto que acontecem agora por onde passa a chamada chama ou tocha olímpica, são uma forma de demonstração de verdadeira solidariedade com os que são perseguidos e oprimidos no interior da China. E, quase sempre, a resposta dos governos dos países por onde passa é a repressão e a declaração governamental de desejo de "boas relações" com o governo chinês.

Pela nossa parte, o dito espírito olímpico (será que ainda existe? será que a globalização liberal ou qualquer totalitarismo o conseguem aplicar ou preservar?) é incompatível com um país onde as liberdades democráticas são abafadas e reprimidas, onde não há pluralismo político (da esquerda à direita), onde o governo pretende produzir automatos em vez de cidadãos ...

sábado, abril 05, 2008

HOMENAGEM A LUTHER KING ...

(retirado do portal do Público)

Os filhos de reverendo Martin Luther King Jr, Bernice e Martin Luther King III, soltam uma pomba da varanda do Motel Lorraine, agora convertido em Museu Nacional dos Direitos Civis, onde o seu pai foi assassinado em 1968, em Menfis. Foto: Mike Segar/Reuters

YAZAKI & DELPHI: mais dois exemplos do modelo sócio-ecomómico neo-liberal...

Ao todo serão 900 trabalhadores atirados para o desemprego ou para "soluções" (?) onde a precariedade e a insegurança estarão sempre presentes. O fecho da Yazalki Saltano e da Delphi não é algo inesperado, mas um sinal claro de que o actual modelo sócio-económico nada tem a ver com referenciais de estabilidade no emprego e/ou de preocupação social. A diminuição dos lucros empresariais continua a ser a variável que determina o fecho e/ou a deslocalização de empresas. De notar que as direcções das referidas empresas, falam na necessidade, não de evitar prejuízos, mas antes de evitar mais perdas de lucros!

O modelo neo-liberal impede, nas empresas, qualquer participação dos trabalhadores na sua gestão. Tal como, no plano político, impede que haja maior participação cidadã na discussão das políticas. Trabalhadores e cidadãos só podem arcar com as consequências de um modelo que impede qualquer discussão de assuntos que são considerados como sendo "área exclusiva" de técnicos, de gestores e de políticos...

A reacção da direcção do PSD e a reacção do governo Sócrates são a resposta, em ritmos diferentes, de quem acaba por defender "soluções" (?) dentro de um modelo sócio-económico que demonstra ciclicamente (com ciclos mais frequentes!) a sua falência social e até económica.

A discussão entre o PSD e o PS representa mais uma cena dos debates parlamentares que ilustram uma democracia crescentemente formal. Nada resolvem e limitam-se a reapresentar soluções que já falharam.

As falências e as deslocalizações impõem uma discussão séria sobre o modelo de sociedade alternativo ao actual neo-liberalismo, nas suas versões social, económica e política. É claro que é sempre urgente arranjarem-se soluções para quem fica no desemprego. Mas, é também urgente que as correntes sociais e políticas que falam em nova sociedade, expliquem que modelo alternativo conseguem propor. Através de acções que despertem consciência social e política de mudança!

sexta-feira, abril 04, 2008

REPRESSÃO NO TIBETE E NA CHINA (*)

(*) traduzido para português de DEMOCRACIA COMUNISTA (Luxemburguista)



Tem-se falado muito da China e do Tibete a propósito dos J0gos Olímpicos. Na realidade, os Jogos Olímpicos já foram organizados por ditaduras.


Teme-se que o Governo chinês agrave ainda mais a repressão antes do inicio dos Jogos Olímpicos no sentido de impedir toda a oposição que se manifeste durante os j0gos. Existe um precedente: em 1968, no México, uma brutal repressão teve lugar dias antes do inicio dos jogos olímpicos.


Perante a violência de Estado exercida pelo governo chinês no Tibete, alguns apresentam como alternativa o Dalai Lama Tenzin Gyatso. Se o combate levado a cabo contra a ditadura do governo chinês é justificado, não existe nenhuma razão para decretar que seja necessário substituir a actual ditadura por outra de um chefe religioso.


A nossa solidariedade é com os trabalhadores do Tibete e da China que lutam, em condições muito difíceis, contra a exploração e pela democracia.A ditadura do governo chinês criou um regime de desigualdades enormes e sobre exploração, com uma asfixia policial da luta da classe explorada (em luta contra os seus exploradores).


Esta luta desenvolve-se em condições muito difíceis: repressão das graves, proibição de verdadeiros sindicatos, ... É indispensável combater a dominação capitalista exercida em primeiro lugar pelo partido único neo-estalinista chinês e por fim a esse regime que impede a liberdade e a igualdade que ridiculariza os direitos humanos fundamentais.O que se deseja é uma revolução social que derrube a ditadura, que expulse a oligarquia reinante do PCCh e que permita a democracia política e social.


Os trabalhadores poderiam assim, no mínimo, defender-se em condições normais contra a exploração, obtendo melhorias sociais, o aumento dos seus salários,... Este necessário reforço das possibilidades de acção dos trabalhadores da China na sua luta de classe seria favorável aos trabalhadores do mundo inteiro e poderia, pelo contrário, criar problemas aos capitalistas, seja nos processos de "deslocalização" para a China, seja quando se servem do contra-exemplo chinês como meio de pressão para aumentarem a exploração que exercem sobre os "seus" assalariados.


Mas a longo prazo, o que é necessário para terminar com a opressão e a barbárie, e uma revolução mundial em prol da emancipação, para terminar com o modo de produção capitalista, para conquistar a democracia en China, no Tibete, em todo o mundo.


Contra a repressão e a teocracia, luta operária!

terça-feira, abril 01, 2008

É A HORA DE COMEÇAR A ULTIMAR A CHAMADA MAYDAY!! E PREPARAR A PARADA DO PRECARIADO!



:: junta o sticker ao teu blog e apoia o MayDay!!

O MayDay!! está aíJunta o sticker em anexo ao teu blog e apoia o MayDay!!
Esta semana entramos em Abril e falta um mês para o dia 1 de Maio.
É hora de começar a ultimar a chamada MayDay!! e preparar a parada do precariado.
O MayDay!! lança hoje um sticker para divulgar na internet para que a parada tome conta da blogosfera e dos outros sítios.
Junta ao teu blogue, hi5, MySpace e divulga pelos teus contactos.
E a precariedade está presente em muitos espaços das nossas vidas: quando o teu patrão recebe milhares e tu não tens dinheiro que chegue até ao fim do mês, quando trabalhas 10 horas por dia mas não sabes se vais ter emprego na próxima semana, quando o ensino superior está comprometido com interesses económicos e só estudas se puderes pagar (muito!), quando as rendas são tão altas que a tua independência é impossível, quando a cultura é para tão poucos, quando tens que viver e trabalhar clandestinamente e sem acesso aos direitos mais básicos, quando os cuidados de saúde públicos desaparecem da tua área, quando, pelo simples facto de seres mulher, recebes menos que O teu colega de trabalho, quando tens que esconder os teus afectos e relações…

O Mayday!! é a revolta contra tudo isto no dia 1 de Maio. Com força. Com acção. Com alegria.
É juntar pessoas muito diferentes em torno de uma vontade comum: Viver! Não sobreviver
.

domingo, março 30, 2008

PATERNALISMO ?! ...

O Presidente Cavaco Silva regressou de Moçambique e assistiu à grande telenovela do momento, "Quero o meu telemóvel, já!". Viu um exemplo do que se vai passando, um pouco por algumas escolas portuguesas. Ficou preocupadíssimo e vai receber o Procurador Geral ...

Será que Cavaco Silva já não sabia o que se passava nas escolas portuguesas? Quanto mais não seja, através das reuniões periódicas que tem com o primeiro-ministro Sócrates?

Será que a resposta presidencial à crise nas escolas portuguesas se resume a um encontro com o Procurador Geral da Republica?

Parece que existe algum paternalismo na resposta presidencial. O que se passou na Escola Carolina Michaelis, do Porto, não é um caso isolado, não é um problema criminal, é, isso sim, um retrato (mais um!) da crise que reina na educação em Portugal. Uma crise que se acentua com a falta de políticas adequadas por parte do Ministério de Maria de Lurdes Rodrigues e por parte do primeiro-ministro José Sócrates.

Concordamos com Franscisco Louçã quando considera que "Não é o tribunal que vai resolver a indisciplina, o tribunal resolve crimes", sublinhou, considerando que levar os problemas de indisciplina para dentro de um tribunal "é desistir de os combater".

quinta-feira, março 27, 2008

LUTAR PARA GARANTIR ESTABILIDADE! Uma Manif para não faltar!!!


O SINDICALISMO NACIONALISTA: DE ESQUERDA? (*)

(*) in DEMOCRACIA COMUNISTA (LUXEMBURGUISTA)

El sindicalismo nacionalista: ¿de izquierdas?

El sindicalismo nacionalista ¿de izquierdas? muestra a las claras su carácter xenófobo anti-proletario

Los camaradas de la organización Tribuna Socialista (http://militantesocialista.blogspot.com/) han dado a conocer el pasado día 22 una noticia sobre una campaña de la CIG (la Confederación Intersindical Galega) de la que queremos hacernos eco.La noticia, titulada “Trabajadores portugueses en Galicia: ejemplo de falta de perspectivas unitarias en el movimiento sindical internacional”, cuenta como la CIG va a desarrollar una campaña contra los trabajadores portugueses que se emplean en el sector de la construcción civil gallega cobrando salarios más bajos que los trabajadores gallegos.Los trabajadores portugueses ganan menos y trabajan más horas. Pero, como se preguntan los camaradas portugueses: ¿por qué la CIG nunca ha dicho nada sobre esa explotación y lanza ahora la campaña, precisamente cuando la crisis inmobiliaria comienza a asolar al estado español? ¿Por qué razón los sindicatos galegos (y del resto del estado) y portugueses no aprovechan esta situación para denunciar conjuntamente la explotación de la mano de obra barata portuguesa y del creciente desempleo en el sector? ¿Por qué razón los sindicatos se comportan como una especie de corporaciones nacionales, ignorando cualquier tradición internacionalista, precisamente en un momento en que se dejan sentir las consecuencias de la globalización neoliberal?Sería incluso graciosa la actitud de los nacionalistas “de izquierdas”. Si no fuera por la ola de racismo que asola España. Los obreros en vez de solidarizarse con el compañero inmigrante lo ven como un rival que le va a quitar el puesto de trabajo, como un delincuente. En lugar de verlo como a una víctima de gobiernos corruptos puestos por el capital extranjero a través de los estados-nacionales occidentales. Unos gobiernos cuyo objetivo es ayudar a las multinacionales a esquilmarles sus recursos, robarles la tierra para así adquirir las materias primas a bajo coste, y abusar de este panorama para pagarles sueldos ridículos, es decir tener mano de obra barata.Ellos, los inmigrantes, para no morirse de hambre o no pasar calamidades huyen de esa situación, a trabajar de lo que sea. Como hicieron millones de españoles en el pasado. ¿O ya no se acuerdan de por qué en el Cono Sur se nos llama “gallegos”? Pero cuando llegan al mundo avanzado son víctimas de la crueldad del capital, ya que manteniéndoles ilegales contienen los sueldos, rebajando así los costes laborales y aumentando la plusvalía. En referencia a los legales, el españolito se olvida que hoy en día las pensiones (y la existencia misma de numerosos servicios) están aseguradas por la inmigración, que genera riqueza, pues produce y consume, y que de ningún modo “quita” el trabajo a nadie. Sólo hace falta echar un vistazo a las estadísticas para ver que los inmigrantes trabajan en lo que ningún “nativo” quiere, además del absurdo que es pensar que esos trabajadores legales determinan los bajos salarios (solo hace falta comparar el número de trabajadores españoles con el de inmigrantes para darse cuenta de eso). ¿No nos acordamos de que en los ochenta sin inmigrantes la tasa de paro era bastante más alta que la actual con inmigrantes? Por lo tanto no quitan trabajo. ¿Que son el sistema del capital para mantener los sueldos bajos? ¿Alguien en su sano juicio cree que la burguesía nos iba a hacer ricos si no hubiera inmigrantes? Los españoles se inflaban y se inflan a hacer horas extras. ¿Acaso la realización de horas extras no quita trabajo a otros?Basta de hipocresía y de absurdos que sólo conducen a mantener a los proletarios bajo el yugo del capital. Cada vez está más claro para lo que sirven esos mamporreros nacionalistas. Para hacerle el juego al capital, a la espera de que las migajas les caigan a ellos.Es vergonzoso ver como “florecen” esos engendros en el seno del sindicalismo. No sólo está la CIG. En otras “nacionalidades” surgen excrecencias como esa. En Euskadi, los nacionalistas “de izquierdas” se enfrentan a “enemigos” como un pobre asalariado que trabajaba en el peaje de una autopista. ¿Qué dice LAB del asesinato de un proletario? Que hay que solucionar el “conflicto vasco”. A los proletarios sólo nos interesa solucionar el conflicto que tenemos con el capital y sus estados (todos sus estados). En Castilla-La Mancha no hacen falta sindicatos nacionalistas. Ya se ocupan CCOO y UGT de lavarle la cara al capital haciendose fotos con los representantes de la burguesía agraria que explota a los inmigrantes. En Andalucía recientemente se ha formado el SAT bajo la égida de ese iluminado marcado por el maoísmo que ya es líder eterno de Marinaleda y de IU. Y con el apoyo de personajes tan despreciables como el conocido como “cacique” del departamento de Antropología de la universidad de Sevilla. Ese del que hasta el sociata Alfonso Guerra se rió cuando se atrevió a decir en un debate en la tele que los jornaleros andaluces y extremeños vivían de manera distinta su miseria porque sus identidades culturales y nacionales eran diferentes. Como si el sudor de los jornaleros fuera distinto cuando trabajan a destajo para el terrateniente.Ya expresamos lo que opinamos sobre las políticas migratorias y la xenofobia que fomentan en un artículo anterior. Lo vergonzoso es que organizaciones compuestas por proletarios también fomenten esa misma xenofobia, en lugar de combatir la explotación capitalista, la única reponsable de que todos los trabajadores, los de Galicia, del resto del estado, de Portugal y del resto del mundo tengamos que soportar la miseria y la precariedad en nuestros trabajos y en nuestras vidas. Sólo esperamos que los proletarios tomemos buena nota y no nos dejemos engañar por estos lacayos de la burguesía.
DC-L

sábado, março 22, 2008

TRABALHADORES PORTUGUESES NA GALIZA: exemplo de falta de perspectivas unitárias no movimento sindical internacional!

A comissão intersindical galega está a desenvolver uma campanha contra os trabalhadores portugueses que trabalham na construção civil na Galiza por salários mais baixos que os trabalhadores galegos do mesmo sector.

Os trabalhadores portugueses ganham menos e trabalham mais horas ... uma situação que parece nunca ter sido anteriormente denunciada pela comissão intersindical galega. Denunciam-na agora que a crise no imobiliário começa a assolar o Estado espanhol.

Por que razão os sindicatos galegos e portugueses não aproveitam esta situação para agirem em conjunto, seja para denunciar a exploração da mão-de-obra barata portuguesa, seja para denunciar o crescente desemprego no lado espanhol ?

Porque razão, os sindicatos se comportam como uma espécie de corporações nacionais, ignorando qualquer tradição internacionalista, precisamente num momento em que se assiste às priores consequências da globalização neo-liberal?

O TIBETE E O DIREITO À AUTODETERMINAÇÃO DOS POVOS ... citando Lenine!

Em Janeiro de 1918, a Assembleia Constituinte da então Federação das Republicas Soviéticas aprovava, sob proposta de Lenine, a Declaração dos Direitos do Povo Trabalhador e Explorado, na qual se incluia:


"Ao expressar sua determinação inquebrantável de arrancar a humanidade das garras do capital financeiro e do imperialismo, que inundaram a terra de sangue na guerra atual, a mais criminosa de todas, a Assembleia Constituinte se solidariza totalmente com a política aplicada pelo Poder dos Sovietes, consistente em romper os tratados secretos, em organizar a mais extensa confraternização com os operários e camponeses dos exércitos atualmente em guerra e em obter, custe o que custar, por meio de procedimentos revolucionários, uma paz democrática entre os povos, sem anexações nem contribuições, sobre a base da livre autodeterminação das nações."

Também se incluia o seguinte principio:

"A República Soviética da Rússia é organizada, sobre a base da união voluntária de nações livres, como Federação de Repúblicas Soviéticas Nacionais"

É claro que com a imposição das concepções estalinistas, estes principios foram dando lugar a outra visão mais centralista, mais burocrática e mais totalitária. A URSS de Estaline & Brejnev e a China de Mao Zedong nada têm a ver com a Declaração de Lenine a que se faz referência.

O que hoje se passa no Tibete, enquanto nação ocupada pela China, é o resultado das concepções estalinistas sobre o direito à autodeterminação dos povos, impregnada na burocracia dirigente chinesa. Paradoxalmente uma burocracia que procura estar simultâneamente equidistante (!) do estalinismo, do neo-liberalismo e de concepções totalitárias assentes em práticas militaristas e policiais ...

Da parte das chamadas democracias liberais ocidentais verifica-se também um autentico desnorte: uns procuram assobiar para o lado, como se nada estivesse a acontecer, outros reduzem a sua "solidariedade" a declarações (formais) de apoio ao Dalai Lama. No entanto, nenhum governo parece preocupado com a realidade da revolta do povo tibetano: quem representa essa revolta, o que pretendem e será que o chamado "governo tibetano no exílio" representa alguma coisa?

A regular esta confusão dos governos ocidentais, estão os investimentos que grandes interesses fazem nos e para os Jogos Olimpicos de Pequim (Beijing) ... um pouco, segundo os critérios que ditaram a invasão do Iraque ... só que agora, onde se lia "petróleo", deve ler-se "jogos olimpicos"!

Na nossa opinião, a realização dos jogos olimpicos deveria estar estreitamente ligada às condições políticas existentes na China: existem ou não liberdades e democracia política, libertação dos presos políticos, direito de greve, ...

Fica Lenine:
"Em todo o nacionalismo burguês de uma nação oprimida existe um conteúdo
democrático geral dirigido contra a opressão; e é este conteúdo que nós
apoiamos sem restrições"

sexta-feira, março 21, 2008

PROFESSORA AGREDIDA: ALGUMAS REFLEXÕES!

A agressão (sim, é disto que se trata!) de uma estudante a uma professora, em plena sala de aula, na Escola Carolina Michaelis, no Porto, é um acto que não é isolado e aparece integrado num processo complexo e grave:
  1. Há um processo em curso de desvalorização do ser professor em Portugal. Declarações governamentais de cariz populista contra os professores, contribuem, como exemplo que vem de cima, para um clima de intimidação dos próprios professores.
  2. As familias têm responsabilidades negativas na educação de jovens que nunca foram confrontados com a pedagogia do "não". Alguns jovens, desde pequeninos, são idolatrados como sendo uma espécie de "centro do mundo" ... tudo fazem, tudo podem fazer, às vezes até, no confronto com os próprios pais que tudo permitem ...
  3. Nas escolas não há a prática da democracia e da cidadania. Por exemplo, do lado dos estudantes, como são eleitas as actuais Associações de Estudantes, com que programas (!) e quais os seus principais objectivos. Que práticas promovem, nas escolas, o bom relacionamento entre professores, estudantes e o chamado pessoal administrativo, a não ser um relaciomento que se parce reduzir ao ser estudante para o estudante, ser professor para o professor e ser trabalhador administrativo para o trabalhador administrativo ...
  4. Há uma autentica alienação em tudo o que diz respeito a novas tecnologias consumíveis, tipo telemóvel. E essa alienação ignora o respeito por regras e boas práticas de convívio. Há muita gente que vive, dia após dia, uma realidade construída por SMS, por MMS, por linguagem codificada, ... , sempre desfasada da realidade concreta!

Actos como o que aconteceu na Carolina Michaelis e como vai acontecendo ao ritmo de um por dia nas escolas deste País, requerem tolerância zero!

A par da tolerância zero, é urgente que se restaure um clima de respeito pelos professores e se exija que a Escola Pública forme, com democracia vivida no seu seio, cidadãs e cidadãos!

O PCP E O TIBETE ... (*)


CAMARADA, explique lá melhor….

PCP: incidentes no Tibete têm o "objectivo político de comprometer" os Jogos Olímpicos

20.03.2008 - 20h32 Lusa e TSF online

O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, aconselhou hoje prudência no julgamento dos incidentes que se têm registado no Tibete, afirmando que a violência dos últimos dias tem como "objectivo político comprometer os Jogos Olímpicos" na China.À margem da inauguração de uma exposição sobre os cinco anos da guerra do Iraque, em Lisboa, o líder comunista afirmou ser necessário "não haver precipitação no julgamento dos factos" face a "notícias contraditórias".

"Sempre defendemos o diálogo, o respeito pelo direito internacional, designadamente o Tibete como parte integrante da China. Está cada vez mais claro que estes incidentes têm como objectivo político comprometer os Jogos Olímpicos", defendeu o líder comunista.


ESPERE lá:

1. Então inaugura uma exposição contra invasão do Iraque = desrespeito Direitos Homem e Direito Internacional .

CORRECTO !


2. Mas a invasão em 1959 da China ao TIBETE, e sua ocupação até hoje = respeito pelo Direito Internacional e Direitos do Homem.

FALSO !



Agora já entendi como Bernardino Soares diz que a Coreia do Norte é uma DEMOCRACIA !!!!!


(*) Por João Botelho

sábado, março 15, 2008

O COMICIO DO PS OU A CONTRA-MANIFESTAÇÃO (possível) DO GOVERNO?

A avaliar pelas últimas informações, o PS, i.e. o Governo Sócrates, não encheu o Pavilhão do Académico, a não ser com as quarenta toneladas de material para tornar a "festa" mais à americana! ...

Fora do Académico, estiveram 200 professores protestando em silêncio ... continuando o protesto contra as políticas autoritárias e autistas de Maria de Lurdes Rodrigues.

Os 200 professores foram convocados por SMS, como, aliás, já sucedeu noutras ocasiões. Num gesto de capacidade de iniciativa, para além das estruturas sindicais. Para hoje, os sindicatos colocaram-se à margem, questionando a oportunidade da espontaneidade docente.

Talvez até seja uma discussão desprovida de sentido, mas questionamos na mesma: não será o comício do PS/Governo a verdadeira contra-manifestação? não foram a maioria das intervenções no comício do PS/Governo voltadas para a defesa da ministra da educação, uma semana depois da manifestação de 100.000 professores?

Lembram-se quando foi a última vez que houve um comício nacional (!?) de 5000 pessoas de apoio a um governo? Lembram-se também da história da organização deste comício: começou para uma grande praça e acabou num pavilhãozinho?

O PS/Governo tem o direito de se manifestar, mas será que um grupo de professores também não tem o direito de continuar um protesto que já começaram há muito? Será que houve alguma desordem, alguma provocação?

O comício do PS é uma iniciativa da sua corrente governamental. Não é uma iniciativa no qual todos os militantes do PS se revejam. Seria interessante saber quantos dos presentes no pavilhão do Académico eram dirigentes distritais, locais e "boys" socráticos do aparelho de Estado ...

Ficou provado hoje que o Governo não tem o apoio dos próprios militantes socialistas e muito menos dos eleitores que votaram PS nas últimas eleições ...

TIBETE: PREPARATIVOS PARA OS JOGOS OLIMPICOS?

SOLIDARIEDADE COM O POVO DO TIBETE ...


domingo, março 09, 2008

PROFESSORES DE LUTO!

Poderá ler o artigo no seu formato original em:
-------------------------------------------------------------------------------------------------- Professores de luto Vestidos de negro os professores fizeram hoje de Lisboa a capital do seu protesto contra o governo.
E afirmam que venceram o executivo socialista por uma maioria qualificada de dois terços.

JOSÉ SOCRATES MERECE UMA RESPOSTA POPULAR DE CENSURA!

Para o primeiro-ministro José Sócrates parece que não há nada a mudar depois da manifestação de ontem. Considera que um governo não define políticas ao sabor de manifestações ...


Mas José Sócrates só faz o que lhe convém e só lembra que foi eleito democráticamente quando lhe interessa.


José Sócrates desde que foi eleito primeiro-ministro, desde que o PS conseguiu a maioria absoluta há três anos, já demonstrou por diversas vezes que o programa e as promessas que apresentou ao eleitorado são esquecidos ou desvirtuados sempre decreta que a realidade se alterou ... Não é exagerado afirmar que José Sócrates já faltou à verdade e ao prometido. E porque tomou esse caminho, tem progressivamente afirmado um tipo de governação autista, autoritário e totalmente desfasado da vontade popular.


Estamos a chegar a um ponto em que se torna NECESSÁRIO e URGENTE mostrar ao primeiro-ministro que o descontentamento não é só exclusivo dos professores.


Este primeiro-ministro que se diz socialista mas comporta-se como um liberal autoritário, este governo que é do PS mas nada tem de socialista ou de esquerda, este primeiro-ministro e este governo são também uma séria ameaça à sobrevivência do próprio PS, cada vez mais transformado numa agência de burocratas ao serviço do governo, onde se ignoram milhares e milhares de militantes que também recusam as actuais políticas.

Enumere-se o que Sócrates disse que fazia e não fez ou alterou. Em matéria de política económica, em matéria de direitos dos trabalhadores, em matéria de desemprego, em matéria de privatizações e de desregulamentações, em matéria de construção europeia, em matéria de defesa do Serviço Nacional de Saúde, em matéria de Educação ... Enumere-se e será que não há razões para um GRANDE PROTESTO NACIONAL ? Um PROTESTO que apele a uma ALTERNATIVA SOCIALISTA, DEMOCRÁTICA e de ESQUERDA que devolva a iniciativa aos trabalhadores, que dinamize e requalifique a democracia e todos os níveis, uma democracia não só de deveres mas também de direitos, que crie outra dinâmica económica assente em critérios sociais e de modernização, que dinamize a todos os níveis as liberdades democráticas!

DIA DA MULHER: REFERIMO-NOS ÀS MULHERES TRABALHADORAS ...

A mudança social é um desafio para as mulheres e para os homens. Nem só para uns, nem só para outros!

Mas as mulheres que trabalham, as mulheres mães, as mulheres amantes, estas mulheres também precisam de lutar por uma vida sem preconceitos, sem prisões psicológicas e/ou materiais, sem violência. Estas mulheres são aquelas que exigem mudança social, mudança cultural, mudança económica, mudança política!

Essa luta não é, no entanto, só das mulheres numa perspectiva sexista. É a luta da Humanidade por outra vida noutra sociedade, global e local!

No entanto, não basta ser mulher para se assegurar ou garantir mudança do que quer que seja. Dois exemplos: Thatcher, em Inglaterra, e, Maria de Lurdes Rodrigues, por cá!

Mas os exemplos anónimos das mulheres trabalhadoras que lutam e amam diáriamente, continuam a ser referências para a nossa luta por uma sociedade sem muros, sem repressões, sem moralismos, sem preconceitos, sem violências!

sábado, março 08, 2008

ESTÁ NA HORA DA MINISTRA (e Sócrates?...) SE IR EMBORA!


MANIF DOS PROFESSORES: UM IMPRESSIONANTE CARTÃO VERMELHO A SÓCRATES E À MINISTRA!

Se havia dúvidas sobre o empenhamento dos professores contra as políticas educativas de Sócrates e da sua ministra, a manifestação de hoje em Lisboa foi uma resposta esclarecedora!

José Sócrates, o ministro Santos Silva e a ministra Maria de Lurdes Rodrigues deveriam engolir tudo o que têm dito de uma forma insultuosa e provocatória sobre o movimento ESPONTANEO dos professores. Não é o número de professores que dita a sua razão, mas é, de certeza, o seu empenhamento, a sua impressionante unidade construída em argumentos sólidos e que, de facto, mobilizam que constrói a força da razão dos professores contra o autismo e o autoritarismo não só da Ministra, mas sobretudo das políticas que ela representa e que têm o seu expoente máximo no primeiro-ministro José Sócrates.

Hoje terão havido muitos professores que, pela primeira vez, vieram para a rua protestar contra políticas governamentais. Deram com o seu contributo, corpo à maior manifestação de professores alguma vez vista em Portugal. E o seu contributo foi também um exercício concreto de defesa das liberdades democráticas contra políticas que já motivam intervenções policiais de intimidação. Uma resposta às baboseiras e provocações do ministro Santos Silva ontem em Chaves!