Perante a exploração infantil, como aquela que a multinacional espanhola ZARA pratica em Portugal e que é denunciada na edição do Expresso (revista Única), há sempre diversos comportamentos possíveis por parte dos poderes estatais:
* há os que se baseiam em estatísticas oficiais que dissimulam uma realidade conhecida por todos ...
* há os que defendem pura e simplesmente um sistema onde os direitos dos que trabalham são sempre condicionados e relativizados ...
* há também os que encolhem os ombros, até porque (!)... as crianças trabalham já que as suas famílias precisam do resultado do seu trabalho ...
Em todos os casos, subsiste sempre um sistema onde os trabalhadores não têm qualquer iniciativa, onde a sua vontade não é tida em conta, onde o que é relevante são os resultados macro-económicos conseguidos, não importa como, é preciso é que sejam bons ...
Este sistema é o que vigora em Portugal, onde existe um governo que se diz "socialista", mas que passa a vida a fazer vénias a patrões e vista-grossa às multinacionais que investem (!!!) em Portugal!
Sócrates enche a boca com "choques tecnológicos" que só ele é que parece ver ... será que ficará chocado com a reportagem do Expresso?? 
Socialismo libertário, eco-socialismo, para uma alternativa democrática, socialista e anti-capitalista com dimensão internacional!
domingo, maio 28, 2006
NAS BARBAS DE UM GOVERNO DITO SOCIALISTA...
terça-feira, maio 16, 2006
SOCIALISMO LIBERTARIO: Número de Maio de 2006
Periódico socialista libertário e revolucionário, SOCIALISMO LIBERTARIO tem já disponível o número de Maio, onde é dado destaque as recentes medidas de nacionalização decretadas por Evo Morales, na Colombia.No Editorial, Jorge Herrero considera que as medidas de Evo Morales são uma consequência das sucessivas rebeliões sociais que se têm assistido na Bolívia, mas não se podem esgotar numa mera estatização.
O Editorial conclui: "Para nós, a chave passa pela socialização. Ou seja, por um controlo directo dos recursos pelos mesmos protagonistas, pelo conjunto das classes subalternas através da decisão sobre todos os aspectos económicos, começando também a mudar todos os aspectos da sua vida e da sua existência. Esta parece-nos ser a melhor perspectiva capaz de afirmar a justiça e o bem comum. Para isto, é exigido, como pré-condição, que o povo boliviano rompa com as ilusões políticas que actualmente tem no governo de Morales. Ilusões alimentadas também pelo decreto (nota: decreto 28701 referente às nacionalizações). Romper também com as tentativas de delegar na democracia e nas instituições (como é o caso do governo Morales) que acabam sempre por distorser as tensões sociais nos seus palácios de poder e em negociações com os poderosos de sempre. Um protagonismo e uma auto-determinação directa que as populações bolivianas experimentaram contraditóriamente em diferentes revoluções que se têm sucedido desde 1952. (...)."
Socialismo Libertario está também disponível em www.socialismolibertario.org
sábado, maio 13, 2006
AS MODERNICES DO DIRECTOR DO DIÁRIO DA SONAE...

Se tiverem oportunidade, leiam a peça escrita por José Manuel Fernandes (JMF) no Editorial da edição de Sábado, 13 de Maio, do Público.
O Editorial tem o título "Ideias vindas do baú" e, mais uma vez, o ex-maoísta, actual ideólogo liberal de serviço e director do diário da Sonae, atira-se contra uma iniciativa legislativa do Bloco de Esquerda que pretende tributar as mais-valias nos grandes negócios das OPAs e contra-OPAs.
JMF classifica as propostas do BE como "permanecendo fieis ao velho anticapitalismo marxista".
Considera também JMF que o mercado de capitais, as Bolsas, servem para "regular a economia de mercado" e que os despedimentos que ocorrem na sequência das OPAs e/ou das fusões de empresas até podem ser "bons". O que conta para JMF não é a segurança e o bem-estar do trabalhador, mas antes, a eficácia da empresas...
JMF sempre conheceu o marxismo pelo lado da caricatura maoísta-estalinista. Daí passou-se para a defesa da versão mais selvática do capitalismo, traduzido nas actuais teorias neo-liberais da desregulamentação do mercado. Pelo caminho vai também assimilando as teorias dos neo-conservadores americanos favoráveis a intervenções militares como aquela que ocorreu no Iraque.
Percebe-se, por este percurso, quais os conceitos de modernidade de JMF... compreende-se, também por isso, o que passa a vida a escrever no Público ...
A iniciativa do BE e a reacção de JMF só demonstram que o capitalismo, na sua versão globalizante e neo-liberal, não é reformável.
Explicamos melhor: não bastam um conjunto de iniciativas legislativas no Parlamento para provocarem alterações substanciais ao nível das consequências políticas e sociais de uma economia capitalista, i.e., a chamada economia de mercado. Mas bastaria vontade política de um governo dito socialista, eleito com maioria absoluta, (como o liderado por Sócrates) para desencadearem acções que provocassem rupturas significativas num sentido democrático e socialista, voltando a dar protagonismo político aos trabalhadores!...
JMF classifica o que se passa em Bolsa como actos de regulação do mercado e quem neles participa de "investidores". Coloca no mesmo saco, pequenos e grandes investidores. Como se os interesses fossem os mesmos e os próprios incentivos fiscais fossem também os mesmos. Não são! As Bolsas têm servido para demonstrar uma única realidade: o capitalismo não é popular, não é democrático e o mercado de capitais não evita o afundanço , sem remédio, por parte dos chamados "pequenos investidores" quando a crise aperta!
JMF não precisa de ter acções da Sonae e/ou do BPI para continuar a defender a versão mais selvática e arrogante do liberalismo, tal como defendeu, noutros tempos, uma das caricaturas mais dramáticas do marxismo, o estalinismo-maoísmo. JMF parece, em cada um destes tempos, o mordomo dedicado ao seu patrão do momento ...
JMF não consegue ver as consequências da economia de mercado que defende:
- as tentativas de destruição do Serviço Nacional de Saúde;
- a privatização da Segurança Social a partir da criação de uma estratégia de tensão quanto ao perigo da sua falência;
- a privatização de todos os sectores de actividade;
- as deslocalizações de empresas de todas as dimensões;
- uma dita reforma fiscal que atinge, em primeiro lugar, os assalariados;
- jogos de OPAs e contra-OPAs em Bolsa sem qualquer impacto positivo na economia;
- lucros e mais lucros das grandes empresas e prejuízos nas pequenas empresas e no nível de vida dos trabalhadores.
Mas, em tudo, uma realidade que tudo condiciona: a participação dos trabalhadores e dos cidadãos em todos os níveis da sociedade está CRESCENTEMENTE condicionada! Quanto a isto, o que se passa nas empresas, privadas ou públicas (nestas, os modelos de gestão são passados a papel químico do que se passa nas privadas, sendo geridas por quem nunca acreditou no público...) reflecte o que se passa no actual modelo de sociedade classista, liberal, hiper-parlamentarizada e estratificada!
O socialismo é uma alternativa que surgiu a esta sociedade liberal e capitalista. Uma sociedade que paradoxalmente tem vindo a prescindir de algumas conquistas sociais e democráticas que incorporou em tempos de vacas gordas, para se voltar a aproximar dos tempos de exploração selvática não sómente nacional mas agora planetária e com direcção global!
JMF, o ex-maoísta e actual ideólogo neo-liberal, que nunca conseguiu ser moderno, continua a sua caminhada militante na tribuna do diário da Sonae pretendendo apresentar como moderno o que parece retornar aos tempos da revolução industrial ...
quinta-feira, maio 11, 2006
PALHAÇADAS NA CHAMADA DIPLOMACIA DA ONU!!!

Cuba na Comissão dos Direitos Humanos da ONU ... uma entrada apoiada pelos EUA de Bush! Ou seja, os que mandam em Guantanamo e impõem um bloqueio a Cuba, saudaram a entrada do ditador Fidel na referida Comissão da ONU!!!!
Falar em descrédito de Bush, já não espanta! Falar em descrédito de Fidel, também não! Quanto à ONU ... é mesmo um enorme descrédito!
terça-feira, maio 09, 2006
DIA DA EUROPA ... QUE EUROPA QUEREM OS POVOS E OS CIDADÃOS?

Comemorar o quê no DIA DA EUROPA?
As intervenções dos políticos do discurso único sobre a Europa assentou quase exclusivamente em torno daquilo a que chamam de "elites" . O problema para estas cabeças pensantes é saber se as elites estão muito longe ou perto dos cidadãos!!
Não há só uma visão sobre a construção europeia. Há uma pluralidade de visões, sendo a actual visão dominante a que tem apostado numa Europa onde a democracia participativa é uma miragem ...
A Europa da visão dominante, a Europa de Sócrates, de Durão Barroso, de Tony Blair, é também a Europa das deslocalizações, do desemprego e, também, da crescente restrição aos direitos e liberdades democráticas.
A Europa que hoje vigora é uma Europa que pouco tem para comemorar!
O dia de hoje, para nós, merece ser assinalado como mais um dia de afirmação e de luta por uma outra Europa. A Europa social, a Europa democrática, a Europa dos direitos e das liberdades, a Europa das regiões e dos Povos, uma Europa construida com a permanente participação dos jovens, das mulheres, dos cidadãos, dos emigrantes e dos imigrantes, dos trabalhadores!
sábado, maio 06, 2006
FIDEL CASTRO RICO À CUSTA DE QUEM E DO QUÊ?
A notícia é retirada da edição de hoje do Público, que cita a revista Forbes.A certa altura, pode-se ler "Fidel Castro, que afirmou o ano passado que o seu valor líquido é zero, lá (nota: na referida revista) aparece com uma fortuna calculada em 900 milhões de dólares (cerca de 720 milhões de euros). "
É uma fortuna que o coloca muito à frente da Rainha de Inglaterra mas muito atrás dos senhores árabes do petróleo! ...
Concerteza que todas e todos estarão recordados da situação de bloqueio imposto pelas Administrações norte-americanas ... Fácil é concluir quem são os prejudicados com o bloqueio imperialista!
quarta-feira, maio 03, 2006
EVO MORALES: CORAGEM POLÍTICA!

Quem elegeu Evo Morales não foi Bush, nem Blair, nem Zapatero, nem sequer os editorialistas do Público!
Quem elegeu Morales foi o povo pobre da Bolívia! A sua eleição foi, aliás, antecedida de vários movimentos sociais de protesto contra a situação de uma Bolívia a saque pelas multinacionais!
As nacionalizações do petróleo e do gás decretadas no 1º de Maio por Evo Morales são, por isso, medidas de coragem política e de respeito pela vontade popular bolíviana.
É natural que não agrade aos ventos liberais europeus ou ao gendarme Bush. Mas agrada a todos os que estão cansados das consequências do liberalismo a nível planetário.
Nacionalizar é um passo importante de afirmação da soberania boliviana e também de afirmação da vontade popular. Mas, para que essa medida fique completa e consolidada, é urgente que se avance também na sua socialização, que se avance com a planificação democrática da economia. Que se vá para além da estatização e se dê as rédeas do destino da economia aos trabalhadores que produzem a riqueza!
MARCHA PELO EMPREGO: UMA IMPORTANTE INICIATIVA DO BLOCO DE ESQUERDA!
A iniciativa é do Bloco de Esquerda (BE). Mas é uma iniciativa que tem de ir muito para além do BE.Lutar pelo direito ao emprego e ao trabalho, num momento em que empresas continuam a fechar ao mesmo tempo que se sucedem grandes negociatas em Bolsa, é uma exigência! A iniciativa proposta pelo BE é, por isso, uma iniciativa que merece ser apoiada e ampliada muito para além do espaço do Bloco.
Trabalhadores, jovens, sindicatos, comissões de trabalhadores, desempregados, grupos de cidadãos, partidos ... todos devem fazer do DIREITO AO EMPREGO E AO TRABALHO uma clara exigência nacional!
A MARCHA PELO EMPREGO decorrerá de 1 a 17 de Setembro. Até lá, é tempo de explicar a iniciativa, de dar corpo a um movimento com força social e política por direitos que o liberalismo e as políticas neo-liberais têm espezinhado!
Sugerimos que visitem, para já, o portal do Bloco de Esquerda www.bloco.org e participem numa iniciativa que se deve tornar num movimento social que exija que o emprego e o trabalho voltem a ser um vector orientador das políticas governamentais!
sábado, abril 29, 2006
1º DE MAIO: REINVIDICAÇÕES CENTENÁRIAS ... ACTUAIS!

1º de Maio de 2006 ... algumas reinvidicações que permanecem actuais:
- 8 horas de trabalho diárias;
- direito ao emprego e ao trabalho;
- reconhecimento do trabalho;
- direitos democráticos e laborais;
- direito a uma reforma digna;
- direito ao descanso depois de uma vida de trabalho;
- há vida depois de uma vida de trabalho assalariado;
- não à precariedade nos empregos ... quem disse que não é possível um trabalho para toda a vida?
A comemoração do 1º de Maio é uma comemoração centenária! Mas será que o apelo da Associação Internacional dos Trabalhadores, em 1886, não permanece actual?
Já avaliaram quanto o liberalismo tem obrigado a retroceder em matéria de direitos democráticos, sociais e laborais?
Não será o SOCIALISMO (expurgado dos desvios liberais e totalitários) uma exigência GLOBAL?
domingo, abril 23, 2006
PROJECTO SOCIALISTA: uma proposta da esquerda do PSF!
As correntes da esquerda do PSF - Forces Militantes e Democratie & Socialisme - lançaram uma proposta de PROJECTO SOCIALISTA dirigido, sob a forma de apelo, ao povo francês, a toda a esquerda, a todos os trabalhadores, aos assalariados e à juventude. Apelam a uma VIª Republica Social. São propostas para uma alternativa anti-liberal.As duas correntes que agora convergem podem ser consultadas em Democratie & Socialisme http://www.democratie-socialisme.org e em Forces Militantes http://www.forces-militantes.org .
TRIBUNA SOCIALISTA considera que se trata de uma proposta séria que mereceria ser discutida por todas as correntes que, no plano internacional, se reinvidicam de uma perspectiva socialista, democrática e libertária.
As referidas correntes socialistas propõem A TODA A ESQUERDA uma alternativa, um autentico projecto de transformação social, e não uma simples alternancia social-liberal.
A proposta que apresentam decorre da experiência dos acontecimentos provocados por anos de políticas liberais e de direita, e, também do movimento que deu o "NÃO" anti-liberal no referendo à dita Constituição europeia. Consideram que é uma proposta que procura responder à excepcional mobilização da juventude e dos trabalhadores contra o CPE (Contrato de Primeiro Emprego), entretanto derrotado nas ruas.
São propostas que pretendem ser mais do que palavras. São a expressão de uma vontade política para um outro sentido para França e para a Europa. Apelam, por isso, também a todas as forças progressistas europeias e à sua mobilização para a construção de uma outra Europa, uma Europa Social.
Acompanharão e apoiarão um amplo movimento social e internacionalista por uma alter-mundialização!
segunda-feira, abril 17, 2006
NOTÍCIAS DE FRANÇA: MOVIMENTO SOCIAL DERROTA O CPE!
A revista DEMOCRATIE & SOCIALISME http://www.democratie-socialisme.org, no seu número de Março dá grande destaque ao movimento contra o CPE (Contrato de Primeiro Emprego).Revista das esquerdas do PSF, D&S considera que a derrota do CPE é também uma oportunidade para derrotar Villepin, Sarkozy e o seu governo de direita.
400.000 em 7 de Fevereiro, 800.000 em 7 de Março, 1.5 milhões em 18 de Março e 2.7 milhões em 28 de Março ... demonstram que foi possível derrotar uma lei liberal a partir de uma mobilização unitária em crescendo.
domingo, abril 16, 2006
COMEMORAR O QUÊ EM 25 DE ABRIL DE 2006??

Comemorar o quê em 25 de Abril de 2006?
As comemorações na Assembleia da Republica representarão, uma vez mais, uma espécie de legitimação do afunilamento da democracia e do exercício da democracia. A parlamentarização da democracia tem significado menos democracia, menos participação cidadã, menos direitos, ..., uma negação do que foi a resposta popular em 25 de Abril de 1974!
As comemorações na Assembleia da República representarão, mais uma vez, uma tentativa de revisão da História: a democracia que se tem em 2006 é a imposição do modelo liberal! Ora o 25 de Abril não foi feito pelos representantes dos lobbies financeiros, não foi feito pelos chamados empresários. O 25 de Abril representou auto-iniciativa popular e cidadã. O 25 de Abril implicou também a coragem de se construir um novo modelo social, político e económico. Um modelo assente na auto-iniciativa dos trabalhadores, dos cidadãos, dos jovens! O 25 de Abril não foi nem pode ser confundido com economias neo-liberais, mascaradas ou não de "economia de mercado" ou de "economia social de mercado".
Comemorar o 25 de Abril em 2006 é, para nós, redescobrir caminhos para a afirmação da auto-iniciativa popular. Nas ruas, nos locais de trabalho, nas escolas ... É também saber reafirmar o socialismo (despido de todas as suas deformações liberais e totalitárias) como a alternativa global ao capitalismo/liberalismo !
Em 2006, as comemorações do 25 de Abril deveriam permanecer nas ruas. Em 25 de Abril de 2006 as pessoas, os cidadãos, os trabalhadores e os jovens deveriam reafirmar Abril com o retomar da capacidade de auto-organização, de auto-iniciativa, de auto-gestão ... contra o excesso de representativismo, contra a parlamentarização da democracia, contra o excesso de deveres e a falta de direitos, contra a precarização (que só é inevitável com a economia de mercado) do trabalho e do emprego, contra o não reconhecimento do trabalho, ... , contra esta nova forma de dominação do dia-a-dia de cada um de nós!
sábado, abril 15, 2006
A DEMOCRACIA PARLAMENTAR NÃO EXISTE

O colectivo A LUTA SOCIAL comentou da seguinte forma a posta anterior de TRIBUNA SOCIALISTA sobre as faltas dos deputados da democracia que vamos tendo:
"A democracia parlamentar não existe.
A única democracia é a que de facto te permite decidir sobre a tua vida, sobre tudo o que te diz respeito. Essa democracia é a democracia directa, há muito inventada pelo movimento operário, mas ainda não experimentada por largo período e na extensão de regiões grandes, pois em lado nenhum a revolução socialista libertária triunfou de modo estável.
Porém, essa democracia verdadeira, a democracia directa, aliada ao federalismo, é posta em prática por milhares de colectivos anarquistas, anarco-sindicalistas, socialistas libertários e comunistas libertários, pelo mundo fora. Não é pois nenhuma utopia. Apenas tem de ser ampliada para a escala maior de uma sociedade inteira.
Um dos erros mais graves dos "políticos" é pretenderem ver uma qualquer legitimidade no regime que está instalado. Ele não tem a mínima legitimidade. Os que estão no poder, estão lá à custa do engano, da fraude, da mentira. Nem se pode dizer que sejam representantes da sensibilidade deste ou daquele sector da população! Basta ver que a grande maioria das pessoas que votou nas últimas eleições, o fez com um sentimento "socialista" (no sentido lato do termo) genuíno, não o fez para dar o aval a uma direcção do PS composta por lacaios do neo-liberalismo, direcção essa que sabia de antemão qual seria o progrma real de governo e que o ocultou, pois só assim é que poderia abocanhar o poder.
O 25 de Abril não volta mais, o que é preciso é um novo sopro revolucionário, que esteja marcado pelas questões actuais, pelas questões que têm a ver com:
- a precariedade no trabalho
- o poder na empresa e na sociedade
- a auto-organização
- a horizontalidade
- a extinção do capitalismo
- a salvaguarda do ecossitema
- o fim das discriminações etc.
O 25A teve a ver com : o fim das guerras coloniais, o fim de uma ditadura fascista, a necessidade de expressão livre, a ruptura com um proteccionismo capitalista, o fim do isolamento político-diplomático, etc. A componente "socialista" apenas correspondeu ao "colorido" necessário para fazer o povo aderir a uma "revolução" essencialmente burguesa, a última revolução burguesa ocorrida na Europa antes do desmoronar da URSS e dos regimes totalitários do Leste no fim da década de 80 princípios de 90.
Que ninguém se engane (ou auto-engane)! O caminho da revolução neste país, não é o prolongamento da "revolução" burguesa de 25 de Abril de 74!!!"
Manuel Baptista
quinta-feira, abril 13, 2006
QUE DEMOCRACIA É ESTA?????

Os deputados foram para férias e, ainda por cima, terão assinado uma presença que não se verificou!
Esta é a notícia que encheu jornais e abriu telejornais ... sempre acompanhado de inquéritos de rua, com as respostas selecionadas contra os políticos que são todos iguais!!..
Daqui por uns dias, passa mais um ano sobre o 25 de Abril de 1974 ... para alguns, parece que antes dessa data os políticos não eram todos iguais ...
Mas será que em 2006 temos em Portugal alguma democracia parecida com a democracia que jovens, mulheres e homens quiseram construir nas ruas, nos locais de trabalho, nas escolas, a seguir ao 25 de Abril de 1974?
Ou temos uma democracia parecida com a democracia formal, burguesa, dos lobbies, da representação em proveito próprio que já vigorava numa Europa que também já se tinha esquecido dos momentos de libertação do nazismo no pós-2ª guerra mundial?
A democracia portuguesa está, cada vez mais, igual à democracia (!) que vigora nas empresas deste país: democracia para as administrações e direcções, rolha na boca para os restantes!
Esta é que é a realidade! ... e a Assembleia da Republica segue o exemplo.
Mas quanto aos deputados faltosos, é importante que se realce que os mais faltosos foram 50 do PSD e 49 do PS! ... Ou seja, os partidos do chamado "centrão", os partidos da "alternancia" que alguns querem apresentar como a verdadeira democracia ...
A democracia portuguesa é hoje uma formalidade, uma fachada sem edificio! Os cidadãos parece que só existem para o exercicio dos seus deveres, esquecendo-se sistemáticamente, como regra, os seus direitos. Há uma imensa lei da rolha e do medo que vai condicionando a iniciativa cidadã e popular!
Mas é possível MUDAR, é possível trazer de volta o 25 de Abril para as ruas, para as escolas, para os locais de trabalho! Porque é que foi possível aos jovens e trabalhadores franceses derrotarem uma lei neo-liberal, o chamado "Contrato do Primeiro Emprego" (CPE), descendo às ruas e lutando ... até ao objectivo pretendido ?!
sábado, março 25, 2006
AMIGO MAIOR QUE O PENSAMENTO ...

Mail recebido da ASSOCIAÇÃO JOSÉ AFONSO em 25 de Março:
A AJA cumpre o doloroso dever de comunicar o súbito falecimento da sua
Presidente, Natércia Campos.
"Amigo maior que o pensamento" cantou, José Afonso, um dia. Hoje dizemo-lo
nós, sobre a amiga e companheira de árduas e longas batalhas.
O funeral realizar-se-á no Domingo dia 26, pelas 12H00, para o Cemitério dos
Olivais, partindo pelas 11H00 das instalaçõeses do Teatro O Bando, em Palmela,
onde o corpo se encontrará a partir das 12H00 de Sábado, dia 25.
"Outra voz outra garganta
Outra mão que se estende à que tombara
Uma fagulha num palheiro acesa
Ó meus irmãos a luta já não pára"
de José Afonso, escrito na prisão de Caxias.
segunda-feira, março 20, 2006
NÃO AO NUCLEAR! ... E o Sol, o Vento, o Mar e os Rios???

Paulatinamente os partidários do Nuclear vão avançando. Nos principais media, os pró-nuclear já parece terem um lobby capitaneado por um Patrick Monteiro de Barros.
Como qualquer lobby defensor do liberalismo, também este busca argumentos baseados em numa óptica de custos. Seria barato e com proveitos rápidos ... ainda por cima totalmente privado!!...
Camuflam esses argumentos, com dissertações sobre a "segurança" da opção nuclear. Afirmam a "quase" inexistência de riscos ... E falam nisto e assim, porquê? Precisamente porque no século XXI, o nível de informação sobre a insegurança e os riscos do nuclear já não é exclusivo de uma minoria de informados! Todos os pequenos e grandes acidentes que o nuclear registou, estão na memória de milhões deste Planeta.
Por cá, não se esqueçam do Sol, do vento, do mar, dos rios que existem! Opções "caras" para os que preferem o "barato" (!) nuclear ... mas opções seguras! E, a propósito, não se esqueçam de consultar as populações ... falando claro sem linguagens que só os técnicos percebem!



